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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Médico é encontrado morto em sua residência em Bom Jardim da Serra

Médico é encontrado morto em sua residência em Bom Jardim da Serra
Bom Jardim da Serra, 25/07/2014, CLMais, com informações da Agência São Joaquim Online



O médico Boanerges Vieira de Medeiros, de 60 anos, natural de São Joaquim, foi encontrado morto em sua residência, no município de Bom Jardim da Serra.


Segundo informações de populares o médico, que atuava na cidade onde morava, foi encontrado sem vida na manhã desta sexta-feira (25) por um dos seus filhos. Acredita-se que ele tenha sofrido um mal súbito.


Borginho, como era conhecido, atuava há muito tempo na cidade de Bom Jardim da Serra e também trabalhou de 1998 a 2001 em Lauro Müller, onde atuou no Hospital Municipal Henrique Lage e na unidade central da saúde.


Ele deixa esposa e dois filhos. O corpo está sendo velado na cidade de Bom Jardim da Serra. O Sepultamento será na manhã deste sábado (26) no Cemitério Santo Anjo da Guarda, em São Joaquim.



Foto: São Joaquim Online/Divulgação

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Médico acusado de negligência na Serra Catarinense



Médico acusado de negligência na Serra Catarinense
Otacílio Costa, 25/04/2013, Correio Lageano, por Suzani Rovaris



Os familiares de duas crianças internadas reclamam da falta de atendimento de plantonista no hospital de Otacílio Costa.




Duas famílias denunciam a negligência médica no Hospital Santa Clara, em Otacílio Costa. Elas reclamam da falta de atendimento adequado para duas crianças que foram internadas na semana passada e depois transferidas para Lages.



Um dos pacientes é uma menina de 11 anos. A tia Nair Michel conta que ela foi internada na sexta-feira, dia 12, mas apresentava o quadro estável. No início da tarde de segunda-feira, ela diz que a menina se queixava de dores na barriga e começou a vomitar sangue. Conforme a tia, a menina expelia grande quantidade.



A família pediu ao hospital o atendimento do médico que estava de plantão, Francisco Modesto de Souza, mas, segundo Nair, ele recusou atendimento, pois não era sua paciente. “Pedimos para transferir ela, mas o médico se negou fazer a requisição porque a paciente não era sua”.



Ela acrescenta que o hospital entrou em contato com o médico responsável pela paciente, Lucas Sanguebsche, e por volta das 17h30min ele atendeu e transferiu a menina para o Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages. A paciente recebeu duas bolsas de sangue e, no dia seguinte, foi levada de helicóptero para Joinville. Segundo a família, a menina foi diagnosticada com hepatite e leucemia e estava com problemas nos dois rins.



Em Joinville, a criança precisa passar por uma endoscopia, mas como está muito fraca, não aguentaria a anestesia, ainda segundo a família. Outro caso é de um menino de 10 anos. A mãe dele, que preferiu não se identificar, conta que ele foi internado na segunda-feira (15), voltou para casa no mesmo dia. Na terça-feira, o menino voltou a passar mal e deu entrada às 12 horas. A mãe diz que o filho ficou no soro e não melhorou.  Ele veio para Lages e descobriu-se problema de apendicite e foi operado.



Plantonista nega responsabilidade


O médico que estava de plantão no dia, Francisco Modesto de Souza, afirma que, quando o médico do doente está na cidade, a responsabilidade é dele. “Pelo que me consta essa paciente foi internada pelo pediatra Lucas. Ele é o responsável pela entrada e saída dela. Cada médico tem os seus pacientes, são responsáveis por eles”.



Ele afirma que, quando a paciente não apresentou melhora, foi entrado em contato com o pediatra Lucas. “Ele veio até o hospital e encaminhou a menina. Um procedimento normal. Eu não vi, não prescrevi e não estava mais de plantão quando ela foi encaminhada”.



Sobre o menino de 10 anos, o médico Francisco afirma que o procedimento adotado pela mãe foi o correto. “Para fazer uma cirurgia de apendicite, é preciso ter um diagnóstico laboratorial. Com certeza, em Lages, o atendimento é mais rápido, os exames laboratoriais são mais rápidos. Ela pediu a transferência, assinou o termo e se deslocou para um hospital que tem mais recursos”.



Hospital diz que entrou em contato com pediatra


A direção do Hospital Santa Clara informou que durante o episódio, quando a paciente expelia muito sangue, foi entrado em contato com o médico, o pediatra Lucas. “Ele falou que logo que encerrasse o atendimento na unidade de saúde viria fazer a transferência. Ele já havia feito uma visita pela manhã”, diz o diretor, Robson Oliveira Medeiros.



Pediatra dá a sua versão


O pediatra Lucas Sanguebsche diz que assumiu a responsabilidade pela criança no final de semana. Na segunda-feira, quando a menina apresentou piora no quadro clínico, conforme o médico, a equipe do hospital entrou em contato. “Eu estava atendendo na unidade e solicitei que o colega plantonista olhasse a paciente até que eu chegasse. Foi quando me ligaram pela segunda vez e então me desloquei até o hospital e fiz a transferência”.



