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sexta-feira, 18 de abril de 2014

BLACK BLOC NO CORREIO LAGEANO

Lages, 17/04/2014 Edson Varela

Jornal está publicando opinião de pessoas que não existem.
Nesta semana uma dessas ‘pessoas’ atacou a Justiça Eleitoral por falta de fiscalização, quando acusava partidos e pessoas de fazerem campanha antes do tempo. Além de tudo é um opinante que não sabe o que diz…
Ontem outro vivente que não existe atacou as emissoras de rádio de Lages por transmitirem a final do Grenal, entendendo que deveriam transmitir a final do Campeonato Catarinense. E hoje um tal Pederneiras fala na hipótese das pessoas fazerem justiça pelas próprias mãos diante de casos de malandragens na Avenida Presidente Vargas. Se essas pessoas são anônimas, equivalem aos black blocs que escondem o rosto.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Principais obras estão dentro do cronograma

Principais obras estão dentro do cronograma
Lages/São Joaquim, 04 e 05/01/2014, Correio Lageano, por Susana küster



O Correio Lageano elencou as cinco principais obras de Lages para expor o andamento de cada uma delas. A maioria está dentro do cronograma, apenas as obras da avenida Duque de Caxias, que era para ser finalizada no final do ano passado e não foi por problemas no projeto.



O Centro Educacional Vidal Ramos Junior, finalmente, está fazendo jus ao apelido de Colégio Rosa e em abril será inaugurado como centro cultural. Outra obra é a ampliação do Hospital Tereza Ramos, que tem previsão de terminar daqui um ano.
As obras no trecho da BR-282 em Lages estão em ritmo acelerado e dentro do cronograma.




A restauração da rodovia SC-114, no trecho entre Lages e São Joaquim, depois de problemas com empresas vencedoras da licitação vai voltar aos trabalhos neste mês.
As questões pendentes no projeto, como o saneamento básico da avenida Duque de Caxias foram finalmente resolvidas, porém a obra não tem prazo de conclusão.




A ordem de serviço para a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da avenida foi assinado no ano passado e as obras começarão neste mês. Serão investidos mais de R$ 762 mil nesta fase. A parte de esgotamento será feita antes da retirada da rede de alta tensão para evitar mais atrasos no cronograma.



Prazo maior: Para evitar mais atrasos, o prefeito Elizeu Mattos conseguiu autorização para a prorrogação do financiamento junto à Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), no valor de R$ 3,5 milhões, que deverão ser usados até maio.



Ampliação de hospital acaba em 1 ano

O prédio de oito pavimentos e 20 mil metros quadrados do Hospital Tereza Ramos concentrará 92 leitos de internação, Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Centro de Diagnóstico por Imagem, Urgência e Emergência e Centro Cirúrgico, e heliponto.
A obra faz parte do Pacto Por Santa Catarina, e beneficiará pacientes de 66 municípios da Serra, Oeste, Meio-Oeste, Alto Vale do Itajaí e Planalto Norte. O governo do Estado está investindo R$ 44,9 milhões na estrutura.



A ampliação está dentro do cronograma e tem prazo para terminar em janeiro de 2015. De acordo com o secretário regional Gabriel Ribeiro, a parte de estaqueamento está sendo finalizada e em janeiro as primeiras lajes serão feitas. “Se chover acima do esperado em janeiro, a obra pode atrasar, mas por enquanto está dentro do cronograma”, afirma. O sistema de água e a rede de distribuição de energia elétrica foram instalados




Próximo passo:  No primeiro semestre desse ano, será lançada uma licitação para o mobiliário e equipamento. Em torno de 200 pessoas trabalharão na construção.



Colégio Rosa será centro cultural a partir de abril deste ano


Com um investimento de R$ 6 milhões oriundos do Fundo Social, a restauração do Centro Educacional Vidal Ramos Junior vai terminar em abril deste ano.
O local será um centro cultural com direito a auditório e restaurante.



O espaço foi cedido para o Sesc por ser uma entidade sem fins lucrativos e eles terão a administração do centro por 10 anos, de acordo com informações do secretário regional Gabriel Ribeiro. “Escolhemos o Sesc por terem know-how na área”, diz. O Sesc também terá a responsabilidade em preservar o espaço físico e adquirir o mobiliário do centro.



Ribeiro comenta que as atividades a princípio serão gratuitas. “O modelo de gestão está sendo discutido”, completa. A restauração do prédio, iniciada em maio de 2013 está com cronograma adiantado, especialmente na área interna, com a recuperação de portas e paredes.




Memorial Nereu: A parte interna do Memorial Nereu Ramos não está incluída na obra de revitalização. Por isso, a Fundação Cultural de Lages pretende contratar estudo para avaliar as condições internas do prédio e conservação de acervo, para incorporá-la na reforma no projeto.




Falta pouco para obras da BR-282 terminarem


Os operários trabalham na conclusão das marginais e nos dois viadutos da obra. O viaduto que passa pela avenida Luís da Camões foi liberado há pouco tempo. No viaduto da Avenida Duque de Caxias é preciso fazer um aterro e uma galeria para dar passagem ao Rio Passo Fundo. Este viaduto será liberado em março.



O viaduto que fica na BR-282 próximo do Lages Garden Shopping terá a parte de cima liberada no dia 20 de janeiro. A parte de baixo do viaduto deverá ser liberada para o trânsito em fevereiro. Nas marginais, falta executar alguns trechos de asfalto, tirar esgotos clandestinos e o realocamento de rede elétrica pela Celesc; telefone e TV a cabo. Alguns trechos das marginais que ficam entre o viaduto da Duque e o viaduto da Ponte Grande não estão prontos.




Previsão de término: Foi pedido prorrogação do prazo de conclusão da obra para seis meses, mas acredita-se que em abril desse ano todas as fases terminem.
As obras dependem do tempo, se chover, serviços como terraplanagem e asfaltamento precisam ser adiados.




Restauração da rodovia SC-114 será retomada por quarta empresa



Depois das três primeiras empresas que venceram a licitação para a restauração da rodovia SC-114, no trecho de Lages a São Joaquim, desistirem da obra, a quarta vai retomar os trabalhos que pararam na medição do terreno feita pela primeira empresa.




A quarta e última colocada na licitação, a Dalba e Compasa de Engenharia e Construção, contratou a mão de obra de empresas terceirizadas para montar e apresentar o plano de trabalho. Após esta etapa ela receberá os recursos para colocar as máquinas na pista.



A secretária regional de São Joaquim, Solange Pagani, informa que a obra deverá terminar no segundo semestre de 2015 e possui seis frentes de trabalho. Serão investidos R$ 55 milhões nos 55 Km de obra com recursos do governo do Estado, por meio do Pacto por Santa Catarina.




O asfalto tem mais de 20 anos e a restauração inclui melhorias no acostamento, alteração no traçado de curvas acentuadas, inclusão de faixas adicionais e cinco interseções de acesso.




Outra parte da obra:  A execução do projeto para a revitalização no trecho entre Lages e Painel também está previsto no Pacto. De acordo com o secretário regional de Lages Gabriel Ribeiro, o projeto está sendo finalizado.




Fotos: Susana küster

domingo, 22 de dezembro de 2013

Primeiro aniversário do Correio Lageano é capa em 1940

Primeiro aniversário do Correio Lageano é capa em 1940
Lages, 23/12/2013, Correio Lageano




Em 1940, a capa do Correio Lageano enfatizava que o jornal comemorava sem primeiro aniversário, no dia 21 de outubro. Foi comemorado o êxito e comentada a aceitação dos leitores, que aguardaram a criação do jornal com grande ansiedade.



