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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Senador Luiz Henrique cobra da ZF

LHS
Lages, 19/07/2013 Paulo Chagas Opinião

Na manhã desta sexta-feira (19), na ACIL, tão logo teve início o ato de assinatura da Ordem de Serviço para a construção do prédio central do Parque Órion, o mestre de cerimônia, o amigo Toninho fez a leitura de uma carta escrita e enviada pelo senador Luiz Henrique da Silveira (foto).

O teor, até causou surpresa. Ele fez uma cobrança veemente à direção da ZF, citando o dia em que participou de um ato em Lages, quando ainda era Governador, quando houve a assinatura do protocolo de intenções em que a empresa se comprometeu a instalar uma fábrica em Lages.
Ele relata que o comprometimento foi efetivado diante de empresários e que a desistência lhe criou muitos desgastes. Afinal, o protocolo teve enorme repercussão.
A carta foi enviada à diretoria da ZF, na Alemanha, questionando, inclusive, se ainda a empresa mantém a decisão de instalar a fábrica na cidade de Lages, e quando prevê a tomada de providências nesse sentido.
Eis um belo ato do senador LHS. Com a carta ele quer que seja dada uma posição definitiva dos alemães a respeito do assunto. Em resumo, se tudo não passou de um mero ato descompromissado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Terreno da Sinotruk está à venda e gera controvérsia

Terreno da Sinotruk está à venda e gera controvérsia
Lages, 29/08/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich


Área foi despropriada pela Prefeitura e donos contestam na Justiça



Os proprietários do terreno destinado à implantação da empresa Sinotruk colocaram a área à venda em anúncio publicado neste jornal. Eles consideram ilegal a desapropriação realizada pela Prefeitura de Lages e alegam que não existe impedimento para a venda. A prefeitura contesta, afirmando que o processo está dentro da Lei e que confia em uma decisão favorável da Justiça.



O decreto de desapropriação da área na localidade de Índios é de 2010, época em que a empresa alemã ZF pretendia se instalar em Lages. Com a desistência da ZF, o processo ficou parado e foi retomado com o anúncio da vinda da Sinotruk, empresa chinesa que tem projeto para instalar uma montadora de caminhões na cidade.



Como não houve entendimento com os proprietários, a prefeitura afirma que depositou em juízo o valor de R$ 4,6 milhões e solicitou na Justiça a imissão de posse, documento que autoriza a ocupação da área.



A imissão foi concedida pelo juiz Sílvio Dagoberto Orsatto, da Vara da Fazenda de Lages, foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que acatou recurso dos proprietários do terreno.



O desembargador Domingos Paludo, em seu Despacho, analisou: “Há indícios de quebra dos balizamentos maiores na atividade administrativa, uma vez que a avaliação possui indícios de depreciação. Há ainda, possibilidade de anulação do procedimento, por irregularidade formal”. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deve julgar a matéria no início de setembro.



Os argumentos da família


Antonio Eliseu Hildebrando de Arruda, um dos proprietários do terreno, diz que não há nenhum empecilho para eventual venda dos imóveis. São dois imóveis que juntos somam mais de 2,7 mil metros quadrados ou (cerca de 280 hectares).


• “Até agora não há qualquer discussão sobre valores, apenas a regularidade da desapropriação. No processo o município não apresentou nenhum projeto de Parque Industrial e também não apresentou Lei Municipal criando o Parque Industrial, dizendo como serão destinados os imóveis para as empresas”, afirma Antonio.


• Ainda segundo Antonio, a Lei de Desapropriação é Lei Federal e determina que é necessário ter um projeto aprovado pela Câmara Municipal e uma Lei que trate da destinação dos imóveis. “O único projeto apresentado no processo é ambiental e está em nome da Codesc (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina)”, ressalta.


A defesa da prefeitura


O secretário de Desenvolvimento Econômico de Lages, Carlos Eduardo de Liz, explica que não há discussão sobre a desapropriação e sim discussão de valores. “Não existe ilegalidade. O terreno está pago. Nós pagamos em juízo. O desembargador nomeou um perito que irá avaliar o terreno. O julgamento está marcado para o dia 3 de setembro”, ressalta Carlos.


• O valor pago pelo município foi de R$ 1,73 por metro quadrado. “O valor mais alto pago por um terreno rural foi do CAV, onde foi pago o valor de R$ 0,90 por metro quadrado, estamos pagando acima do valor”, confirma o secretário.


• Ele, diz ainda, que o projeto já existe desde 2009. “Os antigos proprietários não moram em Lages e desconhecem a realidade da cidade”, conclui.


