Mostrando postagens com marcador Litoral Catarinense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Litoral Catarinense. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Maior parte das drogas que chegam a Lages vem do Litoral

Maior parte das drogas que chegam a Lages vem do Litoral
Lages, 18 e 19/01/2014, Correio Lageano, por Adecir Morais



A maior parte da droga que abastece as bocas de fumo de Lages vem do Litoral de Santa Catarina. A afirmação é do delegado da Divisão de Investigação Criminal de Lages (DIC), Sérgio Roberto de Sousa.



Segundo ele, a rota criminosa Litoral-Lages segue a todo vapor. Tanto que na noite da última quinta-feira, mais um traficante foi preso enquanto chegava a Lages com mais um carregamento de entorpecentes.



Dionísio Rosa de Lima, de 18 anos, foi preso por agentes da DIC com um quilo de crack, logo após desembarcar do ônibus da linha Florianópolis-Lages. Disse que iria vender a droga no Bairro Dom Daniel. Ele não tinha passagem pela polícia. “Os traficantes daqui mantêm contanto com fornecedores do Litoral, principalmente de São José, com quem conseguem a droga para vender em Lages e região”, afirma o delegado.



Rota do tráfico: Ele lembra que a maioria dos flagrantes ocorre na BR-282, que atravessa Lages, sobretudo em veículos de passeio e em ônibus de linha.
Além da rota criminosa Litoral-Lages, parte da droga que chega à Serra também vem do Paraguai, um dos maiores produtores de entorpecentes do mundo. As cargas chegam sobretudo por via terrestre.



Fragilidade: A fragilidade de fiscalização das fronteiras, segundo o delegado, faz aumentar tráfico de droga.  “Como a prevenção na está funcionando, temos que reforçar o trabalho repressão policial e investigação para inibir estes problemas de segurança”, diz o delegado.




Segundo ele, o número de apreensões poderia ser maior se a polícia não tivesse problemas de efetivo. Hoje, o número de policiais civis em Santa Catarina está defasado, o que prejudica as ações de combate à criminalidade.




Fotos: Divulgação

domingo, 17 de março de 2013

Madrugada de segunda-feira com temperatura baixa em Santa Catarina



Florianópolis, 17/03/0013, CLMais com informações da Epagri/Ciram
 
 

 
Na segunda-feira (18), da Serra Catarinense ao Litoral, mais nuvens com aberturas de sol e condições de chuva fraca e isolada especialmente no Litoral devido a circulação marítima. No Oeste e Meio Oeste, sol entre nuvens. Temperatura mais baixa na madrugada, com chance de nas áreas altas do Planalto Sul. Durante o dia, temperatura em pequena elevação no Estado. Vento sudeste a leste, fraco a moderado.



Na terça-feira (19) nebulosidade variável com chuva isolada especialmente no Litoral e áreas próximas devido a circulação marítima, e em forma de pancadas isoladas entre a tarde e noite no Oeste e Meio Oeste. Temperatura amena. Vento de sudeste a leste, fraco a moderado com rajadas no Litoral.



Quarta e quinta-feira (20 e 21): O outono começa com tempo instável, predomínio de nebulosidade e condições de chuva com trovoadas na maioria das regiões devido a influência de um sistema de baixa pressão. Temperatura estável, subindo mais na quarta. Vento leste a nordeste, fraco a moderado com rajadas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lageano realata o drama de naufrágio em bote no Litoral

Lageano realata o drama de naufrágio em bote no Litoral
Palhoça/Lages, 07/01/2013, Correio Lageano


Emerson Silva estava com sua família em embarcação que virou sábado (05) perto da Ilha do Papagaio



Oito lageanos passaram os piores momentos da vida no sábado (05). Eles estavam embarcados em um bote que naufragou em Palhoça, litoral catarinense. Havia 22 passageiros e, após momentos dramáticos, todos foram resgatados e passam bem.




Emerson Silva e sua família foram para a praia da Pinheira, em Palhoça, passar alguns dias de férias. No sábado, as 17h30min, pegaram um barco que faria um passeio costeando a baía da praia onde estava até chegar ao Sul da Ilha de Santa Catarina. Perto da Ilha do Papagaio, uma onda mais alta descolou as boias laterais do casco e começou a entrar água no barco. Emerson temeu pela sua filha de quatro anos, que estava junto.



A água, gelada naquela região, era secundária perto da preocupação de não serem encontrados. O lageano Emerson estava com boa parte de sua família. Eram 11 pessoas, sendo que oito delas de Lages e outras três de Minas Gerais, parentes de sua mulher, Fabiana Moreira.



