Lages, 09/04/2013,Correio Lageano
O protesto foi em frente à prefeitura de Lages.
A diretoria do Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação (Simproel) organizou uma mobilização ontem, na frente da Prefeitura de Lages. O principal objetivo dos educadores é um reajuste de 7,97% na folha de pagamento.
Hoje, nenhum professor recebe menos do que o piso de R$ 1.567, mas quem ganhava aquém deste valor teve o salário elevado para este patamar. O objetivo da categoria é que todos recebam mais que o valor inicial. De acordo com o Simproel, o aumento só foi concedido para quem ganha o piso. Nesta condição, pouco mais de 200 servidores foram beneficiados. Grande parte da categoria, em torno de 1.900 servidores, não foi atingida pelo reajuste.
Para Silvana Arruda Lucena, presidente do Sindicato, a educação deve ser uma referência nos projetos municipais. “Até o momento, a prefeitura não se manifestou sobre o assunto. Mandamos uma pauta de reivindicações para o prefeito com 30 cláusulas. Dessas 30 cláusulas, uma já foi negada, que é do índice de reajuste do piso na carreira dos professores”, comentou.
Além do aumento, outras demandas entraram nas propostas enviadas ao executivo de Lages no último dia 28 de março. Entre elas, a vacinação contra a gripe H1N1 e a liberação dos professores para fazer mestrado, o que ainda não foi autorizado pela novo governo municipal.
“Não queremos parar”, dizem professoras
Professoras da escola municipal Osni de Medeiros, Francis Karine e Franciele Pereira Paz apoiam o movimento pelo aumento salarial do magistério. “Queremos que haja o reajuste correto. Desde o começo do ano estamos reivindicando. É mais do que justo”, comento Karine, que dá aula de Artes.
Docente de matemática, Franciele protestou contra o que chamou de atitude eleitoreira da administração: “Antes das eleições, o prefeito se reuniu com o sindicato, falando que iria colocar 100% de acréscimo na hora-atividade e manter o aumento salarial. Temos foto e documento provando que ele iria fazer tudo o que tinha falado.
O município não parou. Não queremos parar, porque não queremos prejudicar nossos alunos”, afirmou. A Secretária de Educação de Lages, Marimilia Casa Costa Coelho, avaliou o protesto. “O prefeito não tinha prometido. Ele disse que ia ver a possibilidade. Estamos pensando em propostas para as reivindicações, mas não temos nada definido ainda. Com os benefícios de carreira, os professores ganham cerca de 30% a mais. Ninguém recebe menos que o piso”, comentou.
Foto: Afonso Rodrigues
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