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domingo, 16 de março de 2014

Começando bem...

Trânsito começa a ser monitorado por lombadas eletrônicas (2)Lages, 16/03/2014 Edson Varela

A empresa Fotosensores – responsável pelo sistema eletrônico do trânsito em Lages – deu uma mostra do quanto tem conhecimento sobre o assunto. Internauta chama atenção que o gesto da moça loira para fora do carro cuja imagem é estampada nos out doors de Lages contém duas infrações previstas no artigo 252 do CTB:
Lá consta no inciso I que conduzir ”com o braço do lado de fora” ou no inciso V conduzir “com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço…” se constituem infração média com pena de multa. Não comparando, seria como uma campanha contra o tabagismo com a imagem de uma pessoa fumando.
A moça com parte do corpo fora do carro e dando sinal com a mão (e o carro andando porque tem outro atrás), configura infração média. É campanha de quem não entende de trânsito. Logo, Lages está bem servida, para variar!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mais de um milhão em multas em 2013

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Curitibanos, 04/01/2014 A Semana
 
Segundo o comandante, para coibir o desmatamento, o patrulhamento é intensificado
 
A Polícia Militar Ambiental de Curitibanos realizou um levantamento geral sobre as ocorrências de crimes ambientais nos últimos dois anos. Comparando 2012 e 2013, surgem números positivos, negativos e alguns alarmantes. 
Conforme o levantamento, em 2012, foram 40 ocorrências de crimes contra a fauna, contra 11 no ano passado, uma redução de 72%. Ocorrências resultantes da apreensão de aves também registraram queda, somando 34 registros em 2012 contra 11 em 2013, redução de 67%.
Já os crimes ambientais de mineração tiveram aumento de 133%, registrando três ocorrências em 2012 contra sete do ano passado. “A poluição ambiental foi reduzida, passando de oito casos em 2012 para apenas dois no ano passado, uma redução de 75%, assim como a Notificação de Infração Penal Ambiental (Nipa), que teve redução de 27%, com 11 notificações em 2012 e oito em 2013”, explicou o comandante. 
 
Desmatamento e denúncias
 
Entre as ocorrências mais frequentes apontadas no relatório, está o desmatamento e, segundo Waltrick, a principal razão da alta incidência desse crime é o aumento da área de pastagem em algumas áreas rurais. “Uma área de mata nativa pode ser cortada, desde que haja uma licença expedida pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma)”, observa. Waltrick destaca dois números que chamam a atenção. Primeiro, o de denúncias, que aumentou 75%. “Em 2012, tivemos 40 denúncias recebidas e, no ano passado, foram 70, a maioria por desmatamento”, afirmou Waltrick.
No entanto, o comandante salienta que o desmatamento, em 2012, somou 44 ocorrências, contra 20 de 2013, redução de 54%, mas quando comparado o valor das multas nos dois períodos, o resultado chama a atenção. “No primeiro semestre de 2012, foram R$ 82.200 em multas, valor que subiu para R$ 104.558 no segundo semestre, um aumento de 21%, totalizando R$ 190.758 em multas aplicadas”, informou. “Já no ano passado, foram R$ 117.150 no primeiro semestre e R$ 887 mil no segundo, uma alta de mais de 650%”, completou.
Com o resultado de R$ 1.004.175.50, se comparado a 2012, as multas em 2013 tiveram aumento de cerca de 426%. Para o comandante, a alta nas denúncias significa que as pessoas estão mais atentas aos crimes ambientais e o valor elevado das multas mostra que, no desmatamento, as áreas degradadas estão maiores. “As ocorrências diminuíram, porém a devastação aumentou e. para coibir esse crime grave à natureza, estamos intensificando o patrulhamento, especialmente no Verão”, reforçou. O patrulhamento noturno também é intensificado, pois, para tentar burlar a fiscalização, extração de madeira nativa, transporte sem o DOF e a caça predatória são, por vezes, executadas durante a madrugada. Além disso, são organizadas barreiras policiais, especialmente para coibir o transporte ilegal de madeira nas rodovias federais e estaduais que cortam os municípios de Curitibanos, São Cristóvão do Sul, Frei Rogério, Ponte Alta do Norte, Otacílio Costa, Palmeira, Ponte Alta e Correia Pinto, área de abrangência da PMA de Curitibanos.
 
