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domingo, 11 de agosto de 2013

Divulgadas imagens de atentado a casa noturna de Santa Maria


Santa Maria, 11/08/2013 G1 RS

Foram divulgadas no início da tarde deste domingo (10) as imagens de uma câmera de segurança que flagra o exato momento em que um homem arremessa um artefato explosivo contra a porta de uma boate no município de Santa Maria por volta das 7h deste domingo. As chamas se espalham rapidamente, mas um segurança aparece segundo depois e, com um extintor, consegue apagar o fogo.
Segundo o proprietário da casa noturna Muzeo Pub, Marcelo Guidolin, não havia clientes na hora em que o homem arremessou a bomba caseira contra o estabelecimento. Quatro funcionários encerravam as atividades no momento, mas ninguém se feriu. A Polícia Civil investiga o caso.
Ainda conforme o proprietário da Muzeo Pub, o segurança que apagou o fogo recebeu treinamento especial dos bombeiros quando foi elaborado a Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) na boate.
Em janeiro, um incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, causou a morte de 242 pessoas e deixou centenas de feridos.

domingo, 19 de maio de 2013

Morte de jovem aumenta para 242 número de vítimas de incêndio na boate Kiss


Morte de jovem aumenta para 242 número de vítimas de incêndio na boate Kiss
Porto Alegre, 19/05/2013, (EFE)


A estudante Mariane Wallau Vielmo, de 25 anos, faleceu neste domingo (19) por causa das queimaduras sofridas no incêndio na boate Kiss, ocorrido em janeiro em Santa Maria (RS), e com isso o número de mortos na tragédia subiu para 242.


A jovem, que estudava Sistemas de Informação, estava internada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, informou a Secretaria Municipal de Saúde.


Outras três jovens continuam internadas em hospitais da capital gaúcha devido ao incêndio, que aconteceu durante uma festa universitária no dia 27 de janeiro.


O Ministério Público acusou quatro pessoas por homicídio em primeiro grau, entre eles dois proprietários da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, o cantor Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Augusto Bonilha Leão, e todos eles estão em prisão preventiva.


O incêndio começou devido ao uso de um sinalizador por parte da banda Gurizada Fandangueira. Em contato com o isolamento acústico do teto, o fogo do artefato deu origem a um gás tóxico que causou a maioria das mortes, segundo a polícia.



Foto: EFE/Divulgação

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Três casas noturnas estão interditadas

Lages, 16 e 17/02/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



Corpo de Bombeiros fechou os estabelecimentos de Lages por não oferecerem a segurança necessária para seus clientes



Depois da morte de 239 pessoas no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, a fiscalização nas casas noturnas do Brasil foi intensificada. Em Lages, foram fechados, nesta semana, pelo Corpo de Bombeiros, três locais: Rancho Serrano, Bali Gode e Bailinho da Angélica.



E a fiscalização continuará durante os próximos dias O aspirante Borges, do Corpo de Bombeiros, afirma que os três locais foram interditados porque estão irregulares.
Os proprietários do Rancho Serrano, Claúdio Bianchini, e do Bailinho da Angélica, Luiz Nazareno Schuch, reclamam que não foi dado prazo para eles se adequarem.



O Correio Lageano entrou em contato com o Bali Gode, mas não obteve retorno.
Borges ressalta que não é possível dar prazo para um lugar se adequar se ele está irregular. “Faltam três locais para vistoriarmos. Por enquanto, esses três que foram interditados são os piores, mas há outros com problema de manutenção de extintores e luzes de emergência”, afirma o aspirante.



No Rancho Serrano, o proprietário precisou criar duas portas de emergência, já que possuía somente uma entrada e saída. O local tem capacidade para 900 pessoas.
Ele também trocou e aumentou a quantidade de extintores e trocou as baterias das luzes de emergência. “Há lugares piores em Lages que estão funcionando. A única coisa pendente é o laudo de prevenção de incêndio, que está sendo feito por um engenheiro”, ressalta.



Bianchini estima um prejuízo de mais de R$ 15 mil por semana, devido ao fechamento do local. “Fora as 20 famílias que têm como sustento o trabalho daqui e os estabelecimentos da rua que tem o movimento aumentado e terão prejuízo”, lamenta.




No Bailinho da Angélica, que funciona no bairro Universitário, o proprietário precisa aumentar a saída de emergência existente e criar outra na lateral do estabelecimento.
Schuch também terá que aumentar a quantidade de extintores. Ele reclama de não ter tido um prazo para se adequar e afirma que deve  haver outros locais em Lages com problemas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lageanos continuam na balada, mas agora atentos a segurança dos locais

Lageanos continuam na balada, mas agora atentos a segurança dos locais
Lages, 11/02/2013, Correio Lageano por Suzane Faita




A tragédia que matou 238 jovens na boate Kiss, em Santa Maria  (RS), mudou a cabeça dos jovens que frequentam as baladas em Lages. Agora, o item segurança é uma questão importante na hora de escolher o local para sair à noite. No fim de semana, a reportagem do Correio Lageano esteve em casas noturnas para observar e conversar com os baladeiros.




Os jovens estão mais cuidadosos e atentos às saídas de emergência, coisa que há três semanas ninguém se preocupava. Os baladeiros não deixaram de curtir à noite, mas sem dúvida a atitude mudou. Observam o local para saber para onde se dirigir em caso de incidente, e onde ficam os extintores.




Os organizadores da tradicional Festa do Primeiro Dia, que reúne estudantes da Universidade de Santa Catarina, entraram em contato com a boate Serraria buscando informações sobre a segurança. “Ligaram e pediram se estávamos com alvará em dia e de acordo com as leis”, informou o gerente da boate, Magaiver de Gasperi.



Nova inspeção



Há pouco mais de uma semana, os proprietários da boate pediram uma nova vistoria do Corpo de Bombeiros no local. A preocupação era revisar os itens de segurança. “Aumentamos o número de extintores e tiramos uns tecidos que tínhamos no teto, pois precisamos de um laudo de 2013 atestando que o tecido não é inflamável”, salientou Gasperi. Lembrando o incidente na Kiss, argumentou na Serraria há quatro saídas de emergência e o pagamento do ingresso não é na saída.



O gerente comentou que a baixa de público é normal pela época do ano. Segundo ele, o movimento mais baixo nessa época se deve por serem férias, que seu público principal é de universitários, especialmente do CAV/Undesc.




