Moradores da Rua Major Bibiano de Lima, na Ferrovia, pagam regularmente a contribuição de melhoria da iluminação pública (Cosip). Só que estranhamente tem postes, mas não tem bracinho e muito menos as lâmpadas.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Tem poste, mas não tem iluminação na Ferrovia
Moradores da Rua Major Bibiano de Lima, na Ferrovia, pagam regularmente a contribuição de melhoria da iluminação pública (Cosip). Só que estranhamente tem postes, mas não tem bracinho e muito menos as lâmpadas.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Famílias de terreno em frente à linha férrea são realocadas no Ferrovia
Lages, 01/08/2014, Correio Lageano
Entre três e quatro famílias, de um total de sete, estão em processo de deslocamento de um terreno do bairro Ferrovia, pertencente à União (Governo Federal), em frente à linha férrea, para outro a cerca de 200 metros de distância, onde permanecerão até que sejam construídas cem moradias de alvenaria em um condomínio nos moldes do programa Minha Casa, Minha Vida.
O terreno onde estará o condomínio possui 30 mil metros quadrados. É uma parceria entre município e Governo Federal. A área para onde estão sendo realocadas as famílias pertence à União, agora cedida ao município que, por meio da Secretaria de Habitação, está construindo residências provisórias de madeira e banheiro de alvenaria, no tamanho padrão de 30 metros quadrados e quatro cômodos. O encanamento está sendo executado pela Semasa.
Entre três e quatro famílias, de um total de sete, estão em processo de deslocamento de um terreno do bairro Ferrovia, pertencente à União (Governo Federal), em frente à linha férrea, para outro a cerca de 200 metros de distância, onde permanecerão até que sejam construídas cem moradias de alvenaria em um condomínio nos moldes do programa Minha Casa, Minha Vida.
O terreno onde estará o condomínio possui 30 mil metros quadrados. É uma parceria entre município e Governo Federal. A área para onde estão sendo realocadas as famílias pertence à União, agora cedida ao município que, por meio da Secretaria de Habitação, está construindo residências provisórias de madeira e banheiro de alvenaria, no tamanho padrão de 30 metros quadrados e quatro cômodos. O encanamento está sendo executado pela Semasa.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Se não ligarem a energia, vamos deixar o Coral no escuro, dizem moradores do Ferrovia
Desde a manhã de quinta-feira, cerca de 20 residências ficaram no
escuro, pois a Celesc desligou os “gatos”, que inclusive estavam
derrubando a energia geral. A revolta foi tão grande que no final da
tarde foi jogado objetos na rede e todo o bairro ficou às escuras.
Foi preciso intervenção policial para que a Celesc fizesse os
reparos. Mas os moradores se queixam da chegada da tropa, pois segundo
eles, fortemente armados e intimidando as pessoas. Por outro lado, os
funcionários da Celesc só conseguiram sair depois que foi feita a
proteção.
Nesta sexta-feira a revolta era maior, já que as famílias passaram a
noite no escuro. Por conta disso, aumentou a pressão e as ameaças,
feitas por um morador que se identificou por “Roberto”, dizendo que se
não religarem a energia, irão tocar o “terror”.
“Vamos deixar o Coral, o Caravaggio e outras partes da cidade no
escuro, assim como nós estamos”, disse ao repórter Jota Damasceno, no
Bote a Boca no Trombone da Rádio Guri.
Fotos: Reprodução/RBS Noticias
terça-feira, 24 de junho de 2014
Construção em área de risco está interditada em Lages
Lages, 25/06/2014, Correio Lageano, por Andressa Ramos
A Defesa Civil de Lages interditou a construção de uma casa na rua Café Filho, no bairro Ferrovia, pela condição de risco em que se encontra. “Estava construindo justamente para sair da situação de risco, além de morar com mais quatro pessoas em uma casa. A nova moradia teria base de material”, explica Ronaldo Wolff, de 38 anos, que mora há nove anos no local.
