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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Defesa Civil de Lages presta solidariedade aos municípios da região

Lages, 06/12/2013, Assessoria de imprensa do município de Lages





Os temporais repentinos que começaram a se formar na madrugada desta quinta-feira (05), na Serra catarinense assustaram a população dos municípios de Cerro Negro e São José do Cerrito e causaram prejuízos. Chuvas de granizo e intensas rajadas de vento destelharam casas, pontos comerciais e prédios públicos, prejudicaram a agricultura e derrubaram árvores.






Assim que foi informado de que a situação em Lages está sob controle, o prefeito Elizeu Mattos determinou que a Defesa Civil enviasse equipes técnicas para Cerro Negro e São José do Cerrito, dois dos municípios mais atingidos, para auxiliar as dezenas de famílias desabrigadas. O auxílio de Lages é operacional e administrativo. “A Defesa Civil está contribuindo com capital humano e disponibilizando lonas para a cobertura de residências. Há áreas que ainda permanecem sem fornecimento de energia elétrica, de telefonia e há pontos sem internet”, explica o coordenador Adilson Panek.






O trabalho dos profissionais de Lages nas cidades atingidas é também de monitoramento, busca por novos sinistros e ajuda no registro das demandas para as providências a partir do decreto de Situação de Emergência, e com vistas à produção de levantamento e relatório a serem encaminhados à Secretaria de Estado da Defesa Civil.






Geradores de energia elétrica foram levados aos municípios pela Defesa Civil lageana para agilizar o acesso e produção de documentos sobre os efeitos do fenômeno natural. “A situação em Lages está sob controle, por isso estamos levando a nossa solidariedade aos municípios da região mais atingidos, como determinou o prefeito”, disse Panek.






Cerro Negro


Em Cerro Negro, a situação se mostra alarmante. A prefeita Sirlei Kley Varela explicou à Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Lages que 342 famílias foram atingidas pelos temporais, granizo e ventos, moradoras das zonas urbana e rural. Na área urbana, segundo a prefeita, vivem 800 famílias. “Apenas três ou quatro casas ficaram livres; 99% da área urbana foi atingida”, informa. O município tem 3.580 habitantes, com 80% de sua população vivendo no meio rural, e já foi decretada Situação de Emergência.


Prédios do poder público estão debaixo d’água ou destelhados. “Estão comprometidas as coberturas da Igreja Matriz, do salão paroquial, salão de eventos, escolas. A prefeitura está inundada e resta uma escola estadual, a Otília Ulissea Ungaretti, onde apenas três salas se livraram das águas. Faremos uma avaliação nela para ver se há condições seguras para receber moradores desabrigados, principalmente crianças e idosos”, revela. Estradas do interior e plantações foram avariadas. Em alguns casos, houve 100% de perda.




São José do Cerrito




O vice-prefeito Moacir Ortiz contabilizou os problemas. A chuva, que iniciou por volta das 3h em São José do Cerrito, chegou acompanhada de ventanias com velocidade superior a 80 quilômetros por hora, segundo ele. “A chuva durou cerca de meia hora e atingiu 200 famílias, considerando áreas urbana e rural. O Centro, somado aos bairros próximos, totalizou 80 famílias prejudicadas. No meio rural está o restante dos estragos. Estradas vicinais em vários pontos e a agricultura foram avariadas. Bueiros foram obstruídos, danificando as condições das vias de chão batido. Prédios públicos também foram destelhados”, contou. Foi decretada Situação de Emergência pelo prefeito Arno Tadeu Marian.








