domingo, 17 de março de 2013

Samu vai à escola conscientizar alunos



Samu vai à escola conscientizar alunos
Lages, 18/03/2013,Correio Lageano, por Núbia Garcia



Projeto é desenvolvido em colégios da rede pública e pretende diminuir o número de trotes que o serviço recebe diariamente




Conscientizar a população sobre a funcionalidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e acerca das implicâncias de um trote. Este é o foco do projeto EducaSamu, desenvolvido em todo o estado em escolas da rede pública de ensino.



Em Lages, três escolas da rede municipal receberam o projeto: Aline Giovana Schmitt, no Bairro Guarujá; Emília Furtado Ramos, no Gethal; e Mutirão, na Habitação. O programa é desenvolvido em três etapas e contempla escolas inscritas no Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde.



A última escola a receber o projeto foi a do bairro Habitação. A parte prática aconteceu durante a manhã e tarde da última sexta-feira. De acordo com a orientadora educacional da unidade, Maribel Rosa Balardin Lemos, o projeto teve grande aceitação por parte dos alunos. Ela destaca que o bairro está na lista dos que mais passam trotes no Samu.



Na parte prática do projeto, profissionais do Samu vão até a escola levando equipamentos de resgate e primeiros socorros, dão palestras e orientam os alunos. “Vir até a escola é muito importante porque, além de se conscientizarem sobre os trotes, os alunos também aprendem a importância do Samu para a comunidade. Isso acrescenta muito a educação das crianças”, analisa.



Nas escolas, durante a parte teórica do projeto, os alunos são instigados a criar uma redação com o tem Samu e a comunidade. “A partir dos trabalhos em sala de aula, já ouvimos muitos alunos dizerem que antes faziam trotes para o Samu, mas agora não farão mais por entenderem a importância do serviço”, conta a coordenadora de enfermagem do Samu, Maria Madalena Colla.



Segundo ela, as redações criadas pelos alunos deverão participar de um concurso interescolar. “Nossa ideia é selecionar um aluno que se destacar para ajudar no projeto. Por isso estamos estudando a viabilidade para que isso seja realizado”



Segunda etapa é a mais aguardada



O projeto ocorre em três etapas. A primeira é a parte teórica, desenvolvida em sala de aula com alunos e professores. A segunda é a capacitação prática e, por último, a escola repassa os resultados do projeto para os pais dos alunos.



Na segunda etapa, que é a mais esperada pelos alunos, eles participam de simulações de resgate, recebem orientações de primeiros socorros e têm contato com equipamentos, bonecos, simuladores e veículos de resgate.



“Para isto, o Samu leva até a escola uma equipe de reserva técnica que faz a apresentação aos alunos. Por serem de reserva, o serviço de urgência não é prejudicado em nada”, explica a educadora do Samu, responsável pela implementação do projeto nas escolas, Camila Baccin.



De acordo com a coordenadora de enfermagem do Samu, Maria Madalena Colla, neste início do ano, serão contempladas cinco escolas de Lages, mas a partir do segundo semestre deverá ser expandido para outras escolas da região da Amures.



Além das escolas, as unidades de saúde dos bairros também recebem o EducaSamu, que realiza um levantamento junto à equipe da unidade sobre as necessidades no que tange a emergência e apresenta o serviço.



Fotos Núbia Garcia

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