O morador relata que a Defesa Civil chegou na manhã desta terça-feira (24) em sua casa e interditou a construção que estava no início. “Não dão uma madeira, nem um prego e ainda querem destruir algo que paguei”, destaca.
O coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, explica que a residência de Ronaldo está construída em área verde que, além disso, é uma área de risco. “A Defesa Civil não tem como permitir uma construção em área de risco. Fomos lá ontem para fazer a remoção do início da construção, mas não da casa”, completa.
De acordo com Panek, a casa que o morador estava começando vai ficar interditada, e que se a Secretaria de Habitação achar por bem, essas pessoas serão realocadas, assim como outros que estão nesta área. “Eles serão encaminhados para casas melhores”, disse o coordenador da Defesa Civil. O secretário de Habitação, Ivan Magaldi, não foi localizado para falar sobre o assunto.
Sem pavimentação, rua fica intransitável
Moradores de parte da rua Café Filho, no bairro Ferrovia, em Lages, reclamam da situação da via que não tem asfalto e está em situação bastante precária. De acordo com a população do local, desde 2009 pedem providências, mas não houve providências.
Por causa da chuva, ontem pela manhã, Patrícia Ribeiro das Chagas, de 25 anos, precisou cobrir a rua com tábuas em frente a sua casa para poder passar. “Parece que toda água para aqui na nossa rua”, reclamou. “Como é que as nossas crianças vão andar nessa rua, assim?”, questiona outra moradora.
Secretaria de obras
O secretário de Obras, Benjamin Schultz, disse que a situação é temporária em função da construção da Avenida Ponte Grande e que tanto a prefeitura quanto a empreiteira Sul Catarinense, responsável pela obra, têm tentado minimizar os problemas fazendo os reparos possíveis nessa etapa dos trabalhos.
“Para se ter uma ideia, durante o período da obra haverá movimentação de 450 mil metros cúbicos de terra. O equivalente ao carregamento de 45 mil caminhões de 10 toneladas. Os buracos e todos os problemas são o resultado desse tráfego intenso”, explicou Schultz.
Outras ruas
O secretário disse que ruas do entorno da Ponte Grande estão com problemas, mas algumas sofrerão intervenções e a situação será diferente ao fim da implantação da nova avenida. “É uma fase. Tudo vai ficar arrumado e bonito. Para fazer a obra, somos obrigados a passar por isso. Não há outra forma”, concluiu.
Foto: Andressa Ramos
A Defesa Civil de Lages interditou a construção de uma casa na rua Café Filho, no bairro Ferrovia, pela condição de risco em que se encontra. “Estava construindo justamente para sair da situação de risco, além de morar com mais quatro pessoas em uma casa. A nova moradia teria base de material”, explica Ronaldo Wolff, de 38 anos, que mora há nove anos no local.
O morador relata que a Defesa Civil chegou na manhã desta terça-feira (24) em sua casa e interditou a construção que estava no início. “Não dão uma madeira, nem um prego e ainda querem destruir algo que paguei”, destaca.
O coordenador da Defesa Civil, Adilson Panek, explica que a residência de Ronaldo está construída em área verde que, além disso, é uma área de risco. “A Defesa Civil não tem como permitir uma construção em área de risco. Fomos lá ontem para fazer a remoção do início da construção, mas não da casa”, completa.
De acordo com Panek, a casa que o morador estava começando vai ficar interditada, e que se a Secretaria de Habitação achar por bem, essas pessoas serão realocadas, assim como outros que estão nesta área. “Eles serão encaminhados para casas melhores”, disse o coordenador da Defesa Civil. O secretário de Habitação, Ivan Magaldi, não foi localizado para falar sobre o assunto.
Sem pavimentação, rua fica intransitável
Moradores de parte da rua Café Filho, no bairro Ferrovia, em Lages, reclamam da situação da via que não tem asfalto e está em situação bastante precária. De acordo com a população do local, desde 2009 pedem providências, mas não houve providências.
Por causa da chuva, ontem pela manhã, Patrícia Ribeiro das Chagas, de 25 anos, precisou cobrir a rua com tábuas em frente a sua casa para poder passar. “Parece que toda água para aqui na nossa rua”, reclamou. “Como é que as nossas crianças vão andar nessa rua, assim?”, questiona outra moradora.
