segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Trecho de Bocaina da BR-282 já ceifou 16 vidas só este ano

Trecho de Bocaina da BR-282 já ceifou 16 vidas só este ano
Serra Catarinense, 17/09/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



As tragédias no trânsito da BR-282, na Serra, não param de aumentar. Só este ano, 16 pessoas morreram no pequeno trecho de 25 quilômetros, entre o trevo de Índios, em Lages, e Bocaina do Sul (Km 200 a 175). O massacre parece não ter fim.



Na semana passada, os irmãos Célio Ribeiro, de 34 anos, e José Ademir Silva, de 36 anos, morreram após colidirem uma moto contra um Kadett, de Palhoça. O motorista do veículo estava embriagado. A morte chocou os moradores.



A última tragédia ocorreu por volta das 19 horas de  domingo. Uma motocicleta e um automóvel bateram de frente no Km 177. O sargento Guilherme Pires da Silva, de 55 anos, bombeiro aposentado e Maria de Lourdes Argênio Angelo, de 47 anos, que estavam na moto, e morreram na hora.



Segundo apurou o Correio Lageano, o número de mortes no trecho entre Lages e Bocaina do Sul chega perto do registrado entre os quilômetros 190 e 215 da BR-109, na Grande Florianópolis, um dos mais perigosos do Brasil. Naquele trecho, 25 pessoas morreram este ano. A diferente é que lá trafegam mais de três vezes o número de veículos que circulam no trecho serrano.



Explicação


A explicação para esta carnificina na Serra é simples. A maioria dos acidentes são provocados por imprudência dos motoristas, como o  excesso de velocidade. Para a dona de casa Cristina de Paula, que mora às margens da rodovia, bem defronte ao local do acidente que matou o casal no último domingo, o excesso de velocidade e as ultrapassagens são o maior problema da 282. “A imprudência está demais”, avalia.



A mesma opinião é compartilhada pelo agricultor Agostinho Generoso Dias, que há 19 anos mora ao lado da rodovia, perto do trevo de acesso a Rio Rufino. “Este trecho é muito perigoso”, declara ele, lembrando os acidentes e mortes ocorridos na via.



Do ponto de vista estrutural, o trecho entre o Km 175 e 200 é considerado bom, com uma pista boa e retas longas. Talvez seja por isso que os motoristas exageram na velocidade, aumentando os riscos de acidentes. O  agravante são as curvas, palco da maioria das tragédias.


Os 25 quilômetros que viram palco dos desastres no trânsito da Serra


9 de janeiro: Um Peugeot despencou da ponte, no Km 200. Três pessoas morreram na hora e uma no hospital, para onde foi levada.


8 de fevereiro: Dois carros bateram sobre uma ponte no Km 185. Eles pegaram fogo e três pessoas morreram carbonizadas.


17 de março: Dois veículos bateram de frente em uma curva no Km 175, em Bocaina. Quatro pessoas da mesma família morreram.


8 de setembro: Duas pessoas que estavam em uma motocicleta morreram no Km 171, após baterem contra um veículo.


Domingo: Guilherme Pires da Silva e Maria de Lourdes Argênio Angelo morreram após colidirem moto em um veículo, no 177.



João Blomer

João Blomer, da PRF de Lages, acredita que a educação é uma dos saídas para reduzir as mortes.



Foto: Adecir Morais

Nenhum comentário: