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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Advogado diz que "processo contra policiais é tendencioso"

Advogado diz que "processo contra policiais é tendencioso"
Lages, 26 e 27/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



O advogado Luiz Carlos Ribeiro, que defende os dois policiais civis acusados de corrupção, considera “tendencioso” o processo contra seus clientes. Ele afirma que os agentes são “inocentes”, e que vai provar isso na Justiça.



Os policiais civis Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, prevaricação e peculato. As prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).



Um terceiro policial também está sendo investigado pelo mesmo crime. Até a prisão preventiva dele foi pedida, mas a Justiça negou sob a alegação de que não havia indícios que justificassem o encarceramento.



Segundo denúncias, o trio é apontado como integrante de um esquema criminoso que tentou extorquir o motorista de um automóvel EcoSport, em Lages. Almir foi preso quando recebia R$ 1 mil do motorista do carro.



Defesa: O advogado alega que a prisão foi uma armação. “O flagrante foi forçado, preparado, e simulado”, entende, reforçando que seus clientes são “inocentes”, e que não “receberam nenhuma propina”.



Ele explica que os policiais começaram a investigar o dono do carro porque receberam a informação de que o veículo fora roubado, em Porto Alegre, e que estaria clonado. “Eles estavam apenas exercendo o trabalho de policiais, que é de investigar”, completa, afirmando que no decorrer das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público sabiam que o carro estava irregular.




Carro: O delegado Raphael Bellinati, que lavrou o flagrante dos policiais, admite que o carro foi mesmo roubado, e que indiciou o proprietário por receptação. Para o advogado, o dono do carro não aceitou as investigações e decidiu forjar um flagrante para se eximir das responsabilidades, pois estaria com um veículo irregular. “Ele não se conformou que o carro era clonado e decidiu fazer a denúncia”, finaliza.



Delegado e Gaeco rebatem as declarações da defesa



Belinatti classificou as declarações do advogado como uma estratégia da defesa. Ele afirma que há testemunhas que comprovam o pagamento de “propina” aos policiais presos. Quanto ao carro, reafirma que foi roubado e que indiciou o proprietário por receptação.



O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, também classificou as manifestações da defesa como uma tentativa de livrar os policiais. “Isso faz parte da defesa”, sustenta.



Ele não adianta detalhes das investigações, e opina que o mérito do processo - que vai definir se os policiais são culpados ou não, e se o carro é roubado, deve ser discutido apenas na Justiça e não de forma pública.



Foto: Adecir Morais

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Polícia divulga carta de homem que atirou contra advogado em Lages

Lages, 10/07/2013 G1 SC



Papel foi deixado por Aldori Tadeu Córdova, de 65 anos.
Homem matou o advogado do qual era cliente e se matou.

Advogado foi morto em escritório, em Lages (Foto: Reprodução/RBS TV)Advogado foi morto em escritório, em Lages
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Uma carta foi deixada por Aldori Tadeu Córdova, de 65 anos, que matou um advogado e atirou contra o próprio peito em Lages, na Serra de Santa Catarina. O caso ocorreu na última segunda-feira (8) e a carta foi divulgada pela polícia nesta quarta (10).
O crime ocorreu na manhã de segunda (8). O homem invadiu o escritório e matou o advogado do qual era cliente com dois tiros. Em seguida, atirou contra o próprio peito. Segundo o delegado Raphael Bellinati, da Central de Polícia de Lages, o homem era aposentado e movia uma ação trabalhista contra o banco onde trabalhou.
Com data de 27 de junho, o papel foi escrito a mão mostra que o crime foi premeditado. A carta era endereçada à família do advogado Gilberto Xavier Antunes de 50 anos. Nela, Aldori explica porque cometeu o crime.

Segundo a carta, Aldori estava inconformado com o resultado de uma ação trabalhista movida contra o banco. Aldori disse que Gilberto não teria anexado algumas gravações subscritas nos autos do processo e que o advogado ainda teria feito um acordo com o banco para que isso não fosse feito. O delegado responsável pelo caso, Raphael Bellinati, disse que ainda precisa esclarecer alguns fatos do crime, como a origem da arma.
A mulher de Aldori, Ivonete Schmidt Cordóva, de 55 anos, foi encontrada morta na residência do casal, após o crime. A família suspeita que ela teve um enfarto ao saber do crime. Polícia aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que deve apontar as causas da morte de
O laudo deve ser anexado ao inquérito. O laudo deve apontar ainda se Ivonete teria ingerido algum tipo de remédio já que foi encontrada uma cartela de tranqüilizantes no apartamento do casal.

