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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Acusados de matar policial civil vão a júri popular

Lages, 06/12/2013, Correio Lageano


A mulher e o amante, acusados de matar o policial civil Ari dos Santos, de 41 anos, em Lages, foram pronunciados nesta para responder perante júri popular por homicídio qualificado (motivo torpe e vítima sem chance de defesa), furto (arma do policial) e tentativa de ocultação de cadáver. O juiz Geraldo Corrêa Bastos, que atua na Vara Criminal, e presidirá o julgamento.



Foto: Arquivo

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Advogado diz que "processo contra policiais é tendencioso"

Advogado diz que "processo contra policiais é tendencioso"
Lages, 26 e 27/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



O advogado Luiz Carlos Ribeiro, que defende os dois policiais civis acusados de corrupção, considera “tendencioso” o processo contra seus clientes. Ele afirma que os agentes são “inocentes”, e que vai provar isso na Justiça.



Os policiais civis Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, prevaricação e peculato. As prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).



Um terceiro policial também está sendo investigado pelo mesmo crime. Até a prisão preventiva dele foi pedida, mas a Justiça negou sob a alegação de que não havia indícios que justificassem o encarceramento.



Segundo denúncias, o trio é apontado como integrante de um esquema criminoso que tentou extorquir o motorista de um automóvel EcoSport, em Lages. Almir foi preso quando recebia R$ 1 mil do motorista do carro.



Defesa: O advogado alega que a prisão foi uma armação. “O flagrante foi forçado, preparado, e simulado”, entende, reforçando que seus clientes são “inocentes”, e que não “receberam nenhuma propina”.



Ele explica que os policiais começaram a investigar o dono do carro porque receberam a informação de que o veículo fora roubado, em Porto Alegre, e que estaria clonado. “Eles estavam apenas exercendo o trabalho de policiais, que é de investigar”, completa, afirmando que no decorrer das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público sabiam que o carro estava irregular.




Carro: O delegado Raphael Bellinati, que lavrou o flagrante dos policiais, admite que o carro foi mesmo roubado, e que indiciou o proprietário por receptação. Para o advogado, o dono do carro não aceitou as investigações e decidiu forjar um flagrante para se eximir das responsabilidades, pois estaria com um veículo irregular. “Ele não se conformou que o carro era clonado e decidiu fazer a denúncia”, finaliza.



Delegado e Gaeco rebatem as declarações da defesa



Belinatti classificou as declarações do advogado como uma estratégia da defesa. Ele afirma que há testemunhas que comprovam o pagamento de “propina” aos policiais presos. Quanto ao carro, reafirma que foi roubado e que indiciou o proprietário por receptação.



O promotor do Gaeco em Lages, Joel Rogério Furtado Junior, também classificou as manifestações da defesa como uma tentativa de livrar os policiais. “Isso faz parte da defesa”, sustenta.



Ele não adianta detalhes das investigações, e opina que o mérito do processo - que vai definir se os policiais são culpados ou não, e se o carro é roubado, deve ser discutido apenas na Justiça e não de forma pública.



Foto: Adecir Morais

sábado, 5 de outubro de 2013

Juiz condena jovens que detonaram explosivos na Uniplac, em Lages

Lages, 04/10/2013, Assessoria de Imprensa do Associação dos Magistrados Catarinenses



Acusados de colocar explosivos nos banheiros da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e após detoná-los os réus Mahmud Abou Wadi, Allan Khaue de Jesus Ferreira e Rafael Moraes de Oliveira foram condenados pelo juiz Geraldo Correa Bastos, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lages, à pena de seis anos de reclusão, em regime semiaberto - o acusado Mahmud - e a quatro anos de reclusão, em regime aberto os demais.



Eles também foram condenados ao pagamento de multas que ultrapassam o valor de R$ 30 mil, além do fornecimento de cestas básicas para instituições do município.



O crime ocorreu no dia 28 de maio de 2004, por volta das 19 horas, no momento em que os alunos se preparavam para se dirigir às salas de aula. A atitude provocou danos de grandes proporções à instituição de ensino, além do pânico entre acadêmicos, em razão do estrondoso barulho produzido pela explosão.



