Lages, 19/06/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues
Vice-governador Eduardo Pinho Moreira esteve em Lages buscando apoio à sua reeleição como presidente do PMDB em SC
Participando em Lages do encontro regional de delegados do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o líder da sigla no Estado, vice-governador Eduardo Pinho Moreira, comentou sobre a situação da Tríplice Aliança para as eleições majoritárias do ano que vem.
Segundo Moreira, que está percorrendo Santa Catarina para consolidar o apoio de todos os correligionários peemedebistas, é possível que o PMDB escolha um novo caminho em 2014, mas, de fato, só será possível tomar uma decisão depois da convenção partidária do ano que vem.
“De forma geral, os partidos estão discutindo quais caminhos vão tomar. Claro que temos aí a aliança que nos elegeu, de Raimundo Colombo e eu em 2010 - incluindo o PSDB e o DEM, entre outros partidos. Tenho dito para o governador, que tudo depende dessa relação interna, do agrado, mas hoje o PMDB ocupa lugares importantes. Somos parceiros na administração que fazemos”, lembrou Moreira.
Segundo ele, a atual aliança será mantida pelo menos até o final do mandato de Colombo. “Com certeza, nesse período, a aliança será mantida. O partido tem a maioria da bancada de sustentação da Assembleia Legislativa, incluindo o líder do governo que é o deputado estadual Aldo Schneider”, reafirmou Moreira.
O vice-governador lembrou da participação de Elizeu Mattos, prefeito de Lages, que foi líder do governo quando ainda exercia o mandato de deputado estadual. Além da forte presença na articulação e apoio na Alesc, Moreira destacou que existe o que chamou de “compromisso muito claro com a administração Colombo”, reforçando a presença em secretarias estaduais como a de Infraestrutura, da Saúde e da Justiça.
Protestos mudam panorama político nacional
Sobre a onda de protestos populares realizados em várias cidades do Brasil e do exterior, Pinho Moreira diz que as manifestações terão consequências inevitáveis na política nacional. “Não tenho dúvidas de que esses protestos podem mexer no plano político nacional. Acho que esse recado é muito claro, até porque não tem um líder, nem um objetivo específico. É uma insatisfação geral com o que tem ocorrido no Brasil nos últimos tempos”, garante.
Nas palavras do político, a causa principal das revoltas é o empenho financeiro com os gastos nos eventos esportivos que serão realizados no Brasil. “A gota d’água, talvez, tenha sido a construção dos fabulosos estádios, já que ainda não temos recursos para atender pacientes, mas temos filas para exames e para atendimento. As demandas da sociedade são infinitas, precisamos escolher prioridades e prioridade num pais pobre não é construir estádio de futebol”, disse.
Para finalizar, Moreira afirma que o povo está mandando um recado claro para todos.
“Com os protestos, o povo está querendo dizer que não quer que discutamos eleições em 2013. O povo quer que discutamos saúde, educação e segurança pública. Nesse momento é isso que temos que nos preocupar, e não discutir outra coisa”, ressaltou.
Foto:Afonso Rodrigues
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