Lages, 15/10/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
Conviver com o mau cheiro, o pó e as moscas já faz parte da rotina do
comerciante Carlos Padilha, morador da rua Antonio Ribeiro dos Santos,
no bairro da Várzea. Ele reclama da poeira e dos vizinhos que depositam
lixo doméstico e restos de construção civil às margens da via. “Atrai
mosquito, sujeira, tem até cachorro morto no meio do lixo. Em dia de sol
não tem quem aguente o cheiro”, relata Padilha. Segundo ele, são
vizinhos e moradores da região que depositam o lixo.
Seu vizinho, o motorista José Ferreira acrescenta que a rua é o acesso
para a localidade de Cajuru, interior do município. A estrada rural
também é marcada por diversos pontos de depósito de entulho em suas
margens. “É resto de madeira, plástico, metal, tem de tudo. É o pessoal
de interior e até da cidade que vem despejar isso ai”, diz.
Rua virou lixão: Na rua Irmão Joaquim, no bairro
Guarujá, a situação também é complicada. Por toda a extensão da via se
observa montes de lixo depositados. Em meio aos entulhos se encontram
restos de madeira, galhos secos, pneus velhos, lixo doméstico e de
construção civil.
Caminhadas: A servente Dorácia da Silva Ribeiro, de 58
anos, mora na região e diz que gostava de fazer caminhadas pela rua, mas
nos últimos meses isso se tornou impossível em função do cheiro ruim e
diz que a rua está abandonada. “Não dá de aguentar o cheiro de podre.
São vizinhos que jogam lixo, além do pessoal de fora do bairro que vem
com caçamba jogar os entulhos aqui”, relata.
Recorrente: A Secretaria de Meio Ambiente contabiliza
hoje mais de 50 pontos de depósito irregular de lixo. Por semana a
estimativa é que sejam recolhidos em torno de 10 toneladas de lixo,
retirados de áreas verdes de preservação permanente.
O gerente de fiscalização da secretaria do Meio Ambiente, Adailton
Camargo, destaca que o problema se repete. “A gente recebe a denúncia de
um ponto, vai lá, limpa. Dali dois, três dias, tem sujeira de novo”,
relata.
Para Camargo, este é um problema gravíssimo e se tornou normal depositar
lixo em local impróprio. “Virou costume, é cultural”, afirma. Quem for
flagrado jogando lixo em área irregular será notificado e, em caso de
reincidência, estará sujeito à multa. O lixo recolhido pela secretaria é
encaminhado ao horto. “Lá a gente separa o que é degradável e o que não
é recebe a destinação correta”, completa Camargo.
Fotos:Joana Costa