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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Passeata pela paz pede mais segurança em Campo Belo do Sul

Passeata pela paz pede mais segurança em Campo Belo do Sul
Campo Bleo do Sul, CLMais, por Patrícia Vieira, com informações da equipe do CL que esteve no município




Mais de mil pessoas e muitas faixas e cartazes com pedidos de justiça e silêncio. Assim foi a manifestação pública em Campo Belo do Sul, nesta terça-feira (19) que perdurou em torno de 1hora. O comércio local aderiu à manifestação para reforçar os pedidos de paz, justiça e segurança no município.




A população se reuniu na pracinha da Cacimba no Centro da Cidade.  Elas passarão em frente de órgãos como Delegacia de Polícia, Fórum, Câmara de Vereadores, Prefeitura e nas ruas centrais do município.




O manifesto é devido ao assassinato de Serasélia Neis e Marlene Pletsch. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Mãe e filha foram encontradas mortas dentro de casa. Ambas foram executadas com tiros de revólver na cabeça, na localidade de Morro do Chapéu, a cerca de quatro quilômetros do perímetro urbano do município.




O que assusta a população, é que este é segundo caso de duplo assassinato num período de cinco meses. Em setembro, o casal Jaime José Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, ambos com 54 anos, moradores da localidade Mato Queimado, foram mortos também em casa.



Foto: Adecir Morais

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Passeata pedirá justiça e segurança em Campo Belo do Sul

Passeata pedirá justiça e segurança em Campo Belo do Sul
Campo Belo do Sul, Assessoria de Imprensa da Amures



Faixas, cartazes com dizeres de justiça e silêncio. Assim deve ser a manifestação pública que acontece a partir das 14 horas desta terça-feira (19) em Campo Belo do Sul.



Moradores inclusive do interior estão mobilizados e todos pedem segurança pelos bárbaros assassinatos da aposentada Seraselia Neis da Silva, 74 anos e sua filha, Marlene Catarina Pletsch, 52 anos, ocorrido na quarta-feira da semana passada.



Tensão e medo são o que melhor traduz hoje, a sensação da comunidade em Campo Belo do Sul, segundo o prefeito Edilson José de Souza. “Até para ir à escola as crianças estão com medo. Há um certo pânico geral na população", desabafa o prefeito.



Não se tem números oficiais, mas a manifestação de amanhã deve reunir mais de 200 pessoas. Elas passarão em frente de órgãos como Delegacia de Polícia, Fórum, Câmara de Vereadores, Prefeitura e nas ruas centrais do município.



O comércio local deve aderir à manifestação e vai engrossar os pedidos por segurança e reforço do policiamento. Mesmo uma semana após o duplo assassinato, os moradores estão chocados. O que é certo até agora é que, Campo Belo do Sul vai parar nesta terça-feira para refletir sobre a falta de segurança que amedronta a todos.




As mortes


O assassinato de Serasélia Neis e Marlene Pletsch acendeu o estopim da insegurança em Campo Belo do Sul. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Mãe e filha foram encontradas mortas dentro de casa. Ambas foram executadas com tiros de revólver na cabeça, na localidade de Morro do Chapéu, a cerca de quatro quilômetros do perímetro urbano do município.



O que deixa a população atônita é que foi o segundo caso de duplo assassinato num período de cinco meses. Em setembro, o casal Jaime José Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, ambos com 54 anos, moradores da localidade Mato Queimado, foram mortos também em casa.



No caso da semana passada, a vítima Marlene Pletsch era mulher do vereador licenciado e secretário municipal de Agricultura e de Obras, Edemar Pletsch.




Não é o primeiro duplo assassinato que choca Campo Belo do Sul



Em setembro do ano passado o casal de idosos José Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, os dois com 54 anos, foi encontrado assassinado dentro de casa, na localidade Mato Queimado. O crime foi encomendado e cometido com ajuda de um sobrinho das vítimas, que roubaram objetos da residência. 




Foto: Núbia Garcia / Arquivo

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Afilhado é um dos mandantes do assassinato de casal em Campo Belo do Sul

Afilhado é um dos mandantes do assassinato de casal em Campo Belo do Sul
Campo Belo do Sul, 28/09/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da equipe do Correio Lageano que acompanhou a apresentação dos acusados



Foram presos na manhã desta sexta-feira (27) os quatro, agora acusados (depois de o Ministério Público aceitar denúncia), de matar  o casal Jaime Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, na localidade Mato Queimado, a 30 quilômetros do Centro daquele município. Um dos mandantes do crime, José Francisco de Souza, o Chiquino, de 23 anos, é afilhado das vítimas.