Foto: Reprodução Correio Lageano

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Encontro dos Amigos reunirá 15 mil

Encontro dos Amigos reunirá 15 mil
Lages, 19/11/2013, Correio Lageano



O 4° Encontro dos Amigos acontece neste final de semana e ainda há tendas disponíveis para quem quiser participar do evento. Cada tenda custa R$ 600,00 e ficará instalada na rua Emiliano Ramos (Via Gastronômica) e pode ser adquirida na loja Fogão Peças. Ao todo serão 70 tendas distribuídas ao longo da via durante todo o dia de sábado (23).




O evento faz parte da programação do aniversário de Lages e deverá reunir 15 mil pessoas. A intenção é possibilitar momentos de integração e divertimento entre os lageanos. “Cada grupo de amigos deverá  receber os seus convidados. A alimentação e bebidas ficará por conta de cada grupo”, explica o organizador do evento, Edésio Forbici.





Durante o dia não será permitido som mecânico, somente som ao vivo. Cada grupo ficará responsável pela atração de sua tenda. Neste ano a novidade serão as atrações artísticas. Haverá artistas lageanos e serranos que passarão pelas barracas fazendo apresentações musicais e teatrais. “Será um atrativo a mais para os participantes”, destaca.




O evento é relizado pelo SBT Santa Catarina e Fogão Peças e tem o apoio do  Correio Lageano, Estratégia Comunicação e prefeitura de Lages.




Foto:Arquivo CL

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Denúncia de despejo irregular de resíduos

Denúncia de despejo irregular de resíduos

Lages, 28/08/2013, Correio Lageano



Os proprietários de um terreno particular no bairro Cruz de Malta, em Lages, procuraram o Correio Lageano para denunciar um vizinho que faz extração de areia na propriedade ao lado da sua. Segundo a denúncia, parte dos resíduos do areial vêm sendo despejados no terreno desta família e estão poluindo um córrego que desemboca no rio Caveiras.



A família proprietária do terreno, que preferiu não se identificar, afirma que os resíduos estão sendo incorretamente despejados no córrego, que tem cerca de 500 metros de extensão dentro de sua propriedade e fica a aproximadamente 1,5km do rio que abastece a cidade.



Além disso, a mesma empresa teria feito extração de areia nas terras desta família por cerca de 17 anos. Segundo a família, a empresa deveria estar executando a recuperação da área explorada, mas isso não acontece.



Segundo os denunciantes, a empresa utilizava 60 mil metros para extração de areia em suas terras. Em setembro completa dois anos que deixou esta área e começou a atuar em propriedade vizinha.



O receio da família, que garante já ter feito denúncia junto ao Ministério Público e Fatma, é que possa ser penalizada pelos órgãos ambientais caso fique comprovado que a situação configura crime ambiental. “Sempre nos disseram que está dentro da lei, só que dentro da lei não significa que ele possa depositar os resíduos dele no terreno de terceiros. Ele teria que ter uma forma de reter isso, sem prejudicar mais ninguém”, disse uma das proprietárias do terreno.



Por telefone, o proprietário da empresa, identificado como Clóvis Croda, informou apenas que a situação está sob controle e o Ministério Público já emitiu seu parecer sobre o caso.



ÓRGÃOS AMBIENTAIS


De acordo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em Lages, na última sexta-feira foram encaminhados um engenheiro ambiental e um engenheiro agrônomo até o local para verificar a situação.



O gerente de desenvolvimento do órgão em Lages, Willy João Brun Filho, afirmou que não foi constatada nenhuma irregularidade, que a recuperação ambiental está sendo feita e o licenciamento ambiental está sendo cumprido na íntegra.



O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que a promotoria recebeu denúncia há mais de seis meses. Segundo ele, na época foi feita averiguação e concluído que a exploração estava regular. “Mas nada impede que a gente verifique se atualmente tem alguma desconformidade”, comenta, sem descartar a possibilidade de uma nova investigação sobre o caso.



Foto: Núbia Garcia

sábado, 20 de julho de 2013

Lageanos estão perdendo guerra contra o cigarro

Lageanos estão perdendo guerra contra o cigarro
Lages, 20 e 21/07/2013, Correio Lageano, por Joana Costa




A história que o Correio Lageano contará é totalmente desprovida de charme, como prometia o personagem principal da reportagem quando a propaganda era permitida. E só não é uma história de insucessos do começo ao fim porque alguns poucos ganham dinheiro ao e vendê-lo.



Ela parte de uma simples observação nas ruas de Lages, onde se percebe centenas de pessoas com o cigarro aceso, soltando baforadas. Mesmo com uma escassez de informações científicas, basta uma rápida observação pelo Centro para se ter certeza que o lageano fuma demais, muito acima de populações de outras cidades.



Nas últimas semanas, a reportagem do CL observou locais, ouviu gente na rua e médicos para entender porque as pessoas fumam tanto nesta cidade. Mesmo a céu aberto, as ruas mais parecem os cafés portenhos ou parisienses, sem o aroma do café, apenas com o odor forte da fumaça e do sarro impregnado nas roupas. Há um outro local em Santa Catarina que, aparentemente, fuma-se tanto quanto em Lages: no Terminal Central da Integração de Florianópolis, onde mulheres, de longe, são as que mais fumam.




Os relatos que se seguem são chocantes. Um dos entrevistados, Lindomar de Oliveira Vargas, declarou que chegou a fumar cinco carteiras de cigarro num único dia. Lindomar carrega os efeitos de pessoas que vivem encarceradas pelo vício.




O fumo em Lages salta aos olhos, mas há pontos da cidade onde a concentração é maior. A galeria Doutor Acácio, após o almoço, torna-se uma chaminé. São pessoas que aguardam a hora de retornar ao trabalho e aproveitam o tempo para se deliciar no cigarro.



Nos dois calçadões há também uma quantidade impressionante de fumantes que sentam nos bancos para descansar ou passeiam com o cigarro entrelaçado aos dedos.
No terminal urbano, há um mês, a Prefeitura de Lages, precisou realizar uma ação forte.



Abordou centenas de pessoas que estavam fumando onde não deveriam, e os fiscais explicaram, individualmente, os males do tabaco e solicitaram que apagassem o cigarro.
Lages é uma cidade fria. Situada numa das áreas mais altas do Brasil, é até natural que postos de saúde e consultórios médicos sejam constantemente procurados por pessoas com problemas respiratórios.



Pneumologistas ouvidos pela reportagem são categóricos ao afirmar que, sim, seus consultórios são muito procurados, mas ressaltam que pelo menos a metade dos pacientes busca ajuda médica nesta área em decorrência do cigarro.



Estudo revela dado alarmante: em cada 10 adultos, três fumam


Uma das poucas pesquisas locais a respeito do cigarro foi desenvolvida pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). O trabalho é datado de 2009, mas atualíssimo. Constatou-se que 30,1% da população lageana é fumante, quase o dobro da média nacional, que é de 16,8%.



A pesquisa detalha quem são os fumantes, e aí salta outra informação assustadora: o cigarro pega parelho nas faixas etárias e entre homens e mulheres. O que faz diferença é o grau de instrução. Neste item, quem tem 12 anos ou mais de estudo está bem abaixo da média local, mas apenas levemente abaixo da média nacional. A partir daí, os percentuais são assombrosos. A maior concentração de fumantes está entre os que estudaram apenas cinco a oito anos. Nessa faixa, o percentual é de 41,7%.



A mestra Miriam Kuhnen é uma das envolvidas no estudo. Ela ressalta que o percentual de fumantes lageanos é “bem alto”, pois no país há uma redução no número de pessoas que fumam. O trabalho ouviu gente entre 20 e 59 anos.




Entre as pessoas que ouviu, a reportagem observou que o cigarro está presente na vida dos lageanos desde cedo, até na infância, como é o caso da dona de casa Guiomar Sacco, que catava xepas para fumar.



Entre os homens, a experimentação do tabaco está ligada a uma espécie de prova de masculinidade. Miriam Kuhnen trabalha com a hipótese do elevado número de fumantes estar relacionado à baixa renda da população. “É a desesperança, falta de perspectiva de vida melhor, e o cigarro é uma válvula de escape para elas”, interpreta.



