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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Realocação de famílias permite que obra siga na Av. Ponte Grande

Lages, 04/02/2014, Correio Lageano



Um total de 40 famílias que residiam às margens do rio Ponte Grande, em Lages, foram realocadas, permitindo o avanço das frentes de trabalho e evitando o risco de sofrerem com alagamentos por conta da proximidade com o rio. O total de realocações soma mais de 150. As transferências foram nos trechos de divisão das áreas 2, 3 e 4, onde as realocações estão ocorrendo simultaneamente. No 1 ainda não se iniciaram.




Atualmente, oito realocações estão em andamento. Do trecho 1 constam os bairros Gethal, parte do São Sebastião e São Vicente, os bairros do Santa Maria e parte do Coral. Caravágio, Guarujá, uma parcela do São Sebastião, outra do Coral e uma do Ferrovia formam o trecho 3. O 4 é composto pelos bairros Popular, Várzea e parte do Ferrovia.




Aluguel social| As famílias realocadas foram transferidas para imóveis com locação custeada pela Prefeitura de Lages em valores de até R$ 442,75, onde permanecerão até que as obras do condomínio no Várzea, sejam concluídas.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mais de 200 famílias são atingidas

Mais de 200 famílias são atingidas
São José do Cerrito, 06/12/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich


O colchão encharcado estava no canto da cama,  dando lugar a móveis, roupas e pertences. Os equipamentos eletrônicos foram cobertos com plástico.  Na tentativa de evitar que eles fossem danificados. A rotina de Carla Graziela Waltrick mudou na madrugada de quinta-feira, juntamente com mais de 200 famílias de São José do Cerrito.



Eram 3h30min quando Carla acordou assustada com pedras de granizo invadindo a sua casa. Todo o telhado foi destruído. “Corremos para a área para tentar nos proteger. Não deu tempo de tirar nada de casa”, conta Carla.



Ela mora em uma casa de duas peça atrás da casa de sua mãe que também foi atingida pela chuva. Ela estima que nas duas casas terão um prejuízo de R$ 3 mil para reconstruir o telhado.


Pedras do tamanho de um ovo


Na casa de Dionei dos Santos Ferreira, as pedras de granizo a deixaram totalmente descoberta. “Chovia igual na rua. Saímos correndo para a casa da minha mãe. Minha filha se assustou e chorava muito”, conta Dionei.


Ele mora com a esposa e com a filha de quatro anos, ele ainda não sabe o quanto perdeu, mas a televisão e outros aparelhos eletrônicos estragaram. “Acho que também vou perder o sofá, o guarda-roupa e a cozinha, porque ficou tudo muito molhado”, afirma Dionei. Ele mora em São José do Cerrito há 10 anos e esta foi a primeira vez que sua casa foi atingida. De forma emergencial sua casa foi coberta com lona.



Casas sem forro sofreram os maiores estragos

A chuva de granizo que durou cerca de 30 minutos deixou a casa de Solange Matias de Oliveira alagada. Ela mora no bairro Nossa Senhora Aparecida, um dos  mais atingidos de São José de Cerrito. Foram 28 casas que tiveram o telhado perfurado pelas pedras.


Ela mora com um filho e quando a chuva começou, foi para a casa de sua mãe.
“Fiquei com muito medo. No meu quarto os furos no telhado foram enormes. Não tenho forro, então tudo ficou molhado, o colchão e as roupas”, conta Solange.
Esta foi a segunda vez que a casa de Solange é atingida por chuva de granizo. Nem as folhas duplas de eternite foram suficientes. Ela aguarda, agora, a ajuda da prefeitura para trocar o telhado.


Tarde para reconstruir e limpar as casas



Muitos moradores de São José do Cerrito não foram trabalhar ontem para poder colocar em ordem suas casas. A cidade decretou situação de emergência. A Defesa Civil do Estado foi acionada e a expectativa é que até a manhã de hoje cheguem 5 mil folhas de eternite no município.