Multa e apreensão

A multa para o desmatamento é arbitrada pela PMA conforme a legislação e pode variar de R$ 50 a R$ 50 milhões, conforme a área degradada. Todo o material apreendido é destinado a instituições filantrópicas. Conforme a disponibilidade, é possível solicitar a doação através de um ofício enviado à Polícia Militar Ambiental.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nem tudo são flores na cidade, falta fiscalização

Lages, 26/11/2013 Milton Barão

É visível o trabalho de conservação da cidade feito pelas equipes da Secretaria de Meio Ambiente. Aliás, está chegando ao ponto de canteiros decorados com peças de madeira, que estão deixando dando um charme extra.
decoração praças e jardins2decoração praças e jardins3
Mas nem tudo são flores e decoração, pois temos observado, principalmente ao longo da Avenida Carahá, ou em outras vias e logradouros, cartazes, banners e faixas, promovendo tudo quanto é tipo de evento, desde bailão até cursinho walita (aqueles feitos nas coxas).
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Poluição

É lamentável e acaba sobrando para as equipes do secretário Hampel, que são tiradas do serviço de conservação de praças e jardins para fazer faxina nessa poluição visual, afixadas em postes e árvores.
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Bailão de fora

E fazem isso na calada da noite, tentando escapar do flagrante, já que os bailões anunciados não serão realizados em Lages, mas em cidades vizinhas como Capão Alto, ou Painel. Já os cursinhos walita deveriam ser multados ou até mesmo fechados enquanto não limparem a cidade.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Proprietários têm 60 dias para se adequar após notificação

Proprietários têm 60 dias para se adequar após notificação
Lages, 11/10/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich




Em Lages, 80% dos moradores foram notificados por não manterem suas calçadas padronizadas, segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.



O fiscal de serviços públicos Marcelo Airton de Oliveira explica que todos os moradores são obrigados a padronizar as calçadas em frente suas casas nas ruas onde há meio-fio. No entanto, a maioria deles foi notificada e ainda não se adaptou ao padrão adotado pela prefeitura. “Os moradores devem buscar as informações na Secretaria de Planejamento para que saibam as medidas que devem construir os passeios, tanto para os imóveis antigos, quanto para os novos empreendimentos”, afirma Marcelo.



As calçadas seguem uma determinação do Ministério das Cidades, de acordo com   a Lei Federal de 1994. Ela determina que precisam ter rampa, cor diferenciada e textura para facilitar a mobilidade dos deficientes físicos e visuais.



Depois de notificado, o contribuinte tem até 60 dias para construir a calçada padrão. Depois desse, prazo ele recebe multa que pode chegar a até R$ 2.385,50. “O valor é de R$ 238,50 por 0,5 a unidade fiscal do município de Lages (UFML)por metro linear de calçada. Mas  trabalhamos em um padrão de 1 a 10 UFML para que o valor não seja muito alto” ressalta Marcelo.



Ele lembra, ainda, que sem que o contribuinte pague a multa e faça a calçada, não poderá retirar a negativa do município. Sem ela, o proprietário do imóvel não pode vendê-lo e até mesmo participar de concurso público.



Força-tarefa:  No início do ano, a Secretaria do Meio Ambiente fez uma força-tarefa para melhorar as calçadas do Centro de Lages. Outra deverá ser realizada ainda este ano.



Fique atento
  •  Calçadas precisam ser padronizadas;
  •  Valor da multa pode chegar a R$ 2.385,50;
  •  60 dias é  prazo para proprietários se adaptarem;
  •  Multa pode ser reincidente e dobrar o valor;
  • Calçadas devem ser construídas em todas as ruas onde há meio fio.



Foto:Silviane Mannrich

Sinal vermelho tem sido pouco respeitado

Sinal vermelho tem sido pouco respeitado
Lages, 11/10/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris



Furar o sinal vermelho virou algo comum entre muitos motoristas de Lages. Facilmente, quem parar por menos de cinco minutos para observar qualquer cruzamento mais movimentados vai flagrar pelo menos um motorista cometendo a infração.



A penalidade é alta, mas a fiscalização no município não acompanha a velocidade do desrespeito. Isso faz com que alguns motoristas fiquem confiantes de que não serão penalizados.



O Correio Lageano observou nesta quinta-feira (10) por 15 minutos, o cruzamento entre as ruas Correia Pinto e Caetano Vieira da Costa, no Centro, e flagrou mais de dez veículos ultrapassando com o sinal fechado. Em algumas vezes, como o tráfego estava lento em uma pista, o sinal fechava e os motoristas não tinham paciência de esperar antes da faixa de pedestres, bloqueando a passagem de outros veículos e cometendo mais uma infração.



