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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Não se admite não ter pinhão na Festa Nacional do Pinhão

Barraca da Mirtes deveria servir de exemplo para a gastronomia da Festa ao vender o legítimo Bugio, uma bebida típica da Serra Catarinense. Foto: CL+Lages, 23/06/2014 Milton Barão

Como um evento de massa (200 mil pessoas), é necessário renovação e acima de tudo, investimento em novas atrações na Festa do Pinhão. Nesse sentido tem muito espaço, até para repetir aquilo que deu certo, como:
  • Bondinho (girando pela cidade e ponto final no Parque)
  • Pista de patinação no gelo
  • Guindaste com plataforma para fotografias

Não pode faltar
  • Relógio/Termômetros (espalhados pelo parque)
  • Banco 24 horas (caixas eletrônicos)
  • Pinhão
Aliás, esse ano foi a festa do crepes. Exigir dos boxes de gastronomia que tenha, no mínimo, um produto à base de pinhão. Colocar tachos de pinhão para ser distribuídos gratuitamente nos portões de entrada e junto ao palco nativista. Firmar parceria com CTGs para venda de pinha, de pinhão assado, de pinhão cozido e distribuição gratuita.
Afinal essa é a Festa do Pinhão… e não tinha pinhão.

Barraca da Mirtes deveria servir de exemplo para a gastronomia da Festa ao vender o legítimo Bugio, uma bebida típica da Serra Catarinense. 



Foto: CL+

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Inicia temporada de venda de pinhão

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Pontos de venda na BR 470, no km 245 e 249, já tem pinhão à venda
Curitibanos, 01/04/2014 A Semana

Nesta terça-feira (1) iniciou a temporada de comercialização de pinhão em todo o estado e em Curitibanos a semente já está disponível em diversos pontos comerciais. Ganham destaque os pontos de venda na BR 470, no km 245 e 249, que atendem, além da clientela do município, caminhoneiros e turistas de todos os cantos do país, responsáveis em levar o pinhão ou pinhas da Serra Catarinense para locais onde a semente é rara e com isso acaba tendo um preço mais elevado. Para àqueles que gostam de comer um petisco durante a viagem, as tendas oferecem pinhão assado e cozido.

domingo, 30 de março de 2014

Pinhão pode ser vendido a partir desta terça-feira

Lages, 31/03/2014, Correio Lageano



A partir desta terça-feira (1º) está liberada a retirada e venda de pinhão em Santa Catarina. Lei estadual proíbe as atividades até o dia 1º de abril, para permitir o amadurecimento adequado da semente da araucária, considerada uma espécie ameaçada em extinção.



O capitão da Polícia Ambiental de Lages, Frederick Rambusch, explica que a manutenção da espécie depende da manutenção e dispersão das sementes. “A retida das pinhas, sem estar em condições de dispersão ou de consumo pela fauna, elimina a possibilidade da perpetuidade das espécies da araucária”, afirma.



No entanto, flagrantes de desrespeito à norma são encontrados. Este ano foram apreendidos 640 quilos de pinhão em várias regiões da Serra. Parte do pinhão apreendido ainda não estava maduro.



O presidente regional da Associação Catarinense de Supermercados, Jackson Martendal, informa que os supermercados só passam a vender quando os produtores da região iniciam a comercialização. “O valor vai depender da quantidade de pinhão e do valor cobrado dos produtores”, completa.



Foto:Divulgação/Ilustrativa

sexta-feira, 28 de março de 2014

Polícia Ambiental apreende 600 Kg de pinhão retirados antes da data permitida

Lages/Lebon Régis, 28/03/2014, Assessoria de imprensa da Polícia Militar Ambiental de Lages



Em continuidade às fiscalizações para impedir a retirada de pinhão antes da data permitida por lei, que é 1º de abril, foram apreendidos 640 Kg de pinhão em várias áreas da Serra Catarinense.



Através de denúncia anônima, a guarnição de Lages se deslocou até a Localidade Morrinhos, na Coxilha Rica, interior de Lages, onde foram apreendidos 390 kg de pinhão ainda nas pinhas durante a tarde desta quinta-feira (27). Várias buscas foram feitas pela propriedade durante o dia, mas os responsáveis pela colheita não foram encontrados.