A declaração da pesquisadora está baseada no capítulo dos rendimentos. Conforme o estudo feito, dos fumantes entrevistados, 41,9% têm renda familiar per capita entre 0,51 e 0,88 salário mínimo.



Como alguém pode emendar um cigarro atrás do outro



Entre os fumantes, há histórias horripilantes, como a do caminhoneiro aposentado Lindomar de Oliveira Vargas, de 45 anos, que começou a fumar aos 14 anos, numa época em que estar com o cigarro entre os dedos era sinônimo de “poder”. “A gente achava bonito fumar, se achava o tal, o maioral. Hoje é diferente, e meninas preferem um rapaz que não fuma”, afirma ele.



Longe do cigarro há quatro anos, Lindomar chegou a fumar cinco carteiras de cigarro em um único dia. “Eu acordava e a primeira preocupação era o cigarro. O cigarro é o consolo do fumante, é uma bengala”, afirma.



O caminho não poderia ser outro, e o aposentado precisou de ajuda médica. Buscou um programa do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps-Ad), e conseguiu superar o vício. Precisou de medicamentos, de muita força e de quem estava ao seu lado, especialmente de pessoas que passavam pela mesma situação.



A relação de Saulo Inácio Pereira, de  58 anos, com o cigarro também é traumática. Agora, ele está conseguindo parar de fumar. Frequenta as reuniões do CapsAd, onde troca experiência e faz artesanato. Já conseguiu reduzir as três carteiras de cigarro por dia para menos de uma. Já o pacotinho de fumo para o palheiro,  que antes durava menos de 24 horas, é o suficiente para uma semana.



Ele também foi dependente de álcool e deixou de beber há dois anos. Começou a fumar aos 16 por influencia da família. “Eu vivia na roça, todo mundo fumava, eu achava bonito e comecei também.”



A PESQUISA

Percentual de fumantes em Lages por grupo

Sexo
  • Masculino    31,5%
  • Feminino    28,7%

Faixa Etária

  • 20 a 29 anos    23,7%
  • 30 a 39 anos    32,5%
  • 40 a 49 anos    35,8%
  • 50 a 59 anos    30,1%

Cor


  • Branca    27,5%
  • Negros e pardos    34,2%


Anos de estudo


  • 12 anos ou mais    15,8%
  • 9 a 11 anos    25,2%
  • 5 a 8 anos    41,7%
  • 4 anos ou menos    37,9%


Fonte: Tabagismo e fatores associados em adultos: um estudo de base populacional. 2009. Revista Brasileira de Epidemiologia, página 621.



Nem o câncer aplacou o cigarro


As histórias que serão narradas nestas duas páginas são aterradoras. É de duas mulheres que experimentaram no cigarro o prazer, mas quando a idade avançou veio a conta. Uma das personagens já é morta e a outra precisou ter um dos pulmões extirpado para que conseguisse sobreviver. Esta e a família da outra concordaram em dar estes depoimentos para evitar que mais lageanos passem pelo mesmo caminho.



O primeiro caso é o da aposentada Erodete Terezinha Muniz, de 67 anos, e que se tornou um número nas estatística nacionais em maio do ano passado, quando recebeu o diagnóstico de que estava com câncer no pulmão esquerdo, após fumar por 45 anos.



Como um filme de suspense, os efeitos do tabaco foram aparecendo aos poucos. Aos 60 anos, Erodete ouviu do médico que estava com um enfisema pulmonar. Foi alertada de que, se continuasse a fumar, o problema poderia evoluir para algo mais grave, mas o sinal foi ignorado por dona Erodete, já presa ao vício.



Seis anos após o diagnóstico do enfisema, a aposentada voltou a se sentir mal, algo decorrente de uma forte gripe. Foi ao médio, que pediu exames. No papel estava a sentença: um pequeno tumor no pulmão esquerdo.



Ela foi operada para que o problema não evoluísse, mas os exames não haviam revelado tudo. O pulmão esquerdo de Erodete estava sendo devorado pela doença. “Quando os médicos abriram, viram que estava tudo tomado”, conta ela. A única saída era a mutilação.



Nem o choque provocado pelo câncer e a extração de um dos pulmões fez a aposentada se livrar do cigarro. Reduziu a quantidade diária, mas se manteve presa ao vício. “Antes de eu ir para a cirurgia pedi ao médico que ele me deixasse fumar só mais um cigarro”, lembra.

 


Erodete nasceu no campo, onde trabalhou grande parte da sua vida. Todos na família fumavam e foram os próprios pais que lhe ensinaram a manufaturar os primeiros cigarros de palha. “Desde nova, nunca tinha ficado um dia sem cigarro”, conta.



Ela passou por quimioterapia e radioterapia, sofreu paradas respiratórias, ficou internada no hospital e chegou a pesar 30 quilos, debilitada pela doença. Hoje, em recuperação, Erodete tem crises de falta de ar. Para esquecer a dependência da nicotina, borda toalhas. “Essa é a minha terapia”, explica. Apesar de ter sido devastada pelo tabaco, a aposentada insiste em fumar pelo menos um cigarro por semana.



A filha Josiane Muniz Ortiz afirma que a mãe sente que não há mais nada a ser feito. “Ela fumou a vida inteira e continua. Acha que já passou por tudo aquilo, então pode continuar, mas ela não pensa nas pessoas que estão com ela, que cuidam dela”, desabafa.



Para o marido, Valdemar Muniz, 72 anos, a escolha de fumar é de Erodete. “Eu acho que ela que tem que escolher o que quer”, resigna-se Valdemar.



A mãe que elegeu como meta de vida ver os filhos crescerem


A outra história é de Vera Maria da Silva, e começa pelo fim. Ela morreu em 1999, após quase 15 anos de luta contra um câncer pulmonar e de cirurgias e quimioterapia. Quem conta o calvário percorrido por Vera são os familiares, como um alerta aos fumantes.



Enquanto os médicos tentavam reverter o quadro de Vera Maria, ela própria buscava forças onde já não tinha para se manter viva e ver os filhos crescerem. O hoje empresário Fabrício Dill tem 39 anos e era um menino em 1985, quando a mãe descobriu que estava doente. Na época, ela tinha 33 anos.



Fabrício lembra que um exame de raios-x mostrou que os tumores haviam tomado os pulmões da mãe. O estado da doença era tão avançado que a médica chegou a acreditar que o exame havia sido trocado no laboratório. “A médica que disse que o exame não era dela, porque se fosse, ela estaria morrendo”, lembra.



Depois da confirmação do diagnóstico, Vera Maria foi encaminhada a Curitiba, onde fez quimioterapia. O tratamento a deixava debilitada. Gabriele Dill da Silva, hoje com 32 anos, tinha 18 quando a mãe faleceu. “A nossa infância e adolescência foi toda convivendo com a mãe em volta de idas e vindas para o tratamento”, recorda.



Apesar do sofrimento, Vera sempre lutou para não demostrar para os filhos o que sentia e, nos anos de tratamento, conseguiu ter momentos de uma vida normal. Segundo os filhos, foi a força de vontade que a fez conviver com o câncer por quase 15 anos. “Ela tinha a meta de nos encaminhar”, enfatiza Fabrício.



Como tantos, Vera Maria começou a fumar na adolescência. E fez isso por achar bonito. Quando descobriu que estava doente, parou imediatamente de fumar as duas carteiras diárias que consumia. O marido também deixou de fumar e o hábito foi abolido na família, mas já era tarde.



Foi num jantar em família que Vera passou mal. Ela se afogou, teve falta de ar e parada respiratória. Dias antes, havia consultado. Na conversa disse ao médico que o seu desejo, após saber do câncer, era viver o suficiente para ver Gabriele chegar aos 10 anos de idade e que a filha já estava com 18. Com essa vitória, Vera estabeleceu uma nova meta: ver o seu primeiro neto nascer. Desta vez não deu. O bebê nasceu 11 dias depois do último jantar em família.