Secretaria de obras
O secretário de Obras, Benjamin Schultz, disse que a situação é temporária em função da construção da Avenida Ponte Grande e que tanto a prefeitura quanto a empreiteira Sul Catarinense, responsável pela obra, têm tentado minimizar os problemas fazendo os reparos possíveis nessa etapa dos trabalhos.
“Para se ter uma ideia, durante o período da obra haverá movimentação de 450 mil metros cúbicos de terra. O equivalente ao carregamento de 45 mil caminhões de 10 toneladas. Os buracos e todos os problemas são o resultado desse tráfego intenso”, explicou Schultz.
Outras ruas
O secretário disse que ruas do entorno da Ponte Grande estão com problemas, mas algumas sofrerão intervenções e a situação será diferente ao fim da implantação da nova avenida. “É uma fase. Tudo vai ficar arrumado e bonito. Para fazer a obra, somos obrigados a passar por isso. Não há outra forma”, concluiu.
Foto: Andressa Ramos
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Semasa corta abastecimento de água irregular no bairro Ferrovia
Lages, 12/06/2014, Correio Lageano, por Vinicius Prado
Moradores da área do Governo Federal invadida no bairro Ferrovia, em Lages, perto da estação da Amércia Latina Logística (ALL), fizeram um manifesto na manhã desta quinta-feira (12) pela legalização do abastecimento de água de suas residências. Barreiras com móveis e eletrodomésticos foram colocadas nas ruas e incendiadas, para chamar a atenção das autoridades.
Técnicos da Secretaria de Águas e Saneamento (Semasa) de Lages estiveram no bairro por volta das 9 horas e lacraram uma tubulação que era utilizada irregularmente pelos moradores. Uma espécie de "gato" foi feito na tubulação que abastecia as casas do local.
A ação da prefeitura fato gerou revolta. A Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros foram acionados parar conter o fogo e os moradores.
Há vários anos existe esta situação irregular no bairro Ferrovia. Os residentes alegam que a atual administração municipal prometeu tomar providências em favor deles, que continuam à margem de uma solução que nunca chega.
Fotos: Vinicius Prado
Moradores da área do Governo Federal invadida no bairro Ferrovia, em Lages, perto da estação da Amércia Latina Logística (ALL), fizeram um manifesto na manhã desta quinta-feira (12) pela legalização do abastecimento de água de suas residências. Barreiras com móveis e eletrodomésticos foram colocadas nas ruas e incendiadas, para chamar a atenção das autoridades.
Técnicos da Secretaria de Águas e Saneamento (Semasa) de Lages estiveram no bairro por volta das 9 horas e lacraram uma tubulação que era utilizada irregularmente pelos moradores. Uma espécie de "gato" foi feito na tubulação que abastecia as casas do local.
A ação da prefeitura fato gerou revolta. A Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros foram acionados parar conter o fogo e os moradores.
Há vários anos existe esta situação irregular no bairro Ferrovia. Os residentes alegam que a atual administração municipal prometeu tomar providências em favor deles, que continuam à margem de uma solução que nunca chega.
Fotos: Vinicius Prado
sábado, 8 de março de 2014
Assaltou mercado e escondeu carro no Jockey
A suspeita é de que um dos dois assaltantes que tentaram assaltar o
Mercado São Francisco, no bairro Ferrovia, seja funcionário do Jockey
Club, já que o veículo utilizado estava escondido dentro da entidade. A
tentativa de assalto aconteceu na noite de sexta-feira, por volta de 21
horas.
