Lages, 26/09/2012,Correio Lageano, por Susana Küster
Um dos acusados de matar família Szczepanik, nos Estados Unidos, pode receber pena de morte
“Espero que a justiça seja feita com todos os envolvidos no crime”, diz
um dos filhos de Vanderlei e Jaqueline Szczepanik, Darcy Sady Costa
Klein, que mora no bairro Jardim Panorâmico, em Lages. O crime ocorreu
em dezembro de 2009, na cidade de Omaha, que fica no estado de Nebrasca,
nos Estados Unidos da América (EUA). O julgamento começou na semana
passada e vai terminar daqui três semanas.
Klein conta que dos 97 jurados, 61 já conheciam o caso, antes de participar do júri.
Segundo informações do site Brazilian Times, o juiz Thomas Otepka disse
que os jurados serão os responsáveis em decidir o futuro de José
Carlos, inclusive o grau da culpa.
Investigações da polícia dos EUA mostraram que o mentor do crime foi o
brasileiro que na época, era ex-empregado da família, José Carlos
Coutinho, 36 anos.
Ele é natural de Ipaba, que fica em Minas Gerais, e é acusado de triplo
homicídio, já que teria matado Vanderlei, sua esposa Jaqueline e o
filho do casal, Christopher, 7 anos. De acordo com os promotores do
caso, o mineiro e dois amigos, teriam assassinado, esquartejado os três
corpos, guardado os pedaços em um saco e jogado dentro do rio Missouri.
Os amigos de Coutinho que teriam participado do crime são Valdeir
Gonçalves e Elias Lourenço, que trabalhavam como serventes de pedreiro.
Patrícia Santos Oliveira (esposa de Coutinho), e Wanderlúcia Oliveira
de Paiva (esposa de Gonçalves), são testemunhas chave neste julgamento.
Elas depuseram contra seus maridos, em agosto do ano passado. As duas
confessaram que ouviram deles, por telefone, a confissão do assassinato
da família Szczepanik. Depois disso, Gonçalves decidiu falar o que
sabia sobre o caso. Ele disse aonde os corpos tinham sido jogados. Só
assim, a polícia conseguiu achar a ossada da família.
Pelo fato de ter confessado, ele poderá ficar livre de ser condenado à
pena de morte, mas José Carlos poderá não ter a mesma sorte. Segundo o
site Brazilian Times, os promotores pedirão a pena máxima para todos os
envolvidos.
As investigações mostram que os três assassinaram o patrão por estarem
insatisfeitos com o pagamento que recebiam de Vanderlei. Klein conta que
um dos acusados pelo crime (Elias Lourenço) foi deportado para o Brasil
durante as investigações, pois não havia provas que o incriminassem.
Com isso, ele se livrou do julgamento, pois as leis brasileiras não
permitem a extradição de cidadãos para serem julgados em outros países e
serem condenados a penas superiores às previstas no Brasil para crimes
da mesma natureza. “Esperamos que ele também seja julgado e que isso
aconteça aqui no Brasil ou nos Estados Unidos”, ressalta Klein.
Fotos:Divulgação