É mais difícil parar com o fumo do que com álcool e cocaína



O psicólogo Paulo Panatto é quem coordena o programa, no Centro de Atenção Psicossocial para Adultos (Caps-Ad), que reúne pessoas que desejam parar de fumar. Ele observa que a maioria dos casos que chegam ao Centro de Atenção tem mais de 30 anos. “Eles estão conscientes do que pode acontecer, estão orientados pela mídia, pelos médicos e pela própria embalagem do cigarro”, afirma.



Segundo Panatto, a nicotina está entre os piores vícios e em alguns casos é mais fácil deixar o álcool, a maconha, cocaína, o crack do que o cigarro. Trata-se de uma dependência química cujo tempo de abstinência é muito curto. “Há histórias de pessoas compulsivas que acendem um cigarro depois do outro.”



A nicotina acalma e propicia prazer a quem a consome. Porém, o efeito tem curta duração. O médico Jemerson Pereira ressalta que menos de 20% dos fumantes conseguem largar o cigarro sozinhos. Seu colega Cássio Rafael de Melo afirma que a motivação e a força de vontade são essenciais para quem deseja largar o vício.



Os medicamentos que auxiliam a cessar o tabagismo fazem a ansiedade e a compulsão pelo cigarro diminuírem, bem como o efeito da nicotina sobre o sistema nervoso central, mas precisam ser utilizados com o acompanhamento médico. “Quando a pessoa que fuma vários cigarros por dia se vê sem a nicotina, entra em abstinência, igual a síndrome de abstinência de drogas, de álcool”, completa.



O caminho a ser percorrido para abandonar o cigarro



Os consultórios de médicos pneumologistas de Lages e o Centro de Atenção Psicossocial para Adultos (Caps-Ad) estão apinhados de fumantes, e o quadro apenas reflete aquilo que se vê pelas ruas. Os especialistas não dispõem de estatísticas próprias, mas todos os ouvidos pela reportagem do Correio Lageano foram categóricos em responder que mais da metade dos casos que atendem não se refere a doenças respiratórias decorrentes do intenso frio serrano, como era de se esperar, mas dos efeitos do tabaco.



Quando o fumante traga, ingere com a fumaça 4,5 mil substâncias tóxicas, como alcatrão, polônio 210 e urânio (estes últimos radioativos). Junto com esta carga devastadora, há 43 agentes comprovadamente cancerígenos.




Em Lages, o Caps-Ad faz um trabalho forte com viciados que desejam se libertar do cigarro. A ação do Caps é como uma luta entre o frágil Davi e o gigante Golias. Mas no caso do cigarro, Golias não morre, pois os efeitos devastadores do tabaco, apesar de serem atenuados com o tratamento, acompanham o fumante ao longo dos anos.


 

Caps-ad


O programa começa com uma entrevista com psicólogo, que faz o diagnóstico. Depois, o fumante é encaminhado a grupos de apoio, num modelo semelhante ao alcoólicos anônimos, no qual cada um conta a sua história com o cigarro, o que o levou ao vício e por que ele deseja parar.



As reuniões são semanais e em cada encontro, o fumante recebe uma meta, que é diminuir a quantidade de cigarros por dia, até parar completamente. As conquistas são apresentadas em grupo, e cada fumante relata as técnicas que usou para desviar a atenção e dispersar a compulsão pelo tabaco. Mudar rotina, alimentação, deixar de lado o cafezinho ou o chimarrão que, via de regra, vêm acompanhados das tragadas, são algumas das sugestões do psicólogo Paulo Panatto, que acompanha os grupos.



Vício atinge especialmente os menos informados



O alto índice de fumantes em Lages está longe de ser um problema da população pobre. Até é verdade que o tabagismo está mais presente entre as classes C e D, mas não porque estes têm menos dinheiro, mas por possuírem menos informação, conforme pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), um dos poucos trabalhos locais nesta área.



O psicólogo e responsável pelo programa de cessação do tabagismo do Caps-Ad, Paulo Panatto, não tem números para comprovar, mas atesta que são as pessoas da classe C as que mais procuram o ajuda. “É falta de informação, de ter o que fazer. As donas de casa fumam mais no período da tarde, porque de manhã estão fazendo algo”, relata Panatto.



Fumo supera o frio lageano em doenças pulmonares


O pneumologista Cássio Rafael de Melo não tem dúvida de que o cigarro é o maior causador de doenças pulmonares em Lages. Diferente do que a maioria leiga pensa, o frio não aparece como causador de doenças, mas como um elemento que agrava os casos em que o tratamento não está sendo feito de forma adequada.



“Tem muita confusão, um pouco mito em relação ao frio. Ele não causa nenhuma doença pulmonar, mas piora um problema pré-existente que não seja bem tratado”, explica o especialista.



Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos no Brasil, e 90% dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco.



Por ano, mais de 21 mil brasileiros morrem por câncer pulmonar. Em 2010, foram 13.677 homens e 8.190 mulheres, conforme estatística do Inca. O pneumologista Dalazen Pereira reforça que o cigarro é o principal causador de doenças de pulmão na população lageana.



Ele estima que pelo menos a metade dos pacientes que atende no seu consultório  médico tem doenças pulmonares decorrentes do tabaco. “Atendo pessoas que pararam de fumar há 20 anos e têm DPCO (Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas). Tem a ver com o tabaco, o tanto que fumou e não o tempo que está sem fumar”, ressalta Dalazen Pereira.



Problemas
  • A fumaça provoca alterações no organismo do fumante: aumenta a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a constrição dos vasos sanguíneos.

  • Isso faz o coração bater com mais força e, com o passar do tempo, cresce o risco do fumante desenvolver problemas cardiovasculares, como infarto, angina e doenças coronárias.


  • O pulmão é um órgão que se desenvolve ao longo da vida, atingindo o ápice por volta dos 25 anos e começa a perder sua capacidade a partir dos 30 anos. “Quem começa a fumar antes dos 25 anos não vai atingir ápice, e a queda é muito mais rápida. Quem começa a fumar depois dos 25 atinge o ápice, mas a queda é mais rápida do que quem nunca fumou”, explica o pneumologista Jemerson Davalin Pereira.


Fotos: Joana Costa

domingo, 7 de julho de 2013

Festival Internacional Música na Serra de 14 a 20 de julho

Festival Internacional Música na Serra de 14 a 20 de julho
Lages, 06 e 07/07/2013, Instituto José Paschoal Baggio



A Serra Catarinense será palco de um dos maiores circuitos de música do país. Durante sete dias (14 a 20 de julho de 2013), a cidade de Lages entra na rota musical dos festivais internacionais e receberá grandes nomes da música clássica do Brasil e do mundo no Festival Internacional Música na Serra.




Sob a direção artística do maestro Jean Reis, o evento, que é realizado pelo Ministério da Cultura, organizado pelo Instituto José Paschoal Baggio com apoio do Correio Lageano e Fundação Cultural de Lages e patrocinado pelas lojas Havan, proporcionará música de excelente qualidade aos serranos em concertos gratuitos realizados em diferentes pontos da cidade de Lages.




Na programação do festival, cursos Master Classes ministrados por renomados músicos nacionais e internacionais incluem, além do aprendizado, apresentações diurnas em diferentes locais da cidade com concertos sociais e acadêmicos, orientados pelos músicos Dr. Alejandro Drago (ARG/EUA), Dr. Cármelo de Los Santos (BRA/EUA), Jean Reis (BRA/EUA), Luis Alberto Mascaro (BRA/EUA), Marcos Machado (BRA/EUA), Dr. Ney Fialkow (POA, BRA), Renato Bandel (SP, BRA) e Dr. Viktor Uzur (YUG/EUA).  




