terça-feira, 24 de junho de 2014

Construção em área de risco está interditada em Lages

Construção em área de risco está interditada
Lages, 25/06/2014, Correio Lageano, por Andressa Ramos



A Defesa Civil de Lages interditou a construção de uma casa na rua Café Filho, no bairro Ferrovia, pela condição de risco em que se encontra.  “Estava construindo justamente para sair da situação de risco, além de morar com mais quatro pessoas em uma casa. A nova moradia teria base de material”, explica Ronaldo Wolff, de 38 anos, que mora há nove anos no local.



O morador relata que a Defesa Civil chegou na manhã desta terça-feira (24) em sua casa e interditou a construção que estava no início. “Não dão uma madeira, nem um prego e ainda querem destruir algo que paguei”, destaca.



O coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, explica que a residência de Ronaldo está construída em área verde que, além disso, é uma área de risco. “A Defesa Civil não tem como permitir uma construção em área de risco. Fomos lá ontem para fazer a remoção do início da construção, mas não da casa”, completa.




De acordo com Panek, a casa que o morador estava começando vai ficar interditada, e que se a Secretaria de Habitação achar por bem, essas pessoas serão realocadas, assim como outros que estão nesta área. “Eles serão encaminhados para casas melhores”, disse o coordenador da Defesa Civil. O secretário de Habitação, Ivan Magaldi, não foi localizado para falar sobre o assunto.



Sem pavimentação, rua fica intransitável


Moradores de parte da rua Café Filho, no bairro Ferrovia, em Lages, reclamam da situação da via que não tem asfalto e está em situação bastante precária. De acordo com a população do local, desde 2009 pedem providências, mas não houve providências.



Por causa da chuva, ontem pela manhã, Patrícia Ribeiro das Chagas, de 25 anos, precisou cobrir a rua com tábuas em frente a sua casa para poder passar. “Parece que toda água para aqui na nossa rua”, reclamou.  “Como é que as nossas crianças vão andar nessa rua, assim?”, questiona outra moradora.



Secretaria de obras


O secretário de Obras, Benjamin Schultz, disse que a situação é temporária em função da construção da Avenida Ponte Grande e que tanto a prefeitura quanto a empreiteira Sul Catarinense, responsável pela obra, têm tentado minimizar os problemas fazendo os reparos possíveis nessa etapa dos trabalhos.



“Para se ter uma ideia, durante o período da obra haverá movimentação de 450 mil metros cúbicos de terra. O equivalente ao carregamento de 45 mil caminhões de 10 toneladas. Os buracos e todos os problemas são o resultado desse tráfego intenso”, explicou Schultz.



Outras ruas


 O secretário disse que ruas do entorno da Ponte Grande estão com problemas, mas algumas sofrerão intervenções e a situação será diferente ao fim da implantação da nova avenida. “É uma fase. Tudo vai ficar arrumado e bonito. Para fazer a obra, somos obrigados a passar por isso. Não há outra forma”, concluiu.




Foto: Andressa Ramos

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