Lages, 25 e 26/12/2012, Correio Lageano
Das seis passagens projetadas para pedestres, apenas uma oferece segurança para atravessar a BR-282
Atravessar a rua. Este é o problema de centenas de moradores de 14 bairros de Lages que margeiam a BR-282. As obras de duplicação da rodovia requerem mais atenção dos pedestres e ciclistas que cruzam de um lado para o outro da via. Martírio temporário, uma vez que o projeto prevê três passarelas e o mesmo número de passagens pelos viadutos.
Ibraim Carlos Paes de Andrade demora quase três minutos para cruzar a BR-282. Ele vem do bairro Frei Rogério, onde foi visitar parentes para o Passo Fundo. Carrega sua filha em um carrinho de brinquedo.
O trajeto é corriqueiro e é repetido há anos, mas com as obras, ficou “muito pior”. O cruzamento entre a rua João José Godinho em direção a Marechal Rondon agora envolve uma caminhada de 120 metros pelo acostamento até chegar em um ponto onde o barranco é transponível.
O problema é menor do que o enfrentado na região da avenida Camões. Um buraco, por onde passará a rodovia, está sendo cavado, impedindo a passagem de pedestres por cerca de 600 metros.
A Camões é um dos seis pontos onde haverá passagem segura para pedestres cruzarem a BR-282. Naquela região três atropelamentos foram registrados entre 2010 e 2011. Uma pessoa morreu no local. Um destes acidentados foi Lorival da Silva Barros.
Morador do Tributo, ele utiliza a passagem quando vai para o Coral.“Eu estava no acostamento quando uma mulher me atropelou e fugiu, fiquei todo machucado”, relata. Hoje ele evita passar por lá, prefere o cruzamento com a Duque de Caxias.
O primeiro viaduto será também um dos pontos de passagem. Mesmo inacabado, Lorival diz que a segurança do lugar já melhorou. “Quando os carros começarem a passar pelo viaduto vai ficar bem tranquilo”, diz, afirmando que já melhorou bastante, comparado ao que era antes.
É o contrário da passagem cruzada por Ibraim. “Tem que construir uma passarela”. Cerca de 500 metros de onde ele atravessa, no km 221, será erguida uma. Ela ajudará os moradores dos bairros São Francisco e São Paulo a irem de um local para outro.
Paliativamente, existe uma ilha de proteção, uma rótula e um radar no local, o que ajuda a reduzir os acidentes. Ali morreu Jair Pessoa Constante em 2010, vítima de um motorista que fugiu do local.
Passarela semelhante ao do km 221 será erguida no início das obras, no Vila Mariza. Ali não existe muito tráfego de pedestres, mas a construção de um shopping e a efetivação de dois loteamentos pode incrementar o movimento de pessoas para cruzar a BR-282.
Viadutos
Passarelas
Das seis passagens projetadas para pedestres, apenas uma oferece segurança para atravessar a BR-282
Atravessar a rua. Este é o problema de centenas de moradores de 14 bairros de Lages que margeiam a BR-282. As obras de duplicação da rodovia requerem mais atenção dos pedestres e ciclistas que cruzam de um lado para o outro da via. Martírio temporário, uma vez que o projeto prevê três passarelas e o mesmo número de passagens pelos viadutos.
Ibraim Carlos Paes de Andrade demora quase três minutos para cruzar a BR-282. Ele vem do bairro Frei Rogério, onde foi visitar parentes para o Passo Fundo. Carrega sua filha em um carrinho de brinquedo.
O trajeto é corriqueiro e é repetido há anos, mas com as obras, ficou “muito pior”. O cruzamento entre a rua João José Godinho em direção a Marechal Rondon agora envolve uma caminhada de 120 metros pelo acostamento até chegar em um ponto onde o barranco é transponível.
O problema é menor do que o enfrentado na região da avenida Camões. Um buraco, por onde passará a rodovia, está sendo cavado, impedindo a passagem de pedestres por cerca de 600 metros.
A Camões é um dos seis pontos onde haverá passagem segura para pedestres cruzarem a BR-282. Naquela região três atropelamentos foram registrados entre 2010 e 2011. Uma pessoa morreu no local. Um destes acidentados foi Lorival da Silva Barros.
Morador do Tributo, ele utiliza a passagem quando vai para o Coral.“Eu estava no acostamento quando uma mulher me atropelou e fugiu, fiquei todo machucado”, relata. Hoje ele evita passar por lá, prefere o cruzamento com a Duque de Caxias.
O primeiro viaduto será também um dos pontos de passagem. Mesmo inacabado, Lorival diz que a segurança do lugar já melhorou. “Quando os carros começarem a passar pelo viaduto vai ficar bem tranquilo”, diz, afirmando que já melhorou bastante, comparado ao que era antes.
É o contrário da passagem cruzada por Ibraim. “Tem que construir uma passarela”. Cerca de 500 metros de onde ele atravessa, no km 221, será erguida uma. Ela ajudará os moradores dos bairros São Francisco e São Paulo a irem de um local para outro.
Paliativamente, existe uma ilha de proteção, uma rótula e um radar no local, o que ajuda a reduzir os acidentes. Ali morreu Jair Pessoa Constante em 2010, vítima de um motorista que fugiu do local.
Passarela semelhante ao do km 221 será erguida no início das obras, no Vila Mariza. Ali não existe muito tráfego de pedestres, mas a construção de um shopping e a efetivação de dois loteamentos pode incrementar o movimento de pessoas para cruzar a BR-282.
Viadutos
- Km 217,6 Rio Ponte Grande
- Km 218,3 Avenida Camões
- Km 218,9 Avenida Duque de Caxias
Passarelas
- Km 216 Bairro Vila Mariza
- Km 217,8 Próximo à rua Campos Salles
- Km 219,2 Próximo à rua João José Godinho
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