Em certas ocasiões, a falta de respeito impera, e o maior prejudicado é o pedestre que vê seu único espaço de direito invadido. Apesar de tantos flagrantes, apenas 1.428 veículos foram notificados por essas infrações, no período de 1º de janeiro a 1º de outubro de 2013, conforme a Diretoria de Trânsito (Diretran).



Poucos veículos são multados em Lages


A fiscalização não corresponde ao número de infrações cometidas. A Diretran informa que o número de veículos multados por cruzarem o sinal vermelho é pequeno, pois poucos cruzamentos contam com agentes de trânsito e os veículos flagrados, na maioria das vezes, só são multados após abordagem.



Mesmo que as autoridades flagrem a negligência, poucos são multados, pois conforme o diretor de Trânsito Diego Oliveira, a orientação do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) é aplicar a multa só se o motorista for abordado, o que dificilmente acontece.



Uma ação realizada pelos agentes de trânsito é se posicionar em dois cruzamentos próximos ao sinal. Assim, quando o motorista fura o vermelho, ele é abordado na próxima esquina.



A fiscalização na cidade também deverá se intensificar com a instalação de “furões” nos principais cruzamentos, até dezembro deste ano. Os fiscalizadores farão a foto e registrarão a multa assim que o veículo cruzar o vermelho.



Fotos: Suzani Rovaris

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Excesso de velocidade nas BRs da Serra de SC aumenta 677%

Excesso de velocidade nas BRs da Serra de SC aumenta 677%
Serra Catarinense, 09/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



As multas por excesso de velocidade nas rodovias federais da Serra Catarinense (BRs 282, 470 e 116), que compreendem cerca de 400 quilômetros, aumentaram 677% em setembro de 2013 em comparação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).




De acordo com o levantamento, de 1º a 30 de setembro deste ano, foram 3.546 imagens dos radares fotográficos. Já no mesmo período do ano passado, a PRF flagrou 456 motoristas transitando com excesso de velocidade nas estradas federais da região.



O chefe da delegacia da PRF de Lages, João José Blomer atribui o crescimento ao aumento da fiscalização e ampliação da frota de veículos – hoje cerca de 12 mil carros passam por dia só na 282. “Começamos a fiscalizar mais porque o nosso efetivo melhorou. Hoje temos um policial só para operar o radar”, comenta.



Ele explica que o uso do radar é diário e em locais com maior o número de acidentes graves. “Nosso objetivo não é só multar, mas fazer o motorista diminuir a velocidade nestes pontos”.



Número de bêbados nas vias triplica


O balanço da PRF também mostra um crescimento do número de autuações por embriaguez ao volante nas vias federais da Serra. Ou seja, nem mesmo as mudanças na Lei Seca, que pune com rigor o motorista bêbado, podendo levá-lo à cadeia, ajudou a reduzir os índices negativos.



De acordo com os números, em setembro de 2012, foram seis casos, contra 19 do mesmo período deste ano. Isto é, o número de bêbados ao volante mais que triplicou.
Blomer pontua que, com a criação da Lei Seca, diminui o total de embriagados no trânsito, porém mais tarde o motorista começou a relaxar e hoje, apesar da fiscalização, é comum condutores dirigindo alcoolizados.  Ao lado do excesso de velocidade e aumento da frota e ultrapassagens indevidas, a combinação de álcool e volante está entre as principais causas de acidentes.


Multa
  • Infração média - transitar em velocidade em 20% superior à máxima permitida = multa de 80 UFIR (R$ 85,13) + 4 pontos na carteira de motorista.

  •  Infração grave - transitar em velocidade entre 20% a 50% multa de 120 UFIR (R$ 127.69) + 5 pontos na carteira.

  •  Infração gravíssima -  velocidade superior em 50% = multa de 540 UFIR (R$ 574,62) + 7 pontos na carteira.


Motorista infrator tem de sofrer punição dura


Blomer defende uma punição mais rigorosa ao motorista infrator, principalmente no que se refere aos pontos na carteira de habilitação. Segundo ele, hoje a maior cobrança diz respeito à embriaguez ao volante, mas quando o assunto são os pontos na carteira, não há a mesma cobrança. Pelas regras, o motorista que atinge 20 pontos de infrações, em 12 meses, pode ter a carteira suspensa.




