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terça-feira, 19 de março de 2013

Norma acaba com o barulho do vizinho



Norma acaba com o barulho do vizinho
Lages, 20/03/2013, Correio Lageano


ABNT determina que novas construções terão que apresentar plano de isolamento acústico no projeto para serem aprovadas



O barulho do vizinho é reclamação comum entre pessoas que vivem em prédios e condomínios. Com o objetivo de eliminar esse problema, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) exige que todos os novos empreendimentos construí­­dos sigam a NBR 15.575, que define padrões mínimos de isolamento acústico nas construções.



Quem convive com o problema de conhecer toda a rotina dos vizinhos, apenas ouvindo o barulho no prédio, é a moradora do condomínio Colina dos Pinheirais, no bairro Ferrovia, Silmara Godói. Ela conta que os vizinhos não fazem barulho em excesso, mas pela falta de isolamento acústico e pouca espessura das paredes é possível ouvir tudo o que se passa no andar de cima. “A acústica é ruim, a estrutura não foi planejada para isso”, afirma.



O síndico do condomínio, Germano Rosa Ramos, explica que as reclamações em função do barulho são frequentes, especialmente envolvendo crianças e pessoas que andam de salto alto à noite. “Vai do bom senso do morador, o ideal seria ter prédios com mais isolamento, aquele que mora no último andar é o que menos sofre”, declara.



Para o administrador de condomínios e membro do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) em Lages, Nilceu José de Matos, essas reclamações são comuns. Segundo ele, a regra da ABNT existe há tempos, mas não vem sendo cumprida. Sem o isolamento, qualquer barulho pode causar incômodo e atritos entre vizinhos. “Até caminhar dentro de casa prejudica”, falou.



Para resolver essa questão, no 19º Salão Internacional da Construção, que ocorreu em São Paulo, no último sábado, ficou determinado que a partir do dia 19 de julho, todos os empreendimentos que protocolarem projeto na prefeitura terão que atender as regras. Com a mudança no padrão, o desempenho acústico dos ambientes deve melhorar significativamente.



Mudança na construção implica custos


Para diminuir o ruído é necessário a instalação de pisos de alvenaria, revestimentos, vedações internas e externas.



As mudanças, no entanto, devem ser sentidas nos preços dos imóveis. O relator da norma da ABNT, Carlos Alberto Borges, esclareceu que as melhorias vão impactar nos preços dos imóveis. “Acredito que os projetos mais populares serão os mais impactados por causa disso”, disse. Nos empreendimentos de médio e alto padrão as diferen­­ças não serão tão sentidas.



Outros itens que as cons­­trutoras deverão ficar atentas dizem respeito aos padrões da edificação, buscando me­­lhor desempenho térmico, segu­­rança, iluminação, garantia, durabilidade e vida útil do imóvel.




Foto: Joana Costa

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Moradores protestam contra casa noturna

Moradores protestam contra casa noturna
Lages, 31/01/2013, Correio Lageano



Dormir é uma tentativa difícil para vizinhos da casa noturna Rancho Serrano. Moradores reclamam da música alta e a grande movimentação de pessoas em noites de festa, alegando que o estabelecimento não atende as determinações legais. O proprietário responde dizendo que está com a documentação em dia e possui isolamento acústico.



Desde 2009, a vizinhança do Rancho Serrano, na rua Afonso Ribeiro, no Centro, luta para que o local passe a ser mais silencioso. A gerente do Hotel Plaza, Lisiane Dalcanalli, afirma que tanto os moradores quanto hóspedes não conseguem descansar. “São problemas com os frequentadores que ficam na rua, danificam as plantas, fazem xixi nas calçadas, jogam lixo”, declara, lembrando que as janelas do hotel vibram por causa do som. O morador  Renato  Xavier se incomoda com os flanelinhas e motoristas que causam algazarra.



O proprietário do local, Claudio Bianchini, diz possuir todas as documentações, que o prédio possui isolamento acústico e está de acordo com as normas de segurança exigidas. Ele destaca que a casa existe há 25 anos e que só nos últimos anos as reclamações começaram a ser feitas.


“Não houve nenhuma ocorrência, é um público educado, familiar que se encontra para se divertir no final da semana”, declara, lembrando que as festas acontecem de sexta a domingo, das 17 horas à meia-noite, destinadas ao público da terceira idade.



O secretário do Meio Ambiente, Hampel Vieira, diz que o proprietário não é responsável pela rua. “Quando tem denúncia a gente orienta a tomar as providências, se nada ocorrer é feito o auto de infração e até o recolhimento do alvará”, declara.



Segundo Hampel, está sendo elaborado um plano de ação com o Corpo de Bombeiros e órgãos de fiscalização para checar se os estabelecimentos estão dentro das normas de segurança.



Bar incomoda moradores


O Coliseu Chopp Bar, localizado no bairro Brusque, é alvo de reclamação. Conforme o morador Leonardo Ramos, o local mantém som alto até madrugada e a movimentação de carros e pessoas perturba quem vive nas proximidades “Tem que ter lugares para os jovens, mas têm que ser apropriados”, analisa.



Já o proprietário Aldimur Schu salienta que não tem responsabilidade pelo que acontecer na rua e pretende cobrir com vidros a parte aberta do bar, para evitar incômodo. “Eu não entendo, é só uma pessoa que reclama”, completa.



Foto:Divulgação

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Estudantes contestam moradores

Lages, 01/11/2012, Correio Lageano





Falando em nome de um grupo de alunos, Milton César Coldebella, estudante de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) de Lages, contesta declarações de moradores sobre o barulho que os acadêmicos da universidade fazem nas proximidades da instituição.
Ele diz que os alunos estudam no período integral, das 8 às 18 horas. Sobre o fato de que trancam ruas com carros, afirma que isso nunca aconteceu. “Se eles [moradores] falam isso se referindo à Festa da Nona, que ocorre duas vezes por ano, é bom lembrar que nós temos autorização da polícia para fazer a carreata.”




Em relação à algazarra com bombas e rojões, admite que a ação ocorre, porém, nada é corriqueiro. “Nós soltamos bombas só no início de cada semestre para a Festa da Nona, e temos somente até às 20 horas para fazer isso”, acrescenta.




Para o acadêmico, “não se pode generalizar” ao comentar sobre o comportamento dos estudantes, embora existam casos isolados. “Não estamos negando, mas da forma com foi colocado, todos nós fazemos festa e somos vagabundos. Isso feriu a imagem de muitos estudantes”.




Ainda sobre a Festa da Nona, diz que estudantes têm alvará de liberação do evento, e que tudo ocorre em um local afastado da cidade. Além disso, não é mais permitida a nudez durante as comemorações.




 Ele aproveita para explicar que a festa tem cunho social. A cada semestre são arrecadados produtos durante o evento através dos alunos, e entregues a entidades. “Só neste semestre, foi doado quase uma tonelada de alimento e produtos de higiene pessoal”, lembra.