Os concertos sociais tem o intuito de levar a música clássica aos mais diversos públicos e serão realizados de 15 a 20 de julho, proporcionando música de qualidade ao acesso de todos.



Em todas as noites, haverá um grande concerto no Teatro Municipal Marajoara para a comunidade. Todos abertos ao público a partir das 20 horas, com variadas apresentações de artistas como o violinista Alejandro Drago, Quinteto Versatilis, entre outros grandes nomes da música nacional e internacional.




O evento na Serra Catarinense faz parte de um circuito nacional que se iniciou em São Paulo, onde entre os dias 30 de junho a 6 de julho aconteceu o Festival Internacional de Música Centro Universitário Adventista (MUNASP). Entre 07 e 13 de julho a maratona musical segue para o nordeste, onde acontece o Festival Internacional Música em Maranguape (FIMMA), no interior de Pernambuco. Posteriormente o circuito vem para o sul do país, com o festival em Lages.  O encerramento será na cidade gaúcha de Bagé, entre os dias 21 e 26 de julho, no Festival Internacional Música no Pampa (FIMP).




A realização do Festival Internacional Música na Serra insere Lages no cenário dos grandes festivais  musicais. Um importante  acontecimento que agrega conhecimento e fortalece a cultura da região, que passa a ser, com esse grande evento, referência em música clássica no Estado de Santa Catarina e isso é motivo de grande orgulho para toda a Serra Catarinense.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Vereador quer menos vagas na Câmara

Vereador quer menos vagas na Câmara
Lages, 26/06/2013, Correio Lageano




No ano passado, um projeto de iniciativa popular, com 12 mil assinaturas, que tinha a mesma proposta, foi arquivado pela Casa



A polêmica sobre o número de vereadores em Lages veio à tona com a proposta do vereador Marcius Machado (PPS), que prevê, novamente, reduzir o número de parlamentares. Desta vez, porém, a ideia é apresentar a proposta por uma modificação à Lei Orgânica do Município.



Ano passado, mais de 12 mil eleitores de Lages assinaram Projeto de Lei de Iniciativa Popular, proposto pelo Correio Lageano em parceria com entidades de classe da cidade, para manter os 12 vereadores. Em março de 2012, a Câmara decidiu, em votação, aumentar sete cadeiras no Legislativo municipal já nesta legislatura.



Segundo Marcius, a ideia é que, com a medida, seja restabelecida a vontade popular.
“Doze mil pessoas assinaram e isso não foi respeitado. Estou desde abril colhendo assinatura dos vereadores. Já temos sete e precisamos de oito para dar encaminhamento”, comentou.



Marcius afirma que existem duas propostas a serem levadas em discussão. Uma delas prevê que a Câmara seja composta por 13 vereadores. Outra, indica a participação de 15 edis no colegiado. O número final de representantes, segundo o vereador, não é o principal fator para propor a redução. “O trabalho que se faz com 19, dá para fazer com 13 ou 15. Não há perda de representatividade. Basta ouvir a voz das ruas”, comentou.




O presidente da Câmara, Anilton Freitas (PTB), se posicionou a favor da medida que aumentou o número de vereadores ano passado, mas disse não ter conhecimento da nova iniciativa que sugere a redução no número de vereadores na casa. “Acho que agora não seria o momento de se discutir isso. Depois que tivermos eleição de novo podemos ver como vai ficar. É uma coisa a ser estudada. Discutir esse assunto, agora, na minha opinião, é oportunismo político”, afirmou.



Segundo Marcius, não se trata de populismo nem oportunismo. “Começamos a colher as assinaturas em março. O vereador afirma que a proposta é que sejam colhidas mais do que as oito assinaturas necessárias para encaminhar a proposta para as outras comissões. “Queremos 13 assinaturas. Daí, temos certeza que passará, já que são necessárias duas votações, com dois terços e interstício de no mínimo 10 dias, porque estamos mudando a Lei Orgânica do Município, que é uma carta constitucional”, disse.



Campanha contra o aumento


No ano passado, o Correio Lageano e outras entidades se mobilizaram para tentar convencer os vereadores a não aprovarem o aumento no número de vagas na Câmara.
Organizações sindicais e de classe, como Acil, Ampe, Associação Rural de Lages, Simmmel, CDL, OAB, Fiesc, Sigraf, Sindimadeira, Sindipan, Sindicont, Sinduscon, Associação Catarinense de Revendedores de Combustíveis e Sincoval, além do jornal, colheram mais de 12 mil assinaturas para um projeto de inciativa popular (a exemplo do Ficha Limpa) buscando manter 12 vagas  Câmara.



A iniciativa, porém, foi arquivada pela Casa. “Nenhuma iniciativa popular pode ser arquivada por vício de forma, porque o povo não tem a obrigação de saber se é uma lei ordinária ou uma lei complementar ou uma emenda à lei orgânica. Ainda assim, foi arquivado”, comentou Marcius Machado.



Foto:Afonso Rodrigues

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Projeto do Correio Lageano revela a parte alta da cidade



Projeto do Correio Lageano revela a parte alta da cidade
Lages, 08/04/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



Série que apresenta os bairros de Lages, mostra a partir desta edição o Bela Vista, Pró-Morar e a Área Industrial



A série CL Comunidade vai apresentar nesta semana os bairros Bela Vista, Pró-Morar e Área Industrial. Juntos, eles têm mais de 4.400 moradores. O Pró-Morar, que nasceu como um loteamento do Bela Vista, na década de 1970 é hoje o que tem a maior população. A Área Industrial abriga diversas empresas e indústrias que representam significativo valor econômico para a cidade.




Ao longo das décadas, os bairros passaram por inúmeras mudanças e hoje são considerados pelos seus moradores excelentes locais para se viver. “Os moradores mais antigos contam que quando a avenida principal (Engenheiro Paulo Ribeiro) não tinha calçamento, por ser um morro ingreme, o ônibus nem subia. Quem vivia na parte mais alta tinha que descer até a parte baixa para pegar o transporte”, conta o morador Idelso Varela da Costa, que mora no Pró-Morar há 21 anos.




O Área Industrial oferece diversas vantagens para as indústrias que lá se instalam, dentre elas a facilidade de escoamento da produção, uma vez que fica às margens da BR-116 e não é muito distante da BR-282.




A proximidade entre o Bela Vista e o Pró-Morar é tamanha, que eles são tratados por muitas pessoas como sendo apenas um bairro. Mas quem vive lá, admite: a rivalidade entra os moradores já foi grande em outras décadas.



A população oficial do Pró-Morar, segundo o último Censo (2010) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 3.369 pessoas. Mas este número é ainda maior, pois em setembro do ano passado, com a inauguração do residencial Valentim Elisboa Anacleto (Tozzo), outras 240 famílias se instalaram lá, através do Programa Minha Casa Minha Vida. Confira nas próximas edições matérias sobre as melhorias na infraestrutura dos bairros para absorver às novas famílias.




Corrente “separava” os dois bairros



A história de uma corrente que era usada para “dividir” os bairros no final da década de 1970, é quase uma lenda naquela região da cidade. Há quem diga que ela existia justamente para separar ambos, devido a grande rivalidade que existia entre a população.
O aposentado Ravadier Vargas Antunes, 71 anos, conhecido pelos vizinhos como Seu Delo, mora no Pró-Morar há 32 anos. Como todo morador antigo ele conhece cada história e desmistifica algumas crenças.



Segundo ele, a corrente existiu mesmo. Foi instalada no cruzamento da avenida Engenheiro Paulo Ribeiro com a rua Eduardo Rambuch nos últimos anos da década de 1970 e retirada em 1981. “Tinha um guarda que cuidava, abria e fechava a corrente para as pessoas e carros passarem”, lembra.



