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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Polícia Civil prende homem condenado por tentativa de homicídio em Turvo

 

Polícia Civil SC, 29 de abril 2024

 

Os policiais civis da Delegacia de Turvo realizaram, na sexta-feira (26), a prisão de um homem em razão de sentença definitiva por tentativa de homicídio em 2016. Este indivíduo, cujo histórico criminal é vasto, acumulou ao longo dos anos uma série de delitos graves. 

Segundo informações obtidas junto às autoridades policiais, o homem possui em sua ficha criminal diversos boletins de ocorrência, abrangendo uma gama de crimes que vão desde posse ou porte de drogas para uso pessoal até tentativas de homicídio.

Dentre os crimes registrados em sua ficha está a tentativa de homicídio, pelo qual foi condenado de forma definitiva. Apesar de não haver outras condenações formais, o histórico de delitos aponta para uma conduta criminosa recorrente.

Após um longo processo judicial, que incluiu recursos até o Supremo Tribunal Federal (STF), o réu teve seu último recurso negado, culminando na emissão de um mandado de prisão. 

O homem detido foi encaminhado para o presídio Regional de Araranguá, onde permanecerá à disposição da justiça para cumprimento de sua pena e demais providências legais pertinentes ao caso. A Polícia Civil ressalta o compromisso em combater o crime e proteger os cidadãos de Turvo e região.

Polícia Civil desarticula bando que aplicava golpe da falsa portabilidade de empréstimo

 

Polícia Civil, 29 de abril 2024

 

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DCE/DIC), conclui inquérito policial e desarticulou um grupo criminoso e indiciou cinco pessoas por envolvimento com o golpe da falsa portabilidade de empréstimo. Em síntese, o bando entrava em contato com as vítimas, ofertando-lhes a portabilidade de seu empréstimo, com redução das parcelas.

Convencidas da aparente vantagem financeira, as vítimas acabavam contraindo um novo empréstimo e pagando um boleto bancário com a suposta finalidade de quitação do empréstimo anterior, entretanto, não havia qualquer portabilidade e o dinheiro pago era direcionado ao bando, em prejuízo das vítimas.

Remetido o inquérito policial a juízo, foi pleiteado o bloqueio de mais de R$60.000,00 de cada indiciado na tentativa de garantir as indenizações à vítima. Os indiciados responderão criminalmente pelas suas condutas.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Acusados de matar policial civil vão a júri popular

Lages, 06/12/2013, Correio Lageano


A mulher e o amante, acusados de matar o policial civil Ari dos Santos, de 41 anos, em Lages, foram pronunciados nesta para responder perante júri popular por homicídio qualificado (motivo torpe e vítima sem chance de defesa), furto (arma do policial) e tentativa de ocultação de cadáver. O juiz Geraldo Corrêa Bastos, que atua na Vara Criminal, e presidirá o julgamento.



Foto: Arquivo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Inquérito indicia dois policiais civis de Lages por corrupção

Lages, 10/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



Dez dias após do início das investigações, a Polícia Civil de Lages concluiu o inquérito policial que apurou denúncias de corrupção envolvendo dois policias civis. O documento foi encaminhado na manhã desta quarta-feira (09) ao Ministério Público, no Fórum da comarca.



Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira, alvos das denúncias, foram indiciados por concussão,  peculato e associação criminosa. Eles estão detidos preventivamente na Diretoria de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis.



No Fórum, o inquérito será analisado por um promotor de Justiça, que decidirá se oferecerá denúncia contra os policiais. Além de ofertar denúncia, o promotor pode pedir o arquivamento do processo ou novas diligências à Polícia Civil.



A dupla foi presa pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Almir por extorquir o proprietário de um carro supostamente irregular, do Bairro Copacabana. Na hora da prisão, no dia 1º de outubro, iria receber R$ 1 mil como fruto de extorsão.



Segundo a polícia, a vítima contou que foi ameaçada e teve que entregar o dinheiro, além de um EcoSport, em troca de não ser preso. O veículo foi levado e a suspeita é de que a quadrilha pretendia vendê-lo, porém, mais tarde foi recuperado.



Paulo, por sua vez, foi preso no dia 5, enquanto saía de casa no Bairro Caravággio. Ele é tido como o chefe do esquema criminoso, segundo as investigações. A ação também foi do Gaeco.



Provas: O inquérito tem cerca de cem páginas e é composto, basicamente, por provas testemunhais. Nele há depoimentos e interrogatórios de pelo menos 10 pessoas, entre os policiais envolvidos, testemunhas e vítimas.


