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sábado, 5 de julho de 2014

Em ano eleitoral Dilma Rousseff relança programas para campanha

Em ano eleitoral, Dilma Rousseff relança programas para campanha
Brasília, 05/07/2014, Agência Estadão



Prestes a começar oficialmente a campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff adotou a tática de lançar novas etapas de programas de Governo já em execução - mesmo quando as fases iniciais ainda não foram concluídas. A estratégia tenta dar visibilidade ao que a gestão petista considera suas marcas, evitar que esses projetos sejam apropriados pelos candidatos de oposição e reforçar no eleitorado a tese da "mudança com continuidade".



O mais recente lance dessa tática ocorreu na quinta-feira (03), com o mega-anúncio da terceira fase do Minha Casa Minha Vida. A solenidade mobilizou Dilma e mais dez ministros, espalhados por 11 cidades do país e videoconferência entre a presidente e seus auxiliares.



Os anúncios das novas fases dos programas federais ocorrem mesmo quando ainda não foram concluídas as etapas anteriores. É o caso do Ciência sem Fronteiras 2 e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) 2, ambos com metas abrangendo o período de um eventual segundo mandato (2015 a 2018).



A ideia é mostrar Dilma como a única capaz de promover as mudanças que o eleitorado, segundo pesquisas, defende na próxima gestão. No dia 21, durante a convenção nacional do PT que confirmou sua candidatura, a presidente reiterou a tese da continuidade com mudanças e prometeu um "novo ciclo de desenvolvimento" para "consolidar e aprofundar conquistas".



Assessores do Planalto dizem que fazem parte da estratégia do Governo o "aprimoramento, ajuste e fortalecimento" dos programas na área habitacional, no acesso ao ensino técnico e na distribuição de renda, entre outros.



Ação e reação


A sucessão de anúncios serve ainda como resposta às movimentações dos candidatos de oposição. O tucano Aécio Neves tem defendido a expansão e o aprimoramento de programas do PT, como o Pronatec e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O candidato do PSB, Eduardo Campos, prometeu manter o Minha Casa e construir 4 milhões de unidades - a meta da terceira fase do programa petista é de 3 milhões.



Diante das promessas dos opositores, Dilma e o Governo têm dado respostas em discursos e entrevistas. "Nós falamos em 12 milhões (meta da segunda etapa do Pronatec) com a certeza de que esse número é viável. Nós demonstramos ao longo desse período e construímos a nossa curva de aprendizado", disse Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto, no dia 18, em resposta velada a Aécio. "Nós, hoje, sabemos como se faz. Nós, hoje, podemos melhorar muito o Pronatec."



A primeira etapa do Pronatec concedeu 7,4 milhões de bolsas e, segundo o Ministério da Educação, cumprirá a meta de 8 milhões. Esse programa e o Ciência sem Fronteiras são as principais marcas da gestão Dilma que o PT pretende apresentar na área da educação.



Moradia


Dilma chegou a cancelar o anúncio da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, marcada por ela mesma para o fim de maio, depois que Campos prometeu construir 4 milhões de casas populares em quatro anos. Mas o governo retomou a ideia e anunciou a meta de 3 milhões de unidades.



"É uma meta realista. A meta do Governo tem um estudo por trás. Não é uma meta da boca para fora, rápida, que responda a um debate eleitoral", disse Jorge Hereda, presidente da Caixa Econômica Federal, responsável pelas obras do programa. "A meta do Governo é importante para a afirmação da sustentabilidade e da continuidade do programa, mas por trás de si tem cálculos que respeitam a economia do país", afirmou Hereda.



O mega-anúncio do Minha Casa 3 frustrou as expectativas do setor de construção civil, que esperava respostas do Governo a pedidos como a criação de uma faixa intermediária entre o nível 1 (famílias que ganham até R$ 1.600 mensais) e o 2 (renda familiar de R$ 1.600 a R$ 3.250) e o reajuste do valor dos imóveis para cada grupo de beneficiários. Hereda disse que essas questões estão sendo estudadas pelo governo com o setor de construção e os movimentos sociais, mas o detalhamento só será feito no fim do ano, após as eleições presidenciais.



