Lages, 24/04/2014, Correio Lageano
Na madrugada de 28 de outubro de 2011, Valdirene Souza voltava para casa após o trabalho, com seu marido, Elias Alves Branco, quando a moto em que estavam foi atingida por um carro. Valdirene, que tinha 23 anos, ficou presa sob o veículo, foi arrastada por quase um quilômetro e morreu na hora. O acidente aconteceu em Lages, no bairro Penha.
A primeira audiência sobre o caso estava marcada para acontecer ontem, dois anos e meio após o fato, mas precisou ser remarcada para o dia 9 de maio. O reagendamento aconteceu porque o promotor que acompanha o caso, Fabrício Nunes, participou durante todo o dia de um júri popular, referente a uma tentativa de assassinato que aconteceu em 2012 em Urubici.
No caso, o motorista do carro que arrastou Valdirene, Nelci Marcelino de Jesus, 38 anos, é réu sob acusação de homicídio (por causa de Valdirene) e tentativa de homicídio (referente a Elias, que teve apenas ferimentos leves). Na hora do acidente, de acordo com relatório da polícia, ele apresentava sinais de embriaguez. Anderson Willian Borges, 24 anos, Dian Carlos Mariano, 31, e Emerson de Souza, 32, estavam no carro de Nelci e são indiciados por omissão de socorro.
Maristela
O caso de Valdirene lembra o de outra moradora de Lages, Maristela Stringhini, 40 anos. No último dia 12, ela seguia de moto com o marido, Volni Amorin, para a casa de amigos em Rio do Sul, quando após uma discussão de trânsito, Júlio César Leandro, de 21 anos, bateu na moto em que estava o casal. Maristela caiu e ficou presa sob o carro e também foi arrastada por quase um quilômetro.
Ela teve os seios mutilados e braços, pernas e costas queimados, e deverá passar por dez cirurgias de reconstrução. Ontem ela fez a quarta cirurgia nos seios e, de acordo com o marido Volni, Maristela reagiu positivamente. Na sexta-feira, deve passar por mais uma cirurgia de reconstrução. Segundo Volni, a família está avaliando as medidas que poderá tomar contra Júlio César Leandro.
Júri popular julga tentativa de homicídio
O promotor Fabrício Nunes, que acompanha o caso de Valdirene Souza, participou ontem de um júri popular que teve como réus Gedielson de Moraes Gôes, Loadir de Gôes, Volmir Paulo Gôes e Marcelo Altair de Gôes. Os três são acusados por tentativa de homicídio contra Ilson Florentino, em janeiro de 2012.
O fato aconteceu em Urubici, mas o júri popular foi realizado em Lages a pedido da justiça por questões de segurança dos envolvidos e também do próprio júri.
Em outro processo sobre o mesmo caso, Gedielson e outras duas pessoas são acusados do assassinato de Ilson, consumado meses após a primeira tentativa.
Foto: Arquivo CL
Na madrugada de 28 de outubro de 2011, Valdirene Souza voltava para casa após o trabalho, com seu marido, Elias Alves Branco, quando a moto em que estavam foi atingida por um carro. Valdirene, que tinha 23 anos, ficou presa sob o veículo, foi arrastada por quase um quilômetro e morreu na hora. O acidente aconteceu em Lages, no bairro Penha.
A primeira audiência sobre o caso estava marcada para acontecer ontem, dois anos e meio após o fato, mas precisou ser remarcada para o dia 9 de maio. O reagendamento aconteceu porque o promotor que acompanha o caso, Fabrício Nunes, participou durante todo o dia de um júri popular, referente a uma tentativa de assassinato que aconteceu em 2012 em Urubici.
No caso, o motorista do carro que arrastou Valdirene, Nelci Marcelino de Jesus, 38 anos, é réu sob acusação de homicídio (por causa de Valdirene) e tentativa de homicídio (referente a Elias, que teve apenas ferimentos leves). Na hora do acidente, de acordo com relatório da polícia, ele apresentava sinais de embriaguez. Anderson Willian Borges, 24 anos, Dian Carlos Mariano, 31, e Emerson de Souza, 32, estavam no carro de Nelci e são indiciados por omissão de socorro.
Maristela
O caso de Valdirene lembra o de outra moradora de Lages, Maristela Stringhini, 40 anos. No último dia 12, ela seguia de moto com o marido, Volni Amorin, para a casa de amigos em Rio do Sul, quando após uma discussão de trânsito, Júlio César Leandro, de 21 anos, bateu na moto em que estava o casal. Maristela caiu e ficou presa sob o carro e também foi arrastada por quase um quilômetro.
Ela teve os seios mutilados e braços, pernas e costas queimados, e deverá passar por dez cirurgias de reconstrução. Ontem ela fez a quarta cirurgia nos seios e, de acordo com o marido Volni, Maristela reagiu positivamente. Na sexta-feira, deve passar por mais uma cirurgia de reconstrução. Segundo Volni, a família está avaliando as medidas que poderá tomar contra Júlio César Leandro.
Júri popular julga tentativa de homicídio
O promotor Fabrício Nunes, que acompanha o caso de Valdirene Souza, participou ontem de um júri popular que teve como réus Gedielson de Moraes Gôes, Loadir de Gôes, Volmir Paulo Gôes e Marcelo Altair de Gôes. Os três são acusados por tentativa de homicídio contra Ilson Florentino, em janeiro de 2012.
O fato aconteceu em Urubici, mas o júri popular foi realizado em Lages a pedido da justiça por questões de segurança dos envolvidos e também do próprio júri.
Em outro processo sobre o mesmo caso, Gedielson e outras duas pessoas são acusados do assassinato de Ilson, consumado meses após a primeira tentativa.
Foto: Arquivo CL
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