Blomer finaliza opinando que, os abusos no trânsito ocorrem por falta de educação dos condutores, e que somente com a educação no trânsito efetiva, pode-se reverter este lastimável quadro de violência nas estradas. Neste sentido, afirma que a PRF está trabalhando com alunos nas escolas e palestras nas empresas sobre educação no trânsito.




 Fotos: Adecir Morais

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nessas horas não tem um agente de trânsito para canetear


Parece que a educação no transito só acontece pelo bolso, mas a lamentar que nessas horas nunca tenha um policial ou um agente de trânsito para “canetear” motoristas que insistem em entrar contramão na ponte do Bar do Gordo.
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Basta ficar por ali uma meia hora que iria encher o bloco de multas, tal o desrespeito desses abusados, que mesmo muito bem sinalizado, fazem questão de invadir a ponte pelo lado errado e ainda se acham no direito de fazer o “sinal da cruz” para quem alertar.

terça-feira, 26 de março de 2013

Expor mercadoria nas calçadas é contra a lei



Expor mercadoria nas calçadas é contra a lei
Lages, 27/03/2013, Correio Lageano



Falta de fiscalização contribui para lojistas exporem produtos nas calçadas




A exposição de mercadorias nas calçadas não é exclusividade dos vendedores ambulantes em Lages. A prática é proibida por lei, por invadir e atrapalhar o espaço de circulação pública, mas é comum em diversos pontos, especialmente no Centro da cidade. A falta de fiscalização por parte da prefeitura contribui para este tipo de prática.



Na rua Marechal Deodoro, por exemplo, lojas expõem mercadorias para o lado de fora dos estabelecimentos. Em alguns pontos, nos dias em que há mais movimento de pedestres, as pessoas acabam usando o meio da rua para passar.



A diarista Maria Elisa Ribeiro afirma se sentir incomodada com este tipo de atitude. “Além de ser feio, tem os dias que o Centro está cheio e a gente não consegue passar pela calçada por causa das coisas no chão, daí precisa caminhar pelo meio da rua”, diz.



Entretanto, para outros, a prática é positiva. O agricultor Elcio de Liz, acredita que esta é uma boa forma de oferecer os produtos. “Eu acho que não atrapalha e é até bom, porque se eu estpi passando com pressa, chama a atenção. Às vezes tem coisa boa que está lá, escondida dentro da loja”, acredita.



O empresário Pablo Garcia tem dois estabelecimentos no Centro. Em um deles, é comum as mercadorias estarem na rua e ele afirma que isso é feito por um funcionário, sem a sua autorização. “Eu sei que tem a lei que proíbe e sempre falo para o vendedor não deixar muita coisa na rua”, diz, ressaltando que vai orientar novamente para não fazer novamente.



O secretário do Meio Ambiente (pasta responsável por este tipo de fiscalização), Mushue Hampel, explica que já existe uma lei municipal proibindo a exposição de mercadorias nas calçadas. Entretanto, falta pessoal para fiscalizar em tempo integral. “Estamos debatendo a criação da lei dos ambulantes que vai deliberar sobre a utilização do espaço público. Queremos debater com a CDL para que os lojistas também se enquadrem”, explica.



Hampel destaca que este tipo de problema com lojistas é pontual. Quem for flagrado infringindo a lei, vai ser autuado e, em caso de reincidência, vai receber multa. “Esta é a forma que temos de punição para evitar que isso ocorra”, completa.




Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Há um problema detectado, mas não há planos de mudar

Há um problema detectado, mas não há planos de mudar
Lages, 18/01/2013, Correio Lagano, por Susana Küster



Dois radares na BR-282, no perímetro urbano de Lages, um no Km 221 e outro no Km 206, elevaram de forma desproporcional as notificações de infração neste ano. O número de motoristas pedindo para transferir os pontos da carteira saltou de 20 para 200, conforme o Correio Lageano publicou na edição de quarta-feira (16)



Mesmo havendo esta elevação súbita, nada será feito pelas autoridades de trânsito para reduzir a velocidade nos locais. O Detran de Florianópolis, o Dnit em Lages e em Brasília não sabem informar a quantidade de flagrantes que os radares fazem diariamente. Informações extraoficiais apontam que em torno de 2 mil multas por dia, somente no radar próximo ao trevo dos bairros São Francisco e São Paulo.



