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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ex-dançarina vai cobrar Latino por acidente que a deixou banguela

Ex-dançarina vai cobrar Latino por acidente que a deixou banguela
São Paulo, 29/01/2014, Pop Mundo


Joyce Pinheiro decidiu que vai buscar seus direitos na Justiça contra o ex-patrão, o cantor Latino. De acordo com a coluna "Retratos da Vida", do jornal "Extra", a dançarina foi dispensada logo depois de sofrer um acidente em um ônibus do músico, em dezembro.




Após uma freada brusca, Joyce teria batido o rosto, perdido um dente e danificado outros três. Mas mesmo estando no veículo a trabalho, ela alega que não recebeu nenhum auxílio financeiro de Latino. "Pedi ajuda a ele para pagar pelo menos a entrada. Tive que pedir ajuda por aplicativo de celular para amigos para poder arrumar o dinheiro", comentou, se referindo ao tratamento odontológico que custou R$ 28 mil.




Na época, Joyce foi acusada de fazer chantagem para cima do ex-patrão. "Nunca pedi demissão e o único pedido de dinheiro foi da entrada do tratamento dentário. Ele quis me dispensar na época do acidente e me ofereceu R$ 20 mil de rescisão. O valor é muito aquém do que eu tenho direito."



"Se eu quisesse chantageá-lo, teria feito muito antes. Ele está me caluniando. Vi muita coisa nesse tempo que eu trabalhei para ele e nunca deixei vazar nada. Mas eu só quero o que é justo", completou.




Pelo jeito muito ainda vai rolar nessa história, mas uma coisa é certa: nada de sorrisos entre os dois daqui para a frente.


Foto:Divulgação

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRT/SC condena frigorífico em R$ 25 milhões para recuperar trabalhadores lesionados

TRT/SC condena frigorífico em R$ 25 milhões para recuperar trabalhadores lesionados
Santa Catarina, 23/01/2013, Assessoria de Comunicação Social do TST



Aumentou para R$ 25 milhões o valor da condenação por danos morais coletivos atribuída à Seara Alimentos S. A., fruto de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2007, após a demissão de dez trabalhadoras da ré que haviam se retirado por instantes da sala de cortes da unidade industrial de Forquilhinha/SC, por conta do frio intenso do local.



Julgados os recursos das partes contra a decisão de 1ª instância, a destinação da pena imposta por danos sociais – R$ 14,6 milhões -, inicialmente definida pela 4ª VT de Criciúma, foi ampliada e majorada pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT/SC).




A sentença de 1º grau, prolatada pela juíza Zelaide de Souza Philippi, havia condenado a Seara, pertencente ao Grupo Marfrig - multinacional presente em 22 países - a tomar providências visando a preservação da saúde dos seus empregados na unidade de Forquilhinha e que o montante fosse aplicado no aparelhamento do INSS, do SUS e do Ministério do Trabalho e Emprego no município, para diagnóstico precoce de doenças de natureza ocupacional e projetos de reabilitação física e profissional.



Já o acórdão do TRT/SC ampliou a abrangência das ações a serem desenvolvidas, determinando que tais recursos também deverão ser destinados à realização de pesquisas visando adequação do meio ambiente de trabalho, especialmente em frigoríficos, contemplando, além da região de Criciúma, os municípios de Itapiranga, Ipumirim, Seara e Chapecó, onde o grupo empresarial mantém unidades fabris.



A relatora do acórdão, desembargadora Águeda Maria Lavorato Pereira, lembra que a Constituição Federal estipula como direitos fundamentais o trabalho decente, a vida, a saúde e a dignidade, assim como a redução dos riscos inerentes ao trabalho.



Para ela, tais preceitos por si só já teriam eficácia jurídica para impor obrigações às empresas. “Demonstrado que a empresa submeteu por vários anos seus empregados a temperaturas inferiores às previstas no art. 253 da CLT, sem a concessão de pausas de recuperação de fadiga, merece ser mantida a sentença”, registrou.



Outro problema tratado no processo refere-se às dificuldades dos trabalhadores para ir ao banheiro, principalmente em ambiente próximo dos 10 graus centígrados. De acordo com a decisão, “a limitação do uso de banheiro configura descumprimento dos preceitos constitucionais que tutelam a saúde e a dignidade humana”. A empresa alegou no recurso que “a saída ao banheiro indiscriminadamente e sem qualquer comunicação (…) transformará o setor da linha de corte em verdadeira balbúrdia”.