Presidente prepara também terceira versão do PAC


A presidente Dilma Rousseff também já afirmou que lançará a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) "lá por agosto". Ela até citou um exemplo de obra a ser incluída no programa, como o arco ferroviário de São José dos Campos (SP), que teve o edital de construção suspenso porque o governo decidiu conectar a obra à Ferrovia Norte-Sul.



Não há como assegurar se essa data será cumprida. Nos bastidores, há pouca movimentação em torno de uma eventual terceira versão do programa.



Como candidatos a integrar a nova versão do "filho" de Dilma, estão obras de mobilidade urbana, muitas das quais ficaram pelo caminho, principalmente quando o País foi escolhido como sede da Copa do Mundo. E, das duas versões iniciais do PAC, grandes obras não foram concluídas - como a integração de bacias do São Francisco e o arco metropolitano do Rio de Janeiro.



Diferente de programas mais focados, como o Minha Casa Minha Vida ou o Ciência Sem Fronteiras, o PAC nasceu em janeiro de 2007 como a junção de obras de estatais (como Petrobrás e Eletrobrás), autarquias e empresas públicas (Dnit e Infraero) e parte pequena oriunda de recursos diretos do orçamento. Por ser a união de "orçamentos" distintos - portanto flexíveis para cada empresa -, o PAC é um programa muito maior, mas menos focado e com metas flexíveis.



O trem-bala surgiu em 2009 e foi incluído como meta do PAC 2, no ano seguinte. O PAC 2 termina em dezembro e o leilão do trem-bala nem foi realizado. Tampouco se ouve falar de nova edição do Programa de Investimentos em Logística, um dos poucos êxitos de Dilma na área de infraestrutura. As concessões de aeroportos e rodovias foram bem-sucedidas. Mas a parte de ferrovias não avançou e a de portos está desde o ano passado parada no Tribunal de Contas da União.



Foto: Divulgação

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Governo de Dilma é o que menos criou Unidades de Conservação no país

Brasília, 01/05/2014, Correio Braziliense




A poucos meses do fim do mandato, Dilma Rousseff caminha a passos largos para se tornar a presidente que menos criou Unidades de Conservação (UC), em comparação com as gestões de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Desde 2011, foram apenas três novas UCs, contra 81 de FHC e 77 de Lula. A área protegida por Dilma é pouco maior do que a região que será alagada pela Usina de Belo Monte (PA). Além da ínfima ampliação, ambientalistas reclamam da política de redução de unidades e da falta de incentivos para efetivar o desenvolvimento sustentável, um dos objetivos das unidades conservadas.





A comparação com os antecessores é arrasadora. Segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), em oito anos, FHC criou 21,5 milhões de hectares (ha) de área preservada. Em dois mandatos, Lula efetivou a proteção de 26,7 milhões de ha. As três UCs assinadas por Dilma desde 2011, uma no Rio Grande do Norte e duas no Paraná, totalizam somente 44.033 ha. Ainda que se somem às cinco ampliações de áreas protegidas, o período Rousseff chegaria a um incremento de 231 mil ha. Abatidos os 164 mil ha desafetados, isto é, que perderam o caráter de espaços protegidos, o saldo de Dilma é de apenas 66,7 mil novos ha em Unidades de Conservação — pouco mais que os 51,6 mil ha do reservatório de Belo Monte. Quase nada de ganho (0,08%) se comparado aos 75 milhões de hectares de UCs já existentes em 2011.




“Foi o governo que menos olhou para a questão das áreas protegidas. Mesmo pensando em todos os ganhos desde 2004, como uma série de política públicas para a Amazônia, sentimos que houve uma certa perda. Percebemos que a área ambiental não foi tão priorizada”, observa Elis Araújo, pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). “Houve um decréscimo no ritmo de criação concreta das UCs nos últimos três anos, a despeito do fato de que o ICMBio continuar realizando estudos para propor novas unidades”, argumenta Marcelo Cavallini, da coordenação de criação de Unidades de Conservação do ICMBio.




Foto: Divulgação

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Carmen Zanotto vai votar contra veto de Dilma

Carmen Zanotto vai votar contra veto de Dilma
Brasília, 19/02/2014, Correio Lageano




A deputada federal Carmen Zanotto (PPS) garantiu, em pronunciamento feito na sessão solene em homenagem aos motoristas de ambulância, que a categoria pode contar com os votos da bancada do partido para derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que regulamenta a profissão deles. A análise do veto feito na noite desta terça-feira (18).