Mães ficaram preocupadas




As estudantes Joice Borges Vieira, de 17 anos, e Camila Cardoso, de 16, não tinham saído ainda desde o que aconteceu em Santa Maria. Antes e entrar na boate comentavam que deveriam procurar as saídas de emergência. “Todo mundo está mais preocupado com a segurança. Antes ninguém ligava para isso”, disse Joice. As mães das duas também fizeram inúmeras recomendações. “Elas ficaram mais preocupadas”, contou Camila.




Jovem cogitou não sair mais à noite




A babá Patrícia de Liz (D), de 23 anos, a caixa Lurielli Harumi da Luz (C), de 19, e a estudante Maikeli da Luz Chagas, de 17, ficaram inseguras ao saírem na noite lageana. “Fiquei com medo de acontecer um incêndio”, admitiu Lurielli. Para Maikeli, o pior foi pensar que esse incidente poderia ser em Lages, em um local onde ela estivesse. “Na hora pensei em não sair mais à noite, mas depois desisti, só estou mais atenta as saídas de emergência”.



Professora contou as saídas e emergência




Josiane Vieira de Jesus, de 34 anos, e o marido saem ao menos uma vez a cada 15 dias. No fim de semana em uma boate, o casal observou as saídas de emergência pela primeira vez. “Antes nunca prestava atenção nesse detalhe”, confessou. Embora atenta, garante que não vai deixar de sair à noite por medo. “O que aconteceu lá (Santa Maria) serviu para aumentar a segurança das outras casas e haver mais cobrança e preocupação das autoridades”.



Músicos preocupados com locais de shows




O primeiro show, depois do incidente em Santa Maria, dos músicos Jonathan Alves, de 18 anos, e Matheus de Oliveira, de 19, que acompanham uma dupla de Lages, foi na sexta-feira de Carnaval em uma boate. Eles comentaram que tocaram em diversos locais que não eram seguros, mas não nunca deram importância para isso. “Agora observamos mais os locais, as saídas de emergência, extintores e a lotação máxima”, explicou Matheus. Os dois ainda receberam a orientação dos pais para não ingerirem bebidas alcoólicas quando estiverem tocando.



Primeira vez depois da tragédia




O auxiliar de produção, Gutierrez Silva Scoz, de 18 anos, saiu com amigos no fim de Carnaval, foi a primeira vez depois do incêndio na Boate Kiss. “Saio com receio, tenho medo que as boates de Lages não tenham segurança”, comentou. O estudante Bruno de Lima Castro, 18 anos, estava mais tranquilo. Pela diferenças da estrutura das casas de Lages com a Kiss, não vê tanto perigo, mas nem por isso deixou de observar as portas de emergência. “Antes eu não me preocupava com isso (segurança), mas vou continuar saindo mesmo assim”. O recepcionista Leonardo Monteiro, de 18, e o estudante Ackson Lemos da Silva, de 18 anos, contaram que os pais ficaram mais preocupados agora. “Dá um pouco de medo”, confessa Ackson.



Amigas só ficam em boate se estiverem seguras




As estudantes Caroline Salmória, de 17 anos, Gabriela Rodrigues Lima, de 18, e Karla Pinheiro, de 18, disseram que costumam observar o local onde estão e se apresenta algum tipo de risco, como superlotação ou falta de saídas de emergência, procuram outro lugar. “Minha mãe está mais preocupada também com a infraestrutura dos locais”, contou Gabriela. Para Caroline é preciso precaução, mas não exagerada. “Não tem como deixar de fazer uma coisa para cada tragédia que acontecer”, definiu.




Bombeiros também estão mais atuantes após a tragédia



Foi depois da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no final de janeiro, que a maioria das casas noturnas, bares, e outros locais onde há grande concentração de pessoas, aumentaram a preocupação com a segurança. O Corpo de Bombeiro de Lages também está mais atento, tanto que identificou uma série de irregularidades no Ginásio Municipal Ivo Silveira.



Da tragédia, continuam internadas 53 vítimas do incêndio na Kiss em Santa Maria. A informação foi passada pela Secretaria de Saúde do Estado no fim de semana. Dessas, 16 respiram com ajuda de aparelhos. No domingo, 12 pessoas que estavam internadas por conta da tragédia receberam alta hospitalar, sendo oito em Porto Alegre e quatro em Santa Maria.



Familiares das vítimas que se reuniram no sábado, pretendem criar uma associação de parentes das vítimas. O encontro foi realizado no auditório do Colégio Marista, no centro da cidade, e uma comissão voltará a se reunir no próximo dia 23, no mesmo local. O intuito é buscar amparo legal para cobrar os resultados das investigações da polícia e quanto às demandas indenizatórias. Neste primeiro encontro, foram cadastradas 199 pessoas, familiares de 163 vítimas fatais. Os outros 36 são parentes de sobreviventes. A criação do grupo também contou com a presença do defensor público Andrey Melo.



O incêndio na Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro, deixou 238 mortos e mais de cem feridos. O fogo começou quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado “sputnik” — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.




Fotos: Suzane Faita

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Médico lageano atendeu vítimas de incêndio em Santa Maria

Médico lageano atendeu vítimas de incêndio em Santa Maria
Lages, 30/01/2013, Correio Lageano


Estudante de medicina na UFSM, Jonathan Machado estava de plantão no dia do incêndio



Médico residente no Pronto Socorro de Santa Maria, o lageano Jonathan Machado estava de plantão quando ocorreu o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde morreram 231 pessoas. Ele atendeu a primeira vítima que chegou ao local, que estava intoxicada devido à fumaça que inalou.



Jonathan cursa Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ele se forma no final do ano que vem e pretende se especializar em cirurgia. Ele relata que 30 vítimas do incêndio foram para o pronto socorro, todas estavam intoxicadas e com lesões de queimadura, e a maioria teve que ser entubada. “Em questão de minutos, toda a equipe se prontificou e se dividiu para atender os pacientes”, lembra.



O pronto socorro recebeu somente 30 vítimas, pois a maioria das pessoas foi para os hospitais do Centro, que são mais próximos da casa noturna. Machado diz que as pessoas chegavam com a pele preta devido à fumaça do incêndio. “Dos 30 feridos, um infelizmente morreu, pois já chegou em coma e apesar de fazermos todos os procedimentos,  não resistiu”, conta.



