sábado, 16 de fevereiro de 2013

Três casas noturnas estão interditadas

Lages, 16 e 17/02/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



Corpo de Bombeiros fechou os estabelecimentos de Lages por não oferecerem a segurança necessária para seus clientes



Depois da morte de 239 pessoas no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, a fiscalização nas casas noturnas do Brasil foi intensificada. Em Lages, foram fechados, nesta semana, pelo Corpo de Bombeiros, três locais: Rancho Serrano, Bali Gode e Bailinho da Angélica.



E a fiscalização continuará durante os próximos dias O aspirante Borges, do Corpo de Bombeiros, afirma que os três locais foram interditados porque estão irregulares.
Os proprietários do Rancho Serrano, Claúdio Bianchini, e do Bailinho da Angélica, Luiz Nazareno Schuch, reclamam que não foi dado prazo para eles se adequarem.



O Correio Lageano entrou em contato com o Bali Gode, mas não obteve retorno.
Borges ressalta que não é possível dar prazo para um lugar se adequar se ele está irregular. “Faltam três locais para vistoriarmos. Por enquanto, esses três que foram interditados são os piores, mas há outros com problema de manutenção de extintores e luzes de emergência”, afirma o aspirante.



No Rancho Serrano, o proprietário precisou criar duas portas de emergência, já que possuía somente uma entrada e saída. O local tem capacidade para 900 pessoas.
Ele também trocou e aumentou a quantidade de extintores e trocou as baterias das luzes de emergência. “Há lugares piores em Lages que estão funcionando. A única coisa pendente é o laudo de prevenção de incêndio, que está sendo feito por um engenheiro”, ressalta.



Bianchini estima um prejuízo de mais de R$ 15 mil por semana, devido ao fechamento do local. “Fora as 20 famílias que têm como sustento o trabalho daqui e os estabelecimentos da rua que tem o movimento aumentado e terão prejuízo”, lamenta.




No Bailinho da Angélica, que funciona no bairro Universitário, o proprietário precisa aumentar a saída de emergência existente e criar outra na lateral do estabelecimento.
Schuch também terá que aumentar a quantidade de extintores. Ele reclama de não ter tido um prazo para se adequar e afirma que deve  haver outros locais em Lages com problemas.

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