O mandado de prisão foi emitido na noite desta quinta-feira (27), por um juiz de Campo Belo do Sul, mas Chiquinho e seus parceiros no crime - Vânio da Silva, de 26 anos; José Eradi Moreira de Oliveira, de 25 anos; e Gabriel dos Santos, o Nanico, de 22 anos; eram monitorados pela Polícia Civil desde que os corpos foram encontrados na casa das vítimas, no sábado (22), por volta das 18 horas.



Em um vídeo gravado pela Polícia Militaar (PM), Chiquinho confessa detalhes e que o crime foi premeditado. Os quatro trabalharam até às 12 horas de sexta-feira (21) em uma plantação de pinus no município. Em seguida foram tomar cerveja em um bar que fica em Mato Queimado. Lá combinaram o crime.



Chiquinho e Silva prometeram dar uma motocleta, R$ 1mil em dinheiro e uma motoserra para Oliveira e Nanico matarem o casal. Eles queriam calar Jaime e Terezinha, porque eles delataram à vizinhança que os dois cometiam furtos. As investigações também apontam para uma richa antiga de Chiquinho e Silva com Vânio. O motivo não foi divulgado.



Perto das 21h30min Vânio foi à residência do casal e simulou que sua moto ficou sem combustível. Nanico, Oliveira e Chiquinho ficaram escondidos em uma matagal próximo.


Chiquinho contou que Jaime não queria abrir a porta, mas diante da insistência de Silva, saiu já com um galão na mão para retirar um litro de gasolina de seu carro e emprestar para Silva. Quando se abaixou para pegar o combustível no tanque, os outros comparças saíram do mato e entraram na propriedade.


Jaime foi atingido por um tiro de espingarda calibre 12 na nuca. O disparo saiu pela parte frontal da cabeça. O tiro foi dado por Nanico. Chiquinho ainda lembra que depois de ferido, Jaime ainda foi chutado na cabeça por Silva. Ele diz que viu os miolos do padrinho espalharem. Nanico queria dar outro tiro na vítima, mas Chiquinho teria pedido para que não fizesse isso, depois de se dizer chocado com a cena do chute.



Ao ver o que acontecia, Terezinha tentou correr, mas foi esfaqueada 15 vezes e degolada com uma faca semelhante a um punhal, apanhada na casa das vítimas.


Os quatro criminosos fugiram do local. Chiquinho teria passado a noite em um matagal e, com remorços, contou o que fez à família. Foi aconselhado a relatar tudo à polícia.


Além de matar, eles roubaram uma roçadeira, uma motosserra e um aparelho de som de carro da residência das vítimas.


Os quatro são acusados de latrocínio (quando, para consumar o roubo, a violência empregada pelo agente causa a morte da vítima). Foram levados ao Presídio Regional de Lages onde aguardarão julgamento.


A Polícia Civil informou que Oliveira já tem passagem pela polícia por homicídio. Ele teria matado um cunnhado e aguardava julgamento em liberdade.


Acompanhe mais informações aqui, no CLMais e no Correio Lageano deste final de semana.






Foto:Adecir Morais

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Polícia Civil perto de elucidar assassinato

Polícia Civil perto de elucidar assassinato
Campo Belo do Sul, 27/09/2012, Correio Lageano





A Polícia Civil de Campo Belo do Sul está prestes a desvendar o assassinato do casal Jaime José Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, os dois de 54 anos de idade, encontrados mortos no interior do município, no último final de semana. O crime chocou a população.



Ontem à tarde, o delegado Adelino Toigo, responsável pelo caso, fez o interrogatório de dois suspeitos, que residem no interior do município. Segundo ele, há indícios que os incriminam, entretanto, preferiu manter os nomes em sigilo até ter certeza da autoria do homicídio.




O casal foi encontrado morto no último sábado (22) na localidade de Mato Queimado, a 30 quilômetros do Centro daquela cidade e a aproximadamente 115 quilômetros de Lages, pela Polícia Militar. Os corpos foram encontrados na residência do casal, por Gibrail Tadeu Ferreira de Morais, de 53 anos, irmão de Jaime.



O corpo do homem estava de bruços no assoalho e a cabeça apresentava ferimento, aparentemente, provocado por um tiro que saiu pela parte posterior. Já a mulher estava na área da residência também de bruços. O casal tinha uma vida simples.



Desde então, a polícia começou a ouvir testemunhas para elucidar o caso. Além disso, foram colhidas várias impressões digitais na residência pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (quando, para consumar o roubo, a violência empregada pelo agente causa a morte da vítima), já que a casa estava toda revirada.