Da sentença proferida pelo juiz Geraldo Corrêa Bastos ainda cabe recurso. (Autos nº 039.05.016728-4)




Foto:Divulgação

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Vereador e comparsa de Cerro Negro são acusados de roubo

Cerro Negro, 17 e 18/08/2013, Correio Lageano




O vereador do município de Cerro Negro Roberto Alexandre Morais está sendo acusado de roubar quatro cabeças de gado com Paulino Fermino da Silva, da vítima Sérgio Guzatti. Nos autos do processo movido contra os dois, consta que o acusado Paulino Fermino confessou que roubou o gado junto com o vereador. Mas no processo não consta a confissão do parlamentar.



O crime teria ocorrido no dia 30 de maio de 2011. No mesmo dia, os dois teriam ido em uma propriedade na localidade Encruzilhada dos Pintos, interior do município para vender os animais por R$ 2.500,00.



A venda foi feita com nota fiscal com números falsos de identificação do gado. Consta nos laudos que os dois acusados tentaram a absolvição por falta de provas.



Sentença


A sentença do juiz Raphael Mendes Barbosa era, primeiramente, que os acusados cumprissem pena de dois anos mais pagamento de 10 dias de multa.
Porém, a pena foi substituída por prestação de serviço à comunidade e prestação pecuniária de um salário mínimo ao Conselho da Comunidade, mais pagamento de 10 dias de multa.


Mesmo assim, os dois acusados recorreram da sentença que aguarda as razões do recurso pelo advogado de defesa. Depois deste passo do processo, o Ministério Público faz suas contra-razões e encaminha para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina analisar.



O Correio Lageano tentou entrar em contato com o vereador e com Paulino Fermino.
Porém, mesmo depois de vários recados na Câmara de Vereadores e para o celular do parlamentar, nenhum retorno foi dado à reportagem.



O irmão do vereador chegou a ligar na redação do jornal e disse que iria tentar localizar o irmão que mora no sítio. Porém, até o fechamento desta edição, ninguém entrou em contato sobre o assunto.



Foto: Tribunal Regional Eleitoral/ Divulgação

terça-feira, 28 de maio de 2013

Acusados de homicídio estão presos

Urubici, 29/05/2013, Correio Lageano




Os irmãos Jonas de Moraes Goes, de 24 anos, e Gedielson de Moraes Goes (19), além do pai deles, Adão Goes (44), foram presos na noite de segunda-feira (27), em Urubici, na Serra. Eles são os principais suspeitos pela morte de Ilson Florentino, de 41 anos, executado a tiros no domingo à tarde, no Estádio Madureira, durante uma partida de futebol. 



Eles foram localizados escondidos em um barracão em construção perto do Hospital São José, no Centro da cidade. Presos em flagrante, foram levados à Unidade Prisional Avançada (UPA), de São Joaquim. Testemunhas confirmaram que foi o trio o autor dos disparos. As armas não foram encontradas.



Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Gigliotti Murijo, que ontem à tarde pediu a prisão preventiva do trio, uma rixa antiga entre a vítima e os autores teriam motivado o homicídio.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Policiais militares são acusados de homicídio



Policiais militares são acusados de homicídio
São Jaoquim, 10/04/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



A denúncia é do Ministério Público e foi aceita pelo juiz de São Joaquim




Quatro policiais militares de São Joaquim, na Serra, foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por homicídio. Eles teriam espancado Valmir Velho da Silva, o “George Maicon”, em 24 de março do ano passado, durante uma ocorrência policial, até a morte. O crime ocorreu em uma lanchonete, na Rua Egídio Martorano, no centro da cidade.



A acusação, já aceita pelo juiz da 2ª Vara Criminal do Fórum de São Joaquim, Ronaldo Denardi, foi feita com base em um inquérito da Polícia Civil do município. Mário Roseli Chaves, João Batista Wolff da Silva Sobrinho, Maicol Rodrigues e Carlos Alberto Silveira Alves foram denunciados por “homicídio doloso duplamente qualificado por meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima”.



De acordo com as denúncias, os militares chegaram à lanchonete por volta das 23h40min e, “após reprimirem Silva”, que antes havia se envolvido em uma discussão com outro homem no estabelecimento, “passaram a desferir golpes de cassetete e chutes contra ele, causando-lhe vários ferimentos”.



Na denúncia, o promotor de Justiça Carlos Renato Silvy Teive afirmou que a vítima morreu em razão das “lesões e sem possibilidade de defesa”, uma vez que os “PMs estavam em maior número e investido de autoridade policial”.