Em Lebon Régis, na Localidade Rio do Tigre, foram apreendidas 210 pinhas (aproximadamente 250 kg de pinhão), durante a tarde de quarta-feira (26). As sementes eram comercializadas em uma borracharia. Uma pessoa foi autuada em flagrante pela guarnição de Caçador, que fez a abordagem, e responderá processo criminal e administrativo.



Mais da metade do pinhão apreendido ainda não estava maduro.



Conheça a lei

A lei Estadual nº 15.457, de 17 de janeiro de 2011, proíbe a colheita de pinhão antes do dia 1º de abril, sendo proibido ainda, antes desta data, seu transporte e comercialização. A proibição se aplica inclusive ao pinhão destinado para sementeiras, assim como para alimento.



A Polícia Ambiental vai dar sequência as fiscalizações ambientais em estabelecimentos comerciais ou residências que forem denunciadas por descumprir as portarias, e os respectivos proprietários serão autuados.



O pinhão apreendido no interior de Lages foi doado à Irmandade Nossa Senhora das Graças, no bairro Popular.



Foto:Polícia Militar Ambiental/Divulgação

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Chefe de cozinha dá dicas para consumo de pinhão


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Sopas, suflês, lasanhas, tortas e doces fazem parte da culinária de Outono e Inverno em toda a região serrana, cada vez mais apreciada por turistas que, além do friozinho e de conhecer as belas paisagens da Serra, buscam saborear os mais diversos pratos feitos à base de pinhão.
Alimento sazonal e bastante comercializado nessa época, o pinhão, para algumas pessoas, passa a ser a principal fonte de renda, enquanto para outras, ajuda a diversificar a alimentação, devido à quantidade de pratos em que pode ser inserido.
A chefe de cozinha do Restaurante Monte Castelo Letícia Costa Pellizzaro revela que o pinhão é um alimento bastante nutritivo e que pode proporcionar sabor diferenciado aos pratos, ser servido como prato principal ou ainda, como aperitivo.
Entre as variedades compostas pela semente estão algumas bem conhecidas e tradicionais. “A paçoca de pinhão, pinhão cozido ou assado e o entrevero são as principais formas de consumo, mas é possível inovar e aproveitar o pinhão de outras formas”, observa.
Uma das dicas da chefe de cozinha é fazer espetinho de pinhão para servir como aperitivo, intercalando em um palito de dente, pinhão, calabresa e pimentão vermelho e amarelo. Também para aperitivo, a paçoca de pinhão pode ser usada como recheio de pastel. “Fica muito saboroso, com massa caseira ou mesmo industrializada. O ideal é servir acompanhado de um bom vinho tinto”, acrescenta Letícia, frisando que a paçoca e o entrevero também podem se tornar recheio de sanduíches.
Para quem quer aproveitar a semente em um prato mais sofisticado, Letícia afirma que uma boa opção é fazer um peixe grelhado com molho à base de pinhão e bacon. Ela explica que o peixe tem de ser bem consistente para não desmanchar ao grelhar. “Na minha receita usei o côngrio e, depois de grelhado recebeu o molho, que ficou especial na combinação do pinhão com o bacon. Fiz o prato para alguns turistas de São Paulo no ano passado e eles adoraram”, destaca.
Algumas pessoas que não gostam ou não podem comer a paçoca de pinhão, podem fazer ainda, uma farofa com a semente. Neste caso, basta moer o pinhão depois de cozido, inserir farinha de mandioca, ovos, cebola e salsa.
Para uma paçoca de pinhão mais light, Letícia indica substituir o bacon por lombo suíno, inserir os demais ingredientes, colocar o tempero verde após finalizar o prato e servir com arroz branco.

Receita Doce

Apesar de grande parte dos pratos à base de pinhão serem feitos salgados, é possível fazer doces com a semente que deixa a sobremesa diferenciada e com os traços da região serrana. A dica da chefe de cozinha Letícia Pellizzaro é o pinhão em calda.

RECEITA

500 gramas de pinhão cozido e descascado
500 gramas de açúcar
Cascas de laranja

Para preparar o prato, deve-se fazer uma calda grossa com o açúcar, inserir as cascas de laranja, acrescentar o pinhão e deixar caramelizar.


