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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Identificada a vítima de atropelamento na SC-114, em Otacílio Costa

Identificada a vítima de atropelamento na SC-114, em Otacílio Costa
Lages, 18/07/2013, CLMais



Por volta das 15h30min desta quarta-feira (16), foi identificado o homem atropelado na noite desta terça-feira (15), na SC-114, antiga SC-425, em Otacílio Costa.



Depois de 24 horas, Alaide Silva de Jesus procurou o Instituto Geral de Perícias (IGP), em Lages, onde reconheceu o corpo do irmão, Nilton Rogério Rodrigues de Jesus, de 38 anos, morador de Otacílio Costa.



O corpo foi liberado às 16h30min para os familiares. 



Foto: Divulgação/ Ilustrativa

domingo, 19 de maio de 2013

Morte de jovem aumenta para 242 número de vítimas de incêndio na boate Kiss


Morte de jovem aumenta para 242 número de vítimas de incêndio na boate Kiss
Porto Alegre, 19/05/2013, (EFE)


A estudante Mariane Wallau Vielmo, de 25 anos, faleceu neste domingo (19) por causa das queimaduras sofridas no incêndio na boate Kiss, ocorrido em janeiro em Santa Maria (RS), e com isso o número de mortos na tragédia subiu para 242.


A jovem, que estudava Sistemas de Informação, estava internada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, informou a Secretaria Municipal de Saúde.


Outras três jovens continuam internadas em hospitais da capital gaúcha devido ao incêndio, que aconteceu durante uma festa universitária no dia 27 de janeiro.


O Ministério Público acusou quatro pessoas por homicídio em primeiro grau, entre eles dois proprietários da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, o cantor Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Augusto Bonilha Leão, e todos eles estão em prisão preventiva.


O incêndio começou devido ao uso de um sinalizador por parte da banda Gurizada Fandangueira. Em contato com o isolamento acústico do teto, o fogo do artefato deu origem a um gás tóxico que causou a maioria das mortes, segundo a polícia.



Foto: EFE/Divulgação

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Campanha para ajudar mulher agredida


Campanha para ajudar mulher agredida
Lages, 16/05/2013, Correio Lageano


Júlia Velasque foi atacada com uma machadinha pelo seu marido. Ela se recupera e quer que a sua história sirva de exemplo



Servir como exemplo para outra mulheres é o desejo de Júlia Grasiele Velasque, de 21 anos. Ela teve todos os dentes e ossos da face quebrados com uma machadinha. A agressão foi cometida pelo marido Paulo Cesar Antonello dos Santos. Agora ela quer incentivar outras vítimas de violência doméstica a não ficarem caladas. Amigos promovem campanhas para ajudar a jovem.



Ela viveu por seis anos ao lado de seu agressor e conta que esta não foi a primeira vez que sofreu violência física ou psicológica. Por isso, alerta outras vítimas a não se calarem diante dos primeiras atitudes agressivas de seus companheiros. “Na primeira agressão tome providências para não acontecer o que aconteceu comigo, procure a polícia”, declara.



Depois da agressão, Júlia passou por cirurgia e se recupera no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. A previsão é que ela receba alta no final da semana. Apoiada pela família e amigos, luta para retomar a vida. “Eu estou bem, vou me recuperar, sair daqui, vou viver bem melhor do que vivia com ele”, acrescenta.



Para a vítima, foi preciso que o pior acontecesse para conseguir se afastar do agressor. “Não estou sozinha, quando eu estava com ele não tinha amigos, não conversava com ninguém, era só dentro de casa, agora esse quarto de hospital não fica vazio”, diz.




Desde que foi agredida, ela não encontrou os seus dois filhos, um menino de um ano e dois meses, e uma menina de cinco anos. A saudade é dura e, para amenizar, mantém ao lado de seu leito no hospital as fotos dos dois. “Os meus filhos não estão sozinhos e tenho certeza que a hora que eu sair daqui, mesmo machucada, vou estar bem mais feliz”.



A mãe de Júlia, Artele Aparecida Piex, é quem está cuidando dos netos. Ela conta que a mais velha, que presenciou a agressão, fala frequentemente sobre o que viu. “Ela diz que estava sentada no sofá e viu o pai acertar a mãe com uma machadinha”, relata. Segundo Artele a menina não consegue esquecer a imagem e não perdoa o pai.



O que diz a vítima depois da agressão?

  •  "Na primeira agressão tome providência para não acontecer o que aconteceu comigo, procure a polícia”


  • " Eu estou bem, eu vou me recuperar, sair daqui, vou viver bem melhor do que vivia com ele”


  •  "Quando eu estava com ele não tinha amigos, eu não conversava com ninguém, era só dentro de casa, agora graças a Deus esse quarto de hospital não para vazio, não tem hora para ter visita”


  • "A hora que eu sair daqui, mesmo machucada eu vou estar bem mais feliz do que quando eu vivia com ele”



Mobilização de amigos procura ajudar a vítima



A instrutora do curso de cabeleireira no Caic Irmã Dulce, onde Júlia estudava, Mayra Ferreira, informa que os amigos, colegas e professores da jovem estão promovendo uma campanha para arrecadar fundos e donativos. O objetivo é ajudar Júlia a reconstruir a sua vida.



Mayra lembra que a sua aluna terá que reconstituir a arcada dentária e está desempregada. Os colegas querem promover uma rifa.  “A gente precisa de doações, de alguém que se comova com a história dela, com a doação de uma televisão, ou um computador, alguma coisa que a gente possa rifar”, explica Mayra. Além disso, roupas e donativos também estão sendo recebidos.


A professora acredita que Júlia é um exemplo de vida e coragem, por aceitar falar publicamente sobre o que aconteceu e lutar para que casos como o dela não voltem a se repetir. O desejo é que o caso não caia no esquecimento. “A gente resolveu não deixar isso adormecer, porque o que ela passou mão tem explicação”.


Júlia também precisou de transfusão de sangue durante o seu tratamento. Por isso os amigos pedem que doações sejam feitas no Hemosc em nome de Júlia Grasiele Velasque.


Ajuda para Julia


  • O que precisa: Doação sangue, roupas, donativos ou itens como uma televisão ou computador, que poderão ser rifados.

  • Objetivo: arrecadar fundos para ajudar no tratamento de Júlia

  • Como doar: a ajuda está sendo recebida pela turma do curso de cabelereiros, no Caic Irmã Dulce, no bairro Guarujá

  • Informações pelos telefones: 9900-4609, 9111-1502 ou pelo e-mail mayraferreira12@hotmail.com





Foto: Joana Costa