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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mulher morre em casa e família sofre para fazer registro do óbito

Mulher morre em casa e família sofre para fazer registro do óbito
Lages, 07/06/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues



Morte em casa levantou novamente a discussão sobre a falta de Serviço de Verificação de óbitos.



Ainda segue indefinida a implantação do Serviço de Verificação de Óbitos em Lages. Há quase seis anos, a disponibilidade do serviço vem sendo estudada como forma de garantir a agilidade na obtenção da certidão de óbito das pessoas que morrem em casa e, por isso, não possuem médicos que atestem as causas do falecimento, ou ainda para diagnosticar causas de mortes que são muitas vezes relacionadas à óbitos indefinidos.




A gravidade da situação, mais uma vez, se constatou depois que uma mulher de 62 anos, que morreu nesta quarta-feira, ficar sem atestado de óbito porque os médicos do Pronto Socorro não emitiram o documento alegando não ter conhecimento das condições clínicas da paciente.




Segundo Eliane Moura, de 36 anos, sobrinha da senhora, a espera pelo documento demorou cerca de três horas. “Chamamos o Samu, que tentou reanimar minha tia, mas logo foi constatado o óbito. O corpo foi levado para o Pronto Socorro para ser feita a certidão de óbito, mas eles se recusaram a fazer porque ela faleceu em casa e ninguém sabia da causa”, comentou. O documento só foi expedido porque o vice-prefeito pediu para a secretária de Saúde da cidade, que é médica, fazer a confirmação do falecimento e atestar o óbito.



Serviço ainda depende de recursos



De acordo com a Coordenadora Regional do Consórcio Intermunicipal de Saúde, Nalu Terezinha Júlio, a licitação para o início da operação do serviço só será aberta depois que os primeiros recursos para o funcionamento da unidade sejam recebidas.




A ideia é que o Serviço de Verificação de Óbitos seja regionalizado e seja oferecido não só para Lages, mas também para os municípios da Amures, já que se ficasse apenas na cidade ele se tornaria ocioso.



“A maioria dos municípios aceitou a proposta para uma contrapartida proporcional à população. Por enquanto apenas oito cidades fecharam o acordo, mas estamos cobrando a participação de todos”, afirma. O governo federal deverá enviar R$ 11 mil mensais para custear o serviço, que deverá custar no total em torno de R$ 30 mil.




Segundo a coordenadora, uma empresa terceirizada irá fazer o trabalho de contratação dos funcionários e operação do Serviço. Nalu comenta que as causas de morte indefinidas já estão em terceiro lugar entre os registros de óbito.




Com a instalação do Serviço, segundo ela, será possível saber com mais detalhes o tipo de falecimento que ocorre e promover, com isso, o repasse de verbas mais específicas.
Procurada diversas vezes, a secretária de Saúde não foi encontrada para comentar o caso.




Foto:Arquivo CL

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Morre Atriz Thelma Reston no Rio de Janeiro

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Foto: Divulgação/TV Globo
Morreu na madrugada desta quinta-feira (20) a atriz Thelma Reston, no Rio de Janeiro.
Ela lutava contra um câncer desde 2009 e estava internada no hospital São Lucas.
O velório acontece no cemitério São João Batista, na capital fluminense. A cremação será realizada amanhã, ainda sem horário definido.
A atriz de 73 anos teve um tumor no seio, que foi controlado. Porém, depois, a doença apareceu no endométrio, até se espalhar pelo corpo.
O último traablho de Thelma na TV foi na novela “Aquele Beijo”, da Globo, em 2011.
Também esteve em tramas como “Escrito nas Estrelas” (2010), “Negócio da China” (2008), “Paraíso Tropical” (2007), “A Lua Me Disse” (2005), “Os Maias” (2001), “Anjo Mau” (1997), entre outras.
A atriz ainda fez carreira no teatro e no cinema.
Natelinha

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Morre ex-prefeito de Urubici Fulgentino Neto de Oliveira

Urubici, 16/10/2012, Assessoria de Imprensa da Amures



Presidente da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), entre março de 1973 a abril de 1974, o ex-prefeito de Urubici, Fulgentino Neto de Oliveira, conhecido por “Tiquinho”, morreu nesta segunda-feira (15), vítima de infarto fulminante.



Ele foi o quarto prefeito a presidir a Amures. Oliveira tinha 79 anos e seu sepultamento será nesta terça-feira (16), em Urubici.



