Lages, 28/08/2013, Correio Lageano
Os proprietários de um terreno particular no bairro Cruz de Malta, em Lages, procuraram o Correio Lageano para denunciar um vizinho que faz extração de areia na propriedade ao lado da sua. Segundo a denúncia, parte dos resíduos do areial vêm sendo despejados no terreno desta família e estão poluindo um córrego que desemboca no rio Caveiras.
A família proprietária do terreno, que preferiu não se identificar, afirma que os resíduos estão sendo incorretamente despejados no córrego, que tem cerca de 500 metros de extensão dentro de sua propriedade e fica a aproximadamente 1,5km do rio que abastece a cidade.
Além disso, a mesma empresa teria feito extração de areia nas terras desta família por cerca de 17 anos. Segundo a família, a empresa deveria estar executando a recuperação da área explorada, mas isso não acontece.
Segundo os denunciantes, a empresa utilizava 60 mil metros para extração de areia em suas terras. Em setembro completa dois anos que deixou esta área e começou a atuar em propriedade vizinha.
O receio da família, que garante já ter feito denúncia junto ao Ministério Público e Fatma, é que possa ser penalizada pelos órgãos ambientais caso fique comprovado que a situação configura crime ambiental. “Sempre nos disseram que está dentro da lei, só que dentro da lei não significa que ele possa depositar os resíduos dele no terreno de terceiros. Ele teria que ter uma forma de reter isso, sem prejudicar mais ninguém”, disse uma das proprietárias do terreno.
Por telefone, o proprietário da empresa, identificado como Clóvis Croda, informou apenas que a situação está sob controle e o Ministério Público já emitiu seu parecer sobre o caso.
ÓRGÃOS AMBIENTAIS
De acordo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em Lages, na última sexta-feira foram encaminhados um engenheiro ambiental e um engenheiro agrônomo até o local para verificar a situação.
O gerente de desenvolvimento do órgão em Lages, Willy João Brun Filho, afirmou que não foi constatada nenhuma irregularidade, que a recuperação ambiental está sendo feita e o licenciamento ambiental está sendo cumprido na íntegra.
O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que a promotoria recebeu denúncia há mais de seis meses. Segundo ele, na época foi feita averiguação e concluído que a exploração estava regular. “Mas nada impede que a gente verifique se atualmente tem alguma desconformidade”, comenta, sem descartar a possibilidade de uma nova investigação sobre o caso.
Foto: Núbia Garcia
Os proprietários de um terreno particular no bairro Cruz de Malta, em Lages, procuraram o Correio Lageano para denunciar um vizinho que faz extração de areia na propriedade ao lado da sua. Segundo a denúncia, parte dos resíduos do areial vêm sendo despejados no terreno desta família e estão poluindo um córrego que desemboca no rio Caveiras.
A família proprietária do terreno, que preferiu não se identificar, afirma que os resíduos estão sendo incorretamente despejados no córrego, que tem cerca de 500 metros de extensão dentro de sua propriedade e fica a aproximadamente 1,5km do rio que abastece a cidade.
Além disso, a mesma empresa teria feito extração de areia nas terras desta família por cerca de 17 anos. Segundo a família, a empresa deveria estar executando a recuperação da área explorada, mas isso não acontece.
Segundo os denunciantes, a empresa utilizava 60 mil metros para extração de areia em suas terras. Em setembro completa dois anos que deixou esta área e começou a atuar em propriedade vizinha.
O receio da família, que garante já ter feito denúncia junto ao Ministério Público e Fatma, é que possa ser penalizada pelos órgãos ambientais caso fique comprovado que a situação configura crime ambiental. “Sempre nos disseram que está dentro da lei, só que dentro da lei não significa que ele possa depositar os resíduos dele no terreno de terceiros. Ele teria que ter uma forma de reter isso, sem prejudicar mais ninguém”, disse uma das proprietárias do terreno.
Por telefone, o proprietário da empresa, identificado como Clóvis Croda, informou apenas que a situação está sob controle e o Ministério Público já emitiu seu parecer sobre o caso.
ÓRGÃOS AMBIENTAIS
De acordo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em Lages, na última sexta-feira foram encaminhados um engenheiro ambiental e um engenheiro agrônomo até o local para verificar a situação.
O gerente de desenvolvimento do órgão em Lages, Willy João Brun Filho, afirmou que não foi constatada nenhuma irregularidade, que a recuperação ambiental está sendo feita e o licenciamento ambiental está sendo cumprido na íntegra.
O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que a promotoria recebeu denúncia há mais de seis meses. Segundo ele, na época foi feita averiguação e concluído que a exploração estava regular. “Mas nada impede que a gente verifique se atualmente tem alguma desconformidade”, comenta, sem descartar a possibilidade de uma nova investigação sobre o caso.
Foto: Núbia Garcia
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