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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Joaquinense Ana Paula Ribeiro vence mais um concurso de beleza - "Bela da Praia"

A beldade joaquinense - que já foi Garota Guaraná Anctarctica Nacional - capa de várias revistas locais e nacionais - modelo profissional e professora de educação física - abocanhou mais um cobiçado título de beleza. 
Venceu há poucos dias o concorrido concurso "Bela da Praia". A final aconteceu em Balneário Camboriú. E entre as 12 finalistas, Ana Paula ficou em primeiro lugar. Agora ela irá para Fernando de Noronha, junto com outras belas, para fazer um calendário anual. 
Vejam o que ela escreveu em seu Facebook, onde publicou algumas das fotos que estampam esta postagem:
"Quero agradecer a todos que de alguma forma torceram por mim no dia do concurso. Foram 12 vencedoras,  as quais faremos um calendário anual em Fernando de Noronha, estou muito feliz em poder ter concorrido entre tantas meninas maravilhosas e ter conseguido ficar na posição de Primeiro Lugar. Obrigada a Agencia Jobs, aos jurados e aos patrocinadores (Polishop, Bioemotion, Body action Suplementos, Hotel Infinity Blue , Shed Bar ) e agradecer também pelos seus presentes e por ter organizado um excelente trabalho neste concurso."
Loreno Siega - Revista Visão - Fotos:  Divulgação Facebook público da modelo

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Catarinense descreve os passos para a vida

Catarinense descreve os passos para a vida
Serra Catarinense, 29/01/2013, Correio Lageano, por Joana Costa


Patrícia de Souza Fukushima, de São Joaquim, detalha os momentos de desespero durante o incêndio na boate gaúcha e como saiu do local




Das pontentes caixas de som da boate Kiss, em Santa Maria (RS), a música gaúcha embalava 1.500 jovens, a maioria universitários. Patrícia Fukushima de Souza, de São Joaquim, que estuda em Engenharia Florestal na Udesc, em Lages, e faz estágio no RS, dançava com três amigos.



Estavam perto da única porta e decidiram se aproximar do palco. Ainda estavam a caminho quando o grupo percebeu o empurra-empurra provocado pelo começo do incêndio. Eram apenas 30 metros para percorrer, mas foi o trajeto mais difícil da vida dela. Na segunda-feira (28), ainda abalada pela tragédia que matou 231 pessoas, Patrícia detalhou ao Correio Lageano os momentos decisivos que lhe salvaram a vida.




Sábado à noite Patrícia Fukushima, de 22 anos, se produziu, vestiu um short branco, camiseta verde, salto e caprichou na maquiagem. Era para ser apenas um momento de diversão e boas risadas com o grupo de amigos.



Ela relata que estava aproveitando a festa. “Uns dez minutos antes de tudo acontecer a gente pensou em ir para a frente, para ficar mais ou menos no centro da boate”. Patrícia lembra que começou o empurra-empurra, e ela e os amigos o atribuíram a uma possível briga. Instintivamente, o grupo se voltou para a porta de saída da boate. “Depois é que eu ouvi o pessoal gritando fogo, o corre-corre e a fumaça vindo. Não vi o fogo, só a fumaça preta e o pessoal indo em direção a porta, e a gente foi indo também.”




Nesse instante, a confusão se generalizou. A jovem joaquinense estava na companhia de uma garota e dois rapazes. A outra jovem conseguiu sair na frente e os rapazes ajudaram Patrícia a manter o equilíbrio, segurando-a pelo braço. “Comecei a ficar nervosa com tudo aquilo acontecendo, aquele tumulto”, lembra. Ela passou a se sentir mal e pediu ajuda aos amigos. “Tinha muita fumaça vindo, pessoas caídas pelo chão, elas devem ter tropeçado e a gente caiu por cima delas”.




No desespero, todos se levantavam rapidamente e continuaram a caminhada em direção à porta. “Uma guria me puxou pelo braço e a gente saiu”, relata, lembrando que esses foram os dez minutos mais longos e nebulosos de sua vida. Em meio à fumaça e aos gritos de desespero, todos tentavam deixar a Kiss já em chamas.