Fotos: Jota Damasceno/Rádio Guri
terça-feira, 4 de março de 2014
Delinquentes usam bicicleta para assaltar Posto de gasolina
Uma
ação ousada e rápida de dois bandidos levou R$200mangos do Posto de
Gasolina Ferrovia, na noite de segunda-feira, 03, por volta das 21h57
min. Um trajava jaqueta escura de capuz, boné claro, calça jeans, tênis
de cor branca e estava de bicicleta,o outro trajava jaqueta de capuz na
cor cinza, calça jeans, um seria de pele morena, e outro seria loiro,
qual também estava de Zica. Ambos esperaram alguns clientes saírem do
posto e chegaram de mansinho, indo direto a janela, onde apontaram uma
pistola tipo bereta 6.35, para a moça do caixa e levaram o dinheiro. Na
fuga os delinquentes se dividiram, um desceu sentido ao bairro Ferrovia,
e outro sentido a Uniplac. Rondas foram feitas na região e nenhum dos
acusados foi detido.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Temporal destelha casas e derruba postes em Lages
Intempérie afetou cerca de 150 casas nos bairros Araucária, Santa Catarina, Novo Milênio, Várzea, Santa Clara, Ferrovia, São Miguel, Penha e Caravágio. Não havia previsão de chuva e menos ainda de queda de granizo para este sábado
A chuva de granizo
acompanhada por fortes ventos, na tarde deste sábado (7), destelhou
cerca de 150 casas nos bairros Araucária, Santa Catarina, Novo Milênio,
Várzea, Santa Clara, Ferrovia, São Miguel, Penha e Caravágio. No
Ferrovia, um dos mais afetados, postes foram arrancados, prejudicando o
fornecimento de energia. Acionadas, a Defesa Civil e a Secretaria de
Meio Ambiente prestaram auxílio aos moradores atingidos, distribuindo e
colocando lonas cedidas pela Secretaria de Infraestrutura.
“Não havia previsão de chuva e
muito menos de ventos fortes ou granizo, o que nos pegou de surpresa,
mas isso não impediu que nossa equipe agisse rapidamente junto aos
chamados das pessoas afetadas”, disse o secretário de Meio Ambiente e
também integrante da Defesa Civil, Mushue Hampel. De acordo com ele, a
equipe está de prontidão. Chamadas de emergência podem ser feitas pelo
fone (49) 3222-9661.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ocupações irregulares preocupam no Ferrovia
Lages, 18/09/2013, Correio Lageano, por Joana Costa
Sem ter onde morar, centenas de famílias passaram a ocupar os terrenos pertencentes à União, que margeiam os trilhos do trem no bairro Ferrovia.
Com o fechamento da ferrovia federal, os terrenos que ficam ao lado dos trilhos do trem passaram a ser ocupados por moradores irregulares. Os terrenos pertencem à União.
O presidente da associação de moradores, Antônio Xavier Pereira Filho, destaca que as casas não têm direito a receber água e luz.
A falta de saneamento e infraestrutura é preocupa a comunidade. “Foram fazendo barracos, ranchos, sem água, sem luz, um traz o cunhado, o tio, o primo e foram vindo. Isso gerou o problema”, conta.
Aliado a isso, segundo Xavier, existem inúmeras casas em situação irregular. “Quando ela [ferrovia] foi arrendada, muitos ferroviários ficaram com medo do desemprego e foram embora às pressas, venderam as casas de qualquer jeito, sem documentos, escrituras”, acrescenta.
Fiscalização
As ocupações começaram a acontecer a partir de novembro de 1997. “Depois disso não teve mais fiscalização, ficou aberto e o pessoal foi chegando”, afirma Xavier. O secretário municipal de Habitação, Ivan Magaldi Júnior, reconhece o problema e destaca que algumas áreas ocupadas estão consolidadas.
Em 2010 foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta para garantir fornecimento de água e luz aos moradores mais antigos. Quem construiu a casa depois disso não tem o direito. Atualmente, a fiscalização trabalha para impedir que mais casas sejam construídas.
Por necessidade, morador fez a casa em área ilegal
A falta de recursos e de saúde levaram o aposentado Dirceu Lino dos Santos, de 65 anos, a parar de trabalhar. Um derrame o obrigou a se aposentar por invalidez. O dinheiro mal dava para comer e a única alternativa encontrada pelo viúvo foi construir uma pequena casa de madeira nos terrenos da União. “Meu ex-patrão deu a madeira para construir aqui”, conta.