Foto: Arquivo/CL

domingo, 23 de setembro de 2012

Duplo assassinato assusta moradores do interior de Campo Belo do Sul

Campo Belo do Sul, 23/09/2012, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações do Boletim enviado à imprensa pela Polícia Militar em Lages, do plantão da Polícia Militar em Campo Belo do Sul e do IGP em Lages




O assassinato do casal Jaime José Ferreira de Morais e Terezinha Ribeiro de Morais, os dois de 54 anos de idade, ainda é um mistério que intriga moradores da localidade Mato Queimado, no interior de Campo Belo do Sul, a 30 quilômetros do Centro de Campo Belo e a aproximadamente 115 quilômetros do Centro de Lages. Os corpos  foram encontrados na residência do casal, perto das 17h30min deste sábado (22), por Gibrail Tadeu Ferreira de Morais, de 53 anos, irmão de Jaime.




A dez metros da casa, policiais militares já avistaram o corpo do homem, de bruços no assoalho. A cabeça dele estava ferida, aparentemente, por um tiro que saiu pela parte posterior. Existia uma grande mancha de sangue, já seco.  O corpo da esposa dele estava na área da residência, também de bruços e rígido.





A Polícia Militar acionou a Polícia Civil, depois de verificar que nenhum suspeito estava nas proximidades e de tomar os cuidados necessários à preservação do local do crime.




Alguns vizinhos foram ouvidos, mas ninguém percebeu nenhum fato diferente da rotina da comunidade, como suspeitos ou barulho de tiros.





A porta da casa  e as gavetas da pia da cozinha estavam abertas. O quarto do casal também estava revirado e, sobre a mesa, foi deixado um relógio. Por isso, a polícia trabalha inicialmente com a hipótese de latrocínio (quando, para consumar o roubo, a violência empregada pelo agente causa a morte da vítima).





A Polícia Militar em Campo Belo do Sul relata que os três filhos do casal residem em Florianópolis e chegaram ao município neste domingo (23), para sepultar os pais. Os corpos só foram liberados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) em Lages, por volta das 14h50min. A família fará o sepultamento ainda neste domingo, sem velório, porque existe a suspeita de que a morte do casal tenha acontecido no final da tarde da última sexta-feira (21).







Ainda neste domingo, policiais militares voltaram no local do crime, onde colheram informações da falta de alguns equipamentos da propriedade. Eles também ouviram familiares e devem repassar seus relatos à Polícia Civil, que não faz plantão no município e, só volta a trabalhar no caso nesta segunda-feira (24).





Além de se dedicar à agricultura, Jaime era motorista do transporte escolar  de Campo Belo do Sul. Segundo a Polícia Militar, ele teria trabalhado normalmente na sexta-feira (21).







O Instituto Geral de Perícias informou às 16h25min, que a causa da morte de Jaime foi traumatismo craniano causado por um tiro, provavelmente de espingarda. A bala não estava alojada em sua cabeça, apenas estilhaços foram retirados.






O laudo atestou que Terezinha morreu degolada. A suspeita é de que tenha sido por um facão ou outra arma branca grande e sem serra, pela gravidade do ferimento provocado. Ela também foi atingida por 15 facadas, mas a maioria era superficial.





O enterro do casal acontece no cemitério e Campo Belo do Sul.

domingo, 2 de setembro de 2012

Município gaúcho nunca teve disputa eleitoral para prefeitura


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Com 16 anos de existência, o município de Mato Queimado, no noroeste do Rio Grande do Sul, nunca passou por uma disputa eleitoral para a prefeitura. Desde a primeira eleição municipal, em 2000, nunca houve dois candidatos ao cargo de prefeito, restando ao concorrente único apenas cumprir a formalidade e assumir o comando do município.
A cidade, situada a 480 quilômetros de Porto Alegre, tem apenas 1,8 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e se se emancipou em 1996 de Caibaté. Desde então, adotou um modelo político singular. Segundo o prefeito Orcelei Dalla Barba, antes das eleições as lideranças políticas dos quatro partidos existentes na cidade (PT, PMDB, PTB e PP) se reúnem e decidem quem vai governar o município.
O escolhido é inscrito, então, como candidato único para disputar as eleições municipais. Além disso, nunca houve qualquer candidato de oposição na disputa pelas nove vagas da Câmara Municipal. Os vereadores sempre disputam sob uma coligação única, que envolve os quatro partidos. O prefeito explica que a ideia de se ter um consenso em torno de uma única candidatura vem desde a época em que Mato Queimado buscava a emancipação.
“Tinha-se um histórico do município mãe [Caibaté] e nos municípios da região havia muita disputa política, de muita desavença entre as comunidades em função da disputa política. Queríamos construir algo diferente. Juntamos as lideranças partidárias e entramos em um consenso. E esta já é a quarta eleição na forma consensual, onde não há rivalidade política e onde há respeito mútuo entre os partidos”, explicou Orcelei Dalla Barba.
Agência Brasil