O horror do lado de fora


Do lado de fora, as cenas eram de terror. Desnorteada, Patrícia Fukushima de Souza conseguiu chegar à rua, onde ambulâncias, bombeiros e pessoas tentavam ajudar os que ainda não tinham saído. Um garoto retornou para o interior da boate na tentativa de resgatar um conhecido, mas não voltou. “Havia corpos no chão, foi horrível”.



Golpeada pela fumaça tóxica e pelas cenas de horror, Patrícia caminhou pela rua, assistindo à movimentação de outras pessoas que conseguiram escapar. Outra jovem foi deixada ao lado de Patrícia.



“Estava queimada, com a pele saindo, o braço vermelho, toda suja de fuligem. Não conseguia falar, caída no chão e com dificuldade para respirar”, descreve a catarinense, recordando que a garota pedia que água fosse jogada em seus ferimentos e que fossem retiradas as pulseiras de seus braços. “Eu não sabia o que fazer. Logo chegaram os amigos dela, colocaram-na num carro e a levaram para o hospital.”



Até então, Patrícia não tinha noção da tragédia. Ela passou em frente à boate minutos mais tarde. “Essa foi a pior parte, porque tinha um monte de gente caída no chão. Foi muito ruim”, conta.



No cenário de terror, o vai e vem de macas, pessoas passando com os corpos que eram deixados no estacionamento, aguardando os caminhões que iriam recolhê-los. “Só queria sair dali, tinha pessoas que haviam tirado a blusa para cobrir o rosto. Os corpos que eles retiravam estavam com as roupas rasgadas, todos pretos por causa da fumaça”, completa.



Professor da Udesc diz que cidade mudou


A cidade universitária, que costuma promover festas, normalmente frequentada por estudantes da UFSM, vive profunda consternação. Durante todo o dia de ontem, cortejos fúnebres cruzavam as ruas em direção aos cemitérios. A todo momento, os moradores descobrem que tinham mais um amigo, colega, vizinho ou conhecido entre as vítimas do incêndio.



Fabricio Mozzaquatro é professor da Udesc em Lages há um ano e meio. Ele nasceu em Santa Maria e estudou de 1996 a 2008 na UFSM. O docente conta que estava na cidade em visita à família no último fim de semana e descreve ao Correio Lageano o dia seguinte à tragédia.



Segundo Mozzaquatro, a consternação é grande. “A comoção é generalizada, a gente cruza com cortejos fúnebre a todo o momento”, relata, lembrando que todos os santa-marienses têm algum conhecido vítima da tragédia e compartilham da mesma dor. “A gente vai recebendo notícias de amigos e cada vez se apavora mais”, comenta.



O professor relata que cemitérios e o necrotério ficaram todo o dia repletos de pessoas sepultando seus entes ou buscando informações. “Eram bons alunos e suas vidas foram ceifadas de uma maneira muito bruta”, lamenta, lembrando que a maioria das vítimas eram alunos da UFSM.



De acordo com o professor, a sensação se refletem em todo o Rio Grande do Sul, pois grande parte dos jovens mortos na tragédia era proveniente de outras cidades. Ele conta que passou o fim de semana com a família em uma propriedade rural e tinha planos de retornar à Lages no domingo, mas adiou a volta devido à tragédia.



Polícia prende envolvidos no incêndio na boate Kiss



Três pessoas envolvidas no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, foram presas otnem em caráter temporário. A informação foi confirmada pelo delegado da 1ª Delegacia de Polícia do município, Marcos Viana.



Segundo o delegado, os pedidos de prisão temporária de cinco dias foram decretados em razão de boatos de que eles poderiam deixar a cidade sem prestar depoimentos à polícia.



“Em razão disso, concluímos pela necessidade de pedir a prisão temporária, já que acreditamos que os depoimentos deles são necessários para nos ajudar a esclarecer o episódio”, declarou o delegado.



O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ficou abalado com o incêndio na boate Kiss. Em uma nota, o porta voz da ONU descreveu que Ban Ki-monn “ficou especialmente comovido com a notícia do grande número de jovens, incluindo estudantes universitários, que, segundo relatos, faleceram como resultado do fogo”.