Ele vive há 15 anos no local, sendo um dos primeiros a se instalar nos terrenos da ferrovia. Dirceu reconhece que invadiu propriedade do Estado, mas explica que não tinha outra alternativa. “Se o terreno é da União, então é do povo, então é meu também”, analisa.
O aposentado se inscreveu em programas habitacionais do município, mas não foi contemplado. Por ser área ilegal, Dirceu não tinha abastecimento de água e luz. Em 2010, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) permitiu que ele passasse a receber água encanada, mas a luz ele pega de um vizinho. “A gente puxou um fio e eu pago por mês para ele”, afirma. A realidade de Dirceu é exemplo de muitas famílias que ocupam áreas invadidas. “Todo mundo que está aqui não tinha para onde ir nem dinheiro para o aluguel”.
Prefeitura negocia terrenos com a União
Na última semana, o prefeito Elizeu Mattos e o secretário de Habitação, Ivan Magaldi, reuniram-se com representantes da União, em Florianópolis, para discutir o destino dos terrenos ocupados ilegalmente.
A região que margeia os trilhos do trem foi dividida em quatro lotes, dois localizados no Ferrovia, que serão transformados em loteamentos habitacionais. “A ideia é fazer um empreendimento em torno de 150 casas, com o desmembramento de uma das áreas”, explicou Magaldi.
Os terrenos serão adquiridos pelo município, mas antes as famílias invasoras precisarão ser realocadas. Hoje existem nove famílias vivendo no lote quatro, o menos ocupado e que deve ser adquirido primeiramente. “A prefeitura investiu muito em cima dele”, explica o secretário. Ainda não há previsão de quando as obras nesses locais poderão ser iniciadas. “Enquanto não for desmembrado, não há como viabilizar recursos para construção”.
Poeira
Basta alguns dias sem chuva para que as ruas de terra no bairro Ferrovia virem um problema. Os caminhões que transitam no local levantam grandes nuvens de poeira. O secretário de Infraestrutura, Joel Netto Momm, informa que as ruas recebem patrolamento regularmente. No entanto, não há previsão para asfaltamento. A partir de 2014, a prefeitura pretende iniciar programa de pavimentação de ruas. “Os moradores vão poder se organizar e procurar a secretaria para asfaltar a sua rua”, afirma.
A expectativa é que os principais problemas de infraestrutura do Ferrovia sejam solucionados com as obras da avenida Ponte Grande, que inclui construção de rede de esgoto sanitário. “Se a rede pluvial não tiver ligações de esgoto não vai ter cheiro, vai correr água da chuva, córregos, sem contaminação”, completa.
Fotos: Joana Costa
Sem ter onde morar, centenas de famílias passaram a ocupar os terrenos pertencentes à União, que margeiam os trilhos do trem no bairro Ferrovia.
Com o fechamento da ferrovia federal, os terrenos que ficam ao lado dos trilhos do trem passaram a ser ocupados por moradores irregulares. Os terrenos pertencem à União.
O presidente da associação de moradores, Antônio Xavier Pereira Filho, destaca que as casas não têm direito a receber água e luz.
A falta de saneamento e infraestrutura é preocupa a comunidade. “Foram fazendo barracos, ranchos, sem água, sem luz, um traz o cunhado, o tio, o primo e foram vindo. Isso gerou o problema”, conta.
Aliado a isso, segundo Xavier, existem inúmeras casas em situação irregular. “Quando ela [ferrovia] foi arrendada, muitos ferroviários ficaram com medo do desemprego e foram embora às pressas, venderam as casas de qualquer jeito, sem documentos, escrituras”, acrescenta.
Fiscalização
As ocupações começaram a acontecer a partir de novembro de 1997. “Depois disso não teve mais fiscalização, ficou aberto e o pessoal foi chegando”, afirma Xavier. O secretário municipal de Habitação, Ivan Magaldi Júnior, reconhece o problema e destaca que algumas áreas ocupadas estão consolidadas.