O acórdão, contudo, determina que seja assegurado o uso do banheiro a qualquer momento da jornada de trabalho, sem necessidade de justificativa, no prazo máximo de cinco minutos após a informação do empregado ao encarregado, para que providencie a substituição. Excedido o prazo, fica assegurado o uso do banheiro pelo tempo necessário, independentemente de substituição.



Atestado fraudado, médico denunciado



O Tribunal também enfrentou a polêmica da não aceitação pela empresa de atestados médicos particulares dos trabalhadores. Em sua defesa a ré afirmou que somente rejeita atestados médicos manifestamente fraudados ou em desacordo com o histórico médico do trabalhador, definido por seu corpo médico e pelos demais integrantes do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmit).



Mas, diante das provas do processo, os julgadores entenderam o contrário e determinaram remessa de cópia do acórdão ao Conselho Federal de Medicina e ao Ministério Público Federal para a adoção de medidas cabíveis, por conta dos procedimentos adotados por dois médicos do trabalho da unidade da Seara de Forquilhinha. Mesmo assim, deram provimento parcial ao recurso da ré, mantendo a determinação de que ela deve aceitar os atestados de médicos não ligados à empresa.



A multa por descumprimento, estabelecida na sentença de 1º grau não incidirá, contudo, quando a empregadora, ao recusar o atestado, denunciar o profissional na Polícia Civil e representar contra ele no Conselho Regional de Medicina.



O acórdão também solicita ao MPT medidas cabíveis no sentido de conferir efetividade ao art. 15 da Convenção 161 da OIT, que veda ao médico do trabalho a atividade de medicina clínica, cabendo a ele apenas ações de identificação e adequação do meio ambiente de trabalho.



Foi confirmada pelo TRT a existência de “prova cabal e irretorquível da omissão da ré em emitir Comunicações de Acidentes de Trabalho”, comprovada pelas CATs providenciadas pelo sindicato da categoria profissional no período de 2005 a 2007, referentes a dezenas de casos de doenças ocupacionais não notificadas pela empresa.



O acórdão ainda menciona: “Não resta dúvida de que a ré, conforme consta da bem lançada sentença de 1º grau, deixou de observar inúmeros dispositivos legais, conforme já consignado nos itens precedentes. Essas condutas, conforme a prova dos autos, geraram danos graves e irreparáveis à saúde de inúmeros empregados submetidos a ambiente de trabalho degradado, com o único intuito de obtenção de lucro, situação que o juízo trabalhista denominou, em duas oportunidades (tutela antecipada e sentença), de uma 'legião de trabalhadores doentes e incapacitados'”.



Além disso, acrescenta a decisão, “somente na unidade da ré, na cidade de Forquilhinha-SC, trabalham cerca de 2.500 empregados. Por via de consequência, restou afetada negativamente a esfera ética da coletividade, posto que o trabalho decente, a dignidade humana, a saúde, a vida digna, o meio ambiente de trabalho adequado e a redução dos riscos inerentes ao trabalho, além de preceitos constitucionais, são valores fundantes da sociedade brasileira”.



Assim, a 1ª Turma do TRT decidiu que o valor da indenização fixada na sentença deveria ser majorado. “Se a obtenção do lucro a qualquer custo fez com que as condições de trabalho fossem degradadas da maneira demonstrada, revela-se razoável a ameaça de imposição de pesadas sanções para que se restabeleçam no tempo oportuno as condições mínimas exigidas pela legislação de proteção”, registra o acórdão, referindo-se ao aumento da condenação por dano moral coletivo para R$ 25 milhões.



A empresa ainda foi condenada a assegurar tratamento integral até a efetiva convalescença, conforme o art. 949 do Código Civil, a todos os empregados e ex-empregados acometidos de doenças ocupacionais, conforme se apurar em liquidação de sentença. O valor da indenização por dano social deverá ser destinado, exclusivamente, às regiões do Estado de Santa Catarina onde estão situadas as unidades fabris da ré, ao arbítrio do juízo da execução, observado o critério da não pulverização dos recursos.