Crimes: Os policiais envolvidos nas investigações foram indiciados pelos crimes de concussão, peculato e associação criminosa, cujas penas podem passar de 20 anos de prisão.



Provas insuficientes contra mais um suspeito


Pelo o que apurou o Correio Lageano, com exclusividade, um terceiro policial civil de Lages, suspeito de fazer parte do mesmo esquema criminoso, foi investigado, porém, os investigadores não encontraram indícios necessários para a sua prisão. O Ministério Público chegou a pedir a prisão preventiva dele, mas a Justiça indeferiu o pedido.


O juiz entendeu que não havia indícios o suficiente para mandar prendê-lo. Agora, entretanto, caberá ao Ministério Público analisar as provas e pedir novamente a prisão, caso se convença de que há provas que justificassem o encarceramento.



Foto: Arquivo/CL

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Investigação é feita "doa a quem doer" diz delegada

Investigação é feita "doa a quem doer" diz delegada
Lages, 08/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




A delegada Regional Luciana Rodermel disse que a Polícia Civil está disposta a cortar a “própria carne” em relação às investigações sobre o suposto envolvimento de dois policiais civis com o crime. Em menos de uma semana, dois agentes foram presos, em Lages, suspeitos de extorsão. “Lamento que policiais usem do cargo para cometer atos assim”, afirmou a delegada, salientado que as investigações estão sendo feitas de forma “transparente” e as punições vão ocorrer “doa a quem doer”.



Ela disse que está aguardando o fim das investigações para abrir um processo administrativo com o objetivo de apurar a conduta dos policiais envolvidos nas ocorrências. Caso seja confirmada a participação deles nos crimes, serão demitidos.



Prisões: Almir da Silva Malinverni, preso no último dia 1º, foi detido enquanto recebia, fruto de extorsão, a quantia de R$ 1 mil do proprietário de uma EcoSport, no bairro Copacabana. Ele trabalha 2ª Delegacia de Polícia de Lages.



No último sábado, foi a vez da prisão de Paulo Ricardo de Oliveira, suspeito de participação no mesmo esquema. Ele é tido como o líder do esquema criminoso, e foi preso enquanto saía de sua casa no bairro Caravaggio.



Almir e Paulo foram transferidos para a sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis. São suspeitos de corrupção passiva, associação criminosa e roubo qualificado. A ação foi do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).



Investigação: De acordo com as investigações, indícios apontam que a quadrilha atuava há pelo menos três anos na Serra e também no Meio-Oeste do Estado.  O Gaeco segue investigando o caso e há suspeita do envolvimento de outros policiais civis no esquema criminoso.


Inquérito deve ser concluído esta semana



Luciana Rodermel informou que as investigações devem concluídas esta semana. Após, o caso será encaminhado ao Ministério Público para o oferecimento de denúncia contra os policiais envolvidos no esquema.




O promotor de Justiça do Gaeco, Alexandre Graziotin, reafirmou que outros policiais civis de Lages estão sendo investigados. Segundo ele, apesar de haver indícios de que a quadrilha agia há mais de três anos, ainda é cedo para afirmar por quanto tempo o bando agia na cidade. “Ainda é prematuro passar alguma informação neste sentido, mas continuamos investigando o caso”, relatou, salientando que ainda não se sabe quantas vítimas a quadrilha fez na cidade.



Conforme as investigações, os policiais suspeitos procuravam motoristas e tentavam extorqui-los em troca de favores. Alegavam que os carros deles estavam irregulares e para não prendê-los e recolher o veículo, exigiram o pagamento de propina.



Foto:Adecir Morais

domingo, 6 de outubro de 2013

Gaeco prende segundo policial civil em Lages

Lages, 07/10/2013, Correio Lageano, por Susana Küster


Em menos de uma semana, dois policiais civis foram presos pelo  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Lages. Almir da Silva Malinverni e Paulo Ricardo de Oliveira são suspeitos de corrupção passiva, associação criminosa e roubo qualificado.


O Gaeco continua investigando o caso, pois há mais um policial civil de Lages envolvido no esquema.


Em 10 dias, o Gaeco precisa encerrar as investigações e encaminhar ao Ministério Publico (MP), que apresentará denúncia.


Oliveira foi preso no sábado quando saía de sua casa no bairro Caravaggio. Ele foi transferido para a sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, onde também está Malinverni. Os dois permanecem em prisão preventiva.