O barco não chegou a afundar completamente, ficou com duas boias expostas, onde todos se seguraram. “A gente sempre acha que nunca vai acontecer nada com a gente, que acidente é com os outros”, diz Emerson.



Ele descreve a cena como um pesadelo, onde tudo vai bem, até que, de repente, tudo fica de pernas para o ar.



Enquanto todos estavam segurando as boias, o piloto e o ajudante dele tentavam contato por celular com alguém em terra. “Eles disseram que tinham conseguido, mas ninguém acreditou”, relata Emerson. O tempo passava na água gelada e a noite estava prestes a chegar. O medo era de que a madrugada pusesse fim na esperança de um resgate.




Desespero, orações e alívio depois do resgate

Emerson confiou sua filha para uma das pessoas da equipe do barco que havia sido salva-vidas. Enquanto isso, foi ajudar seu pai, Nelson Pedro da Silva, de 72 anos, cujo colete estava começando a desamarrar e o problema de coluna preocupava.




A mãe de Emerson, Nilda da Silva, 62 anos, se desesperava, já o pai estava em choque. Não olhava para nada, não conversava... A irmã de Emerson começou a rezar um Pai Nosso, e os mais desesperados se acalmaram um pouco.



Mais de meia hora a deriva, um jet-ski apareceu. Era o início do resgate. Até agora, Emerson não sabe ao certo quem chamou os bombeiros, que chegaram de helicóptero e resgataram sua filha primeiramente.



Ainda haviam outros dois meninos no barco, que também tiveram a preferência. Além dos bombeiros, várias pessoas que passeavam com seus jet-skis foram em busca dos náufragos. “Pessoal muito gente boa, eles estavam apenas curtindo a praia e foram lá nos ajudar”, contou onde à tarde.



Na praia, paramédicos e resgatados compartilhavam a felicidade e a gratidão de todos estarem vivos e saudáveis. Na página do Facebook de Emerson, uma amiga pergunta o que aconteceu, ele responde: “O maior susto da minha vida”.




Foto:Imagem reproduzida do vídeo gravado pelo helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros

domingo, 6 de janeiro de 2013

Operação Veraneio reduz efetivo da Região Serrana em 40 PMs

Operação Veraneio reduz efetivo  da Região Serrana em 40 PMs
Lages, 05 e 06/01/2013,Correio Lageano


A operação começou no mês passado e segue até a metade de fevereiro, atendendo todo Estado



Um grupo de 40 policiais militares da 2ª Região da Polícia Militar, que abrange todos os municípios da Serra Catarinense, dentre outros do Planalto Norte do Estado, está participando da Operação Veraneio no Estado, sendo 14 são de Lages. A confirmação foi do coronel da 2ª Região, Zinder José Guedes.



O oficial explica que o reforço na operação não se trata de homens de uma única cidade. O efetivo encaminhado compreende policiais de todas as regiões de SC, e tudo foi feito dentro um planejamento. E garante que o processo não traz impacto negativo na segurança. “O planejamento iniciou em agosto do ano passado em todos os batalhões”, diz.



O oficial reforça que o deslocamento não traz prejuízos para as cidades, uma vez que é alterada a escala de serviços, ampliadas as horas extras e suspensa a concessão de férias para que nenhuma cidade fique descoberta.



O deslocamento acontece em três períodos distintos. Começou em dezembro e termina em meados de fevereiro. Quando uma turma vai, outra volta. O último grupo será menor e  ficará até o final da operação.



Para os policiais que se deslocam há um ganho médio de R$ 100,00 de diária. “Os militares estão na operação para trabalhar muito. Não estão lá para passear”, finaliza Zinder, salientando que o remanejamento de policiais ocorre há anos.


Operação reúne 10,5 mil profissionais


A Operação Veraneio conta com 10,5 mil profissionais da área da segurança, entre policiais militares, civis e bombeiros. O reforço atinge 26 cidades balneárias e 17 estâncias hidrominerais, que vão do Litoral ao Extremo-Oeste do Estado. 11 policiais civis de Lages estão participando da operação.



O Corpo de Bombeiros mobilizou reforço de guarda-vidas civis e militares em 142 praias e balneários nas diferentes regiões do Estado. Ao todo serão mais de 445 quilômetros de extensão de áreas protegidas para banho e lazer. Em Lages, os trabalhos de prevenção ocorrem no Salto Caveiras.



