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sábado, 22 de junho de 2013

CONTRA DEMOCRACIA: Bispo da IURD, Senador Marcelo Crivella cria projeto de lei que coloca protestos durante a copa como TERRORISMO

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A reação da classe política aos protestos da sociedade realizados nos últimos dias não demorou, e um projeto de repressão, de autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA), apresentado em 2011 pode voltar à pauta do Congresso Nacional nos próximos dias.
O PL 728/2011 prevê que manifestações durante a Copa das Confederações, que está acontecendo este mês, e Copa do Mundo, que será realizada em 2014, sejam tratadas como atos de terrorismo e limita o direito dos trabalhadores à greve.
O texto do projeto na página do Senado diz que a lei “define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências”.
As penas previstas no projeto variam entre 15 a 30 anos, e especifica que questões ideológicas sejam enquadradas em crimes de terrorismo. Diz o texto do PL 728/2011: “Terrorismo. Art. 4º Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos”.
Na justificativa do projeto, os autores afirmam que “a tipificação do crime ‘Terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presente nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. O dicionário Michaelis define sublevação, como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar [...] revoltar-se”.
O projeto de lei contraria o artigo 5º da Constituição Federal, que garante o direito à livre manifestação nas ruas e praças públicas.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
A repercussão da existência do projeto nas redes sociais foi completamente adversa. Uma petição pública foi publicada através da ONG Avaaz, exigindo que o PL 728/2011 seja modificado.
Manifestantes criticaram o projeto classificando-o como autoritário: “Quando eles vão aprender que medidas totalitárias só irão piorar a situação (deles)?”, escreveu o internauta Fabiano Pereira, numa página no Facebook. “Isso é Brasil. Essas e outras baixarias vão acabar. O povo acordou!”, complementou Vinício Gollin Sena.
Segundo a Agência Senado, uma enquete com internautas detectou que a maioria das pessoas que souberam do projeto reprovaram a ideia. O levantamento foi realizado entre os dias 16 de abril e 1º de maio, e 67% das pessoas se colocaram contrários à proposta, e 33% se disseram favoráveis.
O sentimento de que a proposta não será levada adiante da maneira que está foi expressado pelo internauta Bruno Araújo: “Isso aí não vai sair do papel, e mesmo que por um acaso do destino acabe saindo, vai tomar uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) imediatamente”.
Por Tiago Chagas

sábado, 6 de outubro de 2012

Amanhã tem pesquisa eleitoral

Lages, 06/09/2012, Correio Lageano




Acompanhe neste domingo edição extra com pesquisa eleitoral inédita da intenção de votos em Lages, perfil dos candidatos a prefeito de Lages, entrevista com o juiz eleitoral, dentre outros temas, lista com candidatos da Serra Catarinense.


Tradicionalmente o Correio Lageano publica pesquisa eleitoral na sua edição conjunta de sábado e domingo. Desta vez, a empresa On Line Informações de Mercado teve problemas técnicos para registrar a pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A data de registro é de 2 de outubro e para cumprir o prazo de cinco dias previsto na legislação eleitoral, o Correio Lageano publica os resultados em edição extra, com data de 7 de outubro.


Alegando que “a publicação da referida pesquisa poderia irreversivelmente comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral, em máxime afronta à democracia e ao estado democrático de direito,” a Coligação do candidato Elizeu Mattos, Todos por uma Lages Feliz (PT / PTB / PMDB / PPS / DEM / PSDC / PHS / PSDB / PC do B / PT do B) entrou com ação cautelar junto à Justiça Eleitoral, com a intenção de impedir sua publicação. Ação que foi indeferida pela Justiça Eleitoral.


Atento às Leis que regem as eleições, nos últimos meses, o Correio Lageano acompanhou a situação política de todos os municípios da Serra Catarinense. De forma isenta e isonômica, o CL abriu espaço idêntico para que, candidatos a prefeito das maiores cidades da região pudessem expor seus planos de governo. Outra ação foi a criação de um canal direto, para que os candidatos a prefeito de Lages respondessem perguntas elaboradas pelos eleitores. Em parceria com o Grupo SCC, o CL também promoveu debates com os candidatos de Lages e de São Joaquim.


O pleito eleitoral chega ao fim neste domingo, quando só em Lages, 118 mil eleitores irão às urnas escolher os representantes do Legislativo e do Executivo. O Correio Lageano tem certeza de que, com o seu trabalho, colaborou para esclarecer aos eleitores, contribuindo com a democracia. Trabalho esse que não se encerra com a publicação da pesquisa eleitoral na edição extra de domingo, ou com a cobertura das eleições e divulgação dos resultados. As eleições passam e a história construída pelo Correio Lageano, ao longo de 73 anos, continua.