sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Imprudência faz o número de mortes quase dobrar na BR-282

Imprudência faz o número de mortes quase dobrar na BR-282
Serra Catarinense, 21 e 22/09/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich




Acidentes neste ano têm transformado a BR-282 na rodovia da morte, especialmente no trecho entre Lages e Bocaina do Sul. A sensação macabra é traduzida em números pela Polícia Rodoviária Federal.



E pior. A violência dos choques têm provocado mais de uma morte na mesma colisão.Os acidentes nas BRs 282, 470 e 116, na Serra Catarinense, diminuíram de janeiro até o dia 11 deste mês em comparação com o mesmo período com o ano passado. Porém, o número de mortes na BR-282 aumentou.



O maior número de colisões ocorre nos trechos urbanos, mas os acidentes mais graves são na área rural. Neste ano, não há um ponto específico de acidentes com gravidade. Todos os acidentes com mortos ou feridos foram registrados em pontos diferentes.



No ano passado, o número de mortos nas três BRs foi de 40 e neste ano somam 38. Porém, somente na BR-282 o número praticamente dobrou, passou de 11 para 20.



As principais causas são a falta de atenção, seguida pela alta velocidade e ainda  não utilização da distância de segurança. “Com a alta velocidade, o impacto durante o acidente é maior e, consequentemente, a gravidade”, afirma o chefe da delegacia da PRF em Lages, João José Blomer. Neste ano, a PRF chegou a flagrar veículos acima de 190km/h.



Rodovia está em boas condições de tráfego


Os acidentes causados por defeito na rodovia foram 11 neste ano. De acordo com o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Lages, Enio Spieker, a situação da BR-282, onde houve mais acidentes com vítimas fatais, a sinalização vertical e horizontal está em boas condições e há poucos trechos com buracos. “Sempre fazendo a substituição das placas danificadas ou furtadas, as placas de proibição de ultrapassagem, atenção para curvas e de limite de velocidade são nossa prioridades”, explica Spieker.



Ele lembra, ainda, que nos trechos onde havia muitos acidentes foram colocados radares, como no km 180, em Bocaina do Sul, e na rótula do bairro São Pedro e São Paulo, onde o índice é praticamente zero.



Os piores trechos da rodovia, segundo Spieker, estão entre a localidade dos Índios e a entrada para São Joaquim, e próximo a Bom Retiro. “Nos trechos onde estão acontecendo os acidentes, a pista está boa e os motoristas acabam ultrapassando o limite de velocidade. Nestes casos, as condições da rodovia não estão influenciando nos acidentes”, comenta.



Foto: Adecir Moraes

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