Ele diz que os médicos que não estavam trabalhando foram chamados para os hospitais. “Também vieram profissionais de São Paulo e Porto Alegre para ajudar. No outro dia, os pacientes em estado grave foram para Porto Alegre, no centro de queimados”. Para ele, o cenário era de guerra, pois havia gente chegando a todo instante. “Apesar de ser muito triste, mostrou a união do povo gaúcho, todos se ajudaram”, comenta.



O médico residente diz que a tragédia o sensibilizou e mostrou que tudo é efêmero. “Também me alertou que devemos sempre valorizar as pessoas que gostamos. Fizemos o nosso melhor, agora podemos rezar e amparar as famílias”, finaliza.



Jonathan conta como foi sua experiência



Médico residente no Pronto Socorro de Santa Maria, o lageano Jonathan Machado conta como foi atender as vítimas do incêndio na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.


Como estavam as vítimas que chegaram no Pronto Socorro?

Todas estavam com a pele preta devido à fumaça, lesões de queimadura e intoxicadas. A maioria foi entubada.



Que tipo de trabalho você fez?

Fazia a triagem e dava auxílio aos médicos. Mas o primeiro paciente, eu que atendi, coloquei oxigênio e fui acordar o pessoal que estava de plantão.


Como foi esta experiência para você?

Este foi o segundo maior acidente do Brasil, é raro quem passou por isso. Foi como um cenário de guerra, era gente chegando a todo instante. Foi muito triste, mas mostrou a união do povo gaúcho.



Corpo de Bombeiros de Lages comunica que 95% das boates da cidade estão regulares



O Corpo de Bombeiros de Lages fez um levantamento da situação das casas noturnas de Lages depois do incêndio que ocorreu na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.



De acordo com a aspirante a oficial Polliana Muller, a fiscalização será intensificada e iniciará nas boates que estão com o alvará vencido desde novembro. “95% das boates de Lages estão regulares”, afirma.



Ela diz que alguns proprietários fazem alterações na estrutura depois da vistoria ter sido feita e sem comunicar os bombeiros. “Santa Catarina é visto nacionalmente como o Estado mais exigente, que possui as leis mais rígidas. Lojas de outros Estados relatam isso para nós que somos vistos como chatos”, completa.



A aspirante diz que este momento é oportuno para lembrar de outros locais que também precisam respeitar as normas de segurança, como supermercados, salões de festas e shoppings. Ela afirma que é comum, durante as vistorias, encontrar as portas de emergência fechadas. “As pessoas também são fiscais, qualquer irregularidade pode ser denunciada através do número 193”.



Sócio-proprietário de casa noturna alerta para outros tipos de estabelecimentos


O sócio-proprietário da casa noturna Companhia, que fica no bairro São Cristovão, alerta para outros estabelecimentos como shoppings, faculdades, clubes, bares, igrejas e supermercados, que também devem se preocupar com regras de segurança. “Não estou transferindo a responsabilidade, mas todos os locais que têm aglomeração devem atender as normas”, comenta.



Em seu estabelecimento há duas saídas, uma na frente e outra na lateral, que funciona como saída de emergência. O local tem capacidade para 600 pessoas, possui sete extintores, cinco luzes de emergência e corrimão nas escadas, como foi previsto na última vistoria feita pelos Bombeiros. “Mais exigências deverão ocorrer depois desta tragédia, estamos aguardando as mudanças para nos adequar”, diz.

 

Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Catarinense descreve os passos para a vida

Catarinense descreve os passos para a vida
Serra Catarinense, 29/01/2013, Correio Lageano, por Joana Costa


Patrícia de Souza Fukushima, de São Joaquim, detalha os momentos de desespero durante o incêndio na boate gaúcha e como saiu do local




Das pontentes caixas de som da boate Kiss, em Santa Maria (RS), a música gaúcha embalava 1.500 jovens, a maioria universitários. Patrícia Fukushima de Souza, de São Joaquim, que estuda em Engenharia Florestal na Udesc, em Lages, e faz estágio no RS, dançava com três amigos.



Estavam perto da única porta e decidiram se aproximar do palco. Ainda estavam a caminho quando o grupo percebeu o empurra-empurra provocado pelo começo do incêndio. Eram apenas 30 metros para percorrer, mas foi o trajeto mais difícil da vida dela. Na segunda-feira (28), ainda abalada pela tragédia que matou 231 pessoas, Patrícia detalhou ao Correio Lageano os momentos decisivos que lhe salvaram a vida.




Sábado à noite Patrícia Fukushima, de 22 anos, se produziu, vestiu um short branco, camiseta verde, salto e caprichou na maquiagem. Era para ser apenas um momento de diversão e boas risadas com o grupo de amigos.



Ela relata que estava aproveitando a festa. “Uns dez minutos antes de tudo acontecer a gente pensou em ir para a frente, para ficar mais ou menos no centro da boate”. Patrícia lembra que começou o empurra-empurra, e ela e os amigos o atribuíram a uma possível briga. Instintivamente, o grupo se voltou para a porta de saída da boate. “Depois é que eu ouvi o pessoal gritando fogo, o corre-corre e a fumaça vindo. Não vi o fogo, só a fumaça preta e o pessoal indo em direção a porta, e a gente foi indo também.”




Nesse instante, a confusão se generalizou. A jovem joaquinense estava na companhia de uma garota e dois rapazes. A outra jovem conseguiu sair na frente e os rapazes ajudaram Patrícia a manter o equilíbrio, segurando-a pelo braço. “Comecei a ficar nervosa com tudo aquilo acontecendo, aquele tumulto”, lembra. Ela passou a se sentir mal e pediu ajuda aos amigos. “Tinha muita fumaça vindo, pessoas caídas pelo chão, elas devem ter tropeçado e a gente caiu por cima delas”.




No desespero, todos se levantavam rapidamente e continuaram a caminhada em direção à porta. “Uma guria me puxou pelo braço e a gente saiu”, relata, lembrando que esses foram os dez minutos mais longos e nebulosos de sua vida. Em meio à fumaça e aos gritos de desespero, todos tentavam deixar a Kiss já em chamas.



O horror do lado de fora


Do lado de fora, as cenas eram de terror. Desnorteada, Patrícia Fukushima de Souza conseguiu chegar à rua, onde ambulâncias, bombeiros e pessoas tentavam ajudar os que ainda não tinham saído. Um garoto retornou para o interior da boate na tentativa de resgatar um conhecido, mas não voltou. “Havia corpos no chão, foi horrível”.