Por telefone, o cunhado da vítima, Celso Adão de Oliveira, disse ao Correio Lageano que, antes de morrer, Silva pediu socorro na casa da sobrinha, cerca de 400 metros distante da lanchonete. Com a ajuda do marido, a mulher o levou para dentro de casa.
“Ela (sobrinha de George Maicon), perguntou se ele queria ir para o hospital, mas disse que não. Falou que queria apenas descansar um pouco para ir para casa, mas no dia seguinte, amanheceu morto sentado no sofá”, relatou.



Enquanto pedia ajuda, Oliveira lembrou que a vítima rastejava e estava muita machucada. “Ele pedia socorro e dizia estar todo arrebentado”, acrescentou. Segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP), a certidão de óbito atestou que Silva morreu de anemia, que pode ser ocasionada pela perda de sangue. A vítima tinha 36 anos, era pintor, morava no bairro Nossa Senhora de Fátima, usava álcool e droga. Filho de família humilde, estava separado e deixou três filhos.



PM e defesa rebatem acusação


Em nota, o comandante da Polícia Militar de São Joaquim, tenente Nilvo Pfleger, negou as acusações. Disse que, na época dos fatos, a PM instaurou um Inquérito Policial Militar, cuja conclusão apontou que “não havia indícios de crime ou transgressão disciplinar praticados pelos policiais”.




A nota explica que a “vítima foi agredida no local da ocorrência antes da chegada da guarnição da PM, e que existem relatos de testemunhas que não houve nenhuma agressão por parte dos PMs”.



Além disso, a nota diz que o inquérito da PM apurou que  George Maicon “foi visto na madrugada de 25 de março sendo agredido por dois masculinos nas proximidades de sua casa, no bairro Lagarto, distante do local da ocorrência, sendo que os agressores não foram identificados pelas testemunhas”.



O documento observa, ainda, que os policiais serão julgados pela Justiça comum, uma vez que a Militar julgou-se incompetente para tratar da matéria. Até agora, o Judiciário não solicitou ou determinou o afastamento dos policias de suas funções. Atualmente, três deles trabalham em São Joaquim o quarto na Polícia Militar Estadual.



A advogada de defesa dos policiais, Janaina Ferri Maines, alegou que não tem autorização dos acusados para falar sobre o caso, entretanto, observou que o processo está em fase inicial e que deve apresentar a defesa hoje. “As acusações não conferem a verdade dos fatos”, resumiu a advogada.



Foto: São Joaquim Online/Divulgação

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Assassinos de empresário serão julgados em Lages

Matadores de empresário serão julgados em Lages
São Joaquim, 01/02/2013, Correio Lageano



Os acusados estão presos na Unidade Prisional Avançada de São Joaquim



Eduardo da Rosa e Cristiano Garcia da Costa, acusados de matar o empresário Tadeu Lopes em São Joaquim, na Serra Catarinense, serão julgados em Lages. O empresário foi morto em dezembro do ano passado. O crime chocou a população.



O inquérito está tramitando na 1ª Vara Criminal do Fórum de Lages. A transferência ocorreu a pedido do Ministério Público, que concluiu que o crime ocorreu nas proximidades do trevo de acesso a Lages, na SC-438. Assim, considerado que a competência para o julgamento recai sobre o foro onde se consumar o crime, o caso será apreciado em Lages.


Eduardo e Cristiano estão presos em São Joaquim. Eles foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo informações da 1ª Vara, nos próximos dias eles serão citados para apresentar a defesa, que deve ser apresentada 10 dias depois da notificação. Eles não irão a júri popular.



O empresário desapareceu na noite de 18 de dezembro, quando saiu para ir a uma festa com os acusados. Três dias depois, ele foi encontrado morto na localidade de Domingos Borges, cerca de 18 quilômetros distante do Centro de São Joaquim. O corpo foi abandonado em uma ribanceira de aproximadamente 15 metros.



Segundo a polícia, Lopes teria dado indícios que estava com um grande quantidade em dinheiro, motivo pelo qual os acusados anunciaram o assalto e na sequência atiraram contra ele. De acordo com informações, Eduardo e Cristiano eram amigos do empresário, que possuía uma churrascaria em São Joaquim. Os dois confessaram o crime.



Carro da vítima queimou


Além do dinheiro, os acusados iriam levar o carro da vítima para o Rio Grande do Sul. Logo após o assalto, eles passaram pela Ponte das Goiabeiras,  na localidade de São Francisco Xavier, mas chegando ao  estado gaúcho, mudaram de ideia e retornaram pela localidade de São João do Pelotas.