Em 2010 foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta para garantir fornecimento de água e luz aos moradores mais antigos. Quem construiu a casa depois disso não tem o direito. Atualmente, a fiscalização trabalha para impedir que mais casas sejam construídas.
Por necessidade, morador fez a casa em área ilegal
A falta de recursos e de saúde levaram o aposentado Dirceu Lino dos Santos, de 65 anos, a parar de trabalhar. Um derrame o obrigou a se aposentar por invalidez. O dinheiro mal dava para comer e a única alternativa encontrada pelo viúvo foi construir uma pequena casa de madeira nos terrenos da União. “Meu ex-patrão deu a madeira para construir aqui”, conta.
Ele vive há 15 anos no local, sendo um dos primeiros a se instalar nos terrenos da ferrovia. Dirceu reconhece que invadiu propriedade do Estado, mas explica que não tinha outra alternativa. “Se o terreno é da União, então é do povo, então é meu também”, analisa.
O aposentado se inscreveu em programas habitacionais do município, mas não foi contemplado. Por ser área ilegal, Dirceu não tinha abastecimento de água e luz. Em 2010, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) permitiu que ele passasse a receber água encanada, mas a luz ele pega de um vizinho. “A gente puxou um fio e eu pago por mês para ele”, afirma. A realidade de Dirceu é exemplo de muitas famílias que ocupam áreas invadidas. “Todo mundo que está aqui não tinha para onde ir nem dinheiro para o aluguel”.
Prefeitura negocia terrenos com a União
Na última semana, o prefeito Elizeu Mattos e o secretário de Habitação, Ivan Magaldi, reuniram-se com representantes da União, em Florianópolis, para discutir o destino dos terrenos ocupados ilegalmente.
A região que margeia os trilhos do trem foi dividida em quatro lotes, dois localizados no Ferrovia, que serão transformados em loteamentos habitacionais. “A ideia é fazer um empreendimento em torno de 150 casas, com o desmembramento de uma das áreas”, explicou Magaldi.
Os terrenos serão adquiridos pelo município, mas antes as famílias invasoras precisarão ser realocadas. Hoje existem nove famílias vivendo no lote quatro, o menos ocupado e que deve ser adquirido primeiramente. “A prefeitura investiu muito em cima dele”, explica o secretário. Ainda não há previsão de quando as obras nesses locais poderão ser iniciadas. “Enquanto não for desmembrado, não há como viabilizar recursos para construção”.
Poeira
Basta alguns dias sem chuva para que as ruas de terra no bairro Ferrovia virem um problema. Os caminhões que transitam no local levantam grandes nuvens de poeira. O secretário de Infraestrutura, Joel Netto Momm, informa que as ruas recebem patrolamento regularmente. No entanto, não há previsão para asfaltamento. A partir de 2014, a prefeitura pretende iniciar programa de pavimentação de ruas. “Os moradores vão poder se organizar e procurar a secretaria para asfaltar a sua rua”, afirma.
A expectativa é que os principais problemas de infraestrutura do Ferrovia sejam solucionados com as obras da avenida Ponte Grande, que inclui construção de rede de esgoto sanitário. “Se a rede pluvial não tiver ligações de esgoto não vai ter cheiro, vai correr água da chuva, córregos, sem contaminação”, completa.
Fotos: Joana Costa
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Policial militar acusado de homicídio vai a júri popular
Lages, 01 e 02/6/2013, Correio Lageano
Quase cinco anos depois, a Justiça decidiu que o policial militar de Lages José Pasqualino Lopes, acusado de matar Luiz Carlos Ribeiro da Silva, irá a júri popular. A decisão foi do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O crime ocorreu na manhã de 6 de julho de 2008, no Bairro Ferrovia, em Lages.
Segundo denúncia, Lopes desferiu um tiro de revólver calibre 38 contra Silva, após um desentendimento por som alto. O fato ocorreu após várias abordagens por parte de uma guarnição da PM na tentativa de inibir a poluição sonora na casa da vítima, que era vizinho do acusado. Em apelação, o militar pediu absolvição e disse que agiu em legítima defesa.
