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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vacine seu filho e diga não à paralisia

Vacine seu filho e diga não à paralisia
Lages, 08 e 09/06/2013, Correio Lageano




Devem ser imunizadas, nos postos de saúde e nos volantes, as crianças entre seis meses e cinco anos incompletos.



Começa neste sábado a Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil. A Secretaria de Estado da Saúde estima que 382 mil catarinenses precisam ser vacinados. São crianças  entre seis meses e cinco anos incompletos.




A vacina estará disponível nos postos de saúde dos 295 municípios catarinenses. A meta do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar 95% desse público-alvo até o término da campanha, no dia 21 de junho.



Sábado é o dia da largada da campanha e é também o Dia “D” de vacinação contra a pólio. Santa Catarina participará da mobilização nacional. Segundo informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), haverá postos de vacinação volantes localizados estrategicamente em todos os municípios. Os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.



Conforme explica o gerente de imunização da Dive, Eduardo Macário, os pais e responsáveis por crianças de seis meses a menos de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias) devem levar seus filhos aos postos para tomar as gotinhas. “Este ano é importante levar a caderneta de vacinação, pois só poderão receber as gotinhas da vacina oral as crianças que já tiveram registro das duas doses da vacina injetável contra a pólio”, destaca Macário.



Vírus ainda circula em países da Ásia e África



Há mais de 20 anos não há registros de casos de pólio no Brasil. Ainda assim, o vírus continua circulando em alguns países da Ásia e África. Só este ano foram notificados 33 casos de crianças com poliomielite em países endêmicos. “Para garantir que a doença não seja reintroduzida no Brasil, é importante manter altas e homogêneas taxas de cobertura da vacina contra a poliomielite nesta população”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fábio Gaudenzi. Isso significa que é muito importante que todas as crianças com idade entre seis meses a de cinco anos incompletos, de todos os municípios de Santa Catarina, estejam vacinadas.




Recursos contra a gripe



O Ministério da Saúde está destinando R$ 176 mil para reforçar as ações de enfrentamento à gripe em Santa Catarina. O recurso faz parte de uma série de medidas adotadas pelo ministério para ampliar a capacidade de internações dos hospitais que prestam atendimento pelo SUS.




O montante vai permitir ao estado a aquisição de oxímetros para hospitais e unidades 24 horas de pronto atendimento clínico e pediátrico. O equipamento é usado na classificação de risco de pacientes com síndrome gripal e facilita a identificação precoce de formas graves da doença.




No início do mês passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 5 milhões para a compra ou locação de ventiladores respiratórios e monitores cardíacos para equipar ou criar leitos extras em Santa Catarina.




Foto: Divulgação

domingo, 14 de abril de 2013

Vacinação contra gripe começa amanhã em todo o país



Brasília, 14/04/2013, Agência Brasil


A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (15) em todo o país. A meta é imunizar 31,3 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários – gestantes, idosos com mais de 60 anos, crianças entre 6 meses e 2 anos, profissionais de saúde, índios, população carcerária e doentes crônicos.


Uma das novidades é a inclusão de mulheres em puerpério (período de até 45 dias após o parto) nos grupos prioritários para vacinação. Outra mudança vai possibilitar que pessoas com doenças crônicas tenham acesso à vacina por meio de postos de saúde e não apenas nos centros de referência. Basta apresentar uma prescrição médica no ato da imunização.


A campanha segue até o dia 26 de abril. No próximo sábado (20), todos os 65 mil postos de saúde do país vão funcionar para um dia de mobilização. Serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B.


De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é segura e só é contraindicada para pessoas com alergia severa a ovo. A dose, segundo a pasta, contém o vírus em sua forma inativa, e não há risco de uma pessoa contrair gripe em razão da imunização.



Foto: Agência Brasil/Divulgação

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Acidentes de trânsito refletem no SUS

Acidentes de trânsito refletem no SUS
Lages, 31/12/2012, Correio Lageano


A violência no trânsito reflete diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Informações do Ministério da Saúde apontam que em Santa Catarina, durante o ano passado, houve 5.597 internações hospitalares de pessoas envolvidas em acidente, o que representou um gasto de R$ 10,7 milhões aos cofres públicos. Com a aprovação da nova Lei Seca, a expectativa é que estas estatísticas reduzam.