Nesta semana, o delegado começa a ouvir algumas pessoas. O crime aconteceu na segunda-feira de manhã nesse escritório de advocacia que fica atrás do fórum de Lages. Aldori Tadeu Cordova entrou e disparou duas vezes contra o advogado Gilberto Xavier Antunes. Depois Aldori se matou. A mulher dele foi encontrada morta algumas horas mais tarde.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Morte de professora continua uma incógnita

Morte de professora continua uma incógnita
Lages, 10/07/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



Perícia do corpo de Ivonete Córdova só ficará pronta daqui 30 dias



Amigos das três pessoas mortas na segunda-feira ainda tentam acreditar e buscam explicações  para a tragédia ocorrida em Lages. O advogado Gilberto Xavier Antunes foi morto pelo aposentado do Banco do Brasil Aldori Tadeu Córdova, que depois se suicidou.



O choque se completou quando se soube, momento depois, que a mulher de Aldori, Ivonete Luiz Schmidt Córdova, foi encontrada morta em seu apartamento. A causa da morte da professora Ivonete ainda não foi definida, o laudo pericial deve demorar 30 dias, de acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP).



No velório de Antunes, realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, em Lages, centenas de pessoas se aglomeraram. O corpo foi enterrado em Capão Alto. Um dos tios do advogado, Inácio Oliveira Xavier, diz que o sobrinho sempre foi uma pessoa honesta, calma e ponderada. “Quem matou ele já tinha recebido o dinheiro da ação, e, dizem que ele foi lá para reaver o processo. Quando o Gilberto virou as costas para pegar a papelada, ele atirou pelas costas”.



Além de ter trabalhado como advogado, um amigo da vítima diz que Antunes foi professor da Uniplac. “Ele era muito honrado, qualificado e honesto. Não enrolava as pessoas. Eu senti muito a sua morte”, conta José Maria Wolff da Silva.



A comoção dos amigos e familiares também era intensa no velório da professora Ivonete e do seu esposo Aldori. Eles foram velados na capela São Pedro, ao lado do Cemitério Cruz das Almas, onde os corpos foram enterrados. As capelas estavam lotadas e algumas pessoas ficaram para fora.




Uma das colegas de trabalho de Ivonete, Jussara Córdova, conta que a professora sempre foi discreta em relação a sua vida pessoal. “Mas dava para ver que os dois tinham um relacionamento bom. Ele parecia ser calmo e ela era bem feliz”, conta. O Correio Lageano tentou entrar em contato com o delegado responsável pelo caso, Rafael Belinatti, mas ele não foi localizado.






Foto: Susana Küster

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Três mortes trágicas chocam serranos

Três mortes trágicas chocam serranos
Lages, 09/07/2013, Correio Lageano, por Joana Costa e Núbia Garcia



Um advogado, um aposentado e uma professora protagonizaram uma das histórias mais tristes dos últimos anos, na região



Desentendimentos por causa de uma ação trabalhista teriam motivado o funcionário aposentado do Banco do Brasil Aldori Tadeu Córdova, de 65 anos, a atirar contra o advogado Gilberto Xavier Antunes, de 51 anos. O crime aconteceu ontem, por volta das 10 horas, no escritório do advogado, nos fundos do Fórum Nereu Ramos. Mais tarde, Ivonete Luiz Schmidt, mulher do aposentado, foi encontrada morta no apartamento do casal.




Segundo testemunha que estava na recepção do escritório na hora do crime, Córdova entrou nervoso e agitado; teria conversado rapidamente com Antunes, pedindo para discutir o seu processo contra o Banco do Brasil. Antunes solicitou que o cliente esperasse, virou-se e seguiu para o escritório. Nesse momento, Córdova sacou um revólver calibre 38 e atirou duas vezes pelas costas do advogado.



Os tiros atingiram as costas e a cabeça de Xavier, que caiu no corredor que liga a recepção ao seu escritório. Instantes depois, o aposentado se matou dando um tiro no peito. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foi chamado ao local, onde encontrou Xavier ainda com vida. Ele foi levado à emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 11 horas.



O delegado Augusto Mello Brandão estava próximo do local do crime quando ouviu os disparos e correu, sendo um dos primeiros a chegar à cena do crime. Brandão conta que encontrou Xavier e Córdova caídos, ambos ainda respirando. “O atirador ainda estava respirando, então eu tirei o revólver da mão dele para evitar que disparasse novamente”, completa.