“O nosso trabalho começou ainda na madrugada. O prefeito acionou todas as secretarias e dividimos as equipes para avaliarmos os estragos. Nem tudo foi computado. Nosso município tem mais de 900 km de extensão e 40 comunidades”, destaca o vice-prefeito Moacir Ortiz.



Os estragos nas comunidades do interior da cidade ainda não foram todos registrados. De acordo com um relatório da Epagri, 300 hectares de milho, feijão, soja e hortaliças foram destruídos pelo granizo. Ainda não foi feito o levantamento dos prejuízos. O ginásio de esportes, e o Parque de Exposições da cidade foram atingidos. Algumas estradas do interior também ficaram danificadas.



Lonas: A prefeitura disponibilizou lonas de forma emergencial para cobrir o telhado das casas. “Cobri a casa com lona. Tentei comprar eternite, mas não tinha. Hoje nem fui trabalhar para ficar limpando a casa. Nosso colchão molhou, mas graças a Deus os móveis não ficaram danificados”, conta Delminda Couto. A prefeitura disponibilizou o telefone (49) 3242-1111 para doações.



Estragos atingiram outras cidades

Cerro Negro, Ponte Alta e Bom Jardim da Serra também foram atingidas pelo granizo e pelo vento. Em Cerro Negro, 90% das casas ficaram destelhadas, atingindo 250 famílias. A chuva derrubou  árvores no centro. De acordo com a Defesa civil, até o final da tarde, o município estava sem luz e sem linha telefônica. A cidade deverá decretar situação de emergência.


Em Bom Jardim da Serra, o vendaval atingiu 20 casas, segundo relatório da Defesa Civil Estadual. Em virtude do mau tempo, a Celesc informou que, até às 14h30min de ontem, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em 210 mil unidades consumidoras no Estado, cerca de 8% das unidades atendidas pela Empresa.



As interrupções são causadas, principalmente, pela queda de vegetação sobre a rede e por descargas atmosféricas, e o granizo. Na região de Lages, 23 mil unidades ficaram sem energia e 19 equipes trabalharam para recuperar o sistema.



Fotos Silviane Mannrich

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Após incêndio, famílias lutam para reconstruir as suas vidas

Após incêndio, famílias lutam para reconstruir as suas vidas
Painel, 05/11/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




Em meio às cinzas, a dona de casa Ester Aparecida Rosa dos Santos tenta encontrar o que sobrou de sua casa, destruída por um incêndio no último fim de semana, em Painel, na Serra. Além da casa dela, o fogo atingiu outras três residências, deixando mais de 20 pessoas sem ter onde morar.




Com o auxílio de uma prima, nesta segunda-feira (04) à tarde ela recolhia pedaços de lenha que estavam no fundo da casa e que não foram atingidos. “Perdemos tudo”, lamenta ela, que morava na residência com dois filhos, irmã, sobrinha, mãe e avós.




Ela conta que estava tomando chimarrão com os familiares quando o fogo começou. “Vi uma fumaça preta saindo da cobertura. Saímos correndo e o fogo se alastrou rápido para outras casas. Não deu tempo de fazer nada”, lembra.




Segundo ela, ao ver as chamas se alastrando o desespero e o medo tomaram conta dos moradores. A mãe dela, que recém fez uma cirurgia de varizes e estava acamada, teve que ser retirada às presas por uma vizinha para evitar o pior. “Muita gente chorava. Foi terrível”.





Até o dinheiro da aposentadoria de seus avós, recebido um dia antes do acidente, foi consumido pelo fogo. “Meus avós estão desesperados. Perdemos tudo o que conseguimos construir a vida inteira.





Providências



A secretária de Assistência Social do município, Karin Amarante disse que a prefeitura aguarda do laudo do Corpo de Bombeiros para definir sobre a reconstrução das casas.





Ela adiantou que o município não “tem condições financeiras” de reconstruir as casas, por isso, pede ajuda da comunidade, com a doações de madeira e dinheiro, por exemplo.




Como ajudar

Depósito bancário: conta corrente: 3371-5, agência 3088-0 do Sicoob. Todo o dinheiro arrecadado será destinado à construção das casas das famílias atingidas.