Foto: Suzani Rovaris

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Médico lageano atendeu vítimas de incêndio em Santa Maria

Médico lageano atendeu vítimas de incêndio em Santa Maria
Lages, 30/01/2013, Correio Lageano


Estudante de medicina na UFSM, Jonathan Machado estava de plantão no dia do incêndio



Médico residente no Pronto Socorro de Santa Maria, o lageano Jonathan Machado estava de plantão quando ocorreu o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde morreram 231 pessoas. Ele atendeu a primeira vítima que chegou ao local, que estava intoxicada devido à fumaça que inalou.



Jonathan cursa Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ele se forma no final do ano que vem e pretende se especializar em cirurgia. Ele relata que 30 vítimas do incêndio foram para o pronto socorro, todas estavam intoxicadas e com lesões de queimadura, e a maioria teve que ser entubada. “Em questão de minutos, toda a equipe se prontificou e se dividiu para atender os pacientes”, lembra.



O pronto socorro recebeu somente 30 vítimas, pois a maioria das pessoas foi para os hospitais do Centro, que são mais próximos da casa noturna. Machado diz que as pessoas chegavam com a pele preta devido à fumaça do incêndio. “Dos 30 feridos, um infelizmente morreu, pois já chegou em coma e apesar de fazermos todos os procedimentos,  não resistiu”, conta.



Ele diz que os médicos que não estavam trabalhando foram chamados para os hospitais. “Também vieram profissionais de São Paulo e Porto Alegre para ajudar. No outro dia, os pacientes em estado grave foram para Porto Alegre, no centro de queimados”. Para ele, o cenário era de guerra, pois havia gente chegando a todo instante. “Apesar de ser muito triste, mostrou a união do povo gaúcho, todos se ajudaram”, comenta.



O médico residente diz que a tragédia o sensibilizou e mostrou que tudo é efêmero. “Também me alertou que devemos sempre valorizar as pessoas que gostamos. Fizemos o nosso melhor, agora podemos rezar e amparar as famílias”, finaliza.



Jonathan conta como foi sua experiência



Médico residente no Pronto Socorro de Santa Maria, o lageano Jonathan Machado conta como foi atender as vítimas do incêndio na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.


Como estavam as vítimas que chegaram no Pronto Socorro?

Todas estavam com a pele preta devido à fumaça, lesões de queimadura e intoxicadas. A maioria foi entubada.



Que tipo de trabalho você fez?

Fazia a triagem e dava auxílio aos médicos. Mas o primeiro paciente, eu que atendi, coloquei oxigênio e fui acordar o pessoal que estava de plantão.


Como foi esta experiência para você?

Este foi o segundo maior acidente do Brasil, é raro quem passou por isso. Foi como um cenário de guerra, era gente chegando a todo instante. Foi muito triste, mas mostrou a união do povo gaúcho.



Corpo de Bombeiros de Lages comunica que 95% das boates da cidade estão regulares



O Corpo de Bombeiros de Lages fez um levantamento da situação das casas noturnas de Lages depois do incêndio que ocorreu na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.



De acordo com a aspirante a oficial Polliana Muller, a fiscalização será intensificada e iniciará nas boates que estão com o alvará vencido desde novembro. “95% das boates de Lages estão regulares”, afirma.



Ela diz que alguns proprietários fazem alterações na estrutura depois da vistoria ter sido feita e sem comunicar os bombeiros. “Santa Catarina é visto nacionalmente como o Estado mais exigente, que possui as leis mais rígidas. Lojas de outros Estados relatam isso para nós que somos vistos como chatos”, completa.



A aspirante diz que este momento é oportuno para lembrar de outros locais que também precisam respeitar as normas de segurança, como supermercados, salões de festas e shoppings. Ela afirma que é comum, durante as vistorias, encontrar as portas de emergência fechadas. “As pessoas também são fiscais, qualquer irregularidade pode ser denunciada através do número 193”.



Sócio-proprietário de casa noturna alerta para outros tipos de estabelecimentos


O sócio-proprietário da casa noturna Companhia, que fica no bairro São Cristovão, alerta para outros estabelecimentos como shoppings, faculdades, clubes, bares, igrejas e supermercados, que também devem se preocupar com regras de segurança. “Não estou transferindo a responsabilidade, mas todos os locais que têm aglomeração devem atender as normas”, comenta.



Em seu estabelecimento há duas saídas, uma na frente e outra na lateral, que funciona como saída de emergência. O local tem capacidade para 600 pessoas, possui sete extintores, cinco luzes de emergência e corrimão nas escadas, como foi previsto na última vistoria feita pelos Bombeiros. “Mais exigências deverão ocorrer depois desta tragédia, estamos aguardando as mudanças para nos adequar”, diz.

 

Foto: Arquivo pessoal / Divulgação