Mas ao contrário da crendice popular, de que a corrente servia para “dividir” os bairros, Delo afirma que ela era usada para proteger o novo loteamento do Bela Vista que estava em construção, o Pró-Morar. “[A corrente] servia pro proteger as casas que estavam sendo construídas porque tinha gente que tava roubando os materiais de construção. Por isso, cada pessoa que queria ir para a parte alta, precisava se identificar e dizer o que ia fazer lá”, conta.




De rivais na política partidária a companheiros na vida particular



Seu Delo e dona Marli viveram intensamente a política no bairro onde construíram suas vidas



Juntos há nove anos, os aposentados Ravadier Vargas Antunes (Delo), 71 anos, e Marli de Fátima Petroske, 59 anos, construíram suas vidas no bairro Pró-Morar. A história do casal, que se uniu já na maturidade, passou da rivalidade na política ao companheirismo na vida pessoal.



Ativos politicamente no município, os dois sempre defenderam o Partido Progressista (PP), mas foram adversários por bastante tempo. Nas eleições municipais de 1992 e 1996, enquanto Marli fazia campanha em prol da própria candidatura à Câmara de Vereadores, Delo apoiava outro candidato da sigla. “Sempre fomos muito amigos, mas na política ele era meu rival e fazia campanha contra mim no bairro”, lembra em meio à risos.



Delo nunca concorreu à uma vaga no Legislativo,  mas se elegeu por três mandatos como presidente da associação de moradores e esteve envolvido com a diretoria em outras duas gestões. “Teve uma época em que eu cheguei a apoiar o candidato adversário, mas não ganhamos”, conta Marli.



O aposentado conta que quando o Pró-Morar começou a crescer, não tinha unidade de saúde, por isso os moradores precisavam usar o postinho do Bela Vista. “Só que o pessoal da parte alta não gostava de descer pra usar o posto. Por isso aluguei uma casa e a prefeitura transferiu o postinho aqui pra parte alta. Pra pagar o aluguel, eu promovia várias promoções com os moradores, que sempre contribuíram”, afirma.



Histórias construídas no bairro Pró-Morar


Marli e Delo, cada qual com suas respectivas famílias na época, se mudaram para o bairro há mais de 30 anos. Segundo eles, neste período os dois bairros juntos não deviam ter mais que 150 moradores.




Com o passar dos anos e as afinidades os aproximando, eles passaram a dividir suas vidas e hoje a política, que era motivo de rivalidade, só é discutida dentro de casa na hora do cafezinho. Embora ainda partidários, nenhum dos dois atua politicamente no bairro hoje em dia. Delo aproveita a aposentadoria e Marli é dona de um Salão de Beleza. Nos tempos de atuação intensa na comunidade, Marli chegou a integrar a Pastoral da Criança. “A pesagem das crianças era feita na frente da minha casa”.




Em 1991, ela participou de um concurso promovido pela comunidade para eleger a “Mãe Rainha do Bairro”. “Era uma seletiva em que os próprios moradores votavam. Eu acabei sendo a vencedora entre umas 100 mães que participaram”, lembra com carinho.
A melhor lembrança de Marli a respeito do bairro em que vive, diz respeito ao empenho e união dos moradores. “A união da comunidade nos trabalhos comunitários era muito marcante. O pessoal se esforçou bastante para construir o que temos. Hoje as coisas já não são mais assim”, lamenta.



Carreira foi construída no bairro



“Se hoje tenho alguma coisa na vida, agradeço a este bairro, porque tudo o que construí foi aqui”. Quem afirma é o aposentado Francisco de Souza Neto, 71 anos, que mora há 28 anos no Bela Vista e credita ao bairro o sucesso pessoal e profissional.




Em 1985, quando se mudou para lá com a família, Chiquinho (como é conhecido pelos amigos e familiares) resolveu deixar de se empregado e abriu o próprio negócio: uma mercearia que levou o nome de Dona Adélia, em homenagem à esposa Adélia Terezinha de Souza, 65 anos, com quem é casado há 48 anos. Mudando apenas de ponto, o negócio prosperou e a família o vendeu há cerca de seis meses. “Para poder aproveitar a aposentadoria”, brinca Chiquinho.



Além do comércio, Chiquinho também teve uma produtora de vídeo, foi fiscal de segurança e vendedor autônomo. Foi no Bela Vista que ele e a esposa criaram os quatro filhos.



Adélia tem irmãs que vivem em Cuiabá (MT). Para ficar mais perto da família, ela e o marido até tentaram morar em Cuiabá, mas não se adaptaram.



Fotos: Núbia Garcia

terça-feira, 12 de março de 2013

Você concorda que o prédio do Colégio Aristiliano seja demolido?



Você concorda que o prédio do Colégio Aristiliano seja demolido?
Lages, 12/03/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah


A partir desta terça-feira (12) você poderá opinar sobre a possível demolição do prédio do antigo Colégio Estadual Aristiliano Ramos, que funcionou no calçadão da Praça João Costa, em Lages, até o final de 2011. Ele foi interditado pela Defesa Civil do município porque a estrutura, antiga e em más condições, oferecia risco à segurança dos estudantes, professores e outros funcionários. Desde então, se especula qual destino terá o prédio. Agora, o Governo do Estado teria decidido o demolir.



A desocupação foi seguida de muita polêmica. Alunos e professores se uniram aos pais de estudantes para protestar e pedir que a escola não fosse transferida de local. Foram listadas várias alternativas de uso do prédio. Entre elas, a reforma para voltar a ser escola (destinação descartada pelo Governo Estadual); a reforma para outro uso público; a demolição para ampliação do calçadão da Praça João Costa e a demolição para construção de outro prédio público no local.



Diante da possibilidade de demolição, o CLMais e o Correio Lageano abrem espaço para seus leitores optarem. Através de votação em enquete, você pode afirmar se concorda ou discorda que o prédio seja derrubado. A votação encerra às 23h59min desta sexta-feira (15). Enquanto ela estiver ativa, qualquer pessoa poderá acessar a área da enquete e acompanhar o resultado parcial. Participe! A opinião da população pode influenciar nas decisões tomadas pelo poder público.




Foto: Arquivo CL

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Internautas escolhem a rainha da 25ª Festa Nacional do Pinhão



Internautas escolhem a rainha da 25ª Festa Nacional do Pinhão
Lages, 27/02/2013, Correio Lageano



Enquete do CLMais não tem caráter oficial, mas mostra o gosto dos leitores do Correio Lageano



O Portal CL Mais fez uma enquete para saber quem os lageanos querem ver como a rainha e as princesas da 25ª Festa Nacional do Pinhão. A votação iniciou na última sexta-feira e terminou às 24 horas de ontem. Até as 19 horas desta terça-feira, 823 pessoas tinham participado da enquete.



As mais votadas até aquele horário foram Caroline Costa, com 22% dos votos, sendo que a segunda colocada foi Rafaela Tives, com 12,2% dos votos e a terceira colocada foi Flávia Burigo, com 11,7% dos votos. As cinco votadas pelo CL Mais somam 64,7% dos votos.



A enquete não é oficial e não terá nenhuma influência no concurso que acontece na noite de hoje, às 20h30min no Clube Caça e Tiro. Vinte lageanas disputam o título de rainha da Festa do Pinhão deste ano. Elas serão avaliadas por 15 jurados e o resultado deverá sair em até duas horas depois do início. A votação será aberta.



As candidatas irão desfilar coletivamente e depois individualmente. Todas usarão o mesmo traje e a mesma produção. No site oficial da festa do pinhão, os internautas podem escolher a sua candidata preferida.




A votação pelo site e pelo telefone acontece até as 9 horas desta quarta-feira (27) e o ranking das 10 mais votadas será apresentado no momento do desfile. A candidata que tiver a maior pontuação obtida entre a soma dos votos pelo site (1 ponto) e pelo telefone (2 pontos) garantirá uma das cinco vagas para a final.