Após passar pela localidade de Arvoredo em direção a São Joaquim, o condutor do veículo perdeu o controle da direção e colidiu contra um barranco. A batida teria ocasionado o incêndio fazendo com que os autores do crime fugissem a pé do local.
Além do latrocínio, eles deverão responder por ocultação de cadáver.



Foto:Divulgação

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DIC prende acusados de roubo

Lages, 25/10/2012, Correio Lageano




Ontem de manhã, policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lages, com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná, prenderam, em Cornélio Procópio (PR), Alcino Alves Feitoza, de 30 anos, natural de Rio Branco (AC), e Jucélio dos Santos, 43 anos, nascido em Terra Roxa (PR). Ambos estavam em um posto de gasolina na PR 60.


A identificação da quadrilha ocorreu após investigação a partir de duas ocorrências de roubo a carga de cigarros transportados pela empresa Daycon Pegoraro, em Lages. O primeiro foi em abril e o último em agosto. As cargas eram avaliadas em mais de R$ 20 mil.


O roubo de abril ocorreu quando a vítima estava entregando cigarro com um Kombi, na Rua Clube de Ragatas Vasco da Gama, no bairro Santa Mônica. Os criminosos levaram o motorista para o mato com a cabeça coberta, baldearam a carga em outro carro e fugiram.


Alcindo foi recambeado ontem para Lages. Segundo o delegado da DIC, Márcio Schütz, Jucélio permaneceu na cadeia no Paraná por conter ordens de prisão anteriores naquele Estado por envolvimento em outros crimes.


Ainda restam efetuar outras prisões da quadrilha e identificar possíveis suspeitos. Schütz afirma que os criminosos já vinham agindo em várias cidades de Santa Catarina, onde são suspeitos de roubos de cargas de cigarros.


Em Lages, segundo o delegado, um comerciante, que não teve o nome divulgado, deve ser indiciado por favorecimento pessoal por auxiliar a quadrilha tentando frustrar o trabalho da polícia.


Ele acredita que, com essas prisões, deve-se reduzir a quantidade de crime desta natureza.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Afilhado é um dos mandantes do assassinato de casal em Campo Belo do Sul

Afilhado é um dos mandantes do assassinato de casal em Campo Belo do Sul
Campo Belo do Sul, 28/09/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da equipe do Correio Lageano que acompanhou a apresentação dos acusados



Foram presos na manhã desta sexta-feira (27) os quatro, agora acusados (depois de o Ministério Público aceitar denúncia), de matar  o casal Jaime Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, na localidade Mato Queimado, a 30 quilômetros do Centro daquele município. Um dos mandantes do crime, José Francisco de Souza, o Chiquino, de 23 anos, é afilhado das vítimas.



O mandado de prisão foi emitido na noite desta quinta-feira (27), por um juiz de Campo Belo do Sul, mas Chiquinho e seus parceiros no crime - Vânio da Silva, de 26 anos; José Eradi Moreira de Oliveira, de 25 anos; e Gabriel dos Santos, o Nanico, de 22 anos; eram monitorados pela Polícia Civil desde que os corpos foram encontrados na casa das vítimas, no sábado (22), por volta das 18 horas.



Em um vídeo gravado pela Polícia Militaar (PM), Chiquinho confessa detalhes e que o crime foi premeditado. Os quatro trabalharam até às 12 horas de sexta-feira (21) em uma plantação de pinus no município. Em seguida foram tomar cerveja em um bar que fica em Mato Queimado. Lá combinaram o crime.



Chiquinho e Silva prometeram dar uma motocleta, R$ 1mil em dinheiro e uma motoserra para Oliveira e Nanico matarem o casal. Eles queriam calar Jaime e Terezinha, porque eles delataram à vizinhança que os dois cometiam furtos. As investigações também apontam para uma richa antiga de Chiquinho e Silva com Vânio. O motivo não foi divulgado.



Perto das 21h30min Vânio foi à residência do casal e simulou que sua moto ficou sem combustível. Nanico, Oliveira e Chiquinho ficaram escondidos em uma matagal próximo.


Chiquinho contou que Jaime não queria abrir a porta, mas diante da insistência de Silva, saiu já com um galão na mão para retirar um litro de gasolina de seu carro e emprestar para Silva. Quando se abaixou para pegar o combustível no tanque, os outros comparças saíram do mato e entraram na propriedade.


