Lages, 08/04/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da direção administrativa do portal
O hospital é um dos 160 de Santa Catarina que reivindicam o resjuste dos valores pagos pelo SUS pelos procedimentos realizados por instituições filantrópicas e privadas
Nesta segunda-feira (08) o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, só deve atender casos de urgência e emergência e realizar cirurgias já agendadas em que o paciente reside longe da cidade, aguarda há mais de um ano pelo procedimento ou terá operação feita por médico de especialidade com poucos profissionais disponíveis. Novas cirurgias só voltam a ser marcadas amanhã (09), quando o atendimento deve ser normalizado.
A ação é a mesma de outros 159 hospitais filantrópicos e privados de Santa Catarina que participam de um protesto nacional pelo reajuste da tabela do SUS. O diretor administrativo do Nossa Senhora dos Prazeres, Canísio Winkelmann, observa que o cancelamento de cirurgias eletivas ocorre diariamente na unidade, quando de duas a três deixam de ser agendadas por falta de leitos. "Chegou a sete (cirurgias canceladas no mesmo dia), depende da situação. Às vezes a gente amanhece com 10 ou 12 pacientes na emergência aguardando leito para internação".
O diretor afirma que a manifestação desta segunda-feira pretende divulgar os efeitos que a defasagem dos pagamentos do SUS provoca em todos os procedimentos hospitalares. "O hospital atende 84% do seu movimento pelo SUS. A saúde não tem orçamento próprio".
Winkelmann explica que atualmente a tabela do SUS cobre em média 65% do custo dos procedimentos. Ele cita como exemplo uma diária na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O SUS paga R$ 478,00 por ela, quando o custo, segundo ele, é de R$ 930,00 (por leito). "Temos R$ 452,00 por leito (de defasagem). No nosso caso são dez leitos, R$ 4.520,00 por dia e R$ 135.600,00 por mês".
A Associação e Federação dos Hospitais de Santa Catarina (Ahesc-Fehoesc) lidera o movimento e divulga que 77% dos pacientes do SUS no Estado são atendidos por hospitais filantrópicos ou privados.
Foto: Arquivo CL

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