As investigações da Polícia Civil apuraram que Oliveira era o chefe da quadrilha, que atuava há pelo menos três anos na Serra Catarinense e também no Meio-Oeste do Estado.


Primeira prisão| O primeiro policial preso trabalhava no 2ª DP de Lages e foi pego em flagrante quando iria receber o dinheiro de uma extorsão, em uma oficina mecânica no bairro Copacabana.


A vítima contou ao Gaeco que foi ameaçada pelos três policiais para pagar R$ 1 mil a cada um e ainda entregar o EcoSport em troca de não ser preso.


O carro foi levado para a 2ª DP, e quando a vítima notou que o veículo não tinha nenhuma irregularidade denunciou o caso ao Gaeco.


O carro da vítima foi encontrado abandonado em outro ponto da cidade.


Foto: Divulgação/Facebook

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Policial civil preso em Lages é suspeito de integrar quadrilha

Policial civil preso em Lages é suspeito de integrar quadrilha
Lages, 02/10/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais




O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santa Catarina, Alexandre Graziotin, afirmou nesta terça-feira (01) que outros policiais civis de Lages estão envolvidos no esquema criminoso que resultou na prisão de um policial civil da cidade.



Almir da Silva Malinverni, que trabalha na 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP), no Bairro Coral, foi preso na tarde de segunda-feira suspeito de extorsão. Nesta terça-feira (01) ele foi transferido à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Florianópolis, onde ficará à disposição da Justiça.



“Estamos investigando a participação de outros envolvidos no crime”, disse o promotor, explicando que ao menos outros dois policiais civis estariam envolvidos no mesmo esquema criminoso. Segundo ele, as investigações ainda estão no início, mas não descarta outras prisões nos próximos dias.



Malinverni foi preso por extorquir R$ 1 mil de um empresário de Lages, dono de uma oficina mecânica no bairro Copacabana. A ação foi coordenada pelo Gaeco.



Segundo a Polícia Civil, o policial procurou o empresário e alegou que o carro dele, um Ford EcoEsport, estava clonado e para não prendê-lo, o empresário teria que entregar o carro e o dinheiro. O veículo foi apreendido e levado para o pátio do 2º DP.



O promotor informou que o policial foi preso quando iria receber o dinheiro. Foi autuado pelos crimes de corrupção passiva, roubo qualificado e formação de quadrilha. Segundo o delegado da Central de Polícia de Lages, Raphael Bellinati, que lavrou o flagrante, em depoimento Malinverni disse que só vai se manifestar em juízo.



Silêncio: O CL procurou o dono da oficina, ontem à tarde. Ele disse que foi orientado pela polícia a não se manifestar sobre o caso para “não atrapalhar nas investigações”.
 Entretanto, ao ser questionado, reafirmou que o policial lhe procurou e pediu R$ 1 mil para não prendê-lo. Assegurou que seu carro está regular e lembrou que Malinverni estava acompanhado de outro homem não identificado. Até ontem, o carro estava desaparecido.



Delegado geral determina sindicância

Em nota, o delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Aldo Pinheiro D’Ávila informou que determinou a abertura de uma sindicância administrativa visando apurar o caso. As penas variam de repreensão à demissão do serviço público, segundo a nota.



“Se houver suspeita de envolvimento de outros policiais, eles responderão pela mesma infração com coautoria”, explica. “A Polícia Civil lamenta o ocorrido, mas é firme em dizer que não coaduna com qualquer ato que atente às leis penais e administrativas, e que, quando é necessário, cortamos a própria carne”, conclui.



Procurada, a delegada regional, Luciana Rodermel, não quis se manifestar sobre o caso.



Foto: Adecir Morais

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Policial preso por extorsão em Lages

Policial preso por extorsão em Lages
Lages, 01/10/2013, Correio Lageano




Um policial civil da 2ª Delegacia de Lages (2ª DP) foi preso em flagrante, na tarde Segunda-Feira (30), sob suspeita de extorsão. A ação foi do Grupo de Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas de Lages (Gaeco).



De acordo com o delegado da 2ª DP, José Rogério de Castro Filho, o “Bada”, o policial suspeito é Almir da Silva Malinverni, lotando na delegacia desde 2010. Após ser detido, foi levado à Central de Polícia, no Centro.



Segundo informações não oficiais, o policial teria tentado extorquir um empresário de Lages, que não aceitou e denunciou o crime à polícia, culminando na prisão do suspeito.



Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Joel Rogério Furtado Júnior, vai se manifestar sobre o caso só hoje à tarde, quando irá esclarecer a operação.