Telefones - Secretaria de Assistência Social de Painel: 3235-0034 / 8835-5479. Por meio destes números a população pode  fazer doações de roupas, calçados, móveis, madeira, por exemplo.



“Minha irmã  ficou apenas com a roupa do corpo”


Quatro residências, sendo três de madeira e uma de alvenaria, foram atingidas. Esta última afetou parcialmente, mas corre o risco de desabar e foi interditada. A suspeita é que o fogo começou a partir de um curto-circuito na rede elétrica.




A dona de casa Ita Regina Correa da Silva, de 53 anos, conta que a sua irmã, que também foi afetada, perdeu tudo. “Ela tinha ido ao cemitério e quando voltou encontrou a casa em chamas. Perdeu dinheiro e até os documentos. Ficou só com a roupa do corpo”, lembra.




As quatro famílias estão morando de favor na casa de parentes. Além de trabalhar para reconstruir as residências, a prefeitura não descarta conceder aluguel social às vítimas do incêndio.





Fotos: Adecir Morais

domingo, 3 de novembro de 2013

Famílias da cidade de Painel aguardam ajuda

Famílias da cidade de Painel aguardam ajuda
Painel, 04/11/2013, Correio Lageano




As famílias que ficaram desabrigadas depois do incêndio que aconteceu na tarde do último sábado (02), em Painel, receberam cestas básicas e roupas doadas pela prefeitura do município. Eles, contam, agora, com a solidariedade dos serranos para poderem reconstruir suas vidas.




“Primeiramente procuramos abrigá-las no ginásio, mas como precisam cozinhar e tomar banho, conseguimos casas de parentes, amigos e conhecidos”, lembra a secretária de Assistência Social do município, Karin Amarante.




O incêndio aconteceu por volta das 17 horas de sábado, e atingiu quatro casas na rua Otacílio Amarante, no Centro de Painel.




Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio provavelmente começou em uma residência de 100 metros quadrados, onde moravam cinco pessoas. O fogo se alastrou rapidamente para outras três casas vizinhas. Duas delas foram totalmente destruídas pelas chamas e uma teve perdas de cerca de 10%. Duas residências eram de madeira, uma de alvenaria e uma mista.



A suspeita do Corpo de Bombeiros é que o incêndio tenha começado devido a um curto circuito. Porém, somente a perícia irá apontar a causa.




Deslocamento | Um sargento do Corpo de Bombeiros conta que para chegar a Painel, os bombeiros levam 15 minutos para atravessar os 30 quilômetros que separam Lages e a cidade. O caminhão usado neste tipo de ocorrência é mais pesado, por isso demorou mais tempo que o normal. Aproximadamente 30 mil litros d’água foram usados para combater as chamas.




Solidariedade| A comunidade está engajada na assistência aos desabrigados e pede a ajuda de toda a Serra Catarinense. Três famílias perderam todos os seus pertences com o incêndio.




Os interessados em auxiliar poderão entrar em contato pelos telefones  (49) 3235-0034 na Secretaria de Assistência Social de Painel ou em Lages pelo telefone (49) 3222-1502, na Drogaria São Sebastião.




Foto: Divulgação

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Famílias não puderam voltar para suas casas

Famílias não puderam voltar para suas casas
Lages, 13/08/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia




A água nem havia baixado na manhã de segunda-feira (12) e algumas famílias que residem à beira do rio Carahá, nos bairros Habitação e Caça e Tiro,  já contabilizavam prejuízos. Depois da chuva que provocou alagamentos em diversos bairros de Lages no final de semana, cerca de 40 famílias precisaram sair de suas casas e, como a previsão é de mais chuva para hoje e amanhã, a Defesa Civil não liberou a volta.



O carpinteiro Deivid Souza, de 25 anos, conta que quando viram a água começar a  subir na noite de sexta-feira, ele e os familiares sabiam que boa coisa não viria. “Quando notei que o rio ‘tava’ alto, a gente já foi embalando as roupas e os documentos. Foi tudo muito rápido”, conta.