A assessoria do Dnit em Brasília afirmou que não há como separar as notificações enviadas com base nos registros de cada radar do país. Apesar do número estimado de multas e de pedidos de transferência de pontos ser elevado, o engenheiro do Dnit em Lages, Ênio Spieker, afirma que os radares não estão escondidos, a sinalização está regular e que há uma listagem dos radares do país, disponível no site do Detran.



Os radares são federais, mas o diretor de trânsito de Lages, Diego Oliveira, explica que apesar de serem implantados em um lado da via, têm alcance nos dois lados.
De acordo com a resolução do Contran nº 396/2011, não é preciso ter placa indicando que há fiscalização eletrônica, somente placa informando a velocidade permitida no local.
Essa alteração na lei, está fazendo com que muitos motoristas sejam multados em ambos os radares.



O engenheiro do Dnit, salienta que a placa indicando qual a velocidade basta para o motorista ser multado em um radar fixo ou móvel. “A velocidade permitida é sempre 60 km/h no perímetro urbano, que é onde os dois radares estão. Então, o motorista deveria se conscientizar e ser prudente”, salienta.



Spieker ressalta que o objetivo da implantação dos dois radares é para diminuir a quantidade de acidentes nos locais. “Tive uma conversa com a Polícia Rodoviária Federal, e o inspetor chefe me disse que o número de acidentes diminuiu, depois  dos radares terem sido implantados”, afirma.


Código diz que educação no trânsito deve ser feita nas escolas


No Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no capítulo VI, artigos 74 a 79, a educação no trânsito é tratada. Segundo a referida lei, “é obrigatória a existência de coordenação educacional em cada órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito”.



O CTB institui também que, “a educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, nas respectivas áreas de atuação”.



O engenheiro do Dnit em Lages, Ênio Spieker, comenta que somente a superintendência em Florianópolis poderá fazer uma campanha publicitária para alertar os motoristas sobre os radares no perímetro urbano da BR-282, em Lages. Ele acredita que com o final da temporada de verão, o fluxo de veículos na rodovia diminua e as multas nos radares também.



A coordenadora do registro nacional de infrações do Detran, em Florianópolis, Graziela Maria Casas Blanco, comenta que o número de multas no Estado não aumentou, o que acontece, é que antes não tinha radar para fiscalizar a velocidade dos motoristas. “As pessoas não respeitam e não cumprem a legislação de trânsito”, finaliza.




Foto: Susana Küster

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Transferência de pontos na carteira de motorista aumenta dez vezes

Transferência de pontos na carteira de motorista aumenta dez vezes
Lages, 17/01/2013, Correio Lageano, por Susana küster



Atendimentos no setor de multas era de 20 por dia, e, atualmente, o número saltou para 200



Setor de multas do Detran em Lages atendia 20 motoristas para transferência de pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente, o número saltou para 200. O aumento é devido aos dois radares que foram instalados na BR-282, em Lages. Um está próximo à localidade de Índios e outro próximo à rótula que dá acesso aos bairros São Paulo e São Francisco. Em apenas dois dias, o setor de multas do Detran protocolou 131 pedidos de transferência.



A maioria das multas são decorrentes do excesso de velocidade praticado nos locais em que estão os radares. De acordo com a auxiliar administrativo Regiane Rodrigues Varela, o número aumentou somente depois dos radares serem instalados. “Temos caso de um condutor que possui 36 multas. A maioria passa acima de 20% da velocidade  permitida”, conta.




Ela diz que quando os radares foram instalados, eles não estavam funcionando e muita gente se aproveitava da situação para exceder a velocidade permitida no local, que é de 60 Km/h. Depois de um tempo, eles começaram a funcionar e as multas começaram a aparecer no setor.




O radar instalado na BR-282, Km 221, próximo à rótula que dá acesso aos bairros São Paulo e São Francisco, não tem placa indicativa de fiscalização eletrônica por radar, mas seu alcance é dos dois lados da rodovia. “Tem placas indicativas de velocidade da via, então, a falta de uma placa dizendo fiscalização eletrônica, não exime o condutor de ser multado. Isso está previsto no Código de Trânsito”, explica.




Caso o motorista alegue que não conseguiu ver a placa, porque está escuro ou com neblina, ele pode recorrer no setor de trânsito do Detran, em Lages. “O motorista tem direito de recorrer se achar que a multa foi indevida. Às vezes acontece da placa vir errada no documento e isso dá direito de a pessoa recorrer”, comenta.