Golpeada pela fumaça tóxica e pelas cenas de horror, Patrícia caminhou pela rua, assistindo à movimentação de outras pessoas que conseguiram escapar. Outra jovem foi deixada ao lado de Patrícia.



“Estava queimada, com a pele saindo, o braço vermelho, toda suja de fuligem. Não conseguia falar, caída no chão e com dificuldade para respirar”, descreve a catarinense, recordando que a garota pedia que água fosse jogada em seus ferimentos e que fossem retiradas as pulseiras de seus braços. “Eu não sabia o que fazer. Logo chegaram os amigos dela, colocaram-na num carro e a levaram para o hospital.”



Até então, Patrícia não tinha noção da tragédia. Ela passou em frente à boate minutos mais tarde. “Essa foi a pior parte, porque tinha um monte de gente caída no chão. Foi muito ruim”, conta.



No cenário de terror, o vai e vem de macas, pessoas passando com os corpos que eram deixados no estacionamento, aguardando os caminhões que iriam recolhê-los. “Só queria sair dali, tinha pessoas que haviam tirado a blusa para cobrir o rosto. Os corpos que eles retiravam estavam com as roupas rasgadas, todos pretos por causa da fumaça”, completa.



Professor da Udesc diz que cidade mudou


A cidade universitária, que costuma promover festas, normalmente frequentada por estudantes da UFSM, vive profunda consternação. Durante todo o dia de ontem, cortejos fúnebres cruzavam as ruas em direção aos cemitérios. A todo momento, os moradores descobrem que tinham mais um amigo, colega, vizinho ou conhecido entre as vítimas do incêndio.



Fabricio Mozzaquatro é professor da Udesc em Lages há um ano e meio. Ele nasceu em Santa Maria e estudou de 1996 a 2008 na UFSM. O docente conta que estava na cidade em visita à família no último fim de semana e descreve ao Correio Lageano o dia seguinte à tragédia.



Segundo Mozzaquatro, a consternação é grande. “A comoção é generalizada, a gente cruza com cortejos fúnebre a todo o momento”, relata, lembrando que todos os santa-marienses têm algum conhecido vítima da tragédia e compartilham da mesma dor. “A gente vai recebendo notícias de amigos e cada vez se apavora mais”, comenta.



O professor relata que cemitérios e o necrotério ficaram todo o dia repletos de pessoas sepultando seus entes ou buscando informações. “Eram bons alunos e suas vidas foram ceifadas de uma maneira muito bruta”, lamenta, lembrando que a maioria das vítimas eram alunos da UFSM.



De acordo com o professor, a sensação se refletem em todo o Rio Grande do Sul, pois grande parte dos jovens mortos na tragédia era proveniente de outras cidades. Ele conta que passou o fim de semana com a família em uma propriedade rural e tinha planos de retornar à Lages no domingo, mas adiou a volta devido à tragédia.



Polícia prende envolvidos no incêndio na boate Kiss



Três pessoas envolvidas no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, foram presas otnem em caráter temporário. A informação foi confirmada pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia do município, Marcos Viana.



Segundo o delegado, os pedidos de prisão temporária de cinco dias foram decretados em razão de boatos de que eles poderiam deixar a cidade sem prestar depoimentos à polícia.



“Em razão disso, concluímos pela necessidade de pedir a prisão temporária, já que acreditamos que os depoimentos deles são necessários para nos ajudar a esclarecer o episódio”, declarou o delegado.



O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ficou abalado com o incêndio na boate Kiss. Em uma nota, o porta voz da ONU descreveu que Ban Ki-monn “ficou especialmente comovido com a notícia do grande número de jovens, incluindo estudantes universitários, que, segundo relatos, faleceram como resultado do fogo”.



As autoridades estaduais confirmaram que, dos 231  mortos, 101 eram alunos da Universidade Federal de Santa Maria. O incêndio é apontado por especialistas como o segundo mais faltal da história do Brasil. A pior tragédia ocorreu em 1961 no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói (RJ), com 503 mortos.




Foto: Agência Brasil/Divulgação

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria começa a enterrar seus mortos após incêndio em boate

Santa Maria começa a enterrar seus mortos após incêndio em boate
São Paulo. 28/01/2013, Pop News Brasil



Após uma noite de luto, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, começou nesta segunda-feira a enterrar os mortos da festa universitária que se transformou em tragédia com o incêndio de uma boate na madrugada de domingo.



O balanço de mortos foi revisto para baixo pelas autoridades, de 233 a 231, porque alguns corpos foram "identificados duas vezes", explicaram.



Este continua sendo o segundo maior incêndio da história do Brasil em número de vítimas. Em 1961, em Niterói, o incêndio de um circo deixou 503 mortos, sete em cada dez eram crianças.



O Brasil ainda está em choque um dia após esta tragédia, provocada por uma série de imprudências, a 500 dias do início da Copa do Mundo de 2014.



Uma cerimônia prevista para esta segunda-feira no Estádio de Brasília para marcar simbolicamente a contagem regressiva para o Mundial foi cancelada em sinal de luto.



Os habitantes de Santa Maria, uma cidade de 262.000 habitantes a 300 km de Porto Alegre, se solidarizaram com as famílias das vítimas no velório, fazendo preces, antes do enterro coletivo.



Vários corpos foram transportados para suas cidades de origem para serem velados e enterrados, alguns deles para a cidade de Porto Alegre, onde estão hospitalizadas 14 vítimas com queimaduras graves.



A maioria das vítimas morreu asfixiada, 180 delas nos banheiros do estabelecimento por onde tentaram fugir, segundo o capitão da polícia militar Edi Paulo Garcia.



Nesta segunda-feira, a entrada da boate estava fechada e era protegida por dois policiais, à espera dos especialistas que devem realizar a perícia no local.



Sabe-se que a licença para o funcionamento da boate estava vencido desde o mês de agosto, de acordo com os bombeiros.



Um grupo de seis jovens, estudantes de agronomia, se reuniu na entrada da boate Kiss. Ainda não tinham visto o local onde 14 de seus colegas faleceram. Em seguida, seguiram para o centro esportivo e se preparavam para comparecer ao enterro de um de seus amigos em Uruguaina, na fronteira com o Uruguai.