Jaime foi atingido por um tiro de espingarda calibre 12 na nuca. O disparo saiu pela parte frontal da cabeça. O tiro foi dado por Nanico. Chiquinho ainda lembra que depois de ferido, Jaime ainda foi chutado na cabeça por Silva. Ele diz que viu os miolos do padrinho espalharem. Nanico queria dar outro tiro na vítima, mas Chiquinho teria pedido para que não fizesse isso, depois de se dizer chocado com a cena do chute.



Ao ver o que acontecia, Terezinha tentou correr, mas foi esfaqueada 15 vezes e degolada com uma faca semelhante a um punhal, apanhada na casa das vítimas.


Os quatro criminosos fugiram do local. Chiquinho teria passado a noite em um matagal e, com remorços, contou o que fez à família. Foi aconselhado a relatar tudo à polícia.


Além de matar, eles roubaram uma roçadeira, uma motosserra e um aparelho de som de carro da residência das vítimas.


Os quatro são acusados de latrocínio (quando, para consumar o roubo, a violência empregada pelo agente causa a morte da vítima). Foram levados ao Presídio Regional de Lages onde aguardarão julgamento.


A Polícia Civil informou que Oliveira já tem passagem pela polícia por homicídio. Ele teria matado um cunnhado e aguardava julgamento em liberdade.


Acompanhe mais informações aqui, no CLMais e no Correio Lageano deste final de semana.






Foto:Adecir Morais

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Acusados de matar família nos EUA devem ter pena máxima

Acusados de matar família nos EUA devem ter pena máxima
Lages, 26/09/2012,Correio Lageano, por Susana Küster



Um dos acusados de matar família Szczepanik, nos Estados Unidos, pode receber pena de morte



“Espero que a justiça seja feita com todos os envolvidos no crime”, diz um dos filhos de Vanderlei e Jaqueline Szczepanik, Darcy Sady Costa Klein, que mora no bairro Jardim Panorâmico, em Lages. O crime ocorreu em dezembro de 2009, na cidade de Omaha, que fica no estado de Nebrasca, nos Estados Unidos da América (EUA). O julgamento começou na semana passada e vai terminar daqui três semanas.



Klein conta que dos 97 jurados, 61 já conheciam o caso, antes de participar do júri.
Segundo informações do site Brazilian Times, o juiz Thomas Otepka disse que os jurados serão os responsáveis em decidir o futuro de José Carlos, inclusive o grau da culpa.
Investigações da polícia dos EUA mostraram que o mentor do crime foi o brasileiro que na época, era ex-empregado da família, José Carlos Coutinho, 36 anos.



Ele é natural de Ipaba, que fica em Minas Gerais, e é acusado de triplo homicídio, já que teria matado Vanderlei, sua esposa Jaqueline e o filho do casal, Christopher, 7 anos.  De acordo com os promotores do caso, o mineiro e dois amigos, teriam assassinado, esquartejado os três corpos, guardado os pedaços em um saco e jogado dentro do rio Missouri.



Os amigos de Coutinho que teriam participado do crime são Valdeir Gonçalves e Elias Lourenço, que trabalhavam como serventes de pedreiro.  Patrícia Santos Oliveira (esposa de Coutinho), e Wanderlúcia Oliveira de Paiva (esposa de Gonçalves), são testemunhas chave neste julgamento.



Elas depuseram contra seus maridos, em agosto do ano passado. As duas confessaram que ouviram deles, por telefone, a confissão do assassinato da família Szczepanik.  Depois disso, Gonçalves decidiu falar o que sabia sobre o caso. Ele disse aonde os corpos tinham sido jogados. Só assim, a polícia conseguiu achar a ossada da família.



Pelo fato de ter confessado, ele poderá ficar livre de ser condenado à pena de morte, mas José Carlos poderá não ter a mesma sorte.  Segundo o site Brazilian Times, os promotores pedirão a pena máxima para todos os envolvidos.



As investigações mostram que os três assassinaram o patrão por estarem insatisfeitos com o pagamento que recebiam de Vanderlei. Klein conta que um dos acusados pelo crime (Elias Lourenço) foi deportado para o Brasil durante as investigações, pois não havia provas que o incriminassem.



Com isso, ele se livrou do julgamento, pois as leis brasileiras não permitem a extradição de cidadãos para serem julgados em outros países e serem condenados a penas superiores às previstas no Brasil para crimes da mesma natureza. “Esperamos que ele também seja julgado e que isso aconteça aqui no Brasil ou nos Estados Unidos”, ressalta Klein.





Fotos:Divulgação