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Fotos:Divulgação

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Encontro dos Amigos reúne mais de 10 mil pessoas em Lages


Encontro dos Amigos reúne mais de 10 mil pessoas em Lages

Lages, 26/11/2012, Correio Lageano, por Susana Küster



A terceira edição do Encontro dos Amigos, que acontece na Via Gastronômica todos os anos, superou as expectativas



Promover o turismo de eventos, gerar negócios e marketing para as empresas que ocuparam as 70 tendas e, é claro, oportunizar um encontro entre amigos, foram os objetivos da terceira edição do evento que movimentou a Via Gastronômica de Lages, no sábado (24).



A cada ano percebe-se que a participação de empresas e do público aumenta no Encontro dos Amigos. O organizador do evento, Edézio Forbici, afirmou que o objetivo não é estender o evento para as outras ruas, já que a ideia é promover a Via Gastronômica.



Para a próxima edição, ele disse que serão trazidos grupos de outras cidades para mostrar diferentes etnias no evento. “Este ano, trouxemos um pessoal de Treze Tílias, que mostraram a cultura austríaca. Queremos mostrar mais culturas, através de trajes, músicas, dança e gastronomia. Desta forma, também pretendemos diminuir o consumo de bebida alcoólica”, ressaltou.



Ele lembrou que o edital de implantação da fiação subterrânea da rua está aberto até dia 12 de dezembro. “Depois que for terminada a fiação, será feita uma revitalização da via, incluindo calçadas e arborização”, explicou.



O prefeito e vice-prefeito eleitos em Lages, Elizeu Mattos e Toni Duarte, estiveram presentes na Emiliano Ramos. Duarte frisou que a futura administração vai fortalecer mais o turismo de eventos. “Já fomos a Capital do Turismo Rural e perdemos esse título. Vamos desenvolver mais nossa cultura, criando novos eventos”, salientou.



O que mais chamou atenção no evento, foram duas tendas de um grupo de pessoas que vieram de Treze Tílias. Muitos pararam para ver uma mulher esculpindo em nós de pinho várias imagens religiosas, e para assistir um grupo vestido de trajes típicos dançar músicas da cultura austríaca.



A escultora Maria Thaler cria, há 42 anos, a cada martelada em nós de pinho, diferentes imagens que encantam quem conhece seu trabalho, bastante minucioso. Ela vende suas peças para a Aústria, Itália, Alemanha, França e Brasil.



Um dos componentes do grupo de dança austríaco, Carlos Eduardo Felder, acredita que a tenda chamou atenção pela cultura diferente que mostrava pelas danças e trajes. “Nossa dança é baseada no sapateado, valsa, colca e borischer. Essa cultura foi trazida em 1933 para Treze Tílias e na Aústria, a dança é bem presente”, comentou.



O Correio Lageano esteve presente no evento, em uma das 70 tendas que participaram dessa edição do Encontro dos Amigos. A diretora do Correio Lageano, Isabel Baggio, frisou que o encontro gera desenvolvimento econômico para as empresas participantes, pois produz negócios. “É também uma oportunidade para as pessoas se reverem, faz marketing para a cidade e para as empresas”, completa. No ano que vem, o Correio Lageano juntamente com o grupo SCC, estarão juntos na divulgação dos grandes eventos de Lages.



O empresário Roberto Amaral, disse que o objetivo é dar mais visibilidade para os eventos. “Com mais publicidade, vamos atrair mais público para os eventos. Fizemos essa parceria, porque são os únicos grandes meios de comunicação que são genuinamente lageanos”, explicou.




Corpo de Bombeiros e PM deram apoio


Durante todo o evento, três bombeiros, 12 policiais e uma câmera de videomonitoramento fizeram com que a 3º edição do Encontro dos Amigos, corresse sem imprevistos e com muita segurança. O cabo do Corpo de Bombeiros, Antônio Flávio Oliveira, disse que o evento foi tranquilo. O mesmo depoimento deram dois policiais militares que faziam ronda na rua.




Fotos: Susana Küster

sábado, 20 de outubro de 2012

Correio Lageano completa 73 anos

Lages, 20 e 21/10/2012, Correio Lageano, por Silviane Mannrich





Neste domingo (21), o Correio Lageano completa 73 anos. São mais de sete décadas de trabalho em defesa da Serra Catarinense e de seu povo. Para garantir informações de qualidade e credibilidade, o Correio Lageano investe permanentemente na qualificação dos colaboradores e em novas tecnologias. Tanto que em 2013, o CL será totalmente colorido.


Esse investimento comprova que, o segundo jornal mais antigo de Santa Catarina não deixou de acompanhar os avanços tecnológicos. Com a prioridade em focar nos acontecimentos da Serra Catarinense o CL possui sua versão online, o portal CLMais, além de estar presente nas redes sociais, promovendo a interatividade com seus leitores e internautas. Também é possível assinar o jornal somente na versão digital, bem como, anunciar nos classificados online.


Analisando as tendências de mercado e novas tecnologias, a diretora do CL, Isabel Baggio, avalia que o jornal continuará sendo uma produtora de conteúdo. “A informação vai chegar em múltiplas plataformas, os jornais tradicionais continuarão sendo respeitados pelo conteúdo e credibilidade”, ressalta.


Na Europa e nos Estados Unidos está havendo uma estagnação do jornal em papel, mas nos países em desenvolvimento essa realidade é diferente. “Nos países como o Brasil os jornais, principalmente os regionais, estão em crescimento”, afirma Isabel.


O Correio Lageano também vem desenvolvendo novos produtos como a produção e a edição de anuários e a promoção de eventos.


Por meio do Instituto José Paschoal Baggio, o braço social do CL, são realizadas diversas atividades durante todo o ano com o Programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano. “Em parceria com algumas empresas, o programa é desenvolvido nas escolas públicas. As crianças e adolescentes têm acesso ao jornal e, a partir da leitura, eles tornam-se observadoras do mundo que as rodeia, e sentem-se incluídas na sociedade”, salienta Isabel.
O Lendo e Relendo capacita os professores para trabalhar o jornal como ferramenta pedagógica. Atualmente, atende 15 mil alunos, de 40 escolas, em seis municípios.


O Instituto José Paschoal Baggio também desenvolve o projeto ambiental Carahá de Cara Nova. Além de orientar a comunidade sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente, o projeto premia escolas que se destacam no setor. Elas recebem o Selo Escola Protetora do Meio Ambiente.


Para despertar e valorizar talentos, o instituto também promove o Festival de Cultura Som e Arte. Neste ano, durante três dias, alunos de várias escolas se apresentaram através do teatro, da música e da dança, para um público que lotou o Teatro Marajoara. Participaram do evento três mil pessoas.


Como tudo começou



Em 21 de outubro de 1939, com a aquisição do maquinário pertencente ao antigo Correio de Lages, Almiro Lustosa Teixeira de Freitas, Idalécio Arruda e João Ribas Ramos imprimiram a primeira edição do Correio Lageano.


Por doze anos o Correio Lageano circulou semanalmente. Em 1951, o jornal foi adquirido por quatro jovens que assumiram o compromisso de oferecer ao público um veículo “independente e noticioso”. José Paschoal Baggio, Evilásio Neri Caon, Edézio Neri Caon e Sirth de Aquino Nicolelli publicaram o editorial “O Correio Lageano, enquanto estiver sob nossa orientação, será um órgão livre, independente, sem subordinação a organizações de qualquer espécie. (...) nos endereçando sempre aos anseios do povo, quer das classes produtoras, quer das classes trabalhadoras, humildes e de todas as categorias profissionais”. Em 1955 o CL passou a circular duas vezes por semana, um marco para a imprensa local. No dia 8 de outubro de 1967 tornou-se o único diário da Serra Catarinense.