Gaeco| O Gaeco é uma estrutura de combate à criminalidade. Em Lages, foi criado em 2011 e envolve várias forças policiais, como as polícias Civil e Militar. Na Serra, o órgão atinge mais de 10 municípios.



Foto: Divulgação/Ilustrativa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Policial civil morreu de hemorragia

Correia Pinto, 22/08/2013, Correio Lageano




No dia 17 de junho, o policial civil Ari dos Santos, de 41 anos, teve o corpo encontrado em um acidente de trânsito, em Correia Pinto. A causa da morte não teria sido o acidente e sim um homicídio cometido pela namorada Maharish Blue Amaral da Silva, de 39 anos, e do amante dela, Geovan Brasil de Oliveira, de 40 anos.



O delegado Sérgio Roberto da Divisão de Investigação Criminal (DIC) diz que ambos responderão por homicídio duplamente qualificado. A causa da morte do policial foi hemorragia interna, causada por espancamento. O baço dele estourou e deram sonífero para ele tomar.



Maharish apresentou defesa através de seu advogado, mas falta a defesa de Oliveira para a audiência ser marcada. De acordo com informações da 1ª Vara Criminal de Lages, a audiência poderá acontecer em setembro.



Foto:Reprodução ClMais

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Causa da morte de policial sairá em 30 dias

Causa da morte de policial sairá em 30 dias
Correia Pinto, 22 e 23/06/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Ari dos Santos conversou com a filha pela última vez horas antes de morrer



Em aproximadamente 30 dias, deverá ficar pronto o laudo que vai apontar a causa da morte do policial civil Ari dos Santos, de 41 anos. Ele estava no veículo da namorada, que dirigia o carro que se envolveu em um acidente de trânsito, na BR-116, em Correia Pinto na última segunda-feira (17). A polícia civil apresentou, na quarta-feira (19), os suspeitos de terem cometido o homicídio. A namorada de Ari, Maharish Blue Amaral da Silva, 39 anos, e do amante dela, Geovan Brasil de Oliveira, 40 anos.



Segundo o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Sérgio Roberto de Souza,  o material foi enviado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) para ser analisado em Florianópolis. “Normalmente os laudos ficam prontos em dez dias, porém pela complexidade do caso, levará mais tempo para ser analisado”, afirma o delegado.



Na quinta-feira, os policiais civis ouviram a filha de Ari, que não teve o nome divulgado. Em depoimento à polícia, ela disse que conversou com o pai por telefone por volta das 16 horas de segunda. Ela falou que sentiu que o pai estava com a voz fraca e perguntou se ele estava bem. Ari disse para a filha que estava com tontura, enjoo e não estava bem.



Logo depois dessa conversa a ligação teria caído. Outra testemunha ouvida foi a namorada de Geovan, que sabia do envolvimento dele com Maharish. Ela disse que, na manhã de terça-feira, Geovan a procurou e pediu dinheiro emprestado. Ele disse que precisava sumir porque tinha cometido um vacilo.




Ainda de acordo com Sérgio Souza, não há duvidas de que Maharish e Geovan tenham cometido o crime. “Além dos testemunhos e vários indícios, no último depoimento eles fizeram uma confissão indireta, pois os dois afirmaram que estavam no local do crime e que a intenção deles era se livrar do corpo juntos”, destaca.



Polícia Rodoviária ajudou na investigação



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contribuiu com as investigações do acidente. A colisão lateral envolveu um veículo, Citroen/C3, e um caminhão, M. Benz/Atego.
O condutor do caminhão informou aos patrulheiros que a motorista do C3 havia fugido do local em um automóvel Monza, de cor escura, conduzido por um homem. Também relatou que no banco traseiro do C3 parecia haver um homem morto.



As circunstâncias do acidente intrigaram a equipe que atendeu a ocorrência (posição do policial no veículo e a condutora ter se evadido do local em outro automóvel). As informações imediatamente foram repassadas para o setor de inteligencia da PRF.




Com os dados iniciais, o serviço de inteligência conseguiu localizar e identificar o veículo Monza, chegando, dessa forma, até o proprietário do automóvel. A PRF repassou à Polícia Civil as informações sobre a localização do veículo Monza e os dados de seu proprietário.



Foto:Susana Kuster

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Namorada e amante teriam matado policial

Namorada e amante teriam matado policial
Correia Pinto, 20/06/2013, Correio Lageano



O crime teria ocorrido para os dois poderem ficar com o dinheiro do seguro do carro e a pensão. DIC continua investigação




Em coletiva na sede da Delegacia Regional da Polícia Civil de Lages, a delegada Luciana Rodermel relatou aos jornalistas, na tarde de quarta-feira (19), um caso que poderia fazer parte das mais trágicas histórias contadas nos livros de Nelson Rodrigues.