Ainda consternados pela morte de Córdova e sem entender o que estava acontecendo, familiares e amigos ficaram chocados no início da tarde ao receber uma segunda notícia: sua esposa, a professora Ivonete Luiz Schmidt Córdova (idade não divulgada), foi encontrada sem vida no apartamento onde morava, no Edifício Fabíola, no Centro de Lages.



Os três mortos são descritos como profissionais exemplares e bons amigos



Aos 51 anos, o advogado Gilberto Xavier Antunes trabalhava com Direito Trabalhista e Tributarista. Era casado com Julceia Antunes, com quem tinha duas filhas, Aline e Thaís. Além de atender em seu escritório, também era o assessor jurídico do Sindicato dos Comerciários de Lages. Os amigos e conhecidos o descrevem como uma pessoa calma e respeitosa.

 


Aldori Tadeu Córdova era servidor aposentado do Banco do Brasil. Um vizinho relata que ele era um homem honesto, porém aparentava ser nervoso e tinha histórico de depressão.



A esposa de Córdova, Ivonete Luiz Schmidth, trabalhava no setor de Recursos Humanos da Gerência de Educação (Gered). De acordo com a gerente de Educação, Maria de Fátima Ogliari, Ivonete era uma funcionária dedicada e querida por todos, que nunca revelou se passava por problemas familiares. “Era uma pessoa exemplar. Extremamente comprometida com o que fazia. Estou chocada”, desabafa.




O afilhado do casal, Manoel Ribeiro, publicou no Facebook do Correio Lageano, que acredita na hipótese de ela ter sofrido um mau súbito ao saber da tragédia, o que teria ocasionado sua morte. “Eu realmente não consigo imaginar na hipótese de suicídio, nem na hipótese de que o padrinho Tadeu matou ela, eu acho que foi o choque de saber a notícia mesmo”.




Córdova e Ivonete tinham um filho, de 28 anos, que é dentista e reside há mais de três anos no Litoral do Estado. Avisado das mortes, ele teria se dirigido para Lages no final da tarde de segunda-feira (08)



Bom profissional, diz OAB



Os amigos e colegas de Gilberto Xavier Antunes o descrevem como uma pessoa de conduta irrepreensível. “Era uma excelente pessoa e um ótimo advogado”, afirma o presidente da subseção de Lages da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcelo Menegotto; e afirma jamais ter ouvido Antunes mencionar que se sentia ameaçado.



O presidente do Sindicato dos Comerciários de Lages, Pedro Elói Bassin, o descreve como competente e bom amigo. “Era uma pessoa maravilhosa”, acrescenta.
Da Justiça do Trabalho, Deise Brandalise relata que os funcionários conheciam e ficaram chocados ao saber do crime, lembrando que frequentemente o advogado estava no fórum acompanhando clientes. Que era uma pessoa, educada e ponderada.



Aposentado sofria de depressão



O aposentado Aldori Tadeu Córdova era um homem bom. Porém, possuía histórico depressivo, fazendo tratamento psicológio. No apartamento onde vivia com a esposa, foram encontradas cartelas de Rivotril que, segundo o delegado Raphael Bellinati, pertenciam a Córdova.


Um dos vizinhos relatou que durante uma festa, na última sexta-feira, Córdova reclamou do barulho e demonstrou irritação. “Jamais imaginei que faria uma coisa dessas”, analisa.
Osni Padilha era compadre de Córdova e afirma que ele era nervoso e depressivo; e que havia entrado na justiça contra o banco em que trabalhou e que a indenização havia sido paga.




Causa da terceira morte ainda não identificada, mas PC descarta crime



Logo após a notícia, diversos boatos sobre a causa da morte de Ivonete surgiram. Dentre eles, a hipótese de que Aldori pudesse tê-la matado antes de ir ao escritório do advogado. Quando o Instituto Geral de Perícias (IGP) chegou ao local, encontrou frascos de remédio na casa, o que poderia indicar que ela teria cometido suicídio. A terceira hipótese apontava que a professora pode ter tido um mau súbito ao receber a notícia do fato envolvendo o marido.



Até o final da tarde de ontem, a real causa ainda era desconhecida. Segundo informações do IGP, o corpo da professora não apresentava ferimentos que indicassem o uso de violência física. Seus órgãos foram encaminhados para análise em um laboratório anatomopatológico (que estuda as peças alteradas do organismo por processos patológicos) de Florianópolis, para identificar a causa. O resultado deve sair em 60 dias e, até o momento, o IGP não descarta nenhuma hipótese.