“Vou trabalhar para que, pela primeira vez com o voto aberto, derrubemos um veto presidencial nesta Casa”, afirmou Zanotto. Segundo ela, os motoristas de ambulância são essenciais para o setor no Brasil, “seja numa unidade básica de saúde, seja numa ambulância UTI, nas quais o tempo de transporte e a segurança precisam estar em sintonia”.




Para que isso aconteça, Carmen Zanotto afirmou que “precisamos dispor de profissionais qualificados, responsáveis e comprometidos com a exaustiva atividade que desenvolvem – alguns com jornada de trabalho de 12h a 18h”.



A deputada salientou que os motoristas de ambulância transportam pacientes e equipes de saúde em busca de tratamento mais complexo, “em casos que muitas vezes envolvem risco de morte”.



Foto: Divulgação

domingo, 7 de julho de 2013

MAIS UMA FALCATRUA: Edir Macedo dono da Record envolvido em mais problemas

Macedão montado
Em meio à crise na TV Record e perda de fiéis na Igreja Universal, Edir Macedo deém 49% do Banco Renner, tal fato já séria passível de estranheza, porém, segundo  o Jornal “O Correio Braziliense”, ainda existem dois fatos estranhos nessa negociação, sem explicações convincentes, o Banco Central pediu e a presidente Dilma Rousseff autorizou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, a comprar 49% do capital do Banco Renner, com sede no Rio Grande do Sul. Seria uma operação corriqueira não fossem dois pontos: Macedo foi classificado pelo BC como investidor estrangeiro, mesmo tendo nascido no Brasil, e o bispo não reúne os atributos necessários exigidos pela autoridade monetária para operar no mercado financeiro, entre eles, habilitação técnica. Nunca se soube que Macedo tenha atuado em um banco, corretora ou distribuidora de valores.
A dificuldade do BC em justificar a operação é enorme. Tanto que se limitou a responder o questionamento do Correio por meio de uma nota lacônica. “A participação no capital de instituição financeira nacional de pessoas físicas (brasileiras ou não) ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior depende de reconhecimento de interesse do governo brasileiro, se ausentes acordos internacionais ou de reciprocidade”, assinalou. Para o BC, essas palavras, carregadas de tecnicismo, são suficientes para esclarecer quaisquer dúvidas.
O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

sábado, 29 de junho de 2013

Popularidade de Dilma cai de 57% para 30% em função de protestos

São Paulo, 29/06/2013, (EFE)


A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos, de 57% a 30%, segundo pesquisa feita pelo Datafolha divulgada neste sábado e que já traz os reflexos da onda de protestos pelo país que começou no início do mês.


Na pesquisa de março, Dilma tinha 65% de apoio. Outro fator apontado para a queda de sua popularidade pode ser a alta da inflação.


A diferença entre a pesquisa anterior e a divulgada neste sábado (29) é a maior para um presidente desde 1990, quando Fernando Collor de Mello confiscou a poupança e sua popularidade entre março e junho desse ano passou de 71% para 36% (ainda assim maior do que a de Dilma).


O índice de pessoas que consideram a gestão da presidente péssima passou de 9% para 25%, e em uma escala de 0 a 10 a nota média caiu de 7,1 para 5,8, segundo a pesquisa.
A redução do índice de popularidade, apontou o Datafolha, ocorre em todas as regiões do Brasil, idades, classes sociais e níveis de escolaridade da população.


No tema específico dos protestos, que começaram em 10 de junho em São Paulo pelo aumento da tarifa de ônibus e depois se estenderam a outras cidades com outras reivindicações sociais, 38% dos consultados consideraram que a atitude de Dilma em relação ao problema foi regular, 30% boa e 26% péssima.


A avaliação de sua gestão econômica caiu de 49% a 27%, enquanto a expectativa de que a inflação se mantenha em alta avançou de 51% para 54%, a de aumento do desemprego subiu de 36% para 44% e a do poder de compra do salário desceu de 38% para 27%.


Pela margem de erro de dois pontos percentuais, a popularidade de Dilma igualou a mais baixa atingida por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que em dezembro de 2005, após o escândalo do Mensalão, obteve uma aprovação de 28%, mas que depois conseguiu se recuperar.


Em setembro de 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve sua pior porcentagem de popularidade, com 13%.



Foto: EFE/Divulgação