Aparelhamento de entidades para beneficiar trabalhadores



Os recursos deverão ser investidos para aparelhamento do INSS, do SUS e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina, visando o diagnóstico precoce de doenças de natureza ocupacional, especialmente distúrbios osteomusculares e transtornos mentais. O acórdão também ordena o uso de valores para aquisição de equipamentos, objetivando a realização de exames e treinamento de pessoal, na regiões dos municípios mencionados.



Também está prevista a destinação dos recursos para projetos de reabilitação e recuperação física e profissional nas regiões referidas, além de pesquisas para a adequação do meio ambiente de trabalho, especialmente em frigoríficos. Os projetos poderão ser elaborados, individual ou em conjunto, no prazo de 90 dias cada um, pela Secretaria Estadual de Saúde, pela Fundacentro, pelo INSS e pelo SUS, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego estadual, pelos Centros de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador de Santa Catarina, por meio das macrorregiões de Criciúma e Chapecó, e pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes, Derivados, Frangos, Rações Balanceadas, Alimentação e Afins de Criciúma e Região.



O acompanhamento e a fiscalização deverão ficar a cargo da Coordenadoria Nacional da Defesa do Meio Ambiente do Trabalho – Projeto de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos do Ministério Público do Trabalho, mediante apresentação de parecer sobre a conveniência e oportunidade dos projetos, observadas as demais diretrizes definidas na sentença de primeiro grau.



Foram confirmados também os efeitos da antecipação de tutela garantidos pela sentença de primeira instância. Da decisão cabe recurso.




Foto:Divulgação/Ilustrativa

terça-feira, 26 de junho de 2012

Correia Pinto é a terceira prefeitura com mais processos trabalhistas

Correia Pinto é a terceira prefeitura com mais processos trabalhistas

Correia Pinto, 26/06/2012, Correio Lageano




Os dados são do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina. Ao todo são 24 processos



A prefeitura municipal de Correia Pinto figura entre as 100 pessoas jurídicas com maior números de processos no Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina. São 24 processos, que colocam a cidade na terceira posição entre as prefeituras.



O problema, de acordo com informações da própria prefeitura, é decorrente da construção da creche Pró-Infância, em 2010. Segundo a procuradora municipal, Luciana Schmitz Paes, houve uma licitação onde a empresa HF Construção e Transportes, de Manaus (AM) ganhou e acabou tendo problemas trabalhistas. “A prefeitura entrou como responsável solidária”, explica.



Com isso, a prefeitura pode ter que pagar as dívidas trabalhistas, caso a HF Construção não quite suas obrigações. Segundo Luciana, Correia Pinto não vai precisar mexer no caixa da prefeitura porque a justiça do trabalho bloqueou R$ 150 mil, do total de recursos que seriam destinados ao contrato para a construção da creche. O dinheiro é de origem federal, e o valor depositado seria de R$ 630 mil. A procuradora acredita que R$ 150 mil seriam suficientes para quitar todas as dívidas, uma vez que o tempo de serviço dos trabalhadores variava entre 45 dias até 8 meses.




Servidores poderão ter plano de cargos e salários



Sem plano de cargos e salários desde 1998, os servidores municipais de Correia Pinto estão negociando com a prefeitura para que benefícios sejam incorporados às folhas de pagamento.
Em 1989, um plano de cargos e salários dos servidores municipais foi feito, mas durou somente até 1998, quando o prefeito Demerval Batista fez a lei 837/98, que vetava qualquer gratificação aos servidores municipais.



Em 2002 os professores foram os primeiros que conseguiram um plano de cargos e salários.
Segundo a procuradora municipal, Luciana Schmitz Paes, tal lei já foi revogada. “Contratamos uma empresa para criarmos um estatuto do servidor, e a intenção é criar um plano de cargos e salários”.



Para a presidente do sindicato que representa os servidores, Luciléia Wiggers, a prefeitura já fez uma proposta que não foi aceita. “Não querem conceder licença-prêmio, que é algo que os professores já recebem. Não podem tirar isso deles”, explica.



A intenção dos sindicalistas é que até o fim do ano o novo plano já esteja em curso. Já a procuradora explica que a prefeitura quer deixar um projeto pronto, para que a próxima administração já obedeça o novo plano de carreira. “Deixaremos o plano pronto, para que, indepentendemente se o prefeito se reeleja ou não, ele seja aplicado”, explicou Luciana.




Foto: Divulgação