Já o delegado que investiga o caso, Raphael Bellinati, afirma que tudo indica que ela teve um mau súbito. Para ele, estão praticamente descartadas as hipóteses de homicídio ou suicídio, pois os medicamentos encontrados não seriam capazes de provocar uma morte. “Só a análise dos órgãos vai dizer o que realmente aconteceu”, reitera.



Os corpos do casal foram liberados para a família no final da tarde de ontem. O local do velório e o horário do enterro não foram informados.



Servidor aposentado escreveu carta explicando o que teria motivado o crime



O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi chamado ao local, onde encontrou no bolso de Aldori Tadeu Córdova uma carta direcionada à família de Gilberto Xavier Antunes, na qual explica os motivos que o levaram a cometer o ato.



Segundo o delegado da Polícia Civil que está cuidando do caso, Raphael Bellinati, por meio da carta Córdova explica que Xavier teria deixado de reunir provas e documentos no processo trabalhista contra o Banco do Brasil. Além disso, o advogado teria desfavorecido o cliente, fazendo um acordo com o banco.



O que chamou a atenção, segundo Bellinati, é o fato de a carta estar com data do dia 27 de junho, o que demonstra que Córdova planejou o crime. “Foi um crime premeditado, a carta estava escrita há duas semanas”, analisa.



O processo trabalhista foi aberto em 1999 e arquivado em 2010. As informações são da diretora da 2ª vara da Justiça do Trabalho de Lages, Deise Brandalise. Segundo ela, esta seria a razão da discussão entre Xavier e Córdova. “Ele [Córdova] tinha até ganhado a ação e recebido a indenização”, informou Deise. O valor da indenização não foi informado. “Ele nunca esteve aqui para reclamar, nunca percebemos problemas com ele”, afirma a diretora.



O crime chocou os funcionários da Justiça do Trabalho. Em função disso, as audiências que estavam marcadas para ontem e hoje foram adiadas.




Foto: Joana Costa

Advogado baleado morre na emergência do Nossa Senhora dos Prazeres

Advogado baleado morre na emergência do Nossa Senhora dos Prazeres
Lages, 08/07/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações do Nossa Senhora dos Prazeres, equipe do CL, Polícia Militar e IGP


O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres acaba de confirmar a morte do advogado Gilberto Xavier, baleado por volta das 10 horas desta segunda-feira (08) em seu escritório, na rua James Robert Amos, nos fundos do Fórum Nereu Ramos e ao lado da Rádio 101 FM, em Lages.



Xavier chegou a ser socorrido pelo Samu. Em estado grave foi levado à emergência do hospital onde recebeu atendimento, conforme informou a emergência por volta das 11 horas, quando não havia confirmação da morte dele. Às 11h10min o hospital confirmou ao CLMais que o advogado não resistiu aos ferimentos e morreu.


As primeiras informações eram de que o atirador, identificado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) como Aldori Tadeu Córdova, disparou três vezes contra o advogado. Um tiro teria atingido a cabeça dele e outros dois as suas costas. No entanto, a Polícia Militar (PM) confirma que o advogado foi baleado duas vezes:uma na cabeça e outra no tórax.



O terceiro tiro ouvido por testemunhas foi o que Córdova disparou contra o peito (antes divulgado pela PM como na cabeça) para tirar a própria vida. Ainda segundo a PM, o atirador residia no Centro de Lages, tinha 65 anos, era servidor do Banco do Brasil aposentado e não possuía antecedentes criminais. A arma usada no crime é de calibre 38.



Outro cliente que estava no escritório na hora do crime, disse ao Correio Lageano que o atirador entrou e encontrou o advogado na recepção. Pediu para falar sobre uma ação envolvendo o Banco do Brasil e Xavier teria solicitado que ele aguardasse um instante e se deslocou por um corredor em direção a sua sala. Quando Xavier virou as costas o atirador disparou.


O IGP teria encontrado uma carta no bolso de Córdova, endereçada à família de Xavier, onde o atirador tenta justificar o motivo do crime. O IGP diz que a carta foi entregue ao perito criminal e está sob sigilo da investigação.


Gilberto Xavier era advogado das áreas trabalhista e tributarista. Tinha 50 anos. Pouco depois das 12h30min a família de Xavier estava no IGP, já a de Córdova não tinha comparecido ao local até este horário.