A família reside no bairro Habitação, às margens do Carahá, há 10 anos, e esta é a quarta vez que uma enchente leva tudo o que têm. Dos móveis da casa, pouco se salvou. “A última vez que isso aconteceu foi há dois anos, quando a gente sofreu com três enchentes seguidas”, lembra.



Na casa de Deivid moram nove pessoas, incluindo sua esposa e filho, de apenas 5 meses. Eles e a maioria dos vizinhos estão temporariamente hospedados em uma madeireira no mesmo bairro.




A família de Deivid sobrevive da coleta e venda de materiais recicláveis e, para não perder o material que coletaram nos últimos dias, precisaram ensacar e amarrar tudo nas cercas da casa. O cavalo que a família utiliza para trabalhar, foi levado para um local seguro. As gaiolas utilizadas no transporte dos materiais, continuavam debaixo d’água na manhã de segunda.



Meteorologia prevê mais chuva para terça-feira (13) e quarta-feira  (14)



A dona de casa Suelen Branco, de 29 anos, reside  no bairro Vila Nova e também foi pega de surpresa com a chuva do último final de semana. Ela, o marido e os dois filhos precisaram correr às pressas para a casa de sua sogra quando notaram que a água começou a subir.



Suelen conta que, quando começa a chover com intensidade, ela já fica alerta para as consequências. “A gente nem se esmera de comprar coisas novas pra casa, porque sabe que com as chuvas, perde muita coisa”, diz.


Em sua casa, a água já havia baixado completamente ontem, mas por causa da previsão de mais chuva, ela tem receio de voltar. “O pior é a sujeira que fica. Tem muito bicho que aparece, é perigoso para saúde das crianças”.



De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, a previsão de mais chuva para os próximos dias deixa o órgão e também a Secretaria de Meio Ambiente em alerta. “A situação é preocupante porque o nível do Caveiras está no limite”, comenta ele.




CAVEIRAS



Os 120 milímetros de chuva do final da semana passado, provocaram o represamento do Rio Caveiras e, consequentemente, os alagamentos, deixando diversas famílias desalojadas. Panek alerta que as duas laterais das marginais do rio Carahá correm o risco de sofrerem com alagamentos, caso a chuva volte a acontecer com tamanha incidência.



Previsão



De acordo com a Epagri/Ciram deve chover cerca de 45mm nesta terça-feira. Amanhã, são esperados pelo menos 10mm.



Fotos: Núbia Garcia

domingo, 10 de março de 2013

Lages tem 7,5 mil famílias pobres



Lages tem 7,5 mil famílias pobres
Lages, 11/03/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



Muitas dessas pessoas estão desempregadas e dependem da ajuda do poder público e de entidades sociais para sobreviver



Delma Crescêncio, de 38 anos, vive com o marido e quatro filhos em uma casa simples do bairro Ferrovia, um dos mais pobres de Lages, na Serra Catarinense. Com uma renda de menos de um salário mínimo, fruto do Bolsa Família e da venda de lixo reciclável, a família sobrevive com muitas dificuldades. O dinheiro mal dá para comer.



A família de Delma faz parte de uma triste estatística em Lages. Está na linha da pobreza, com renda per capta de até R$ 70. De acordo com o secretário da Assistência Social do município, Amarildo Farias, a cidade possui hoje cerca de 7.500 famílias cadastradas no Bolsa Família, para uma população de cerca de 160 mil habitantes.



Apesar de a prefeitura considerar que a cidade tem 7,5 mil famílias pobres, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta outros números. De acordo com o censo de 2010, Lages tem 461 famílias miseráveis. Os números colocam a cidade no topo do ranking dos municípios catarinenses com mais família pobres. Para o secretário Amarildo Farias, a pobreza em Lages é fruto da falta de empregos e da desigualdade na distribuição de renda. Ele assegura que a prefeitura está trabalhando para melhorar os índices.



O Bolsa Família
 


O Bolsa Família surgiu em 2003. É um programa do Governo Federal, mas é executado pelos municípios. Beneficia famílias em situação de pobreza, cujo valor destinado a cada uma varia de R$ 32,00 a 306,00, dependendo da análise da situação de cada família.



Trabalhos do Lages 100 Fome estão paralisados


Além do Bolsa Família, muitas famílias pobres de Lages dependem da ajuda de entidades sociais, como o Programa Lages 100 Fome, que atende pessoas carentes nos quatro cantos da cidade, com a distribuição do tradicional sopão e cestas básicas. O programa faz 10 anos neste mês de abril.



As atividades são realizadas em praticamente todos os bairros. O programa, contudo, está com seus trabalhos paralisados desde o final do ano passado por falta de recursos.
O secretário da Assistência Social, Amarildo Farias explica que a retomada depende de um convênio a ser firmado pelas entidades, que fazem parte do programa, com a prefeitura. Após essa regulamentação, os recursos serão liberados por meio do Fundo Municipal de Assistência Social.



“As entidades já estão cientes e a pressa é delas em apresentar a documentação, que será avaliada pelo Conselho Municipal de Assistência Social. Vamos verificar a real necessidade de cada uma antes de destinar os recursos neecssários”, alerta.



O secretário acredita que o processo de análise de documentos termina ainda este mês, habilitando as entidades para receberem os recursos para a manutenção dos projetos.
Questionado, Farias ainda não sabe os valores dos recursos a serem repassados ao programa.



20 mil pessoas atendidas


Segundo Farias, na gestão  anterior eram repassados em torno de R$ 45 mil para serem divididos entre oito entidades que fazem parte da rede de atendimento do Lages 100 Fome.


Ele aproveita para informar que a ideia do município é fazer com que o programa se torne um braço das políticas públicas de combate à miséria em Lages.
Nilso Buogo é um dos idealizadores do Lages 100 Fome. Ele explica que o foco do programa é distribuir alimentos preparados e prontos para o consumo, e reforça que a retomada das atividades depende do convênio com a prefeitura. Segundo ele, o programa deverá continuar mantendo o mesmo número de atendimentos, que nos anos anteriores chegava a aproximadamente 20 mil pessoas atendidas.



Foto: Adecir Morais

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Famílias fazem parte da história do Guarujá

Famílias fazem parte da história do Guarujá
Lages, 22/02/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Quem são as pessoas que construíram suas vidas e criaram os filhos no bairro. Eles demonstram a importância do Guarujá no desenvolvimento econômico de Lages




Antônio Cardoso de Souza, 63 anos, e Alair de Liz Souza, 53 anos, estão juntos há 36 anos e moram no bairro Guarujá há 34. Eles residiam em Otacílio Costa e quando vieram para Lages compraram um mercado de madeira do cunhado de Alair.



Eles construíram e hoje moram em cima do mercado, no início da avenida 31 de Março, entre o Guarujá e o São Sebastião. “A rua já tinha calçamento, mas nas redondezas havia poucas casas e somente mais dois mercados, um pouco mais distantes, bem diferente do que é agora”, disse Antônio.



O casal teve quatro filhos e todos seguiram profissões diferentes. Um é bombeiro, o outro adiministrador, um agricultor e um professor. O estudo dos filhos foi pago com o que foi adquirido com o mercado. “Nós sempre tínhamos esperança de que o bairro iria crescer.



As pessoas mais antigas foram morrendo e os herdeiros foram vendendo as propriedades, e o pessoal começou a investir no bairro. A tendência é que cresça ainda mais”, afirma a moradora.



O casal conta que foram assaltados algumas vezes, mas que nunca pensaram em sair do bairro. “Tivemos momentos ruins, e ainda temos medo, mas nunca fomos agredidos. Em uma das vezes, quando os policiais chegaram com várias viaturas, os ladrões estavam longe”, conta Antônio.



Os dois estão aposentados e pretendem deixar o mercado para algum dos filhos. “Trabalhamos muito, agora queremos descansar”, diz Alair.



