sábado, 16 de fevereiro de 2013

Uma placa em homenagem ao centenário de Malinverni Filho

Uma placa em homenagem ao centenário de Malinverni Filho
Lages, 16 e 17/02/2013, Correio Lageano




Uma placa. Esta é o homenagem que Lages deu para o centenário daquele que foi seu maior artista: Agostinho Malinverni Filho. O superintendente municipal de cultura, Maurício Neves de Jesus, diz que a placa entregue é apenas um resgate de uma dívida que a cidade tem com o pintor e escultor morto há 42 anos, um mês e um dia.



Depois de uma breve apresentação do museu, Maria do Carmo Lange Malinverni, viúva do artista, recebeu a homenagem póstuma das mãos do vice-prefeito Toni Duarte (PPS). Não houve café, celebração e apenas três veículos de imprensa acompanharam a cerimônia, além dos filhos do artista. “Infelizmente, ele nunca recebeu uma homenagem em vida”, disse, embargada, a idealizadora do museu.



Maurício rebateu e novamente pediu desculpas pela cidade que jamais reconheceu o artista e disse que, onde ele estivesse, estaria se sentindo agradecido. O superintendente, primeiro a visitar o museu em 25 anos, aproveitou para mostrar a programação do centenário de Malinverni Filho



Também disse que foi entregue um projeto para captação de recursos a fim de revitalizar o museu, que tem problemas de infiltração e estrutura que acabam comprometendo as obras. “Vamos mandar projetos para mais de um edital, inclusive pela Lei Rouanet, para a revitalização”, disse Maurício.



Ele lembrou de uma peça teatral, escrita por Neto Arruda, que foi encenada no museu durante a década de 90 relembrando a trajetória do artista. Tal espetáculo será reencenado durante o centenário de Malinverni Filho.



O Museu Malinverni Filho será o símbolo de um projeto da prefeitura que visa recuperar o patrimônio histórico municipal, que, nas palavras de Maurício, “está esquecido”.
O Museu talvez seja uma dos símbolos, já que várias atividades não poderão ser realizadas no local, dada as condições precárias da estrutura. Telas como a Rua Taylor, que resultou no primeiro prêmio ao artista, estão rachando por conta da estrutura em que se encontram.



A professora de artes plásticas da Udesc Rosângela Cherem explica que o esquecimento de grandes artistas não é exclusividade de Malinverni Filho. “O descaso está mais para a regra e um olhar atento e empenhado em lidar com as limitações é a exceção”.



Para Maria do Carmo Lange Malinverni, fica a placa e a esperança de melhores tratos com a memória de seu esposo, com quem completaria 65 anos de casamento no dia de ontem.



Foto: Thomas Michel

Nenhum comentário: