segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Lixões irregulares são problema crônico

Lixões irregulares são problema crônico
Lages, 15/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa



Conviver com o mau cheiro, o pó e as moscas já faz parte da rotina do comerciante Carlos Padilha, morador da rua Antonio Ribeiro dos Santos, no bairro da Várzea. Ele reclama da poeira e dos vizinhos que depositam lixo doméstico e restos de construção civil às margens da via. “Atrai mosquito, sujeira, tem até cachorro morto no meio do lixo. Em dia de sol não tem quem aguente o cheiro”, relata Padilha. Segundo ele, são vizinhos e moradores da região que depositam o lixo.




Seu vizinho, o motorista José Ferreira acrescenta que a rua é o acesso para a localidade de Cajuru, interior do município. A estrada rural também é marcada por diversos pontos de depósito de entulho em suas margens. “É resto de madeira, plástico, metal, tem de tudo. É o pessoal de interior e até da cidade que vem despejar isso ai”, diz.




Rua virou lixão: Na rua Irmão Joaquim, no bairro Guarujá, a situação também é complicada. Por toda a extensão da via se observa montes de lixo depositados. Em meio aos entulhos se encontram restos de madeira, galhos secos, pneus velhos, lixo doméstico e de construção civil.



Caminhadas: A servente Dorácia da Silva Ribeiro, de 58 anos, mora na região e diz que gostava de fazer caminhadas pela rua, mas nos últimos meses isso se tornou impossível em função do cheiro ruim e diz que a rua está abandonada. “Não dá de aguentar o cheiro de podre. São vizinhos que jogam lixo, além do pessoal de fora do bairro que vem com caçamba jogar os entulhos aqui”, relata.



Recorrente: A Secretaria de Meio Ambiente contabiliza hoje mais de 50 pontos de depósito irregular de lixo. Por semana a estimativa é que sejam recolhidos em torno de 10 toneladas de lixo, retirados de áreas verdes de preservação permanente.



O gerente de fiscalização da secretaria do Meio Ambiente, Adailton Camargo, destaca que o problema se repete. “A gente recebe a denúncia de um ponto, vai lá, limpa. Dali dois, três dias, tem sujeira de novo”, relata.



Para Camargo, este é um problema gravíssimo e se tornou normal depositar lixo em local impróprio. “Virou costume, é cultural”, afirma. Quem for flagrado jogando lixo em área irregular será notificado e, em caso de reincidência, estará sujeito à multa. O lixo recolhido pela secretaria é encaminhado ao horto. “Lá a gente separa o que é degradável e o que não é recebe a destinação correta”, completa Camargo.


Fotos:Joana Costa

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