O casal que passa muito tempo junto admite que as discussões são normais. “Não concordamos em algumas coisas, mas sempre alguém tem que ceder. Juramos ficar juntos, então vamos continuar até quando der”, lembra Alair.



Empresário construiu a vida no bairro



Marco Aurélio Dexheimer mora há 41 anos no Guarujá. Ele residia com os pais na rua Nossa Senhora da Saúde e no ano de 1996 comprou um terreno na Avenida 31 de Março. Na época, ele pagou R$ 4 mil pelo terreno e começou a construir. Ele levou 12 anos para  terminar o prédio que hoje tem seis salas alugadas no primeiro andar.



Ele mora no andar de cima. Um dos locais está alugado para a mesma pessoa há 12 anos. “Foi um tiro no escuro, mas eu sempre acreditei que iria dar certo. Há 8 anos, precisava de dinheiro para pagar algumas contas e pensei em vender tudo. Mas mudei de ideia, a gente passa por momentos de dificuldades, mas eu nunca desisti”, afirma Marco Aurélio.



Ele ainda possui uma loja de automóveis na avenida Duque de Caxias que irá transferir para o bairro. “Pela geografia, eu já imaginava que a cidade iria crescer para cá, então tudo que eu for investir será aqui, não tem porque ir para outro lugar. Estamos bem e muito felizes vivendo aqui”, afirma.



Marco Aurélio está casado há 10 anos e tem dois filhos, um de 12 anos e uma menina de 9 anos. O adolescente Lucas Alexandre de Souza Dexheimer segue os passos do pai e o acompanha na revenda de carros. “Gosto muito de morar aqui e já estou aprendendo a negociar. Também gosto de andar de bicicleta e jogar video game”, comenta o adolescente.



Nova Unidade de Sáude está em construção



Em julho do ano passado, foi iniciada a construção de uma nova unidade de saúde no Bairro Guarujá, anexa ao Caic Irmã Dulce, onde fica localizada a Escola de Educação Básica Aline Geovana Schmidt. A previsão de conclusão é de um ano.



A nova unidade irá atender também os moradores dos bairros adjacentes, como o Dom Daniel. “A área total é de 388,90m², ampliando para três equipes de Saúde da Família, dando uma cobertura maior de atendimentos para a população da área de abrangência desta unidade”, afirma a diretora de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Paola Branco Schweitzer Arantes. O investimento da obra é de R$ 527.710,68, sendo que R$ 400 mil são de recursos federais.



Ela explica que para o bairro está prevista também a implantação de uma academia da saúde, que é um espaço para a população, coordenado pelos profissionais das equipes de Saúde da Família, com apoio de uma equipe multiprofissional que inclui profissionais de educação física, Nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos.



“Esta academia servirá como local para desenvolver atividades que propiciem a promoção de práticas corporais e artísticas, atividade física e de segurança alimentar, fortalecendo a promoção da saúde e ampliando o acesso da população às políticas públicas”, comenta Paola Arantes.



A diretora destaca, ainda, que estão sendo elaboradas estratégias para reorganizar a forma de atendimento ao usuário na Rede de Atenção à Saúde, priorizando a humanização e garantindo soluções mais efetivas no acesso e resolução dos serviços prestados na Atenção Básica.



Bairro está mais seguro, afirma a polícia militar



O setor 10 da Polícia Militar é responsável por 20 bairros, e 11 policiais trabalham com apenas uma viatura. Eles ainda fazem o policiamento em mais 13 bairros do setor 4. O ideal seria trabalhar com pelo menos duas viaturas, devido à distância dos bairros. Porém, mesmo com dificuldades os policiais estão conseguindo trabalhar ostensivamente.



De acordo com o coordenador dos dois setores, o cabo Márcio Daniel Neves Martins, a criminalidade no bairro diminuiu bastante com o trabalho desenvolvido pela PM. “Trabalhamos com operações, como varredura, abordagens em bares e de pessoas suspeitas e em parceria com a comunidade”, disse Márcio Martins.

