Lages, 26 e 27/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais
O advogado Luiz Carlos Ribeiro, que defende os dois policiais civis acusados de corrupção, considera “tendencioso” o processo contra seus clientes. Ele afirma que os agentes são “inocentes”, e que vai provar isso na Justiça.
Os policiais civis Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, prevaricação e peculato. As prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Um terceiro policial também está sendo investigado pelo mesmo crime. Até a prisão preventiva dele foi pedida, mas a Justiça negou sob a alegação de que não havia indícios que justificassem o encarceramento.
Segundo denúncias, o trio é apontado como integrante de um esquema criminoso que tentou extorquir o motorista de um automóvel EcoSport, em Lages. Almir foi preso quando recebia R$ 1 mil do motorista do carro.
Defesa: O advogado alega que a prisão foi uma armação. “O flagrante foi forçado, preparado, e simulado”, entende, reforçando que seus clientes são “inocentes”, e que não “receberam nenhuma propina”.
Ele explica que os policiais começaram a investigar o dono do carro porque receberam a informação de que o veículo fora roubado, em Porto Alegre, e que estaria clonado. “Eles estavam apenas exercendo o trabalho de policiais, que é de investigar”, completa, afirmando que no decorrer das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público sabiam que o carro estava irregular.
Carro: O delegado Raphael Bellinati, que lavrou o flagrante dos policiais, admite que o carro foi mesmo roubado, e que indiciou o proprietário por receptação. Para o advogado, o dono do carro não aceitou as investigações e decidiu forjar um flagrante para se eximir das responsabilidades, pois estaria com um veículo irregular. “Ele não se conformou que o carro era clonado e decidiu fazer a denúncia”, finaliza.
Delegado e Gaeco rebatem as declarações da defesa
Belinatti classificou as declarações do advogado como uma estratégia da defesa. Ele afirma que há testemunhas que comprovam o pagamento de “propina” aos policiais presos. Quanto ao carro, reafirma que foi roubado e que indiciou o proprietário por receptação.
O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, também classificou as manifestações da defesa como uma tentativa de livrar os policiais. “Isso faz parte da defesa”, sustenta.
Ele não adianta detalhes das investigações, e opina que o mérito do processo - que vai definir se os policiais são culpados ou não, e se o carro é roubado, deve ser discutido apenas na Justiça e não de forma pública.
Foto: Adecir Morais
O advogado Luiz Carlos Ribeiro, que defende os dois policiais civis acusados de corrupção, considera “tendencioso” o processo contra seus clientes. Ele afirma que os agentes são “inocentes”, e que vai provar isso na Justiça.
Os policiais civis Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, prevaricação e peculato. As prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Um terceiro policial também está sendo investigado pelo mesmo crime. Até a prisão preventiva dele foi pedida, mas a Justiça negou sob a alegação de que não havia indícios que justificassem o encarceramento.
Segundo denúncias, o trio é apontado como integrante de um esquema criminoso que tentou extorquir o motorista de um automóvel EcoSport, em Lages. Almir foi preso quando recebia R$ 1 mil do motorista do carro.
Defesa: O advogado alega que a prisão foi uma armação. “O flagrante foi forçado, preparado, e simulado”, entende, reforçando que seus clientes são “inocentes”, e que não “receberam nenhuma propina”.
Ele explica que os policiais começaram a investigar o dono do carro porque receberam a informação de que o veículo fora roubado, em Porto Alegre, e que estaria clonado. “Eles estavam apenas exercendo o trabalho de policiais, que é de investigar”, completa, afirmando que no decorrer das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público sabiam que o carro estava irregular.
Carro: O delegado Raphael Bellinati, que lavrou o flagrante dos policiais, admite que o carro foi mesmo roubado, e que indiciou o proprietário por receptação. Para o advogado, o dono do carro não aceitou as investigações e decidiu forjar um flagrante para se eximir das responsabilidades, pois estaria com um veículo irregular. “Ele não se conformou que o carro era clonado e decidiu fazer a denúncia”, finaliza.
Delegado e Gaeco rebatem as declarações da defesa
Belinatti classificou as declarações do advogado como uma estratégia da defesa. Ele afirma que há testemunhas que comprovam o pagamento de “propina” aos policiais presos. Quanto ao carro, reafirma que foi roubado e que indiciou o proprietário por receptação.
O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, também classificou as manifestações da defesa como uma tentativa de livrar os policiais. “Isso faz parte da defesa”, sustenta.
Ele não adianta detalhes das investigações, e opina que o mérito do processo - que vai definir se os policiais são culpados ou não, e se o carro é roubado, deve ser discutido apenas na Justiça e não de forma pública.
Foto: Adecir Morais
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