quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hospital Santa Clara passará por auditoria

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Otacílio Costa, 01/08/2013 Correio Otaciliense

 Segundo o prefeito de Otacílio Costa, Luiz Carlos Xavier, popular Tio Ligas, o objetivo é, assim como foi feito com o Instituto da Previdência Municipal – IPAM, fazer um estudo completo da real situação econômica do hospital, para que medidas possam ser tomadas com maior propriedade.
“Queremos e vamos encontrar uma saída para melhorar o atendimento e não deixar o HSC fechar, por isso, vamos dentro dos próximos dias, iniciar a auditoria, que será feita por uma empresa qualificada para isto”, adiantou.
Robson Oliveira Medeiros, gerente de enfermagem do Hospital, explica que não se pode precisar a quantia real da dívida existente, sendo que acredita tratar-se de algo em torno de R$ 800 mil, entre fornecedores, comércio local, Celesc, INSS, médicos, entre demais despesas. Ele aponta como duas das principais dívidas, a questão da Celesc, onde há a pagar mais de R$ 200 e contas com médicos, girando em torno de R$ 250 mil.
Hoje a instituição conta com aproximadamente 10 médicos, que trabalham em forma de plantão, para que a entidade não fique desassistida. “Só na nossa vivência do dia a dia para entender o que passamos aqui dentro, ainda quero fazer grupos de visitas, para que toda comunidade possa conhecer nossa estrutura e tudo o que é feito no Santa Clara”, adianta.
Hoje cada médico recebe o valor de R$ 75 por hora, mais R$ 6 de produtividade por atendimento, além do valor do plantão. “Vamos tentar fazer acordos com os médicos que existem dívidas, para que, mesmo que aos poucos, consigamos eliminar tais problemas”, explica.
Hoje a entidade conta com 43 funcionários e uma folha de pagamento de aproximadamente R$ 60 mil mensais. A prefeitura de Otacílio Costa repassa a quantia de R$ 110 mil, a empresa Klabin, R$ 12 mil e a prefeitura de Palmeira R$ 6 mil, sendo estes a receita fixa, ficando todo mês, em torno de R$ 50 mil de dívidas a pagar. O gerente informa que se não houvessem dívidas, as quantias repassadas seriam suficientes para manutenção.
“Vivemos um momento de dificuldade financeira, somos obrigados a diminuir drasticamente os gastos, sem diminuir os atendimentos que são gratuitos. Além disso, estamos cadastrando o hospital para realização de cirurgias, pois temos dois centros cirúrgicos, o que pode gerar mais uma forma de renda”, informa Robson, que em setembro estará completando 19 anos de trabalhos prestados na entidade.
“Tenho uma relação de afeto com o Santa Clara, gosto desse trabalho e sei que ele fará uma falta imensa caso precise fechar, por isto, estamos fazendo o resgate da confiança das pessoas na entidade, pois se conseguimos salvar uma pessoa, o que foi muito mais, já valeu todos os meus 19 anos de trabalho”, citou.
Uma das saídas apontadas pelo secretário de saúde, Silvano Cardoso Antunes, foi a criação da Sala de Estabilização, lugar onde são realizados os primeiros atendimentos antes de encaminhar o paciente para especialistas. “Receberemos o investimento de R$ 100 mil do Governo do Estado para equipar a sala e todo mês a quantia de R$ 25 mil para manutenção, o que já vai trazer uma luz no fim do túnel”, adiantou.
Outro ponto importante citado por Robson, foi a questão da humanização do atendimento. “Estou todos os dias cobrando da equipe um bom atendimento, pois moramos numa cidade pequena onde todos se conhecem, não custa dar um atendimento diferenciado. Sei que existem as falhas, não estamos escondendo isto de ninguém, mas estamos buscando acertar e mesmo com todos os problemas diários, não fechamos e vamos continuar fazendo o nosso melhor”, concluiu.

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