terça-feira, 2 de abril de 2013

Atraso nos repasses atrapalham obras



Atraso nos repasses atrapalham obras
Serra Catarinense, 03/04/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris



Governo diz que a culpa é da queda na arrecadação e da burocracia para a liberação dos pagamentos às empreiteiras




A queda de arrecadação e a burocracia no repasse de recursos interferiram em obras que estão em execução em escolas da Serra Catarinense. Apesar de a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Lages acreditar que todas estão dentro do prazo previsto, sete contrariam essa afirmação.



As obras de reforma e ampliação de quatro escolas, a construção de 10 Centros Culturais Esportivos e a reforma de um ginásio acontecem em três municípios da Serra Catarinense: Lages, Otacílio Costa e Cerro Negro.



Nas quatro escolas, as reformas estão praticamente concluídas, conforme a SDR.Já os ginásios, a previsão do órgão é que devem demorar pelo menos mais quatro ou cinco meses. Alguns estão mais adiantados que os outros e isso ocorreu devido a atrasos nos repasses de recursos por parte do Governo do Estado.



De acordo com operários que estavam em algumas das obras, o valor devido pelo Estado é repassado a cada três meses e esse é o principal motivo de as empresas atrasarem as obras.




Segundo o gerente de Administração e Finanças da SDR de Lages, Helder Couto Correa, o repasse no ano passado não ocorreu todos os meses em função da arrecadação do Estado que foi baixa. De acordo com ele, em alguns meses o valor recebido pelas empreiteiras foi menor que o devido ou nem foi repassado.



Correa explica que, até o dia 5 de janeiro deste ano, os pagamentos haviam sido regularizados, porém desta data até o dia 27 de março, novamente não haviam sido repassados, em função de burocracia.



Conforme ele explica, há previsão de recursos para serem liberados em abril. A partir de então, a SDR vai exigir que as obras estejam regularizadas. “O engenheiro vai fazer a medição do que foi construído e a empreiteira vai receber conforme o que fez”,afirma.



Demora para concluir ginásio do Melvin Jones



As obras da Escola Melvin Jones, (foto principal) andam muito devagar, conforme a diretora, Gionara Freitas Correa. Somente as paredes externas e as divisórias das salas foram erguidas, parte do reboco também está pronto. Faltam a cobertura e a terraplanagem. Três ou quatro operários trabalham na obra.



Neste período, os alunos frequentam as aulas de Educação Física em uma quadra de cimento, ao lado da construção. Quando chove, os alunos ficam em uma sala de aula adaptada com jogos e música.



Ginásio será concluído em julho



A Escola de Educação Básica Professor Jorge Augusto Vieira, no bairro Tributo, está entre as quatro escolas mais adiantadas, apesar de a SDR considerar todas dentro do prazo.



A previsão, segundo um dos operários, é que o ginásio fique pronto em julho.
Conforme a direção da escola, a obra está sendo executada todos os dias e não houve nenhuma interrupção, mesmo assim, considera o andamento um pouco devagar, principalmente, porque a estrutura ainda não está coberta e quando chove não há condições de trabalhar.



As paredes já foram erguidas e parte do reboco está pronto. A divisão entre as salas e banheiros e a estrutura de metal também já estão prontas. A escola Professor Jorge Augusto possui mais de 450 alunos. Antes, eles faziam educação física em duas quadras de cimento. Como parte de uma destas quadras foi ocupada para construir o ginásio, eles ocupam o outro espaço e o gramado que fica ao lado. Em dias de chuva os alunos ocupam o tempo com atividades dentro da sala de aula.



Prazo depende de recursos


A agilidade para a conclusão da obra na Escola General José Pinto Sombra, no bairro Guarujá, vai depender de o Estado liberar recurso. A informação foi dada por um dos operários. Atualmente, seis operários trabalham na obra, mas esse número pode aumentar para 10, caso o recurso seja liberado.



A previsão para inauguração do Centro Cultural Esportivo, segundo a diretora, Cleusa Straobel, é o mês de julho, mas pode atrasar, caso o número de operários permanecer o mesmo. A obra ficou parada nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2012, e foi retomada no início deste ano.



A chuva já não é mais problema, como foi no início, porque o espaço está coberto, aliás, esta também é uma das obras mais adiantadas. A diretora Cleusa conta que os professores estão muito empolgados, inclusive, já organizaram a disposição de cada sala.



Passos lentos no Rosário



A Escola Nossa Senhora do Rosário, no bairro Coral, é a obra que está mais adiantada entre as 14 escolas que integram o pacote, mesmo assim, é a única que está parada. O local tem as paredes e divisórias erguidas, a cobertura e o reboco prontos.



A direção da escola não quis se pronunciar. Um dos operários disse que, atualmente, trabalham em sete pessoas, mas já foram em 10. Eles não estão parados, mas trabalham em pequenos detalhes, como o reboco de algumas salas.



Segundo o gerente de Administração e Finanças, da SDR, Helder Couto Correa, a empresa responsável, EJSC Empreiteira de Mão de Obra na Construção Civil, resolveu adiantar o serviço, mas como o Governo Estadual não tinha recursos disponíveis para acertar o que já havia sido construído, reduziu o andamento da obra.



Correio Lageano tentou entrar em contato com os dois números de telefone da empresa, que estavam disponíveis em uma placa pendurada na entrada da obra, mas ninguém atendeu.



Obras da SDR de Lages


Reforma e ampliação das escolas
95% das obras concluídas
• EEB Lúcia Fernandes Lopes - Lages
• EEB Zulmira Auta da Silva - Lages
• EEB Maria Quitéria - Lages
• EEB Cora Batalha da Silveira - Lages



Construção de um Centro Cultural Esportivo

Mais adiantadas

• EEB Prof. Jorge Augusto Neves Vieira – Lages
• EEB General José Pinto Sombra – Lages
• EEB Nossa Senhora do Rosário – Lages
• EEB Melvin Jones – Lages



Mais afetadas


• EEB Padre Antônio Vieira – Anita Garibaldi
• EEB Padre Antônio Vieira – Anita Garibaldi
• EEB Armando Ramos de Carvalho - Lages
• EEB Visconde de Cairu
• EEB Prof. Flodoardo Cabral
• EEB Fazenda Olinkraft – Otacílio Costa
• EEB Otília Ungaretti – Cerro Negro (reforma do ginásio)



  • Valor aproximado de cada obra R$ 1.140.000,00
  • Valor total das obras R$ 15.830.000,00
  • Empreiteiras contratadas através de licitação
  • 8 empresas




Fotos: Suzani Rovaris

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