A operação vai custar R$ 20 milhões, recursos usados no pagamento de diárias para os policiais transferidos, dos guarda-vidas civis e para alimentação. A operação começou em 18 de dezembro e  segue até o dia 28 de fevereiro.



Foto:Arquivo/CL

sábado, 29 de dezembro de 2012

No feriadão, litoral fica bem mais serrano

Lages, 29 e 30/12/2012, Correio Lageano



O movimento nas estradas federais que ligam a Serra ao Litoral Catarinense, desde o início da operação de “Fim de Ano” da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é intenso. Nos dias de maior movimento até o final do feriadão, a PRF estima um aumento de 100% no fluxo de carros em comparação aos dias normais.


Nesta sexta-feira (28), o tráfego na BR-282, sobretudo em direção ao litoral do Estado, era intenso. A via é usada por turistas do Rio Grande do Sul, da região Oeste do Estado e de Lages. Por conta disso, o trânsito ficou lento em alguns pontos e até filas se formaram. A situação se agravou com a chuva. Três acidentes na região, que resultaram em apenas danos materiais, foram registrados na região de Bocaina do Sul.


O fluxo de carros também ficou intenso na BR-116, principalmente entre Lages e a divisa com o Rio Grande do Sul. O trecho é usado por turistas gaúchos que vão passar o Réveillon nas praias de Santa Catarina, passando por Lages. O movimento na BR-470 também foi grande, sobretudo em direção às praias.


O chefe da Delegacia da PRF de Lages, João José Blomer, explica que o movimento  deve se repetir hoje, e voltar a se intensificar na tarde do próximo dia 1º, quando os motoristas começam a voltar para casa. Nos dias de maior movimento, a previsão é que cerca de 25 mil veículos passem pela BR-282.


Na tentativa de evitar acidentes, Blomer afirma que a PRF aumentou a fiscalização nas rodovias. Além da escala extra de patrulheiros, o que representou o incremento considerável no efetivo, a corporação está usado radares e bafômetros para evitar os abusos.


Muitas horas de espera


Na sexta-feira, alguns passageiros estavam cansados de esperar por seu ônibus na rodoviária Dom Honorato Piazera, em Lages.


Mara Martins dos Santos, é um exemplo disso. Ela esperou seis horas para pegar seu ônibus que ia para Anita Garibaldi. “Saí de Florianópolis e cheguei aqui de manhã, o próximo ônibus é só final da tarde. Cansa de tanto esperar, fico aqui sem fazer nada, já poderia estar no meu destino”.


Outro caso parecido com o de Mara, é o da empregada doméstica, Laci Alves de Carvalho. Ela esperou por três horas, até o ônibus que ia para Campos Novos chegar na rodoviária.


A encarregada da empresa Manfredi, Elda Gelaim, afirma que a quantidade de ônibus aumentou nesta época de ano. “O que acontece é que muitos passageiros não se programam quando pegam dois ônibus em locais diferentes, aí os horários não fecham e eles ficam esperando”, explica.


Ela diz que os congestionamentos nas rodovias, comuns neste período, atrasam os ônibus e fazem com que os passageiros às vezes percam o horário de saída da segunda viagem.


Passageiros ignoram reajuste na tarifa


A quantidade de pessoas que sai da rodoviária varia muito, de acordo com o fiscal da rodoviária Valmir Arruda Steinck. “Não tem como fazer uma média, o que posso afirmar é que no final de ano, a maioria vai para o litoral, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre”, diz.


Os destinos mais procurados são os mesmos no feriado de Natal e do Ano Novo. A previsão de Steinck é que neste ano, o movimento seja maior do que em 2011. Isso porque, o feriado deste ano é mais prolongado.


O aumento nas tarifas nas linhas intermunicipais do Estado em 8,13%, que passou a valer no domingo passado, não afeta a venda de passagens, mas gera muitas reclamações.


A costureira Rosineide Correia da Luz viaja sempre no final de ano e notou a diferença de preço, logo que comprou a passagem. “Ficou R$ 10,00 mais cara e isso pesa no bolso, pois tem ida e volta”, lamenta.


