segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Falta de asfalto incomoda moradores

CL Comunidade: Falta de asfalto incomoda moradores
Lages, 26/11/2013, Correio Lageano, por Joana Costa





A dona de cada Eloí Puerare morou 40 dos seus 68 anos de idade, em na residência na rua João Pedro I, bairro Penha. Segundo ela, o bairro é um bom local para viver, exceto por um detalhe: a falta de ruas asfaltadas. “Eu tenho que limpar a casa três vezes por dia, se não forma aquela camada grossa de pó. Até para a respiração da gente é ruim”, reclama.






Esta é a mesma reclamação do vizinho Armando Neri, 67 anos, que se diz cansado de ouvir promessas. “Entra ano e sai ano, entra prefeito e sai prefeito e é sempre a mesma promessa, mas nunca fazem nada”, reclama.





A Associação de Moradores do Penha tem a mesma preocupação e estima que das cerca de 70 ruas do bairro, apenas 14% são pavimentadas. Para o presidente da associação, Volni Meros dos Santos, isso é inaceitável. “A última rua pavimentada foi há mais de 20 anos”, declara.






A maior necessidade, segundo ele, é asfaltar a rua Nossa Senhora da Penha com quase um quilômetro de extensão, corta o bairro. O projeto para o asfaltamento da via, incluindo calçadas, canteiro central e estacionamento está pronto e o orçamento é de R$ 2,8 milhões para a obra.





Outro pedido é a melhoria na avenida Manoel Antunes Pessoa. “É a chegada da cidade para quem vem de São Joaquim. Tem que ter um asfalto melhor, um portal. Vamos reivindicar isso”, promete.





Sem recursos


O secretário de Planejamento, Jorge Raineski, esclarece que existem projetos prontos para melhoramento das vias do bairro. “Os projetos estão em andamento e estamos em busca de recursos”, afirma.





Além da rua Nossa Senhora da Penha, outras que aguardam recursos para pavimentação são Almirante Barroso (ligação com o bairro São Miguel), Vitor Meireles, Olavo Bilac, José Edésio Araújo, João Maria de Souza, Emília Stefen e João Paulo I (ligação com o loteamento Nadir).





 “Em abril foi enviado projeto para o Governo Federal, mas não veio recurso suficiente para tudo. Nós vamos nos reunir com a associação de moradores para definir o que é prioridade e o que dá para fazer”, informa o arquiteto da Seplan, Gastão Karsten.




Todos os projetos estão na Seplan e preveem asfalto para as vias, construção de rede para escoamento da água da chuva e calçadas. Não há previsão de quando ela será realizada.




Novo Centro de Educação Infantil vai ser construído


Em dezembro de 2011, 130 famílias passaram a viver no loteamento Nadir, no bairro Penha. A estimativa é que o bairro recebeu acréscimo de 1,4 mil pessoas em sua população total. Isso reflete em maior demanda de atendimento nas áreas de educação e saúde. Demanda infraestrutura no bairro.




No entanto as instituições  locais têm sentido dificuldade em absorver o acréscimo. É o caso do Centro de Educação Infantil (Ceim) Bem-Te-Vi, que trabalha hoje com a capacidade máxima. São 157 crianças matriculadas.




A diretora Cíntia Cassia Batista destaca que a creche passou por ampliação há três anos, mas não é o bastante. “A gente faz o que pode, mas temos crianças na fila de espera”, afirma.




Segundo a secretária de Educação, Marimilia Coelho, há previsão para construção de um novo centro de educação infantil no loteamento Nadir em 2014. “O investimento total será de R$ 1,9 milhão, com o terreno e contrapartida da Prefeitura”, explica. Os recursos são do Governo Federal e o novo Ceim atenderá 160 crianças.





Ampliação

O bairro conta com a Escola de Educação Básica Godolfin Nunes de Souza, com ensino fundamental e médio. A escola passou por ampliação em 2004 e atende 800 alunos.




A assistente de educação da instituição Daiane Lisboa de Almeida acredita que no futuro isso não será o bastante. “Vai precisar de uma segunda escola no bairro, ou ampliar aqui. É uma coisa que vai acontecer em todo o lugar que cresce.” diz.




Saúde


A alta demanda também afeta na área da saúde. A Penha possui uma Unidade de Saúde, onde trabalham 22 funcionários, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos, atuando na atenção básica e saúde da família.




A enfermeira responsável Tatiane Matos acredita que a unidade fundada em 1992 está perto de atingir sua capacidade máxima. “Temos muitos idosos. Precisava de uma segunda unidade no loteamento Nadir. Acredito que isso é uma coisa que vai vir para o bairro no futuro”, acrescenta.





Fotos:Joana Costa

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