Um vez por mês, os policias se reúnem com os moradores e, segundo eles, o bairro está mais tranquilo e organizado. Não há estatísticas, mas os policiais afirmam que grande parte das ocorrências ainda é de som alto e perturbação. “Vamos trabalhar com o decibelímetro, pois quando as pessoas estiverem com o som alto, será feito o recolhimento do som, aplicação de multa de cerca de R$ 2 mil e feito um Termo Circunstanciado.



As pessoas desconhecem a lei, e o som alto não é permitido em nenhum horário se estiver perturbando as outras pessoas”, afirmou o coordenador.




Fotos: Silviane Mannrich

sábado, 9 de fevereiro de 2013

200 famílias serão relocadas para dar lugar à avenida

200 famílias serão relocadas para dar lugar à avenida
Lages, 09 e 10/02/2013,Correio Lageano



A ideia inicial da prefeitura era relocar as famílias atingidas pela obra no bairro Ferrovia (em frente à Estação Ferroviária), mas como aquela área é da União, o trâmite burocrático atrasaria o início das obras. “Em virtude disso, o prefeito Elizeu Mattos autorizou a Secretaria da Habitação, em conjunto com a Secretaria do Planejamento, a verificar a possibilidade de se adquirir outra área naquelas imediações”, disse o secretário da Habitação, Ivan Magaldi Júnior.



Outra área foi encontrada, bem próximo à Estação Ferroviária, sendo que o documento de desapropriação amigável foi assinado nesta quinta-feira.Trata-se de um terreno com 107 mil metros quadrados, sendo que, desta metragem, 72 mil metros quadrados serão repassados pela prefeitura ao Fundo de Arrendamento Residencial (PAR) para a relocação das 200 famílias de 13 bairros atingidas pelas obras da nova avenida. No restante do terreno poderão ser construídas obras de infraestrutura social, que compreende creche e centro social, por exemplo.


Foto:Divulgação

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sementes são doadas a duas mil famílias

Sementes são doadas a duas mil famílias
Lages, 19/10/2012, Correio Lageano, por Núbia Garcia




Cerca de duas mil famílias agricultoras da Serra Catarinense devem ser beneficiadas pela doação de sementes de milho e feijão, feita pelo Ministério da Agricultura, através dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da região. Ontem foi entregue a terceira remessa de milho, totalizando cerca de 3.500 sacas, e a primeira de feijão, com mil sacas, de 20 quilos cada, fornecidas através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


Produtor rural em Lages, Belizario Pessoa foi um dos beneficiados pelo programa. Em sua propriedade, que fica localizada no bairro Guarujá, ele planta milho, feijão, batata, cebola e beterraba, dentre outros produtos, apenas para o consumo da família. “Pra mim, o maior benefício é não ter gastos comprando as sementes”, diz.


De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Carlos Luiz Peron, a expectativa é de que os agricultores beneficiados melhorem sua renda, uma vez que a estiagem prejudicou diversos produtos. Para ele, a doação de sementes, que é feita para produtores que trabalham no regime de agricultura familiar, vai incentivar o cultivo do feijão e milho.


Peron destaca que esta é a primeira vez que a Serra é contemplada pelo projeto, que tem como foco atender indígenas, comunidades quilombolas, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e pessoas da reforma agrária.


A doação das sementes veio após uma solicitação, feita pelos presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da região. “Nós (presidentes dos sindicatos) entendíamos que também deveríamos ter este benefício, ainda mais porque a região Serrana, em termos de agricultura, é uma das mais pobres de Santa Catarina”, afirma.


Hoje, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e lideranças do setor agrícola, estarão reunidos com o delegado do Ministério da Agricultura em Santa Catarina, Jurandi Gurgel, para repassar a ele as reivindicações do setor agrícola da Serra. “Vamos pleitear, dentre outras coisas, que seja feita uma doação de mais mil sacas de feijão e mais mil sacas de milho para ver se atenderemos mais agricultores, porque faltou uma quantidade bem grande dos dois produtos”, completa.



Foto: Núbia Garcia