SEMENTES DE SAÚDE

Resultados parciais de um estudo da Embrapa Florestas, em Colombo (PR) apontam que as fibras do pinhão favorecem a eliminação de sais biliares, um reduto de colesterol, do intestino. Com menos colesterol circulante, diminui o risco de ataques cardíacos. O coração fica mais protegido porque a semente cozida é uma fonte importante de potássio, mineral que faz os vasos relaxar, ajuda a controlar a pressão arterial e fornece uma boa quantidade de carboidratos com baixo índice glicêmico. 
A pesquisa aponta ainda, que há diferenças entre os pinhões crus e os cozidos, pois com a exposição ao fogo, o amido do alimento sofre reações que o tornam mais gelatinoso, que facilita o trânsito intestinal. Além disso, durante o cozimento, a semente absorve pigmentos da casca, que dão o tom acastanhado ou avermelhado que são antioxidantes, minimizam os danos dos radicais livres às células, inclusive dentro dos vasos. 

Valor Nutritivo

Apesar de calórico, com cerca de 160 calorias em uma porção de cem gramas, o pinhão é cheio de carboidratos complexos, inclusive de amido resistente, que passa rapidamente pelo processo de digestão, garantindo a sensação de saciedade por mais tempo evitando abusos nas refeições seguintes.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pinhão pode ser colhido a partir desta segunda-feira



Pinhão pode ser colhido a partir desta segunda-feira
Serra Catarinense, 04/03/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia,



A semente que antes servia como complemento na renda das famílias, hoje é a principal fonte de sustento para algumas delas



A partir desta segunda-feira (01) está liberada a colheita e comercialização do pinhão. Com produção estimada de 250 mil sacas por safra, a extração da semente ainda é considerada amadora na região e sua utilização é limitada a pratos típicos. Mesmo assim, na última década, o produto símbolo da região, deixou de ser complemento e se tornou a principal fonte de renda para diversas famílias das localidades de interior.




A família do agricultor Jaisson Padilha Palhano, de 33 anos, vive na localidade Farofa, no interior de Painel, e trabalha com extrativismo de pinhão há quase 50 anos. Ele assistiu, nas últimas décadas, uma inversão de valores, ao ver a semente passar de complemento de renda à principal fonte de sustento da família. “A safra dura só quatro meses, mas o que a gente ganha dá para se virar o ano inteiro. Para complementar a renda, a gente cria gado para vender os terneiros e lida com vime também”, conta.




Segundo ele, na última safra, foram colhidas cerca de 400 sacas de pinhão, o que equivale a aproximadamente 20 mil quilos da semente. Neste ano, ele acredita que haverá uma redução de 70% em comparação com 2012. “Nesta ano, a safra vai ser menor e vamos ter que procurar alternativas, porque não vai dar para se sustentar até a safra do ano que vem”.




Jaisson lembra que o ano de melhor produtividade foi, também, o de maiores prejuízos. Em 2007, foram 1.050 sacas extraídas. Destas sobraram quase 200 que sequer chegaram a ser comercializadas, tamanha a oferta de produto. “O preço que pagaram naquele ano não era muito bom. De lá para cá a produtividade dos pinheiros só diminuiu”.



O secretário da Agricultura em Lages, João Antenor Pereira, foi pesquisador da Epagri até o ano passado. Na estatal, ele ajudou a desenvolver pesquisas sobre o pinhão e, em um destes levantamentos apontou Painel como a cidade que mais produz a semente. Segundo ele, de lá saem cerca de 50 mil sacas por ano, o que equivale a 2,5 mil toneladas, um quinto da produção estimada de toda a região. “Painel é onde temos um núcleo forte na região, que tem no pinhão a principal fonte de renda da propriedade. Isto é significativo porque até então, a renda que vinha do extrativismo do pinhão era para complementar outras atividades. Hoje a fonte de renda continua sendo a pecuária, mas o pinhão é a principal em termos de dinheiro”, analisa.




Em Painel, são pelo menos três comunidades onde o pinhão é a principal fonte de renda: Farofa, Casa de Pedra e Mortandade.



Exportação para a China
Prova da capacidade de expansão deste setor, é o crescimento da procura pelo pinhão no mercado. Recentemente, a Secretaria de Agricultura de Lages foi procurada por uma empresa de São Paulo, que busca fornecedores de pinhão para a China.



De acordo com o secretário João Antenor Pereira, os chineses querem importar dois contêineres de 20 toneladas cada, por mês. “Por enquanto é só uma consulta comercial, mas é promissora. São 40 toneladas de pinhão por mês e o preço está em aberto.”, revelou.