Incêndio: mais de 180 pessoas morreram no banheiro da boate, diz capitão

São Paulo, 28/01/2013, Pop News Brasil



A Brigada Militar informou que a maioria das vítimas do incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tentou escapar pelo banheiro do estabelecimento. De acordo com o capitão Edi Paulo Garcia, um dos primeiros a chegar ao local, ele se deparou com uma "cena terrível, triste de ver."



"Tirei mais de 180 pessoas dos banheiros. Eles estavam tentando fugir pelos banheiros. (...) Foram cinco vezes que o caminhão foi utilizado para retirar esses corpos para trazer para fazer o reconhecimento. A cena é muito triste", disse durante o programa "Domingão do Faustão".



O número de mortos na tragédia chegou a pelo menos 231, enquanto 106 ainda estão hospitalizados. O fogo teria começado por volta das 2h30, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira. Pelo menos 101 vítimas eram estudantes da Universidade Federal de Santa Maria.



Cerca de 50 vítimas devem ser enterradas nesta segunda-feira, dia 28, no cemitério municipal de Santa Maria.

Proprietário de boate do RS confirma que alvará estava vencido

São Paulo, 28/01/2013, Pop News Brasil



Um dos proprietários da boate Kiss prestou depoimento na Polícia Civil na tarde de domingo (27), e confirmou que o alvará da casa estava vencido, mas que estava em processo de renovação. Agora, o delegado Sandro Meinerz pretende apurar por que o alvará ainda não havia sido concedido.



Um incêndio atingiu a boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, por volta das 2h30 da madrugada de domingo. Pelo menos 231 ficaram mortos na tragédia, já que tiveram dificuldades em sair do local e inalaram muita fumaça. Outros 106 estão hospitalizados.




O outro dono do estabelecimento ainda não havia sido localizado, mas ambos, identificados como Mauro Hoffman e Elisandro Spohr, podem ser indiciados sob suspeita de homicídio culposo e provocação de incêndio.



Além da falta da permissão para funcionamento, a boate ainda estava aberta sem o Plano de Prevenção de Incêndio, vencido desde agosto de 2012, de acordo com o secretário nacional de Defesa Civil, coronel Humberto Viana.

Três são presos por incêndio no RS; cerca de 80 feridos estão em estado grave

Três são presos por incêndio no RS; cerca de 80 feridos estão em estado grave
São Paulo, 28/01/2013, Pop News Brasil



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira, dia 28, que cerca de 80 pessoas com quadro de intoxicação respiratória continuam em estado grave em hospitais de Santa Maria e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, depois do incêndio na boate Kiss na madrugada de domingo.




De acordo com o ministro, 40 pessoas estão em Santa Maria e outras 39 seguiram para centros de referência no atendimento a queimados em outras cidades. "Ficamos a noite toda acompanhando pacientes que estavam nos hospitais. O objetivo principal agora é salvar o máximo de vítimas possíveis", afirmou.



Três são presos por incêndio



Nesta manhã, a polícia prendeu três pessoas pelo incêndio que deixou 231 pessoas mortas na madrugada de domingo. Dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira e um dos donos da boate, Elissandro Spohr, foram presos. Quatro mandados de prisão provisória foram expedidos e uma pessoa ainda está sendo procurada.



Técnicos retomaram a perícia na casa noturna por volta das 7h30 e recolheram objetos, como sapatos e celulares, que haviam sido deixados por vítimas e sobreviventes na entrada do estabelecimento.

Luto oficial também em Lages pelas vítimas da tragédia em Santa Maria

Luto oficial também em Lages pelas vítimas da tragédia em Santa Maria
Lages, 28/01/2013, Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Lages




A bandeira de Lages amanheceu nesta segunda (28), a meio-mastro em homenagem às vítimas da tragédia ocorrida na madrugada de domingo (27), em Santa Maria (RS), vitimando mais de 230 pessoas.



“O Rio Grande do Sul é nosso Estado vizinho e, a exemplo do restante do País, Lages também se solidariza com familiares  que perderam seus filhos. Trata-se de uma tragédia que abalou a todos”, disse o prefeito Elizeu Mattos antes de embarcar para Brasília onde participa do Encontro Nacional de Prefeitos que será liderado pela presidente Dilma Rousseff.  “Lages também está de luto”, completa o prefeito.



Foto: Divulgação / Nilton Wolff

domingo, 27 de janeiro de 2013

Conheça as vítimas da tragédia em Santa Maria

A relação de nomes foi publicada no site da Secretaria da Segurança Pública

A festa que reunia universitários na boate Kiss, em Santa Maria, foi o cenário da maior tragédia já registrada no Rio Grande do Sul. O número de vítimas chega a 233, de diferentes regiões do Estado. Saiba quem elas são:



Alan Rembem de Oliveira
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Alexandre Anes Prado
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Alisson Oliveira da Silva _

