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terça-feira, 16 de abril de 2013

Audiência sobre áreas verdes



Lages, 17/04/2013, Correio Lageano




Os secretários do Planejamento, Jorge Raineski, e da Habitação, Ivan Magaldi Júnior, participaram de audiência pública na Câmara de Vereadores de Lages. Em pauta a discussão sobre a regularização das áreas verdes do município, que frequentemente são ocupadas irregularmente.



A audiência contou com a presença do promotor de Justiça, Renee Cardoso Braga.
O plenário ficou lotado por residentes das áreas verdes, e que buscavam resposta para o problema. Alguns presidentes de Associações de Moradores se pronunciaram e relataram a situação dos seus bairros. A maioria das famílias que ocuparam as áreas verdes, algumas há décadas, vive sem condições dignas, como saneamento básico e energia elétrica.



O que diz a lei



O secretário Jorge Raineski explica que muitas vezes falta compreensão da comunidade do que realmente são as áreas verdes.



Segundo ele, a Lei 6766, regulamentada pela Lei 1052/86, prevê que em torno de 35% de todo loteamento do município deve ser destinado às ruas e avenidas, e cerca de 10% às áreas institucionais, na maioria destinadas ao lazer da comunidade, como implantação de praças e parques. Outra preocupação de Raineski e do secretário Ivan Magaldi é quanto às formas de remanejamento dessas famílias.



Regularizar não solucionaria



O promotor Renee Cardoso Braga afirma que o Ministério Público vai buscar uma medida de regularização coerente, analisando caso a caso. “Área pública não é terra de ninguém, mas algo de todos. Não é possível retirar de uma comunidade em benefício de uma pessoa. Quem tem concessão de uso está amparado por lei, mas escriturar não é simples”, comentou o promotor.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Barraco de morador de rua que morreu no PA deve ser removido



Barraco de morador de rua que morreu no PA deve ser removido
Lages, 12/04/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da coordenação do Projeto Acolher, da Secretaria de Assistência Social de Lages



Menos de 48 horas depois da morte do morador de rua Adão Ferreira da Luz, o "Adão", de 53 anos, que foi encontrado caído na rua Matheus Junqueira, no Santa Helena, na quarta-feira (10) e morreu no Pronto Atendimento Tito Bianchini (Pronto Socorro - PA), o município já se preocupava em remover o barraco onde ele dormia, em uma Área Verde no Ipiranga. A ação foi motivada pela tentativa de invasão da moradia improvisada, antes mesmo do sepultamento de Adão.



Alcoólatra, o homem vivia na rua e algumas vezes procurava o "Projeto Acolher", da Secretaria de Assistência Social, no bairro Santa Helena, para comer e fazer higiene pessoal. O coordenador do projeto, Felipe Diego Freitas, explica que ele não costumava ficar no local. "Ele não conseguia parar. Vinha sempre alcoolizado. Tomava banho e saía de novo".



O único registro de familiares de Adão era o de uma irmã que vive na região do Cidade Alta e, possivelmente, foi quem reconheceu o corpo que até o início da tarde desta quinta-feira (11) aguardava que algum parente o reclamasse e encaminhasse o enterro.


O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) constatou que Adão teve morte natural, mas a causa foi o consumo de álcool por período contínuo e prolongado.




Foto:Projeto Acolher/Divulgação