A carta


A carta encontrada, data de 27 de junho, o que indica que o atirador premeditou a morte do advogado e a dele próprio. Nela, Córdova acusa o advogado de ter feito um acordo com o banco que ele processava, o que o impediu de ganhar a ação na Justiça.





Fotos:Joana Costa

domingo, 5 de maio de 2013

Ação não lesou o erário e nem envolveu dinheiro, diz advogado de Elizeu


O advogado de Elizeu Matos na ação de improbidade administrativa era Fabrício Reicherdt, agora procurador do município, “portanto ele vai ter de contratar outro para fazer a defesa em 2ª instância”, explicou ao blog.
De alguns itens questionados pelo MPSC na ação de improbidade administrativa, “a única existente e acreditamos que seja a última”, comenta Fabrício, apenas três foram julgados pelo juiz Juliano Schneider, da Vara da Fazenda de Lages. O advogado lembra que não houve nenhum reparo na análise por parte do Tribunal de Contas, “pois foi apenas descumprimento de princípios.

Motivos

- Não publicação de contrato de serviço.
- Utilização de verba do Fundeb para reforma de escola.
- Renovação de contrato de vigilância.

Transparência

No julgamento o magistrado entendeu que houve descumprimento do princípio da transparência, como no caso da não publicação em jornal dos contratos. “Isso prova a inocência de Elizeu e a sua conduta ilibada na condução da coisa pública” reitera o advogado.

Inocente

Fabrício Reicherdt reitera que nesse processo, “e é o único”, não houve, em momento algum, envolvimento ou desvio de dinheiro. Não houve também nenhum ato praticado que causasse prejuízo, “por isso acreditamos que o processo seja arquivado em segunda instância, pois existem pré-julgados nesse sentido”, concluiu.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Advogado pede reintegração de posse de fazenda no Cerrito

Advogado pede reintegração de posse de fazenda no Cerrito
São José do Cerrito, 30/01/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais


Apesar da medida, os sem-terras estão no local e aguardam a desapropriação do imóvel rural



Semana passada, o advogado do dono da fazenda Linda Vista, na localidade  São Miguel, no interior de São José do Cerrito, Felype Branco Macedo, pediu a reintegração de posse do imóvel, que tem aproximadamente 900 hectares. Desde dezembro do ano passado, cerca de  70 famílias ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST) estão acampadas no local.



O pedido foi feito junto à 3ª Vara Criminal do Fórum de Lages. Tem por base uma liminar, de dezembro de 2012, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Luiz Fux, que suspendeu o decreto presidencial de desapropriação do imóvel, para fins de reforma agrária. “Estamos aguardando o despacho do juiz”, diz Macedo.



O decreto foi assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União em 26 de dezembro de 2011. Nele está garantido que a área da fazenda, medindo 648,94 hectares, será usada para assentamento de 30 famílias.



O advogado afirma que o processo de desapropriação, do Incra foi feito de maneira irregular, não obedecendo à legislação, sobretudo no que se refere aos prazos para a realização da vistoria, avaliação ou desapropriação do imóvel, que sofreu quatro invasões nos últimos nove anos.



O proprietário da fazenda, Plinio Luersen, diz estar confiante na reintegração de posse. Afirma que, ao contrário do que alega o MST, o imóvel é produtivo. Explica que uma grande parte da propriedade está ocupada por pastagem, onde cria cerca de 800 cabeças de gado, além de cavalos e ovelhas. Outra parte é coberta por mata nativa.



Felype Branco informa que com a suspensão do decreto, o STF terá que apreciar o mérito do caso. O prazo para a apreciação não foi definido. O Incra, através de sua assessoria de imprensa, prometeu se posicionar via e-mail, mas não o fez até o fechamento desta edição.



Acampados questionam a função social da terra


Aproximadamente 100 pessoas, entre homens, mulheres, adolescentes e crianças, montaram barracas e estão acampadas perto da sede da fazenda, cerca de 20 quilômetros distante do Centro de São José do Cerrito.



Membro do MST, Gonsalino da Silva Lara acredita que nos próximos dias deve sair uma decisão favorável aos acampados. Afirma que todos não irão arredar o pé do local enquanto isso não acontecer. Segundo Lara, os sem terra querem usar a fazenda para produzir sobretudo alimentos, como verduras e hortaliças, produção de leite, entre outros produtos.



Para ele, a propriedade “não cumpre com a função social” e, por isso, está passível à desapropriação para fins de reforma agrária, conforme prevê o  artigo 186, a Constituição Federal. Quanto às condições do acampamento, diz os atendimentos básicos, como saúde e educação, estão garantidos aos acampados.