No editorial do primeiro número, o CL firmou compromisso com a comunidade




“O Correio Lageano surgiu das necessidades ambientes e será uma válvula do pensamento em Lages, a refletir a época passante, através de seu progresso; intelectual, social e material. Embora de formato modesto, devido às possibilidades do momento, traz em si o estímulo que agita, eleva, desperta e o anseio de lutar pelo engrandecimento desta terra, sugerindo e incentivando tudo que lhe parecer de necessidade”.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Turma da Galinha Pintadinha se apresenta hoje no Teatro Marajoara

Turma da Galinha Pintadinha se apresenta hoje no Teatro Marajoara
Lages, 12/10/2012, Correio Lageano



Ir ao teatro é uma opção para comemorar o Dia das Crianças nesta sexta-feira.



A Turma da Galinha Pintadinha vem, pela primeira vez a Lages, para comemorar o Dia das Crianças. A peça será apresentada no Teatro Marajoara em dois horários da tarde desta sexta-feira (12).



O espetáculo, que está viajando o Brasil desde o começo do ano, promete ser totalmente interativo com o público, divertindo a criançada. Baseado nos vídeos produzidos pela Bromélia Filmes, que foram lançados na internet há seis anos, a peça teatral surge com a necessidade de levar o fenômeno da Galinha Pintadinha aos palcos.



A história se passa em uma fazenda, tendo como personagem Joãozinho, que brinca o dia todo com vários animais e os apresenta às crianças da plateia.



O produtor da peça em Lages, Maycon Fontoura, ressalta que levar os filhos para ver o espetáculo no Dia das Crianças é um ótimo programa para comemorar a data. “Vale a pena os pais irem passar o Dia das Crianças no espetáculo, é uma ótima forma de comemorar o dia”, comenta ele, que também adianta que a Primus Produtora, responsável por trazer a Turma da Galinha Pintadinha a Lages, também está programando para voltar a cidade no ano que vem com mais três peças infantis: O Mágico de Oz, a Bela e a Fera em 3D e Lazy Town.




O Correio Lageano, através do Clube Assinante +, irá levar cinco assinantes, com direito a acompanhante, para ver a peça e conhecer o elenco nos bastidores, assim como a rádio 101 FM, que também levará cinco ouvintes ao teatro.



Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro e custam R$ 50,00 o valor inteiro e R$ 25,00 meia entrada. Vale lembrar que nas edições do Correio Lageano dos dias 10 e 11 deste mês foram disponibilizados cupons de desconto que darão direito à compra do ingresso meia-entrada.




Assinantes do Correio Lageano vencedores da promoção

• Jandira Ribeiro da Silva
• Robson da Silva
• Francisco Carlos Lima Ataide
• Juliana Schmitz Paes de Lima
• Eliana Cerqueiro Brito




Foto:Divulgação

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Campanha ‘Diga Não’ refletiu nas urnas

Lages, 10/10/2012, Correio Lageano





A campanha Diga Não tentou fazer com que os vereadores não aumentassem o número de vagas na Câmara. Os legisladores não atenderam ao pedido feito pelo Correio Lageano, organizações sindicais e mais de 12 mil eleitores que assinaram um projeto de lei de iniciativa popular. Os dois únicos edis que atenderam ao pedido, se reelegeram e, dos sete que foram contra a campanha e tentaram a reeleição, apenas três tiveram êxito.


O resultado da campanha divide opiniões de pessoas que participaram ativamente. Alguns concordam que os 3.808 votos que colocaram Marcius Machado (PPS) como recordista, foi o reflexo do apoio que o vereador deu à campanha. Outros acreditam que o resultado não foi o esperado e negam que a campanha tenha interferido no voto do eleitor.


A vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Rosani Pocai, aproveita para cobrar as promessas dos vereadores que votaram pelo aumento. A próxima legislatura vai precisar reduzir os gastos com gabinetes e assessores para manter a atual média das despesas. Isso porque, só com salários de vereadores, a casa vai gastar R$ 624.484,16 por ano, só com as sete novas vagas. Somadas às atuais 12 vagas, o valor chega a quase R$ 1,7 millões.


A campanha terminou quando os vereadores arquivaram a lei de iniciativa popular, assinada por mais de 12 mil eleitores lageanos.


Na internet, porém, ela continuou até o fim das eleições, mas não movida pelo Correio Lageano ou pelas entidades que participaram ativamente da Diga Não. Os próprios internautas fizeram uma montagem com a foto dos dez que votaram a favor do aumento e pediam para que não os reelegessem. Destes, apenas três voltarão à Câmara para a próxima legislatura. Um dos dez, Toni Duarte (PPS), se elegeu vice-prefeito e outro, Gean Vargas (PPS) não concorreu a cargos políticos.


Agora, a imagem veiculada na internet cobre com um ‘x’ a foto dos que não conseguiram a reeleição. Deles, Neusa Zangelini (PP) e Rodrigo Silva (DEM) já declararam que o posicionamento a favor do aumento do número de vereadores acabou refletindo em seus resultados nas urnas.



Rainwald Müller - Ampe - "Acho que a grande maioria da população vai contra nosso objetivo. Não conseguimos atingi-lo, não é o que a sociedade quer.”


Charles Postali - Sindgraf - "A campanha refletiu na eleição sim. Pode ver a votação do Marcius. Pena que o Nilton Freitas e o Adilson Appolinário se reelegeram. Foi muito válida a campanha.”


Gerson Palma - OAB - "A campanha trouxe reflexos. Tanto é que dos que votaram a favor do aumento, apenas três se reelegeram e os dois mais votados foram contra.”


Rosani Pocai - CDL - "Os dois únicos que foram a favor foram eleitos. Não sei dizer se a campanha teve resultado, mas conseguiu dar uma limpada na Câmara. Agora vamos ver se eles vão conseguir fazer o que prometeram: tudo funcionando sem aumentar gastos.”


Paulo Menezes - Acil - "Acho que o movimento atendeu a um anseio da população que relembrou o fato. O Marcius obteve votação recorde e somente cinco, dos dez que tentaram a reeleição se reelegeram. A campanha vai trazer reflexos no futuro.”


Israel Marcon - Sindimadeira - "Acho que foi um resultado relativo, porque cinco se reelegeram, além do vice (Toni Duarte). A intenção era que ninguém se reelegesse. Mas valeu a pena, chamou a atenção do eleitorado e os que não se reelegeram com certeza tiveram reflexo da campanha.”


Albraino Brasil - Sinduscon - "Foi um resultado interessante que se colocou na renovação que houve e na votação que o Marcius teve.”



Nova composição da Câmara


Comparada à última eleição, o DEM foi o partido que mais perdeu. Em 2008 elegeu três vereadores e neste ano não conseguiu nenhuma vaga. Durante a legislatura, dois de seus representantes foram para o PSD, criado em 2011, que formou uma bancada com três vereadores. Este partido conseguiu mais uma cadeira na Casa Legislativa.


Os partidos que não tinham representantes na Câmara e conseguiram vagas foram o PMDB e o PSC (duas vagas). O PSB e o PT garantiram um vereador cada.


Dos que já compunham, o PP continua com quatro cadeiras e o PPS perdeu duas. O PTB dobrou sua representatividade e terá dois vereadores.


O PR, que havia elegido Adilson Appolinário (agora no PSD) na última eleição, não conseguiu eleger seu único candidato e ficou sem representantes. Appolinário se reelegeu, mas pelo PSD.


Partido    2008    2012



PP              4            4
PPS           3            1
DEM          3            0
PTB           1            2
PR             1            0
PMDB       0            4
PSD*        0            4
PSC          0            2
PT             0            1


Parceiros



•Acil

•Ampe

•Associação Rural de Lages

•Simmmel

•CDL

•OAB

•Fiesc

•Sigraf

•Sindimadeira

•Sindipan

•Sindicont

•Sinduscon

•Associação Catarinense de Revendedores de Combustíveis

•Sincoval