Ela conta que das multas que são competência do Estado e que foram praticadas em Lages (feitas pelos agentes de trânsito ou pela Polícia Militar), o setor recebeu dois mil pedidos de transferência de pontos no ano passado.




Em janeiro, o número de pedidos de transferências de pontos de multas praticadas nos radares da BR-282, em Lages, até ontem, de quase 3 mil.



É importante ressaltar que os radares, apesar de serem implantados em um lado da via, têm alcance nos dois lados. De acordo com a resolução do Contran nº 396/2011, não é preciso ter placa indicando que há fiscalização eletrônica, somente placa informando a velocidade permitida no local.





Como fazer para recorrer de uma multa

Para recorrer de uma multa, o motorista deve fazer uma defesa por escrito e levar junto com uma cópia do documento do carro e da carteira de motorista, no Detran  em Lages, que fica no 1º Departamento de Polícia, no Centro.



A documentação é encaminhada para o Detran em Florianópolis, que manda para o Dnit. Este processo pode demorar em torno de quatro meses.



Enquanto isso, o motorista pode dirigir normalmente, pois sua multa está em grau de recurso. Se for parado em uma blitz, por exemplo, não terá nenhuma penalidade por ainda não ter pago a multa que está recorrendo.



Se quem for multado, quiser transferir os pontos para outro motorista, deve levar no setor de multas do Detran em Lages, uma autorização por escrito de quem vai receber os pontos com uma cópia da carteira de motorista.




Valores das multas e pontuação na carteira

Até 20% da velocidade excedida: 4 pontos
R$ 85,13

De 20 a 50% da velocidade excedida: 5 pontos R$ 127,69
* Mais de 50% da velocidade excedida: 7 pontos R$ 574,62
* Se a velocidade for excedida em 50% do que é permitido, a carteira é suspensa de dois meses a dois anos. É preciso fazer um curso de reciclagem para ter a CNH novamente.



Foto:Susana küster

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Agentes são impedidos de multar

Agentes são impedidos de multar
Lages, 05/09/2012, Correio Lageano, por Adecir Morais





Desde de terça-feira (04), os agentes de trânsito de Lages não podem mais notificar os motoristas infratores. A decisão teria partido da prefeitura. Nesta quarta-feira (05), será realizada uma reunião entre os agentes e membros da administração para discutir o assunto.



Segundo informações, foram recolhidos todos os blocos de notificação dos agentes. O secretário Municipal de Segurança das Pessoas e Patrimônio, que responde pelos agentes, Antônio César Arruda, disse  ao CL que pretende falar sobre o assunto só depois da reunião.



Um agente que prefere não se identificar para não sofrer represálias desabafa. “Nosso trabalho está amparado em lei. Nós temos competência para autuar. Tudo está previsto tanto na lei municipal que criou os serviços, como no Código Brasileiro de Trânsito (CBT)”, protesta. Ao todo são 50 agentes atuando na cidade desde o começo do ano. Inicialmente, eles trabalharam na orientação a fim de conscientizar os condutores de veículos e/ou pedestres. Já as autuações começaram a ocorrer há cerca de três meses. Por dia, eram aplicadas entre 150 a 200 multas.



O que chama a atenção, também, é que nos últimos dias todos os agentes desapareceram do Centro da cidade, onde o trânsito é mais problemático. Na terça, foi possível vê-los apenas ajudando na orientação do tráfego perto de obras, como na Avenida Duque de Caxias e BR-282.



Eles alegam que primeiro foram orientados pelos seus chefes a não notificar, mas como a maioria não acatou a decisão, terça todos os blocos foram recolhidos. Eles atribuem a medida ao fato de que “estamos em plena campanha eleitoral”.




Multar é previsto em Lei


Com base no artigo 12 da Lei Municipal Complementar nº 362 de 25 de abril de 2011, compete ao agente de trânsito executar a fiscalização de trânsito, bem como, por delegação da autoridade de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis por infrações de circulação, estacionamento e paradas previstas no CTB, no exercício regular do poder de polícia de trânsito, dentre outras atribuições.



Essas atribuições valem desde setembro de 1997, quando o CTB foi criado (9.503). A proposta deu autonomia ao município  para executar a fiscalização de trânsito, multar, dentre outras competências. A partir da lei federal, foi criada a municipal.