O mercado


De acordo com informações de uma imobiliária de Lages, os terrenos localizados em áreas rurais podem valer até R$ 1,00 o metro quadrado, dependendo da localização, área para plantação, entre outros critérios. Porém, se tratando da área onde poderá ser instalada a empresa, e com possibilidades de aumento de preço e valorização do local, o valor poderá chegar até R$ 30,00 por metro quadrado, devido à especulação praticada pelos proprietários.

O investimento

Os investimentos iniciais da Sinotruck serão de R$ 300 milhões. O lançamento oficial da instalação da empresa aconteceu no dia 27 de julho em um evento no Serrano Tênis Clube. A Sinotruk apresentou seu plano de investimento para a primeira fábrica no continente americano. Serão 400 empregos diretos e outros 700 indiretos em um investimento que poderá chegar a R$ 1 bi até 2014. O cronograma prevê o início das construções para dezembro deste ano.
 


Foto: Arquivo/CL

sábado, 28 de julho de 2012

Sinotruk oficializa instalação em Lages. É a primeira montadora de Santa Catarina

Sinotruk oficializa instalação em Lages. É a primeira montadora de Santa Catarina
Lages, 28 e 29/07/2012, Correio Lageano, por Thomas Michel




Com investimentos iniciais de R$ 300 milhões, a empresa pode atrair outras fábricas e gerar cerca de 1,1 mil empregos diretos e indiretos para produzir 5 mil caminhões por ano



A primeira montadora do estado é lageana. Em um evento no Serrano Tênis Clube, a Sinotruk apresentou seu plano de investimento para a primeira fábrica no continente americano. Serão 400 empregos diretos e outros 700 indiretos em um investimento que poderá chegar a R$ 1 bilhão até 2014. O cronograma de instalação prevê o início das construções para dezembro. Será o maior montante da história em Lages.



A empresa vai se instalar na localidade de Índios, nas margens da BR-282 em um terreno de 1 milhão de metros quadrados. Junto do parque fabril, será implantado o Parque de Inovação da Serra Catarinense (Pisc). A ideia é que os fornecedores se instalem nesse parque industrial.



Segundo o secretário de desenvolvimento econômico de Lages, Carlos Eduardo de Liz, a montadora vai ter um sistema de produção que a região não está acostumada. “Nas áreas de papel e alimentação, as indústrias por si só dominam toda a cadeia produtiva, e a Sinotruk, pelo fato de ser uma montadora, tem várias empresas orbitando em torno dela”.



A ideia é que se entregue a matéria prima na hora da produção. “É um modelo de parque industrial onde se instalarão várias fábricas”. O governador Raimundo Colombo diz que o número de empresas-satélite da Sinotruk a se instalarem giram entre 8 e 10. “Vão produzir peças e se interrelacionar com a empresa”.



Segundo o diretor geral da Sinotruk do Brasil, Joel Anderson, o capital investido será 60% nacional. Ele ressalta que a empresa optou por Lages por conta da boa proposta feita pelo governo catarinense. “Compramos um pacote, porque Lages fica na BR-116, perto de Curitiba, Porto Alegre, além disso tem o IFSC e fica perto de portos”. Joel afirma que a falta de um aeroporto não atrapalha na montagem, mas afirma que na negociação com o governo, esse ponto foi discutido.



O secretário de desenvolvimento e diretor da SC Participações e Parcerias, Paulo César da Costa, acha que com a vinda da Sinotruk, se facilitará a vinda de outras empresas do setor metal-mecânico e inclusive outras montadoras para o estado. “Isso desperta os olhos de todo o setor automobilístico do país”.



Presidente da ZF estava presente



Cogitada para ocupar o terreno onde se instalará a Sinotruk, a ZF (fabricante de componentes de direção, suspensão e transmissões) se fez presente no evento de lançamento da fábrica. O presidente da ZF sul americana, Wilson Brício Júnior, participou, mas não quis dar declarações para a imprensa, alegando que estava somente prestigiando a instalação da Sinotruk. Segundo o secretário de desenvolvimento econômico de Lages, a ZF seria uma das empresas que fornecerá peças para a Sinotruk.



Diretores da Sinotruk presentados com símbolos da cultura da Serra Catarinense




Jack Zhang e Joel Anderson, diretores da Sinotruk, receberam como presentes dois quadros do artista lageano Jonas Malinverni. Ambos retratam as paisagens da Serra Catarinense. O presente foi dado pela prefeitura de Lages. Já o governo estadual presenteou os empresários com uma estátua da heroína máxima de Santa Catarina, Anita Garibaldi.



Prioridade para mão de obra lageana




Segundo o diretor geral da Sinotruk do Brasil, Joel Anderson, se priorizará a contratação de mão de obra local. Durante a produção, serão criados 400 empregos diretos e outros 700 indiretos.