Na decisão, o desembargador do TJSC e relator do processo, Paulo Roberto Sartorato, negou o pedido de absolvição. “A alegação de legítima defesa não restou suficientemente comprovada de modo a autorizar a absolvição sumária, que deve ocorrer apenas se devidamente caracterizada a causa de exclusão do crime”, entende.
Pasqualino foi denunciado por homicídio simples. A data do julgamento, que vai acontecer no Tribunal do Júri do Fórum de Lages, ainda não foi definida. A defesa dele não foi encontrada para comentar o caso. Segundo o comando do 6º Batalhão de Polícia Militar de Lages, ele continua trabalhando nas ruas porque o processo não transitou em julgado.
Como foi o caso
De acordo com os autos do processo, no dia do crime, a partir das 5h30min, cumprindo determinação da Central de Emergência da PM, por três vezes, policiais militares estiveram na residência da vítima para atender ocorrência de perturbação do sossego.
Na última chamada, os militares comparecem acompanhados do denunciado à paisana, que havia pedido a intervenção policial. Na ocasião, a vítima e o acusado teriam discutido.
Posteriormente, por volta das 7 horas, o acusado voltou à casa da vítima, que continuava com sol alto. Armado com o revólver registrado em seu nome, entrou na moradia, danificando inclusive os vidros de porta da residência.
Na sequência, passou a agredir a vítima e, na parte externa da casa, atirou contra ela. Após, apontou a arma para as demais pessoas que se encontravam no local dos fatos, ordenando que ninguém se aproximasse, e fugiu.
Foto: Adecir Morais
terça-feira, 7 de maio de 2013
Prefeitura impede construção irregular
Lages, 08/05/2013, Correio Lageano
A Secretaria Municipal de Habitação de Lages demoliu casa de madeira que estava sendo erguida no bairro Ferrovia
A Secretaria Municipal de Habitação, juntamente com a Secretaria de Planejamento (Seplan) e apoio do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da Polícia Militar, realizou, na tarde de terça-feira (07), a demolição de uma residência em construção em área irregular no bairro Ferrovia.
O diretor da Secretaria de Habitação, Aldori Freitas, explicou que a área onde a casa de madeira estava sendo construída pertencente à área verde da prefeitura e, por isso, foi demolida. Os donos da casa não foram identificados, pois haviam saído do local pouco antes da equipe da prefeitura chegar acompanhada do PPT. “Foi pedido o policiamento que nos acompanhou. Agora vamos fazer um monitoramento no bairro”, informa.
A pessoa ou família que tentar construir no local será orientada a procurar a Secretaria de Habitação para esclarecer os fatos e ser encaminhada para uma habitação apropriada. “Vamos localizar as pessoas que estavam aqui e encaminhar para outra habitação”, explica. Uma patrulha da polícia deve circular pelo local a cada três horas, a fim de evitar que a obra seja reiniciada.
A operação aconteceu de forma rápida, antes que a construção recebesse o telhado, pois depois disso a desocupação só poderia ocorrer por meio de ação judicial. Freitas destaca que casas em área irregular ficam impedidas de receber os serviços de água ou energia elétrica.
Terreno pode se tornar um residencial
O diretor da Secretaria da Habitação, Aldori Freitas, lembra que existem projetos em andamento para aproveitamento da área em questão, que preveem a construção de aproximadamente 100 casas no bairro, através da Secretaria de Habitação.
No entanto, tudo está em fase de análise. “Havia sido todo demarcado com palanques, que foram roubados, nós estamos achando esses palanques embaixo dos assoalhos”, acrescenta. As demarcações devem ser refeitas.
Para completar, Freitas explica que até agora não há a informação de outros locais com invasão de áreas públicas, mas se isso for registrado, promete averiguar. “É um pedido do prefeito e do secretário não deixar construir em área de risco, ou onde não pode ter água ou luz, porque você tenta melhorar uma situação, mas acaba gerando outro problema”.
Foto:Joana Costa
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