Foto: Sandro Scheuermann / Divulgação

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Morador de Palmeira pede ajuda para reforma de sua casa

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Palmeira, 05/11/2013 Rubiane Lima/Correio Otaciliense
 
 “Eu só quero poder ter segurança na minha casa, nunca pedi nada a ninguém, sempre trabalhei, mas agora preciso de ajuda, pois sozinho não consigo arrumar onde moro”, assim lamenta José Fidélis, que há aproximadamente 30 anos mora nas margens da SC 114, próximo ao trevo de acesso de Palmeira.
Ele conta que o terreno onde mora foi cedido pelo proprietário, para que ele fizesse uso e morasse sem tempo determinado para a devolução, mas a casa está com as madeiras bastante danificadas pelo tempo e segundo o morador, correm o risco de desabar a qualquer momento.
Fidélis lembra que trabalhava em uma fábrica, mas acabou machucando sua coluna, ficando licenciado por problemas de saúde.
“Já faz mais de dois meses que não recebo meu salário que recebia há quase sete anos, estou vivendo com a ajuda dos filhos que mandam cesta básica e ajudam a gente como podem”, lamenta também, dizendo que não pode fazer esforço físico por conta de seu problema de saúde.
A esposa de José, Maria dos Prazeres de Lima, explica que sofre de problemas no coração e toma remédios controlados.
“A gente não quer prejudicar ninguém, só estamos precisando de ajuda e estamos com a casa aberta para quem quiser vir conhecer a nossa realidade, pois assim não podemos mais viver”, diz. Fidélis informa que se assusta quando escuta barulho de trovões.
“Ficamos com medo com qualquer barulho, quando vemos que vai chover forte e tem muito vento, temos que levar nosso colchão para a parte mais firme da casa, pois temos medo que tudo caia em cima da gente”, cita.
Da mesma forma, o morador da Avenida Alexandre Murara, no bairro São Luiz, José Araújo pede ajuda para refazer sua residência que também alega estar caindo. José mora com o filho e conta que após o período de chuvas a casa ficou ainda mais danificada.
“Já não temos banheiro, usamos patente, agora com a chuva as telhas quebraram, está tudo molhando, não temos água encanada e estamos aguardando uma solução”, conclui.
Segundo o prefeito José Valdori Hemkemaier, há um projeto realizado pelo município, onde a prefeitura paga toda a mão de obra para reforma e construção de casa e o morador paga apenas o material.
“Estamos disponibilizando carpinteiros e pedreiros da secretaria de obras para este trabalho, basta o morador vir até a secretaria de assistência social, preencher seu cadastro e aguardar seu protocolo de atendimento, a ordem de chegada é que vai definir quando a casa receberá os profissionais”, informa.
Além disso, Durica deixa claro que está tramitando projeto em parceria com a COHAB, onde é feito um cadastro da família, através da secretaria e ele pode receber a quantia de R$ 5 mil para reforma, ou R$ 10 mil para construção, não havendo custo algum para a família.
Desde o dia 1º estarão abertas as inscrições para casa nova e até esta sexta-feira, 25, para reformas. Maiores informações podem ser conseguidas na secretaria de assistência social, que pede que os moradores acompanhem seus processos até a conclusão, pois a falta de documentos pode atrapalhar os trâmites para a aquisição dos recursos.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Após incêndio, famílias lutam para reconstruir as suas vidas

Após incêndio, famílias lutam para reconstruir as suas vidas
Painel, 05/11/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Em meio às cinzas, a dona de casa Ester Aparecida Rosa dos Santos tenta encontrar o que sobrou de sua casa, destruída por um incêndio no último fim de semana, em Painel, na Serra. Além da casa dela, o fogo atingiu outras três residências, deixando mais de 20 pessoas sem ter onde morar.




Com o auxílio de uma prima, nesta segunda-feira (04) à tarde ela recolhia pedaços de lenha que estavam no fundo da casa e que não foram atingidos. “Perdemos tudo”, lamenta ela, que morava na residência com dois filhos, irmã, sobrinha, mãe e avós.




Ela conta que estava tomando chimarrão com os familiares quando o fogo começou. “Vi uma fumaça preta saindo da cobertura. Saímos correndo e o fogo se alastrou rápido para outras casas. Não deu tempo de fazer nada”, lembra.




Segundo ela, ao ver as chamas se alastrando o desespero e o medo tomaram conta dos moradores. A mãe dela, que recém fez uma cirurgia de varizes e estava acamada, teve que ser retirada às presas por uma vizinha para evitar o pior. “Muita gente chorava. Foi terrível”.