Pecuarista e muito querido pela comunidade urubiciense, Oliveira chegou a ser tropeiro e foi um dos fundadores do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Campestre Catarinense, onde foi patrão por duas oportunidades. Pelo seu piquete de laço “Saudade da Querência” era presença em diversos torneios de CTGs em Santa Catarina.



Ele comandou o município de 1973 a 1977 e era casado com Odete Terezinha de Oliveira (Dete). Tinha seis filhos: Dercílio, Gilberto, Rosângela (in memória), Nildete, Savas e Adriana. O ex-prefeito também deixa 14 netos.



Oliveira era grande conhecedor da história da Serra Catarinense e dos costumes, além de exercer o tradicionalismo como paixão.



O presidente da Amures e prefeito de Ponte Alta, Luiz Paulo Farias lamenta a morte do colega ex-prefeito e externa seus sentimentos aos familiares e amigos de Oliveira. “Em meu nome e de todos os prefeitos da Serra Catarinense quero expor nossos sentimentos pela perda de tão ilustre e reconhecida pessoa que deixou sua contribuição para que a Serra Catarinense seja um lugar melhor para se viver”, declarou o presidente da Amures.



Oliveira foi um dos homenageados pela Amures em 2007, quando foi inaugurada a ampliação da nova sede, sob a presidência do ex-prefeito de São Joaquim, Newton Stélio Fontanella, o “Téio”, também in memória.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Morre pai do governador de SC

Morre pai do governador de SC
Lages, 24/09/2012, Correio Lageano




Casemiro Colombo, pai do governador Raimundo Colombo, faleceu às 19h10min deste domingo (23). Ele estava internado no Hospital Tereza Ramos, desde o dia 14 de setembro, data em que sofreu duas paradas cardíacas em sua casa e precisou ser reanimado por profissionais do Samu.



Nos últimos dias ele permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sua situação clínica era acompanhada por vários médicos especialistas. O governador estava em Florianópolis e assim que soube do ocorrido se dirigiu à Lages.



O corpo será velado na capela São Benedito. Às 15 horas desta segunda-feira (24), haverá uma missa de corpo presente na Catedral de Lages e, logo em seguida, o sepultamento no cemitério Cruz das Almas.



As origens
Em busca de negócios, como a troca de farinha de trigo por pneus, Casemiro Colombo deixou Vacaria em abril de 1947 para montar uma casa de comércio em Lages.



Desde 1936, os pais de Raimundo Colombo negociavam farinha na região Serrana e municípios do Vale do Itajaí e Norte do Estado. Especialmente com os alemães, na região de Blumenau e Joinville. Nascido na região do nono Distrito de Vacaria, Casemiro se casou com Tereza, do quarto Distrito, na mesma cidade.



Os pais de Tereza moravam havia 25 anos em uma fazenda de 25 milhões de terra. O mundo dos negócios e dos escambos levou Casemiro a buscar negócios no outro lado do Rio Pelotas, em Santa Catarina.



Assim como a origem de quase todas as famílias gaúchas, os avós de Casemiro, no caso bizavós de Colombo, vieram de Milão na Itália em busca da "terra prometida", no Sul do Brasil.



O bisavô se chamava Giovanne Colombo e se erradicou em Caxias do Sul, mas com o passar dos anos migrou para Flores da Cunha até chegar a Antônio Prado. As viagens eram feitas sobre lombo de mulas e cavalos e demoravam dias.



Na Vila Ipê, em Antôno Prado, Giovanne Colombo teve um filho chamado Giovanne Colombo Filho, que era comerciante e morreu muito jovem. Como descendente ficou Casemiro, pai de Raimundo Colombo.



A farinha cultivada no Rio Grade do Sul era vendida às padarias catarinenses por Casemiro. O transporte de mercadorias era feito basicamente por carroças e mulas. Só depois vieram os primeiros caminhões Chevrolet e Ford.



Além da farinha, Casemiro trazia do Rio Grande do Sul carne de porco, linguiça e banha. O sogro dele foi morar em Curitibanos e tudo ficou mais fácil, principalmente a decisão de se mudar para Lages. E foi atraído pela perspectiva de negócios, que Casemiro fretou um caminhão para fazer a mudança em 1947.



E depois de um mês morando em Lages, Casemiro voltou à Vacaria buscar a mulher e o primeiro filho, Walter. Os demais nove filhos, inclusive Raimundo Colombo, nasceram em Lages.



Foto:Arquivo CL