Amor, traição, ganância e suspeita de homicídio resumem a vida do policial civil Ari dos Santos, 41 anos, que teve o corpo encontrado na cena de um acidente de trânsito, na BR-116, em Correia Pinto, na noite de segunda-feira.



De acordo com suspeitas dos policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Lages, a causa da morte do colega não teria sido o acidente e sim um homicídio cometido pela própria namorada Maharish Blue Amaral da Silva, 39 anos, e do amante dela, Geovan Brasil de Oliveira, 40 anos. Os suspeitos foram apresentados ontem e responderão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto, podendo cumprir até 30 anos de prisão.



As suspeitas sobre a causa da morte de Ari começaram quando os policiais foram ao local do acidente e encontraram o colega no banco de trás do carro. Ele estava desacordado e a namorada havia fugido.




Trabalha-se com a hipótese de que o policial tenha sido envenenado, o que será comprovado com o resultado dos exames. Luciana Rodermel afirmou que o médico legista adiantou que a causa da morte foi anemia aguda, causada por hemorragia interna por ruptura de baço e fígado.




O policial teria sido agredido na casa da namorada e colocado desacordado no banco traseiro do. Quando dirigia o carro da vítima, transportando o corpo para forjar um acidente em um sítio em Bandeirinhas, interior de Correia Pinto, Maharish saiu da pista e quando retornou o carro foi atingido por um caminhão.




A manobra que resultou no acidente, provavelmente ocorreu quando conversava com o amante que estava num Monza, estacionado às margens da rodovia. O caminhoneiro que dirigia o caminhão envolvido no acidente informou que foi ajudar Maharish a sair do veículo, mas ela fugiu com Geovan.




Os dois retornaram para Lages e o resgate da concessionária da rodovia, Autopista Planalto Sul, levou o policial para o hospital, onde ele morreu.




No hospital, Maharish negou estar no carro de Ari na hora do acidente e foi desmentida pelo caminhoneiro que a reconheceu na delegacia. Foram encontrados pela polícia, na casa dela, seringas, remédios e materiais de limpeza. A delegada diz que não há dúvida de que os dois cometeram o crime, porque ambos se colocam nos locais dos fatos.



Causa da morte de agente segue indefinida


A assessoria de imprensa da Autopista diz que a ambulância da concessionária socorreu Santos ainda com vida, depois que o motorista do caminhão pediu socorro.



O médico plantonista da emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, Rodrigo Reis, diz que o policial deu entrada no setor em parada cardiorrespiratória.



O médico explica que ao examinar Santos notou que ele não tinha sinal de pulso. Mesmo assim, continuou a executar as manobras de reanimação que a equipe da Autopista estava fazendo. “Infelizmente, ele não respondeu, porque há no mínimo 15 minutos estava em parada cardiorrespiratória”, explicou o médico.


O Instituto Geral de Perícias (IGP) em Lages divulgou que a morte do policial foi por anemia aguda causada por hemorragia interna.



A delegada Regional Luciana Rodermel disse que a suspeita é de que o policial tenha sido envenenado, fato que será comprovado com os resultados dos exames. “O médico legista adiantou que a causa da morte foi anemia aguda, causada por hemorragia interna por ruptura de baço e fígado”, completou.



Suspeitos negam crime



Os dois suspeitos, Maharish Blue Amaral da Silva e Geovan Brasil de Oliveira, negam o crime jogando a autoria um para o outro.



Ela diz que Geovan entrou na casa dela agredindo Ari. Depois disso, ela conta que ele a forçou a ir para a rodovia. “No carro estava o Ari, eu e mais uma pessoa que disse que íamos morrer carbonizados”, conta.



Já Geovan, conta que quando chegou na casa de Maharish, encontrou Ari morto. “Ela me disse que ele tinha espancado ela e que tinha dado remédio para ele”, diz. Ele afirma que estava dirigindo na BR-116 para um sítio na localidade Bandeirinhas e que não teve participação no crime. “Ela sabia onde eu estava e foi atrás de mim”.