Allana Willers: 18 anos, estudante de Jornalismo na UFSM, natural de Ijuí.
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André Cadore Posser: 20 anos, aluno do curso de Engenheira Florestal na UFSM. Natural de Alegrete, era o filho do meio de uma família de três irmãos.
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Andressa Ferreira: 18 anos, estudante de Medicina Veterinária na UFSM, natural de Santa Rosa. Foi eleita Garota Verão de Santa Rosa em 2011 e deixou a cidade em 2012 para estudar em Santa Maria. Estava no terceiro semestre do curso.
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Andressa Thalita Farias Brissow
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Ângelo Nicoloso Aita:
24 anos, estudava Veterinária na UFSM. Família mora em Alegrete, onde tem propriedade rural. Ângelo pretendia terminar a faculdade para trabalhar nas terras da família.
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Ariel Nunes Andreatta
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Augusto Cesar Neves
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Augusto Malezan de Almeida Gomes
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Augusto Sergio Krauspenhar da Silva
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Bárbara Moraes Nunes
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Benhur Retzlaff
: 20 anos, natural de Santo Ângelo. Estava desde 2012 em Santa Maria estudando Engenharia Civil na UFSM.
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Bernardo Carlo Kobe
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Bibiana Berleze
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Bruna Brondani Pafhalia
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Bruna Eduarda Neu
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Bruna Graeff
(de branco): 20 anos, estudava Tecnologia em Alimentos na UFSM. A família mora em São José do Inhacorá. Bruna foi morar em Santa Maria no segundo semestre do ano passado.
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Bruno Kräulich:
28 anos, morava em Santa Maria onde fazia mestrado em Agronomia. É natural de Tuparendi.
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Camila Massulo Ramos
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Carlitos Chaves Soares
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Carlos Alexandre dos Santos Machado
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Carolina Simões Côrte Real:
18 anos, morava em Santa Maria com a mãe e cursava Tecnologia em Alimentos na UFSM.
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Cássio Garcez Biscaino _
Cecília Soares Vargas
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Clarissa Lima Teixeira
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Daniel Knabbem da Rosa
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Daniel Cechim
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Daniela Betega Ahmad
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Daniele Dias Mattos
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Danilo Brauner Jaques:
23 anos, músico, gaiteiro da banda Gurizada Fandangueira.
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Danriei Darin
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David Santiago de Souza
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Débora Chiappa Forner
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Deives Marques Gonçalves
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Diego Comim Silvéster
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Dionatha Kamphorst:
18 anos, nasceu em Santana do Livramento, mas morava em São Gabriel e teria ido para Santa Maria para participar da festa. Formou-se em 2011 na Escola Estadual de Ensino Médio XV de Novembro, em São Gabriel.
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Douglas da Silva Flores
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Dulce Raniele Gomes Machado
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Elizandro Oliveira Rolin
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Emerson Cardozo:
25 anos, era natural de Santa Maria e estudava na UFSM.
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Erika Sarturi Becker
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Evelin Costa Lopes
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Fábio José Cervinski _
Felipe Vieira _
Fernanda Fischer _
Fernando Michel Devagarins Parcianello
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Fernando Pellin
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Flávia Decarle Magalhães
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Flávia Maria Torres Lemos
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Franciele Araujo Vieira
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Franciele Soares Vargas
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Franciele Viziole
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Gabriela Corcine Sanchotene
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Gabriela dos Santos Saenger
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Geni Lourenço da Silva
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Giovane Krauchemberg Simões
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Greicy Pazzini Bairro
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Guilherme Pontes Gonçalves
: 19 anos, nascido em Cachoeira do Sul. Cursava Agronomia na UFSM e estava na festa acompanhado da namorada, Stefani Posser Simeoni. Era filho único.
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Guino Ramom Brites Burro
Gustavo Ferreira Soares
Heitor Santos Oliveira
Heitor Gonçalves: 19 anos, nascido em São Gabriel, era estudante de Administração da UFSM, primo de Octacílio Altíssimo Gonçalves, outra vítima da tragédia. O pai dele, Inocêncio Gonçalves, foi candidato a prefeito de São Gabriel.
Helio Trentin Junior
Henrique Nemitz Martins
Herbert Magalhães Charão
Hericson Ávila dos Santos
Igor Stefhan de Oliveira
Ilivelton Martins Koglin
Ivan Munchem
Jacob Thiele: 22 anos, estudava Veterinária na UFSM. Familiares moram em Santo Cristo.
Jaderson da Silva
Janaina Portella
João Aloisio Treulieb: faria aniversário no dia 29 e estudou Turismo no Centro Universitário Franciscano (Unifra).
João Carlos Barcellos: 23 anos, filho único. Estava trabalhando na portaria da Kiss, coordenando a entrega de comandas.
João Paulo Pozzobom
João Renato Chagas de Souza
José Luiz Weiss Neto
José Manoel Rosa da Cruz
Juciane Bonella, 22 anos, natural de São Marcos. Estudava Medicina Veterinária na UFSM.
Julia Cristofari Sául: 20 anos, estudante de Medicina da Unisc, natural de Jaguari. Sobrinha do prefeito de Jaguari, João Mário.
Juliana Moro Medeiros
Juliana Oliveira dos Santos
Juliana Sperone Lentz
Juliano de Almeida Farias
Kellen Pereira da Rosa
Kelli Anne Santos Azzolin
Larissa Terres Teixeira
Lauriane Salapata
Leandra Fernandes Toniolo
Leandro Avila Leivas
Leandro Nunes da Silva
Leonardo de Lima Machado
Leonardo Lemos Karsburg
Leonardo Machado de Lacerda, 28 anos, 1º tentente no 1º Regimento de Carros de Combate, em Santa Maria. Natural do Rio de Janeiro.
Leonardo Schoff Vendrúsculo
Letícia Ferraz da Cruz
Lincon Turcato Carabagiale
Louise Victoria Farias Brissow
Luana Behr Vianna
Lucas Fogiato
Lucas Teixeira, 21 anos, militar no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado em Santa Maria. Natural de Dirlemando de Aguiar.
Luciane Moraes Lopes
Luciano Ariel Silva da Silva
Luciano Tagliapetra Esperidião
Luiz Antonio Xisto
Luis Carlos Ludin de Oliveira
Luiz Eduardo Viegas Flores: 24 anos, oficial escrevente e estudante de Direito em Três Passos, natural de Santa Maria. Foi morar em Três Passos no ano passado, após passar em um concurso público. Estava em Santa Maria para visitar a família.
Luiz Felipe Balest Piovesan
Luiz Fernando Riva Donati: 18 anos, estudante de Agronomia na UFSM, natural de Palmeira das Missões. Filho único de uma família de produtores rurais, deixou a cidade natal para estudar em 2012.
Luiza Alves da Silva
Luiza Batistella Püttow, estudante. Natural de Tapera. Filha de Márcia e Betinho Püttow.
Maicon Afrolinario Cardoso
Maicon Douglas Moreira Iensen
Maicon Francisco Evaldt
Marcelo de Freitas Salla Filho: 20 anos, estudante de Direito, natural de Santa Maria, decidiu ir à festa com o irmão Pedro na última hora, depois de ganhar um passe para a área VIP.
Maria Mariana Rodrigues Ferreira
Mariana Comassetto do Canto
Mariana Moreira Macedo
Marilene Iensen Castro
Marina Kertermann Kalegari
Martins Francisco Mascarenhas de Souza Onofre
Marton Matana
Matheus de Lima Librelotto
Matheus Engers Rebolho: 18 anos, estudava Direito em Santo Ângelo, cidade em que nasceu. Planejava se mudar para Florianópolis (SC) neste ano. De férias, viajou a Santa Maria com amigos. Era o mais novo de três irmãos.
Matheus Pacheco Brondani
Maurício Loreto Jaime: 22 anos, cursava Zootecnia na UFSM. Ele era natural de Caçapava do Sul.
Melissa Bergemeier Correia
Melissa Dalforno: natural de São Gabriel, fazia Tecnologia em Alimentos na UFSM desde 2012. Idade não confirmada
Michele Dias de Campos
Micheli Froehlich Cardoso
Miguel May: 23 anos, era natural de Chapada e cursava Agronomia na UFSM.
Mirella Rosa da Cruz
Monica Andressa Glanzel
Murilo de Souza Barone Silveira
Murilo Fumaco: 23 anos, estudava Farmácia na UFSM, natural de São Francisco de Assis.
Natiele dos Santos Soares
Neiva Carina de Oliveira Marin
Odomar Gonzaga Noronha
Octacílio Altíssimo Gonçalves: 19, anos, nasceu em São Gabriel e faria aniversário no dia 5 de fevereiro. Era estudante de Zootecnia na UFSM.
Patrícia Pazzini Bairro
Pamela de Jesus Lopes
Paula Batistella Gatto: 19 anos, estudante de agronomia, natural de Tapera, filha de José Paulo e Simone Gatto.
Pedro de Oliveira Salla: 17 anos, estudante de Agronomia da UFSM, natural de Santa Maria, participou da organização da festa e acompanhava o irmão Marcelo.
Pedro Morgental Silva: 25 anos, natural de Santa Maria, formado em Administração, trabalhava em um laboratório de medicamentos.
Rafael de Oliveira Dorneles
Rafael Ferreira: 21 anos, natural de Belém, cursava o sexto semestre de Biologia na UFSM.
Rafael Quilião Oliveira
Raquel Daiane Fischer
Rhaissa Gross Cúria
Rhuan Scherer de Andrade
Ricardo Custódio
Ricardo Dariva
Ricardo Stefanello Piovesan, 18 anos, estava no segundo semestre do curso de Agronomia da UFSM. Era natural de Nova Palma.
Rodrigo Belling Hausen Bairros Costa
Roger Barcellos Farias
Roger Dallagnol: 24 anos, era natural de Paraí e trabalhava no município como vendedor. Estava em Santa Maria para visitar a namorada.
Rogério Cardoso Ivaniski
Rogério Floriano Cardoso
Rosabe Fernandes Rechermann
Ruan Pendeza Callegaro: 20 anos, estudante de Veterinária na UFSM, se formaria no final do ano. Único filho de pai contador e mãe professora.
Sabrina Soares Mendes
Sandra Leone Pacheco Ernesto
Shaiana Antolini: 22 anos, mora em Santa Maria, cursava Publicidade na Unifra e Artes Cênicas na UFSM. Cantora, fazia apresentações na cidade.
Silvio Beuren, 31 anos, era filho do dono de uma tradicional joalheria de Santa Maria, a Silvio Joalheiro. O rapaz havia estudado na Ulbra de Canoas e, atualmente, cuidava de uma fazenda da família em São Pedro do Sul.
Susiele Cassol: 20 anos, estudante de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Era natural de André da Rocha.
Tailan Rembem de Oliveira
Taís da Silva Scaplin de Freitas
Taíse Carolina Vinas Silveira
Tanise Lopes Cielo
Thailan de Oliveira
Thanise Correa Garcia
Thiago Amaro Cechinatto
Tiago Dovigi Cegabinaze
Uberafara Soares Bastos Junior
Vagner Rolin Marastega
Vandelcork Marques Lara Junior
Victor Macagnan: 21 anos, natural de Cruz Alta, estudante de Agronomia na UFSM, vivia em Santa Maria havia um ano.
Vinicius Greff: 24 anos, estudante do curso de Zootecnia da UFSM. Natural de Tupanciretã.
Vinícius Marconato Uggeri: 23 anos, natural de Santo Ângelo. Cursava o último ano de Direito na URI, na cidade do Noroeste. Estava em férias com a família, onde moram as duas irmãs. Era o caçula entre os irmãos.
Vinicios Paglnossim de Moraes
Vinicius Silveira Marques de Mello
Vinissios Montardo Rosado
Vitória Dacorso Saccol
Viviane Tólio Soares
Wicton Schmitz: 21 anos, morador de São Borja. Cursava Direito na URI, em Santiago. Estava a passeio em Santa Maria.


A tragédia
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelcimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos útimos 50 anos no Brasil.

Veja onde aconteceu

Imagem: Arte ZH

A boate
Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade da Região Central, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com o comando da Brigada Militar, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.

Clique na imagem abaixo para ver a boate antes e depois do incêndio
A festa
Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.




ZERO HORA

Serrana escapa das chamas com ajuda de amigos

Serrana escapa das chamas com ajuda de amigos
Santa Maria, 28/01/2013, Correio Lageano


A joaquinense e moradora de Lages, Patrícia Fukushima de Souza, de 22 anos, está passando uma temporada em Santa Maria (RS). Na companhia de uma turma de amigos, ela se divertia na boate Kiss, localizada no coração da cidade, quando começou o incêndio. Em meio ao tumulto, Patrícia e os amigos conseguiram sair rapidamente do local, ajudando-se uns aos outros a escapar das chamas. Outros 232 jovens, a maioria universitários, não tiveram a mesma sorte e morreu sufocada pela fumaça ou pisoteada por outros que tentavam escapar da morte.


No final da tarde deste domingo (27), havia 117 pessoas em hospitais de Santa Maria e da região central do Rio Grande do Sul. Patrícia Fukushima de Souza está na cidade gaúcha para incrementar o currículo, realizando estágio de 30 dias no laboratório de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, conforme informou a sua mãe Margarete Fukushima.


Segundo Margarete, foi Patrícia quem lhe informou da tragédia na madrugada de domingo por um telefonema. Ainda impactada pelas imagens de horror que presenciou, Patrícia relatou à mãe o que aconteceu na festa universitária promovida pelos cursos de Veterinária e Agronomia da UFSM. “A Patrícia disse que sentiu o cheiro da fumaça e saiu com os amigos imediatamente. Eles viram que alguma coisa estava errada”, relata.


Mesmo depois do telefonema, Margarete conta que começou a ficar realmente assustada após assistir pela televisão a cobertura do incêndio, quando só então entendeu a gravidade do acontecimento. “Quando a notícia se espalhou, pessoas da família e amigos que sabiam que ela estava em Santa Maria também começaram a telefonar para saber se ela está bem”, relata.


