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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Curitibanense precisa de cadeira de rodas

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Curitibanos, 07/05/2014 A Semana

 Patrícia Calixto Martins, mãe de Larissa Aparecida Martins Ferreira, busca auxílio para melhorar a qualidade de vida da filha, que, com 7 anos, não fala, não anda e precisa de uma cadeira de rodas especial para seu desenvolvimento. Conforme Patrícia, não há um diagnóstico preciso sobre a doença da filha, que tem leve retardo mental, baixa visão, crises epiléticas, não anda, não fala, apenas engatinha, e manifesta vontades e sentimentos através de choro e riso.
As causas do problema são indefinidas, mas as probabilidades incluem o fato de a mãe ser diabética, ter passado a hora de o bebê nascer e a menina ter engolido líquido amniótico no parto. “Não sabemos direito o que ocasionou a deficiência e nem que doença ela tem. Não havíamos percebido nada de anormal até os 8 meses da Larissa, quando descobrimos a cegueira. Atualmente, ela enxerga vultos, tem crises epiléticas e, como não anda e é pesada, temos dificuldade em locomove-la, inclusive para sair de casa com ela”, relata a mãe.
O parecer psicológico indica que Larissa apresenta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, principalmente nas áreas motora e de linguagem, além de deficiência física e visual. Patrícia frisa que a filha usa próteses nas pernas, que devem ser trocadas com frequência devido ao seu crescimento, além de fraldas geriátricas e medicamentos contínuos. A cadeira de rodas especial, indicada pela terapeuta ocupacional, poderia auxiliar em seu desenvolvimento e minimizar as dores nos ossos. “A cadeira de rodas custa R$ 3.200 e não temos recursos para comprar. Ela recebe o benefício, mas, com tantas despesas, muitas vezes é insuficiente, sem falar que o pagamento da cadeira de rodas tem de ser à vista”, lamenta.
Além das dificuldades encontradas para proporcionar melhor qualidade de vida à filha, Patrícia salienta que o preconceito é outro empecilho. Ela conta que Larissa frequenta o Ensino Regular e a Apae, mas avalia que a sociedade tem preconceito com pessoas com deficiência. “Apesar de ser uma criança muito esperta, ela tem limitações e muitas pessoas nem mesmo se esforçam para compreender. Com a cadeira de rodas, ela terá mais liberdade, poderá sair comigo, ir ao Centro, ao supermercado, coisas que eu não consigo fazer com ela, pois ela é muito pesada para carregar nos braços por muito tempo”, reforça.
Patrícia adianta que pretende fazer uma Pastelada para arrecadar fundos para a aquisição da cadeira de rodas. Pessoas que queiram colaborar com a família, com doações em dinheiro, fraldas geriátricas P ou ingredientes para a produção dos pastéis, podem entrar em contato com Patrícia pelo telefone (49) 9167-2349.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Prédios públicos não estão adequados

Prédios públicos não estão adequados
Lages, 04/09/2012, Correio Lageano, por Susana Küster




O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para deixar os prédios municipais adequados foi prorrogado para janeiro de 2013


O prazo para cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que prevê à acessibilidade aos prédios públicos municipais foi prorrogado para janeiro de 2013. Dentre os locais observados pelo Correio Lageano, a prefeitura, a secretaria do Meio Ambiente, o Balcão Cidadão, e a Seplan, ainda não estão adaptados aos portadores de deficiência física em Lages.



O TAC foi assinado em 25 de novembro de 2010 e proposto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).



Em matéria publicada pelo Correio Lageano, no dia 12 de outubro de 2011, o secretário de Administração, Antônio César Arruda, disse na época, que até o final do ano, 80% das repartições da prefeitura estariam acessíveis aos portadores de deficiência física.



Arruda afirmou ainda, que dois elevadores já tinham sido licitados e até dezembro de 2011, eles estariam instalados. Um ficaria na prefeitura e outro na Secretaria de Planejamento (Seplan). A equipe do CL esteve no local e constatou que os elevadores ainda não estão instalados.


O prazo para conclusão das obras ou adaptações necessárias era de 14 meses, a contar da data de assinatura do TAC, ou seja, o prazo terminaria em janeiro deste ano.



Segundo informações da 14ª promotoria da Justiça e Cidadania de Lages, a prefeitura pediu prorrogação do prazo para janeiro de 2013.


O Ministério Público achou aceitável a solicitação de adiar as adequações e próximo do prazo previsto, os prédios públicos municipais serão fiscalizados.



Caso não cumpra o acordo no prazo previsto, o município fica sujeito à multa, a ser revertida ao Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados do Estado de Santa Catarina.



Porém, o TAC prevê a prorrogação do prazo desde que a solicitação seja justificada antes do seu vencimento.



O procurador geral do município, Sandro Anacleto, disse que poderia se posicionar sobre o assunto somente hoje.




Mais de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência no país

Segundo dados do Censo 2010, há no Brasil, 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Isso representa 23,8% da população brasileira, dos quais 13,1 milhões apresentam grande dificuldade ou impossibilidade de falar, ouvir, enxergar ou se locomover.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou carências nas condições de acesso de pessoas com deficiência a prédios e serviços públicos federais.




O levantamento foi feito nas principais unidades dos seis órgãos públicos que mais atendem a população pessoalmente: Empresa de Correios e Telégrafos (Correios), Caixa Econômica Federal (Caixa), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e Defensoria Pública da União (DPU).
As principais barreiras de acesso identificadas referem-se à sinalização para deficientes visuais, como a existência de mapas ou de pisos táteis direcionais.




Algumas instituições ofertam esses dispositivos em menos de 2% das unidades de atendimento. Há ainda pouca oferta de elevadores, sanitários, mesas, balcões, rampas, escadas, corredores e portas acessíveis. Os dados foram coletados em 11.069 unidades, em pesquisa que teve como base a percepção dos gestores dos órgãos.




As dificuldades também afetam as instituições de ensino. Segundo dados de dois censos de educação, 45,7% dos cursos realizados em estabelecimentos federais não oferecem condições de acesso adequadas.





Falta de acesso limita vida social

Deixar de sair com os amigos para vários locais de lazer em Lages, já é rotina para a secretária da Associação dos Deficientes Físicos (ASDF), Vanilda Antunes Correa.




Ela lamenta a falta de acessibilidade em Lages e estima que em torno de 70% dos locais públicos não sejam acessíveis.




“Antes o deficiente não andava na rua, mas hoje é diferente. É preciso os locais se adequarem para nós não ficarmos limitados”, frisa.




Vanilda afirma que muitas rampas que estão sendo instaladas nos prédios públicos municipais são inadequadas. “Deveriam perguntar para alguém que tenha deficiência, antes de fazerem as rampas. Hoje é passível de processo à falta de acessibilidade ”, lembra.
Além disso, quando os prédios municipais possuem rampas, elas são geralmente nas laterais ou nos fundos das estruturas e não possuem nenhuma indicação por placa.




Ela explica que é preciso seguir as normas universais de acessibilidade para construir rampas. “Quando preciso de algo em prédios públicos, peço para outras pessoas irem em meu lugar”, finaliza.





Fotos: Susana Küster