Fotos: Adecir Morais e Susana Küster

terça-feira, 18 de junho de 2013

Policial civil morre em acidente suspeito

Policial civil morre em acidente suspeito
Lages, 19/06/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues



Polícia não descarta a suspeita de homicídio e continua a investigar o caso





Um Policial Civil morreu na noite de segunda-feira, num acidente na rodovia BR-116, altura do km  236,3, próximo a Lages. Segundo relatos, o automóvel em que Ari dos Santos estava, um Citroën C3, pilotado pela mulher do policial, colidiu contra uma carreta com placas de Flores da Cunha (RS). O casal se deslocava no sentido Lages/Correia Pinto. O acidente foi por volta das 22 horas.




De acordo com informações da Autopista Planalto Sul, concessionária do trecho que fez os primeiros atendimentos, o policial encontrava-se em estado grave, sendo conduzido para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. Após dar entrada no local, a vítima veio a óbito, em decorrência de hemorragias internas.



Santos era agente de polícia da 1ª Delegacia de Polícia, no Centro de Lages, e atuava no órgão há mais de 20 anos. Ele era viúvo e deixou dois filhos. De acordo com o delegado Giovane Floriani, as investigações, feitas em conjunto com os policiais de Correia Pinto, resultaram em indicações que complicam a situação da condutora do veículo.



“No começo da tarde de ontem, começaram a surgir elementos que indicaram a participação de mais uma pessoa no evento. Vislumbra-se uma situação de possível homicídio”, afirmou.



Investigação continua



“Ainda é cedo para falar, mas as coisas estão se delineando para uma definição nesse sentido”, indicou Floriani. A mulher do policial, que não teve o nome revelado, foi ouvida pelo delegado na tarde de terça-feira (18).



Sobre a condutora do veículo, Floriani comentou que num primeiro momento, ela chegou a negar a participação no acidente, somente admitindo que de fato conduzia o automóvel depois de contatar advogado.




“Na delegacia, o motorista do caminhão a reconheceu, mas ela negou. Depois de um interrogatório, ela acabou admitindo que conduzia o veículo. A partir daí surgiram outros elementos”, ressaltou.



Policial exemplar



Segundo o delegado Giovane, o policial Ari dos Santos era um exemplo de profissional.
“O Ari era uma pessoa muito querida, um ótimo policial. Estava na Polícia Civil há anos e era extremamente inteligente. Ele trabalhava na área de investigação de informática e era especialista em crimes de internet. Meticuloso e metódico, era muito focado e um ótimo investigador”, lembra Floriani.



De acordo com o delegado, Ari, que era viúvo, foi avô de um menino há cerca de 10 dias. Além da filha, tinha um filho de 13 anos, com quem morava. O relacionamento com a mulher já acontecia há alguns anos, mas eles não tinham filhos nem moravam juntos.



Foto:Divulgação

Policial Civil morre em acidente na BR-116 em Correia Pinto

Correia Pinto, 18/06/2013, CMais, por Fabiana Nonjah, com informações da Delegacia Central da PRF em Lages, do IGP e da assessoria de imprensa da Polícia Civil



O policial civil Ari dos Santos, de 41 anos, morreu depois que o carro em que viajava como carona da namorada colidiu lateralmente com um Mercedes Benz, modelo Atego,no KM-236,3 da BR-116, perto da Praça de Pedágio da Autopista Planalto Sul (concessionária que administra este trecho da rodovia) em Correia Pinto.



O casal estava no Citroën C3 de propriedade da namorada do policial, que teria deixado o local do acidente após a colisão. Eles se deslocavam no sentido Lages-Correia Pinto e sofreram o acidente por volta das 21h51min desta segunda-feira (17). Santos chegou a ser socorrido pela ambulância da Autopista e deu entrada na emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, mas morreu em decorrência de hemorragia interna.



A namorada, que ainda não teve o nome revelado, será ouvida pela polícia nesta terça-feira (18). Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil em Lages, ela está muito abalada. A motorista dará explicações sobre como aconteceu o acidente e o motivo que a levou a deixar o local.



O nome do motorista da carreta placas IPX-8759, de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, também não foi divulgado. Teria sido ele quem acionou autoridades para prestar socorro a vítima.



O Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou que a necrópsia aponta anemia aguda, resultante de hemorragia interna, como causa da morte do policial. O delegado Fabiano Henrique Schmitt, responsável pela delegacia em Correia Pinto e pela investigação do caso, esteve no IGP na manhã desta terça-feira, antes da liberação do corpo.



Santos atuava na Polícia Civil há mais de 20 anos. Era agente de polícia da 1ª DP no Centro de Lages. O policial era viúvo e deixa dois filhos.



Foto:Divulgação/Ilustrativa