Em Lages, a gerente de enfermagem do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (referência regional em traumatologia), Susana Zen, estima que o estabelecimento recebe por mês 80 vítimas de acidentes de trânsito, sendo que a metade fica internada.


Para a autônoma Neuza de Oliveira Pinto Marques, 40 anos, a última sexta-feira antes do Natal, era de celebração. Ela, o marido e um sobrinho, de 13 anos, saíram de Florianópolis e se dirigiam para Maravilha, no Oeste, quando a viagem foi interrompida. No quilômetro 133,5 da BR-282, em Bom Retiro, um veículo se perdeu, invadiu a pista contrária e acertou o carro em que estava a família. Seu marido morreu na hora, o sobrinho foi encaminhado ao Hospital Infantil Seara do Bem e ela ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres.


Sete dias após a internação, Neuza já havia passado por duas cirurgias, e apresentava luxação no ombro direito. A família tentava transferi-la para o Hospital Governador Celso Ramos, na capital. Até a última sexta-feira (28), os dois permaneciam internados em Lages.


Neuza e o sobrinho engrossam as estatísticas apontadas pelo Ministério da Saúde, que leva em consideração apenas os gastos com internamentos, sem apontar os custos dos atendimentos imediatos às vítimas feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), nas Unidades de Pronto Atendimento e na reabilitação do paciente com consultas, exames, fisioterapia, dentre outros.


Para se ter uma ideia, em 2011 foram registradas 155 mil internações no SUS em todo Brasil relacionadas a acidentes de trânsito, de acordo com o Ministério da Saúde. Isto representou um custo de mais de R$ 200 milhões.


40 pacientes internados por mês 


A gerente de enfermagem do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, Susana Zen, destaca que os gastos com pacientes vítimas de acidentes de  são altos.


“Geralmente, por ser um paciente politraumatizado, a longa permanência dele aqui resulta em altos custos, pois tem pacientes que precisam fazer diversas cirurgias, além de exames, por exemplo”, explica.


A enfermeira do HNSP, Karen Evelise de Souza, reforça o apontado pelo Ministério da Saúde. Segundo ela, cerca de 70% dos atendimentos ocasionados por acidentes de trânsito têm relação com embriaguez e, a maior parte são com motociclistas.


Apesar de ter feito o levantamento, o Ministério da Saúde não possui dados regionalizados sobre os internamentos ocasionados por acidentes de trânsito. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde também não repassou os dados, alegando que, por se tratar de um levantamento do Ministério, não possuía tal informação.


Estudo na região mostra efeito da embriaguez ao volante


Na manhã de sexta-feira (28), havia quatro pessoas internadas no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres por causa de acidentes de trânsito, de acordo com a gerente de enfermagem, Susana Zen. Duas estavam na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e outras duas em quartos, sendo um motociclista com sequelas neurológicas e uma mulher com politrauma.


Dentre os serviços oferecidos aos pacientes pelo HNSP, estão a fisioterapia e acompanhamento psicológico durante o internamento. A fisioterapeuta do Hospital, Fernanda Seeber, ressalta que 40% dos pacientes que ela atende sofreram algum acidente de trânsito. “É um número alto em comparação com outras causas”, afirma

.
A psicóloga clínica e hospitalar do HNSP, Maria Celia Bini, revela que em um estudo feito durante a faculdade, foram levantadas as causas de acidentes de trânsito em Correia Pinto, Lages e Curitiba (PR). “Na época, constatamos que 90% dos acidentes são causados por falha humana e, entra aí a embriaguez ao volante”, completa.



Foto: Núbia Garcia

domingo, 4 de novembro de 2012

Em dez anos, mortalidade feminina cai 12%


Em dez anos, mortalidade feminina cai 12%

Lages, 05/11/2012, Correio Lageano



Doenças cerebrovasculares e isquemias cardíacas estão entre as que mais matam as mulheres em todo o país



Divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde, estudos do Saúde Brasil – edição 2011, apontam que entre 2000 e 2010, a taxa de mortalidade feminina caiu 12% no país. As doenças cerebrovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), e as isquêmicas do coração, como o infarto, tiveram as taxas reduzidas.