As autoridades estaduais confirmaram que, dos 231  mortos, 101 eram alunos da Universidade Federal de Santa Maria. O incêndio é apontado por especialistas como o segundo mais faltal da história do Brasil. A pior tragédia ocorreu em 1961 no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói (RJ), com 503 mortos.




Foto: Agência Brasil/Divulgação

domingo, 27 de janeiro de 2013

Serrana escapa das chamas com ajuda de amigos

Serrana escapa das chamas com ajuda de amigos
Santa Maria, 28/01/2013, Correio Lageano


A joaquinense e moradora de Lages, Patrícia Fukushima de Souza, de 22 anos, está passando uma temporada em Santa Maria (RS). Na companhia de uma turma de amigos, ela se divertia na boate Kiss, localizada no coração da cidade, quando começou o incêndio. Em meio ao tumulto, Patrícia e os amigos conseguiram sair rapidamente do local, ajudando-se uns aos outros a escapar das chamas. Outros 232 jovens, a maioria universitários, não tiveram a mesma sorte e morreu sufocada pela fumaça ou pisoteada por outros que tentavam escapar da morte.


No final da tarde deste domingo (27), havia 117 pessoas em hospitais de Santa Maria e da região central do Rio Grande do Sul. Patrícia Fukushima de Souza está na cidade gaúcha para incrementar o currículo, realizando estágio de 30 dias no laboratório de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, conforme informou a sua mãe Margarete Fukushima.


Segundo Margarete, foi Patrícia quem lhe informou da tragédia na madrugada de domingo por um telefonema. Ainda impactada pelas imagens de horror que presenciou, Patrícia relatou à mãe o que aconteceu na festa universitária promovida pelos cursos de Veterinária e Agronomia da UFSM. “A Patrícia disse que sentiu o cheiro da fumaça e saiu com os amigos imediatamente. Eles viram que alguma coisa estava errada”, relata.


Mesmo depois do telefonema, Margarete conta que começou a ficar realmente assustada após assistir pela televisão a cobertura do incêndio, quando só então entendeu a gravidade do acontecimento. “Quando a notícia se espalhou, pessoas da família e amigos que sabiam que ela estava em Santa Maria também começaram a telefonar para saber se ela está bem”, relata.


A mãe da estudante, tranquilizando a todos, contou que a jovem não sofreu ferimentos. Ela acredita que depois do incidente, a filha deve voltar para Lages, onde mora.


A estudante contou à mãe que ela e os amigos estavam perto da porta e foram os primeiros a sair da casa noturna. Patrícia têm uma filha de três anos, que vive com a avó. O Correio Lageano ligou para a jovem ontem, mas amigos que atenderam disseram que ela estava bem de saúde, porém abalada.


Atuação de seguranças durante o tumulto será investigada


A presidente Dilma Rousseff esteve no ginásio de esportes de Santa Maria, onde se encontrou com parentes das vítimas. Ela estava acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante; da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).


Dos mortos no incêndio que atingiu a boate Kiss na madrugada deste domingo, eram 120 homens e 112 mulheres.


Embora não tenham mais corpos no interior da boate queimada, a quantidade de vítimas pode aumentar devido à evolução dos atendimentos médicos nos hospitais regionais.


Um dos pontos a serem investigados será a atuação dos seguranças da boate. A jovem Luciane Louzeiro declarou que, ao perceberem o tumulto, os seguranças impediram que as pessoas saíssem do local, pois imaginaram que se tratava de briga e que os jovens queriam sair sem pagar o valor na comanda. Já a estudante Bruna Capone, que também estava lá, declarou que saiu da boate sem ser impedida por seguranças.


Santa Catarina envia helicóptero para auxiliar no transporte 


O Governo de Santa Catarina enviou um helicóptero para auxiliar na remoção e transporte das vítimas que sobreviveram à tragédia ocorrida na madrugada de domingo em Santa Maria. 


A aeronave do convênio é equipada para remoção de pacientes graves. Conforme solicitação do Comitê de Crise da Prefeitura de Santa Maria, o helicóptero foi sem equipe médica porque havia profissionais capacitados na região.


O governador Raimundo Colombo ligou para seu colega gaúcho, Tarso Genro, na manhã de ontem, para prestar solidariedade. Ele colocou a estrutura do Estado à disposição da comunidade que sempre auxiliou Santa Catarina nos momentos de tragédia aqui, especialmente enchentes.