Até o dinheiro da aposentadoria de seus avós, recebido um dia antes do acidente, foi consumido pelo fogo. “Meus avós estão desesperados. Perdemos tudo o que conseguimos construir a vida inteira.





Providências



A secretária de Assistência Social do município, Karin Amarante disse que a prefeitura aguarda do laudo do Corpo de Bombeiros para definir sobre a reconstrução das casas.





Ela adiantou que o município não “tem condições financeiras” de reconstruir as casas, por isso, pede ajuda da comunidade, com a doações de madeira e dinheiro, por exemplo.




Como ajudar

Depósito bancário: conta corrente: 3371-5, agência 3088-0 do Sicoob. Todo o dinheiro arrecadado será destinado à construção das casas das famílias atingidas.

Telefones - Secretaria de Assistência Social de Painel: 3235-0034 / 8835-5479. Por meio destes números a população pode  fazer doações de roupas, calçados, móveis, madeira, por exemplo.



“Minha irmã  ficou apenas com a roupa do corpo”


Quatro residências, sendo três de madeira e uma de alvenaria, foram atingidas. Esta última afetou parcialmente, mas corre o risco de desabar e foi interditada. A suspeita é que o fogo começou a partir de um curto-circuito na rede elétrica.




A dona de casa Ita Regina Correa da Silva, de 53 anos, conta que a sua irmã, que também foi afetada, perdeu tudo. “Ela tinha ido ao cemitério e quando voltou encontrou a casa em chamas. Perdeu dinheiro e até os documentos. Ficou só com a roupa do corpo”, lembra.




As quatro famílias estão morando de favor na casa de parentes. Além de trabalhar para reconstruir as residências, a prefeitura não descarta conceder aluguel social às vítimas do incêndio.





Fotos: Adecir Morais

domingo, 3 de novembro de 2013

Famílias da cidade de Painel aguardam ajuda

Famílias da cidade de Painel aguardam ajuda
Painel, 04/11/2013, Correio Lageano




As famílias que ficaram desabrigadas depois do incêndio que aconteceu na tarde do último sábado (02), em Painel, receberam cestas básicas e roupas doadas pela prefeitura do município. Eles, contam, agora, com a solidariedade dos serranos para poderem reconstruir suas vidas.




“Primeiramente procuramos abrigá-las no ginásio, mas como precisam cozinhar e tomar banho, conseguimos casas de parentes, amigos e conhecidos”, lembra a secretária de Assistência Social do município, Karin Amarante.




O incêndio aconteceu por volta das 17 horas de sábado, e atingiu quatro casas na rua Otacílio Amarante, no Centro de Painel.




Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio provavelmente começou em uma residência de 100 metros quadrados, onde moravam cinco pessoas. O fogo se alastrou rapidamente para outras três casas vizinhas. Duas delas foram totalmente destruídas pelas chamas e uma teve perdas de cerca de 10%. Duas residências eram de madeira, uma de alvenaria e uma mista.



A suspeita do Corpo de Bombeiros é que o incêndio tenha começado devido a um curto circuito. Porém, somente a perícia irá apontar a causa.




Deslocamento | Um sargento do Corpo de Bombeiros conta que para chegar a Painel, os bombeiros levam 15 minutos para atravessar os 30 quilômetros que separam Lages e a cidade. O caminhão usado neste tipo de ocorrência é mais pesado, por isso demorou mais tempo que o normal. Aproximadamente 30 mil litros d’água foram usados para combater as chamas.




Solidariedade| A comunidade está engajada na assistência aos desabrigados e pede a ajuda de toda a Serra Catarinense. Três famílias perderam todos os seus pertences com o incêndio.




Os interessados em auxiliar poderão entrar em contato pelos telefones  (49) 3235-0034 na Secretaria de Assistência Social de Painel ou em Lages pelo telefone (49) 3222-1502, na Drogaria São Sebastião.




Foto: Divulgação