A mãe da estudante, tranquilizando a todos, contou que a jovem não sofreu ferimentos. Ela acredita que depois do incidente, a filha deve voltar para Lages, onde mora.


A estudante contou à mãe que ela e os amigos estavam perto da porta e foram os primeiros a sair da casa noturna. Patrícia têm uma filha de três anos, que vive com a avó. O Correio Lageano ligou para a jovem ontem, mas amigos que atenderam disseram que ela estava bem de saúde, porém abalada.


Atuação de seguranças durante o tumulto será investigada


A presidente Dilma Rousseff esteve no ginásio de esportes de Santa Maria, onde se encontrou com parentes das vítimas. Ela estava acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante; da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).


Dos mortos no incêndio que atingiu a boate Kiss na madrugada deste domingo, eram 120 homens e 112 mulheres.


Embora não tenham mais corpos no interior da boate queimada, a quantidade de vítimas pode aumentar devido à evolução dos atendimentos médicos nos hospitais regionais.


Um dos pontos a serem investigados será a atuação dos seguranças da boate. A jovem Luciane Louzeiro declarou que, ao perceberem o tumulto, os seguranças impediram que as pessoas saíssem do local, pois imaginaram que se tratava de briga e que os jovens queriam sair sem pagar o valor na comanda. Já a estudante Bruna Capone, que também estava lá, declarou que saiu da boate sem ser impedida por seguranças.


Santa Catarina envia helicóptero para auxiliar no transporte 


O Governo de Santa Catarina enviou um helicóptero para auxiliar na remoção e transporte das vítimas que sobreviveram à tragédia ocorrida na madrugada de domingo em Santa Maria. 


A aeronave do convênio é equipada para remoção de pacientes graves. Conforme solicitação do Comitê de Crise da Prefeitura de Santa Maria, o helicóptero foi sem equipe médica porque havia profissionais capacitados na região.


O governador Raimundo Colombo ligou para seu colega gaúcho, Tarso Genro, na manhã de ontem, para prestar solidariedade. Ele colocou a estrutura do Estado à disposição da comunidade que sempre auxiliou Santa Catarina nos momentos de tragédia aqui, especialmente enchentes.


“É o tipo de tragédia que ninguém imagina que possa acontecer. Nossa preocupação agora é atender as famílias, e depois vemos outras coisas [apuração sobre as causas e responsáveis pelo acidente]”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), integrante da comitiva da presidente Dilma.


Joaquinense desistiu de ir à festa por causa de plantão


Débora Pereira Nunes, natural de São Joaquim, mora em Santa Maria, onde estuda Veterinária da UFSM. Um plantão de estágio pode ter salvado a vida desta catarinense.


Ela relata com sofrimento a tragédia na boate Kiss, lembrando que perdeu muitos colegas. “Não é fácil tu veres teus amigos te chamarem pra balada, eles irem e não voltarem”, comentou ontem.


Débora explica que havia se programado para ir à festa, mas desistiu por estar de plantão no estágio, onde trabalha no setor de equinos do Hospital Veterinário Universitário.
Ela diz que está muito abalada e aguarda notícias, já que as vítimas estão espalhadas pelos hospitais da região, algumas sem identificação até a noite de ontem. Os familiares buscam por informações nesses locais. “Estou esperando reconhecerem os corpos dos meus outros amigos desaparecidos”, relata.


Débora conta que ficou sabendo da tragédia por meio de amigos e de parentes que ligaram perguntando se ela estava bem. Ela explica que conhecidos que estavam na boate relatam que, assim que perceberam a  fumaça, procuraram sair imediatamente do local. “Disseram que foi muito rápido, que uma fumaça preta se espalhou no local”, conta.
A estudante reuniu os amigos em sua casa e todos aguardam notícias. Ela descreve a cidade como vivendo um ambiente caótico, com sirenes tocando a todo momento e que a tristeza é visível no rosto de todos. Além disso, todos os postos de saúde pedem por doações de sangue. “É uma solidariedade de todos e uma busca de notícias de quem a gente procura”, completa.


Outros acidentes em boates


Dia 30 de dezembro de 2004: Incêndio mata 194 pessoas e deixa cerca de 1.400 feridos na discoteca República Cromañón, em Buenos Aires, na Argentina. O incêndio começou com o uso de fogos de artifício pela banda de rock que se apresentava no local - lotado. A tragédia levou à derrocada do prefeito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra, após um julgamento político, em 2005.


Dezembro de 2002: Na Venezuela, um incêndio mata cerca de 50 pessoas no clube La Goajira, na capital, Caracas. A boate estava lotada no momento do incêndio.
Julho de 2002: Incêndio mata 28 pessoas na discoteca Utopía, do centro comercial Jockey Plaza, em Lima.


No México, mais de 20 pessoas morreram em outubro de 2000 na discoteca Lobohombo - que não tinha saídas suficientes.


Dia 20 de dezembro de 1993: Incêndio na discoteca Kheyvis, localizada no bairro de Olivos, em Buenos Aires, mata 17 jovens.


Em Quito, no Equador, 13 pessoas morreram em abril de 2008 na discoteca Factory.


Em novembro de 2001, fogos de artifício disparados durante um show de samba provocaram um incêndio que matou 6 pessoas na sala Caneco Mineiro, na cidade de Belo Horizonte - que não tinha saídas de emergência adequadas. Centenas de pessoas ficaram feridas.


No dia 31 de outubro de 2012, três jovens morreram e outras duas ficaram feridas gravemente numa festa de Halloween em Madri, Espanha. As vítimas tinham entre 18 e 25 anos. O incidente ocorreu no ginásio Madri Arena, no oeste da capital espanhola.


Em fevereiro de 2003, cem pessoas morreram em um incêndio em uma boate de Rhode Island, nos EUA, também causado por fogos de artifício.


Na China, mais de 300 pessoas morreram em uma sala de Luoyang, em 2000. Na cidade de Fuxin, um incêndio matou mais de 200 em 1994.


Em 2008, um incêndio matou 43 e feriu 88 em uma discoteca na cidade de Shenzhen, no Sul da China.



Fotos: Deivid Dutra, A Razã, Facebook, Roberto Stuckert/ Agência Brasil e Divulgação