“É o tipo de tragédia que ninguém imagina que possa acontecer. Nossa preocupação agora é atender as famílias, e depois vemos outras coisas [apuração sobre as causas e responsáveis pelo acidente]”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), integrante da comitiva da presidente Dilma.


Joaquinense desistiu de ir à festa por causa de plantão


Débora Pereira Nunes, natural de São Joaquim, mora em Santa Maria, onde estuda Veterinária da UFSM. Um plantão de estágio pode ter salvado a vida desta catarinense.


Ela relata com sofrimento a tragédia na boate Kiss, lembrando que perdeu muitos colegas. “Não é fácil tu veres teus amigos te chamarem pra balada, eles irem e não voltarem”, comentou ontem.


Débora explica que havia se programado para ir à festa, mas desistiu por estar de plantão no estágio, onde trabalha no setor de equinos do Hospital Veterinário Universitário.
Ela diz que está muito abalada e aguarda notícias, já que as vítimas estão espalhadas pelos hospitais da região, algumas sem identificação até a noite de ontem. Os familiares buscam por informações nesses locais. “Estou esperando reconhecerem os corpos dos meus outros amigos desaparecidos”, relata.


Débora conta que ficou sabendo da tragédia por meio de amigos e de parentes que ligaram perguntando se ela estava bem. Ela explica que conhecidos que estavam na boate relatam que, assim que perceberam a  fumaça, procuraram sair imediatamente do local. “Disseram que foi muito rápido, que uma fumaça preta se espalhou no local”, conta.
A estudante reuniu os amigos em sua casa e todos aguardam notícias. Ela descreve a cidade como vivendo um ambiente caótico, com sirenes tocando a todo momento e que a tristeza é visível no rosto de todos. Além disso, todos os postos de saúde pedem por doações de sangue. “É uma solidariedade de todos e uma busca de notícias de quem a gente procura”, completa.


Outros acidentes em boates


Dia 30 de dezembro de 2004: Incêndio mata 194 pessoas e deixa cerca de 1.400 feridos na discoteca República Cromañón, em Buenos Aires, na Argentina. O incêndio começou com o uso de fogos de artifício pela banda de rock que se apresentava no local - lotado. A tragédia levou à derrocada do prefeito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra, após um julgamento político, em 2005.


Dezembro de 2002: Na Venezuela, um incêndio mata cerca de 50 pessoas no clube La Goajira, na capital, Caracas. A boate estava lotada no momento do incêndio.
Julho de 2002: Incêndio mata 28 pessoas na discoteca Utopía, do centro comercial Jockey Plaza, em Lima.


No México, mais de 20 pessoas morreram em outubro de 2000 na discoteca Lobohombo - que não tinha saídas suficientes.


Dia 20 de dezembro de 1993: Incêndio na discoteca Kheyvis, localizada no bairro de Olivos, em Buenos Aires, mata 17 jovens.


Em Quito, no Equador, 13 pessoas morreram em abril de 2008 na discoteca Factory.


Em novembro de 2001, fogos de artifício disparados durante um show de samba provocaram um incêndio que matou 6 pessoas na sala Caneco Mineiro, na cidade de Belo Horizonte - que não tinha saídas de emergência adequadas. Centenas de pessoas ficaram feridas.


No dia 31 de outubro de 2012, três jovens morreram e outras duas ficaram feridas gravemente numa festa de Halloween em Madri, Espanha. As vítimas tinham entre 18 e 25 anos. O incidente ocorreu no ginásio Madri Arena, no oeste da capital espanhola.


Em fevereiro de 2003, cem pessoas morreram em um incêndio em uma boate de Rhode Island, nos EUA, também causado por fogos de artifício.


Na China, mais de 300 pessoas morreram em uma sala de Luoyang, em 2000. Na cidade de Fuxin, um incêndio matou mais de 200 em 1994.


Em 2008, um incêndio matou 43 e feriu 88 em uma discoteca na cidade de Shenzhen, no Sul da China.



Fotos: Deivid Dutra, A Razã, Facebook, Roberto Stuckert/ Agência Brasil e Divulgação