A autônoma Cristiane Antunes Vieira, 49 anos, conta que desde os 40 anos tem o hábito de fazer exames, periodicamente, para saber se a saúde está em dia. Neste ano, pela primeira vez, fez exames do coração. Eles mostraram que sua saúde cardíaca está muito bem. “Acho muito importante estar com meus exames em dia, porque caso algo venha a ser detectado, vou conseguir diagnosticar cedo e melhor será o resultado do tratamento”, acredita.




A artesã Rosemeri Rosa Waçtrick da Silva (abaixo), 46 anos, faz exames com certa regularidade, mas admite que precisa dar uma atenção melhor ao coração. Embora ela caminhe com frequência, a artesã fuma e tem outros fatores que a tornam propensa a ter problemas cardiovasculares. “Sempre me preocupo em cuidar da saúde de uma forma geral, mas nunca dei atenção devida pro coração. Está na hora de começar a cuidar”, disse.



Segundo aponta o estudo do Saúde Brasil, no período levado em consideração, a redução foi de 4,24 óbitos por mil mulheres em 2000, e para 3,72 em 2010. Para o Ministario, a redução aponta, dentre outras coisas, a qualidade dos serviços de assistência à saúde da mulher e, em contrapartida, a necessidade de priorizar as causas dos óbitos das mulheres, como o câncer de mama.



A maior redução foi registrada na região Sul do país, onde a queda foi de 14,6%. No Centro-Oeste, a queda foi de 9,6%, e Nordeste e Norte apresentaram redução de 9,1% e 6,8%, respectivamente.
O estudo apontou que, entre as principais causas de mortalidade feminina, estão as doenças do aparelho circulatório como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio, que aparecem em primeiro lugar, representando 34,2%.



O surgimento de doenças cerebrovasculares e isquêmicas do coração, também apresentaram redução. O AVC, por exemplo, caiu de 43,87 em 2000, para 34,99 em 2010. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto, também tiveram a taxa reduzida de 34,85 para 30,04.




De janeiro a setembro de 2012, 99 mulheres morreram por doenças cardiovasculares

A coordenadora do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), da Secretaria Municipal de Saúde de Lages, Lisandra Konrad, ressalta que as doenças cardiovasculares (que afetam o coração e as artérias, como infarto e o acidente vascular cerebral, além de arritmias cardíacas, isquemias ou anginas), são as principais causas de morte de homens e mulheres em todo o mundo.



Segundo ela, cerca de 400 mulheres morrem por dia no Brasil, por doenças cardiovasculares. De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), no período de 01 de janeiro de 2012 à 30 de setembro do mesmo ano, foram registrados 353 óbitos de mulheres na região. Deste total, 99 estavam associados à doenças cardiovasculares.



Lisandra acredita que os trabalhos desenvolvidos pelos Nasf (que foram criados em 2008) em todo o país, contribuíram para a redução da mortalidade feminina. “Aqui em Lages, por exemplo, o Nasf trabalha a promoção e prevenção da saúde em cima dos fatores de risco, como tabagismo, pressão alta, diabetes, níveis elevados de colesterol e sedentarismo, dentre outros. Estes fatores podem levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares”, analisa.



Além de fazer exames e consultas nas unidades de saúde, as mulheres de diversas idades (que correspondem à 90% do público atingido pelo Nasf) recebem orientações para ter uma vida mais saudável. “Através dos grupos das unidades de saúde, a gente consegue passar diversas informações que contribuem para o dia a dia das mulheres”, comenta.



Lisandra ressalta que os trabalhos de prevenção, por si só, contribuem para a redução. “Quem deixa de fumar ou não fuma, por exemplo, reduz em 35% a chance de desenvolver um problema cardiovascular. Quem faz atividade física reduz este risco em 25%”.




Fotos:Núbia Garcia