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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Denúncia de despejo irregular de resíduos

Denúncia de despejo irregular de resíduos

Lages, 28/08/2013, Correio Lageano



Os proprietários de um terreno particular no bairro Cruz de Malta, em Lages, procuraram o Correio Lageano para denunciar um vizinho que faz extração de areia na propriedade ao lado da sua. Segundo a denúncia, parte dos resíduos do areial vêm sendo despejados no terreno desta família e estão poluindo um córrego que desemboca no rio Caveiras.



A família proprietária do terreno, que preferiu não se identificar, afirma que os resíduos estão sendo incorretamente despejados no córrego, que tem cerca de 500 metros de extensão dentro de sua propriedade e fica a aproximadamente 1,5km do rio que abastece a cidade.



Além disso, a mesma empresa teria feito extração de areia nas terras desta família por cerca de 17 anos. Segundo a família, a empresa deveria estar executando a recuperação da área explorada, mas isso não acontece.



Segundo os denunciantes, a empresa utilizava 60 mil metros para extração de areia em suas terras. Em setembro completa dois anos que deixou esta área e começou a atuar em propriedade vizinha.



O receio da família, que garante já ter feito denúncia junto ao Ministério Público e Fatma, é que possa ser penalizada pelos órgãos ambientais caso fique comprovado que a situação configura crime ambiental. “Sempre nos disseram que está dentro da lei, só que dentro da lei não significa que ele possa depositar os resíduos dele no terreno de terceiros. Ele teria que ter uma forma de reter isso, sem prejudicar mais ninguém”, disse uma das proprietárias do terreno.



Por telefone, o proprietário da empresa, identificado como Clóvis Croda, informou apenas que a situação está sob controle e o Ministério Público já emitiu seu parecer sobre o caso.



ÓRGÃOS AMBIENTAIS


De acordo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em Lages, na última sexta-feira foram encaminhados um engenheiro ambiental e um engenheiro agrônomo até o local para verificar a situação.



O gerente de desenvolvimento do órgão em Lages, Willy João Brun Filho, afirmou que não foi constatada nenhuma irregularidade, que a recuperação ambiental está sendo feita e o licenciamento ambiental está sendo cumprido na íntegra.



O promotor do Meio Ambiente, Reneé Cardoso Braga, informou que a promotoria recebeu denúncia há mais de seis meses. Segundo ele, na época foi feita averiguação e concluído que a exploração estava regular. “Mas nada impede que a gente verifique se atualmente tem alguma desconformidade”, comenta, sem descartar a possibilidade de uma nova investigação sobre o caso.



Foto: Núbia Garcia

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A qualidade da água que abastece Correia Pinto

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Correia Pinto, 05/08/2013 Nossa Terra

A água que abastece nossa cidade e chega até nossas torneiras vem do Rio das Pombas. Antes de chegar até nossas casas, à água percorre uma longa distância e passa por uma série de tratamentos físicos e químicos, para que se torne própria para o consumo. Esses processos são realizados na Estação de Tratamento de Água (ETA) que, então, redistribui a água para a cidade.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o processo de tratamento de água é responsável por uma grande melhoria na qualidade de vida da população, reduzindo o índice de mortalidade infantil e a disseminação de doenças.
Não é de hoje que moradores próximos ao Rio reclamam sobre a poluição vem tomando conta do Rio das Pombas que abastece a cidade de Correia Pinto, a equipe do Jornal Nossa Terra esteve no local e acompanhou de perto a situação e conversou com moradores.
“As pessoas vem com carrinhos de mão cheios de lixo e jogam dentro do Rio, ou apenas deixam em suas encostas o que causa muito desconforto para todos. Nós que moramos mais próximos, começamos a impedir esses outros moradores de jogarem lixo no Rio, pedimos para que eles jogassem no lixeiro. Até foi feito alguns aqui por perto para evitar que tudo seja depositado no Rio. Eu e minha esposa queimávamos o lixo que ficava nas encostas para evitar que fossem pro Rio ou aumentassem a quantidade ali perto. O Rio da nos fundos do meu lote, muitas vezes quando chove muito, sobe o nível de água e vem pro meu terreno. Agora está muito melhor do que estava há alguns meses atrás, as pessoas tem que se conscientizar que fazer isso é errado e que vai causar danos a nós mesmos.” Explica João Felipe de Moraes.
“A situação é muito crítica, por que pessoas de outros locais jogam lixo aqui no Rio, ás vezes em dia com maior intensidade do sol, começa a gerar um cheiro ruim devido às coisas que são jogadas ali. Tem pessoas que jogam animais mortos, restos de alimento, ossos de animais, mas podemos dizer que a situação está melhorando e muitas vezes crianças e até adultos vem nadar nesse Rio tão poluído, com certeza é prejudicial pra saúde dessas pessoas. Os moradores mais próximos tem que dar o exemplo e mostrar aos outros que no Rio não se joga lixo.” Explica Scheila, que mora perto ao Rio.
O que diz a Casan
“O Rio das Pombas é o que faz o abastecimento de água para a cidade de Correia Pinto, e a Casan faz a captação desta água. Houve uma denúncia há dias atrás a respeito de material orgânico no Rio e no acostamento da estrada que vai para o parque de exposição. Foi feita uma análise completa na água e foi constatado que não houve interferência na água que está sendo distribuída para a cidade. Realmente existe matéria orgânica no local, é resíduo de pinus que de forma alguma vai comprometer a qualidade da água. Apenas resíduos químicos, como metais pesados poderiam comprometer a qualidade da água, já que nossa estação de tratamento não tem capacidade para este tipo de tratamento.” Explica Gilmar, responsável pelo processo de tratamento da Casan.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capivara nada em meio à poluição do Carahá

Capivara nada em meio à poluição do Carahá
Lages, 19/10/2012, Correio Lageano





Em meio a carros, esgoto, sacolas e muita sujeira, uma capivara resolveu mostrar as caras nas margens do rio Carahá. A vizinha do local, Mara Medeiros, ressalta que ver um animal é sempre bom, mas precisaria ser um lugar bem cuidado.


Os riscos para a capivara são poucos, diz o soldado Adão, da Polícia Ambiental. “Se alguém tentar pegar, ela pode correr para o meio dos carros”, explicou. Em função do seu peso, o animal pode ocasionar um acidente grave, caso resolva deixar o rio.


A capivara é um animal de beira de rio, mas não utiliza a água como fonte de alimentação. Ela é vegetariana e estava se alimentando do pasto que cresce em torno do Carahá.


Adão diz que não tem ideia de como o animal chegou ali, mas, apesar da poluição e o ambiente urbano, ela está em seu habitat natural. Mara Medeiros diz que o animal estava no local já na noite de ontem (quarta-feira). “Já vi um furão por aqui também”.


Ela tem receio que o animal possa ter algum tipo de problema por conta da poluição do local e já chamou a Polícia Ambiental para recolher a capivara. Soldado Adão explica que não existe equipamento para que se faça a captura. “A não ser que dopássemos o animal”.



Foto: Thomas MIchel