Batalha jurídica envolvendo o imóvel


• A primeira invasão da fazenda ocorreu em 30 de outubro de 2004, quando mais de 600 famílias acamparam no local. A ocupação pendurou até dezembro de 2006, quando o proprietário conseguiu a reintegração de posse na Justiça.


• Cinco meses após a retirada, os sem terra ocuparam novamente o imóvel. Um mês depois, o proprietário conseguiu uma nova reintegração de posse e os invasores se retiraram em 10 de agosto do mesmo ano.


• A terceira invasão foi em 13 de julho de 2009, quando outra vez os membros do MST invadiram a propriedade. Quatro meses depois, a defesa conseguiu uma nova reintegração de posse.


• Em 21 de dezembro do ano passado, integrantes do MSt voltaram a ocupar o imóvel. Nove dias antes, o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha  suspendido os efeitos do decreto presidencial de desapropriação da fazenda, publicado em 26 de dezembro de 2011.


• Em 17 de janeiro, o proprietário pediu a reintegração de posse.




Fotos:Adecir Morais

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Empresa investigada nega irregularidades

Empresa investigada nega irregularidades
Lages, 29/01/2013, Correio Lageano


Advogado da Belamar Truck’s afirma que caminhão com registro de roubo estava na empresa apenas para fazer a pintura


O advogado da Belamar Truck’s Center, na Área Industrial, em Lages, Roberto Everton Calbusch, negou irregularidades na empresa, que atua na compra e venda de caminhões e peças usadas. Na semana passada, a Polícia Militar encontrou no local um caminhão com registro de roubo. O alvo das investigações é o dono da empresa.



Segundo o advogado, o caminhão foi deixado na empresa para pintura, saiu para  lavar em um posto ao lado  para voltar depois. Quando a polícia chegou ao local, encontrou o veículo no pátio do posto. Ele garante que o caminhão não estava sendo desmontado na oficina, tanto que a polícia vistoriou o barracão da empresa e não encontrou nenhuma peça suspeita.



“Não tem como saber se o caminhão era furtado. O motorista chegou lá como um cliente qualquer, fez o orçamento e acertou os serviços. Imagina se a empresa fosse pedir o documento de todo veículo que chega à oficina?”, indaga.



Ele ressalta que a polícia também teve acesso a imagens das câmeras de segurança da empresa, e que não constatou nenhuma irregularidade. “A Belamar está isenta de qualquer responsabilidade. Não tem nada de errado”, assegura.



O empresário também foi alvo da “Operação Lixa”, desencadeada em março do ano passado pela Polícia Federal, com o propósito de investigar denúncias sobre roubo de caminhões e cargas.



Quanto a esta investigação,  o advogado diz que nada foi comprovado contra o seu cliente, e que os seis caminhões apreendidos na época, já foram devolvidos à empresa. O inquérito, segundo ele, foi concluído e arquivado. “Contra a Belamar, não existe nada”, acrescenta.



Na época, o empresário também foi alvo de um prisão por porte ilegal de arma de fogo. Uma pistola 9 milímetros foi encontrada dentro do veículo do investigado. Sobre este crime, o advogado diz que “a arma não era dele. A pistola foi encontrada dentro de uma dos veículos adquiridos pelo empresário, em Foz do Iguaçu (PR), que sem saber o que fazer, guardou-a dentro de seu carro para posteriomente entregá-la à polícia, mas esqueceu e acabou sendo preso”.



Foto:Arquivo/CL

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Advogado de Xuxa Meneghel irá entrar com recurso contra Google na Justiça

Xuxa não fala sobre o assunto publicamente (Foto: Divulgação)
O advogado de Xuxa Meneghel, Mauricio Lopes, irá entrar com recurso contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a favor do Google, como informa o jornal “Agora” nesta quinta-feira (28).


Na quarta (27), a Justiça anunciou que havia cessado a liminar que impedia o Google de apresentar determinados resultados relacionados à vida da apresentadora.
No pedido de Xuxa, a busca pelo nome dela em conjunto com as palavras “pedofilia” e “pornografia” não deveria mostrar resultados. Tudo porque essa combinação levaria as pessoas a chegarem ao filme “Amor Estranho Amor”, no qual ela aparece em atos sexuais com um garoto de 12 anos.
A Justiça havia decidido que o Google não é culpado pelo conteúdo existente na internet, sendo somente uma ferramenta que evidencia e agrega tal conteúdo.
Yahoo