terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sitiação da emergência do HNSP

Lages, 26/11/2013 Edson Varela

Médicos, através da entidade que os representa, esperaram muito até decidir suspender o atendimento na Emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (previsto para 22 de dezembro). Regularmente e na totalidade, eles estão sem receber desde os serviços prestados no mês de agosto.
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ESTADO E MUNICÍPIO PARARAM
DE REPASSAR O CONVÊNIO

Ocorre que os serviços de urgência e emergência no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres são prestados a partir de uma parceria. A Prefeitura aporta R$ 78 mil mensais, o Estado outros R$ 225 mil por mês. Esses dois valores somados representam 48% dos custos para pagamento de sobreaviso, hora plantão e demais custeio. Os outros 52% são bancados pelo próprio hospital. Porém, o convênio terminou dia 31 de julho (tanto do Estado quanto Município) e desde então não houve renovação. E sem esse aporte público, os médicos foram até muito longe, quietos, aguardando que a situação se resolvesse.
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SEM ESTADO E PREFEITURA A EMERGÊNCIA FECHA

Como tanto Prefeitura quanto Estado ficaram amarrados na burocracia – sem dar sinal de esforço para se desamarrar – nesta terça-feira veio o comunicado do Sindicato dos Médicos e da Direção Clínica do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres sobre o fechamento da Emergência. Não se trata de uma chantagem. Trata-se de uma impossibilidade de continuar prestando o serviço em face da ausência de remuneração.
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POSIÇÃO DO HOSPITAL

Conversei rapidamente com o diretor Canísio Winkelmann. Como gestor do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres ele fica numa situação difícil para se posicionar. É que a instituição quer continuar contando com o apoio da Prefeitura e do Estado, através de convênios indispensáveis para manter o serviço de urgência e emergência. E assim, a direção não viria a público para reclamar da demora no restabelecimento do convênio com os entes públicos. Por outro lado, a direção do hospital tem uma relação de trabalho com os médicos e reconhece que eles não podem trabalhar de graça. E, ao mesmo tempo, não pode remunerá-los como de direito, por falta de recursos suficientes para isso.
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POSIÇÃO DA PREFEITURA

Trocamos dois dedos de prosa com a Secretária de Comunicação, Carla Reche. Ela confirmou aquilo que informamos na Rádio Clube de que a Prefeitura está costurando uma lei para enviar à Câmara autorizando o repasse. Segundo ela, a secretária Cristina Subtil (Saúde) vai se posicionar nesta quarta-feira sobre o assunto. Mas em nome do prefeito Elizeu, a secretária Carla Reche tranquilizou:
O prefeito disse que naquilo que depender da prefeitura a Emergência não vai fechar. Só está se procurando superar a questão burocrática para que o repasse seja contínuo e dentro da lei.
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E O ESTADO O QUE DIZ?

Secretário Gabriel Ribeiro (SDR) disse que já vem costurando a renovação do convênio com o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, faz alguns meses. Gabriel informou que antes de viajar para a Rússia o governador Colombo chamou a Secretária de Estado da Saúde, Tânia Eberhardt, e determinou que se vencessem os trâmites para restabelecer o repasse mensal para ajudar a Emergência. “Estou indo a Florianópolis nesta quarta-feira (amanhã) e retorno de lá com uma solução”, garante o secretário Gabriel.

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