A deputada federal Carmen Zanotto (PPS/SC) disse que a ampliação do mercado de trabalho será o grande benefício social para Lages. “Nós precisamos de mais empregos para nosso municípios, a vinda da empresa possibilita que mais gente seja qualificada e que mais pais e mães de família possam ter seu sustento aqui no município”.


O tamanho da Sinotruk


São 230 mil caminhões produzidos anualmente, mais que toda a produção brasileira. São 3,3 mil engenheiros e outros 20 mil funcionários que trabalham na empresa. O Brasil tem uma importadora de Sinotruk e 35 concessionárias espalhadas pelo Brasil. Outras oito estão em construção, e a meta da empresa é chegar a 62 lojas no ano de 2014, quando inicia a produção. 78% das vendas acontecem no Sul e Centro-oeste.



Praticamente todas as peças, com exceção de vidros e pneus são feitos pela própria empresa. Na fábrica lageana, a ideia é nacionalizar ao menos 65% das peças. O pico de produção está planejado para janeiro de 2016, quando o investimento ultrapassará R$ 1 bilhão. Se almeja aumentar o número de caminhões fabricados em 60% durante os dois primeiros anos de operação, chegando a 8 mil unidades anuais.



Segundo o diretor geral da Sinotruk do Brasil, Joel Anderson, o tamanho da empresa já fez com que fornecedores chineses se interessassem pela instalação em Lages. Os principais mercados americanos da Sinotruk são a Venezuela, Colômbia, Peru, Chile e Uruguai. A fábrica exportará para estes países, além de abastecer o mercado interno. Segundo Joel, a Sinotruk planeja a construção de outra fábrica na África.



Como será a construção



Ainda não se tem um levantamento de quantos empregos serão gerados durante a construção da fábrica. A empresa LSM ficará a cargo de levantar a estrutura. Em uma primeira etapa, até dezembro, vai se buscar todas as licenças necessárias para a construção e concluir a terraplenagem do terreno com um milhão de metros.



Entre janeiro de 2013 e julho de 2014, vai ser o período de construção e compra de equipamentos. Também serão feitos os testes e contratação de pessoal neste período.
Ainda será necessária a ligação de uma rede de energia, que custará R$ 10 milhões. A Celesc fará este trabalho.



Prefeito não foi



O prefeito Renato Nunes de Oliveira estava em uma consulta médica em São Paulo e não pode ir ao evento. Ele foi diagnosticado neste mês com mieloma múltiplo.




Quem representou o prefeito foi o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Eduardo de Liz, que entregou o contrato de posse para o diretor geral da Sinotruk do Brasil, Joel Anderson. O vice-prefeito Luis Carlos Pinheiro estava presente no evento, mas não participou do cerimonial.




Fotos: Thomas Michel

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ainda sem acordo para aquisição de terreno

ição de terreno

Ainda sem acordo para aquisição de terreno
Lages, 28/06/2012,Correio Lageano




A Câmara de Vereadores aprovou, na terça-feira (26), o projeto de lei 073/12 que autoriza o Executivo abrir crédito adicional suplementar no valor de R$ 19 milhões. O objetivo é a aquisição de área de terras para implantação de condomínios empresariais e de um parque industrial, no distrito de Índios.



Se por um lado o orçamento já está aprovado, por outro, falta ainda que os proprietários do terreno onde será implantado o Parque de Inovação da Serra Catarinense (Pisc), que servirá de base para abrigar o empreendimento da Sinotruk, aprovem a proposta do município quanto à indenização pela desapropriação.



O terreno em questão fica na localidade de Índios e seria o mesmo que foi prometido durante as negociações com a empresa alemã ZF. De acordo com Antonio Eliseu Arruda, um dos proprietários, a desapropriação do local aconteceu em março de 2010.



Ele alega que há inúmeras ilegalidades por parte do município na desapropriação, por isso, entrou na última segunda-feira (25), com uma ação judicial para anular a desapropriação. Ele afirma que os proprietários não receberam informações adequadas sobre a indenização dos imóveis.



De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Dilmar Monarim, a proposta já foi apresentada aos proprietários, mas eles ainda não se manifestaram. Ele explica que, caso não seja feito um acordo amigável, o processo receberá encaminhamento judicial.



Segundo ele, o dinheiro para indenizar os proprietários, é oriundo da SC Parcerias, que fará um empréstimo ao município. Este, por sua vez, pagará o empréstimo em parcelas, tão logo as indenizações sejam efetuadas.



O secretário de Estado de Assuntos Estratégicos, Paulo César da Costa (Costinha), informou à reportagem que o Estado repassará ao município, através da SC Parcerias, até R$ 15 milhões, que serão utilizados pela prefeitura da forma mais adequada para a execução da obra.



Foto: Arquivo/CL