Semente não é muito explorada na gastronomia

Se comercialmente o pinhão ainda não é muito explorado, na culinária ele também deixa a desejar. Segundo o chef Edson Castro, responsável pelo blog CL Mais Gourmet, do portal CLMais, o produto é pouco explorado neste quesito. “Ele permite fazer uma série de receitas mais elaboradas que as nossas tradicionais paçoca e entrevero.”



Para Castro, uma forma de incentivar a inserção do produto na culinária, seria a realização de festivais gastronômicos, com a participação de grandes chefs nacionais, julgando e ensinando novas receitas. “Assim, incentivaríamos os restaurantes locais a desenvolverem novos pratos com esta semente”, acredita.



Castro compara o pinhão ao pinoli, produto muito utilizado na culinária mediterrânea. “São duas sementes muito parecidas e podemos facilmente substituir o pinoli por pinhão em diversas receitas”.




Desorganização atrapalha o crescimento

Um produto que não exige grandes tecnologias de plantio ou de colheita, o pinhão tem grande potencial comercial, mas falta organização dos produtores na hora da armazenagem e da comercialização. Além da importância histórico-cultural para a região, o pinhão é um produto com notório valor comercial.



De acordo com o secretário da Agricultura de Lages, João Antenor Pereira, a desorganização faz com que os produtores não percebam que precisam agregar valor ao produto, como guardar em câmaras frias e procurar mercados alternativos. “Hoje eles têm um ou dois compradores assíduos e assim se mantêm, não exploram esta parte”.




Pereira descreve a cadeia produtiva como “fragmentada e pulverizada”, pois não segue padrões como as cadeias produtivas de outros produtos como o milho, feijão e o leite, que já estão organizadas, têm volume e um significado para os produtores inseridos.
“Quem está envolvido na cadeia produtiva, não se dá conta do valor do produto que tem na mão. Deveríamos ter uma política pró-pinhão, por meio do apoio de entidades intermediárias, como as Secretarias de Agricultura, Epagri e o próprio CAV que tem um trabalho muito bom (referindo-se aoProjeto Kayuva)”.




Preço do pinhão (fonte: Secretaria de Agricultura de Lages)

Produtor
• Com base nas últimas safras, o produtor recebe em média entre R$ 0,80 e R$ 2,50 (o quilo). A alta variação acontece em função da oferta e da pouca conservação.


Consumidor
• Nos mercados de Lages, a semente é encontrada por preços que variam de R$ 3,00 até R$ 6,00, o quilo. A grande variação acontece pela desorganização da cadeia produtiva.




Foto:Núbia Garcia

domingo, 14 de outubro de 2012

Pinhão: renda e proteção ambiental

Pinhão: renda e proteção ambiental
Painel, 15/10/2012, Correio Lageano



A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) do município de Painel trabalha em um projeto que visa a extração do pinhão com sustentabilidade.



A proposta foi apresentada pelo extensionista da Epagri, engenheiro agrônomo João Antenor Pereira, para integrantes do comitê da Unidade de Gestão Técnica da Empresa.


Os objetivos da proposta que visa agregar valor ao pinhão são: cuidar da produção, evitando a perda na colheita, no transporte e armazenamento; e aumentar o tempo de comercialização da semente para melhorar a renda e a qualidade de vida dos agricultores.



O projeto, apresentado em setembro passado, incentiva que a extração seja baseada em dois aspectos da cadeia produtiva: a produção e o beneficiamento, para gerar produto com valor agregado e que chegue à cozinha pré-cozido e moído, tendo durabilidade mais longa, permitindo assim um período maior de comercialização. “A durabilidade maior permite, inclusive, a busca por outros mercados como, por exemplo, os institucionais da Merenda Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, informou João. Vale destacar que o pinhão é fonte de vitamina A, fósforo, ferro, potássio e proteínas.



A extração da semente possibilita a regeneração da mata de araucária trazendo benefício para o ecossistema, flora e fauna. Ainda permite a preservação dos mananciais hídricos promovendo a inclusão social das famílias que trabalham nesta atividade. “Também visamos o acesso a mercados potenciais, como os da cozinha industrial de empresas e universidades que fornecem grande quantidade de refeições diariamente”, afirmou João, lembrando que a renda obtida pode ser superior à conseguida com a pecuária familiar.



Hoje, Painel extrai 2.750 toneladas de pinhão por ano, o que equivale a um quinto do total da Serra.





Foto:Arquivo CL