Orientação da PRF


Dirigir com atenção;
Respeitar a legislação de trânsito e os limites de velocidade;
Dirigir defensivamente;
Usar cinto de segurança ou cadeirinha;
Não fazer ultrapassagem forçada;
Não beber antes de dirigir

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Fumaça brota do solo há 11 dias em Itapema


$alttext
Uma força-tarefa entre prefeitura, Corpo de Bombeiros e Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (Faaci), em Santa Catarina, atuou durante toda a tarde de quarta-feira para solucionar um problema que há 11 dias atrapalha os moradores da cidade. Uma fumaça fina e de cheiro forte vinda do bairro Morretes afeta todo o município desde 8 de dezembro, quando um incêndio em dois hectares de reflorestamento de eucalipto deu início ao incômodo.

O fogo na superfície foi controlado pouco depois das chamas começarem, mas o alto calor atingiu a terra por meio de raízes, folhas e material orgânico do solo. O resultado é o incêndio incomum na chamada turfa - camada de materiais parcialmente decompostos que se inflama com facilidade.

Com o calor abafado correndo por dentro da terra se forma o processo de pirólise, em que ocorre a decomposição pelo calor. A camada da turfa pode ter mais de um metro de profundidade e centenas de focos de calor, o que dificulta o controle do incêndio interno.

O trabalho em Itapema consistiu em abrir grandes valas ou trincheiras em lugares estratégicos para esfriar os pontos mais quentes. Ao longo das semanas a intensidade da fumaça varia conforme as condições do tempo.

Com sol e temperaturas elevadas, a tendência é que ela ganhe força. O dia de ontem foi escolhido para a atividade conjunta porque o clima colaborou. Com pancadas de chuva e céu encoberto, a ação é mais fácil.

- O incêndio por baixo do solo continua até queimar toda a turfa que existir na região. Com esse processo de alagamento esperamos resolver o problema - diz o capitão do Corpo de Bombeiros de Itapema, Ricardo José Steil.

Meio ambiente

Toda a fauna terrestre do subsolo acaba morrendo com a queima da turfa, e há riscos de propagação do fogo para áreas maiores de vegetação. A fumaça gerada no incêndio inicialmente traz poucos prejuízos ao ser humano, se restringindo mais à irritação.

Caso o efeito se prolongue e tenha pouco vento na região, a situação se torna mais grave. Mesmo assim os danos são menores dos observados na queima de borracha ou resíduos químicos, por exemplo.

-  Quando tem pouca circulação do ar a fumaça pode ser tóxica. Mas no momento há controle e o perigo é pequeno - destaca o presidente da Faaci, Juaci do Amaral.

Por enquanto não se trabalha com a possibilidade de incêndio criminoso, e sim com a hipótese de fogo acidental. Ainda não foram apuradas informações sobre as causas, a circunstância e o horário exato em que as chamas começaram.

Fenômeno alcança longas distâncias

Morador de Itapema há cinco meses, Luiz Carlos Horsp, 66 anos, chegou a pensar que a fumaça vinha de um lixão. O cheiro forte fez com que o senhor e a família fechassem por muitas vezes a janela do apartamento, localizado na Rua 213, no começo do Bairro Meia Praia.

Ele diz que percebeu o problema há quatro dias, e destaca que mesmo estando longe da origem da fumaça é possível sentir o cheiro ruim.

- Não sei como as pessoas que moram lá perto conseguem aguentar essa situação - observa.

Conforme o presidente da Faaci, Juaci do Amaral, as condições do tempo permitem que a fumaça alcance grandes distâncias. Ele conta que a própria cidade de Itapema já teve um episódio, nos anos 1990, em que a queima da turfa durou 35 dias até ser controlada. Em Santa Catarina, houve um caso em que o incêndio se estendeu por três meses.

- Esses dias fui para Florianópolis e consegui ver e sentir o cheiro da fumaça perto do pedágio, em Tijucas - comenta.

Até ontem à tarde restavam cerca de 50 focos do incêndio no subsolo, com expectativa de extinguir todos nos próximos dias. A situação será monitorada pelos bombeiros e pela Faaci para evitar que o fogo recomece.

O que é a turfa

A turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto e encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sob montanhas (turfa de altitude). Forma um solo rico em matéria orgânica que pega fogo muito fácil. É um estágio anterior ao carvão.

É oriunda de matéria orgânica depositada nas várzeas dos rios (juncos, árvores etc) durante um longo período geológico e que, por causa da umidade, não sofreu decomposição e transformou-se em mineral.

A turfa é uma rocha com alto teor de substâncias húmicas e com capacidade de segurar água e sais minerais, além de reter vários metais pesados, contribuindo para o equilíbrio do meio ambiente. É importante nos solos arenosos, ampliando a retenção de água e, nos argilosos, reduz a densidade, aumentando a porosidade.