Foto: Adecir Morais

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Agentes Autoridades de Trânsito poderão multar a partir de segunda-feira



Após quase 60 dias de período educativo os 50 Agentes Autoridades de Trânsito de Lages poderão aplicar multas, se necessário em casos de infrações no trânsito, a partir desta segunda-feira, 23 de julho.
De acordo com o diretor de trânsito municipal, Iodori Borges, neste período os Agentes trabalharam na conscientização e educação de motoristas, motociclistas e até mesmo de pedestres.
A partir desta segunda-feira, 23, a fiscalização dos Agentes vai se intensificar com relação ao estacionamento rotativo na área central da cidade, a chamada Área Azul. De acordo com a Lei vigente é obrigatório o uso do cartão de estacionamento na Área Azul de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, pelo tempo máximo de 2 horas na mesma vaga. O motorista que não cumprir a Lei poderá ser multado. A infração é de natureza “leve” e o valor da multa é de R$ 53,20.
Os cartões de estacionamento são vendidos pelas monitoras de trânsito que circulam por toda área central e nos seguintes pontos de vendas:

POSTO DE VENDA ENDEREÇO
Alfred Moda Homem Rua: João de Castro
Nonos Padaria Rua: João de Castro
Banca Central Rua: Calçadão
Ótica Santa Luzia Rua: Benjamin Constant
Livraria Diocesana Rua: Coronel Cordova
Foto Serrano Rua: Hercílio Luz
Papelaria Pietro Rua: Correia Pinto
Agatta Modas Rua: João de Castro
Ótica Lux Rua: Jorge Lacerda
Casa Olímpia Rua: Hercílio Luz
Farmácia Araceli Rua: Manoel Thiago de Castro
Juliu’s Café Rua: Nereu Ramos
Banca do Hospital Rua: Hercílio Luz
Zebra Loteria Rua: Hercílio Luz
Marin Agropecuária Rua: Hercílio Luz
Viola de Ouro Rua: Hercílio Luz
Lanchonete Lisdressa Rua: Nereu Ramos


Os trabalhos dos Agentes de Trânsito acontece em toda a cidade, sendo intensificados principalmente em horários de entrada e saída de escolas onde existe maior fluxo de veículos (Industrial, SESC, Escola do Rosário, Rubens de Arruda Ramos, Ondina Neves Blayer, Flodoardo Cabral, Santa Rosa, Bom Jesus Diocesano e Univest), nas obras de infraestrutura urbana como na revitalização da avenida Duque de Caxias e em pontos críticos na prevenção de acidentes. “Esta ação traz mais segurança e fluidez ao nosso trânsito”, comentou Iodori.


Redator: Ari Junior
Foto: Toninho Vieira

sábado, 30 de junho de 2012

Agora os agentes também podem multar

Agora os agentes também podem multar
Lages, 30/06 e 01/0/2012, Correio Lageano, Susana Küster


Em julho, os agentes não vão somente orientar os motoristas e sim multá-los



Completa neste sábado, um mês de trabalho dos 50 agentes de trânsito nas ruas de Lages. Com o objetivo principal de orientar os motoristas e pedestres, os agentes começarão em julho a multar quem desobedece às leis de trânsito. Desde o início do trabalho dos agentes, estão sendo colocados avisos de irregularidade nos veículos que não estão obedecendo as leis de trânsito. Mas a partir de julho, os agentes vão multar quem não obedecer a legislação.



O diretor de trânsito, Iodori Borges, ressalta que os agentes vieram para reforçar o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar. “Eles têm a mesma função da polícia dentro do trânsito, podem multar, participar das blitzes com a polícia e orientar os motoristas e pedestres”, explica.
Nos acidentes de trânsito, eles podem chamar o serviço de emergência e a PM, controlar o fluxo de veículos e fazer o isolamento do local.



De acordo com o agente de trânsito, Rodrigo Viecinski, a maioria das pessoas respeita os agentes e pedem para eles começarem a multar. “No início do nosso trabalho em frente às escolas, a maioria dos alunos queria atravessar fora da faixa de pedestre. Mas depois de irmos nas salas de aula conversar com eles, a maioria passou a atravessar na faixa”, destaca.



O coordenador dos agentes, Rogério Juari, explica que os agentes dão preferência para os pedestres ao invés dos carros, mas o bom senso sempre é usado. “Não temos como parar vários carros no horário de pico, para só uma pessoa passar”, completa.


Foto: Susana Küster