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sábado, 1 de março de 2014

Desperdício na obra das Marginais da 282

10000140_548100285287771_1426727336_nLages, 01/03/2014 Milton Barão

Além dos 95 exemplos de desperdício e de grandes irregularidades nas obras  das Vias Marginais da 282, apontadas por relatório da FIESC e entregue ao DNIT, um atento leitor do Portal registrou mais uma.
Na quinta-feira estava em ritmo acelerado a construção das vias de acesso ao Viaduto da Camões. Era máquina para todos os lados fazendo a camada base do asfalto.
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Até que na sexta-feira, depois do trabalho praticamente concluído, eis que chegou uma maquina e simplesmente recolheu todas as pedras nas caçambas.
desmanchando tudo o que estava pronto
desmanchando tudo o que estava pronto
Acontece que simplesmente haviam esquecido de fazer a canalização…
É pracaba…

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Não adianta investimento se não há economia de água em Lages

Lages, 01 e 02/01/2014, Correio Lageano, por Suzani Rovaris



Nos últimos meses, o assunto entre as pessoas tem sido a falta de água em Lages. Várias foram as notícias veiculadas. A prefeitura realizou algumas obras e prometeu novos investimentos para evitar que o problema retorne no próximo verão. Mas nada disso vai adiantar se o cidadão não colaborar e consumir sem economizar.



Lages gasta atualmente 30 mil metros cúbicos por dia. Logo que começou o verão, alguns bairros de Lages tiveram problemas com as torneiras secas. Os mais castigados foram Santa Helena, Pró-Morar e Santa Clara, partes altas da cidade. Os mesmos problemas foram registrados em pelo menos dez bairros. Um dos motivos é o consumo maior nesta estação em comparação ao inverno. Por isso, a importância de economizar.




Hidrômetros:  Segundo o diretor da Semasa, Wilson Rodrigues, este ano serão trocados 25 mil hidrômetros. Isso significa que em algumas residências, o valor da conta de água pode ficar diferente.



Conforme o diretor, apesar de não ser lei, o ideal é trocar os hidrômetros a cada cinco anos, mas que alguns dos mais antigos que o município possui tem data de 1982 e por isso a medição pode estar irregular. “Em algumas casas o valor da fatura da água não corresponde ao consumido, a pessoa gasta muito mais do que paga. Isso é problema no hidrômetro que está velho”, explica Rodrigues. Ele explica que é preciso reeducar os hábitos e economizar no uso da água.




Fotos: Suzani Rovaris

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Desperdício: Operação tapa buracos, não importa como. . .

Lages, 21/10/2013 Milton Barão

Leitor do blog do Milton Barão, que passava de passagem (diz ele), nas imediações da Virtual, ou mais exatamente na Rua Soli Reis, que fica atrás da Klabin, se de parou com uma cena de desperdício do dinheiro público digna de registro.
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E foi o que ele fez, ao fotografar a “operação tapa buraco”, que tem tentado recuperar as vias públicas. Até aí tudo normal, não fosse o fato do serviço estar sendo feito nesta segunda-feira, quando choveu forte desde as 11h da manhã até o final da tarde.
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Como o serviço foi contratado por buraco tapado, fica evidente que nesse caso interessa apenas a contagem... 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Prédios públicos têm espaço de sobra

Prédios públicos têm espaço de sobra
Lages, 12 e 13/10/2013, Correio Lageano, por Núbia Garcia



A cultura de Estado grande desembarcou no Brasil com dom João VI em 1808. E de lá pra cá só aumentou. Portanto, observar salas e prédios públicos vazios em Lages não chega a surpreender, e o problema afeta as três esferas de poder.



São exemplos de espaços hoje fechado ou apenas em parte ocupados os prédios que abrigavam a Regional de Saúde (na Praça João Ribeiro), a Policlínica Municipal (ao lado do INSS), a Procuradoria Geral do Estado (na rua Correia Pinto, que tem o andar térreo vazio) e o local onde funcionava a Sociedade de Apoio ao Menor Trabalhador (Samt), junto à secretaria de Assistência Social.



A Regional de Saúde mudou de endereço para um espaço locado porque o prédio onde funcionava, do estado, era precário e não atendia as regras de acessibilidade. Desde então, o local está vazio.



Lixo, mato e telhas quebradas são o saldo de meses de desativação. Em março, foi anunciado que o prédio teria sido repassado do Estado para o município e passaria por pequena reforma no teto para receber setores da administração. Com isso, a prefeitura reduziria o número de contratos e os gastos com aluguel.



Reforma: De acordo a assessoria da Secretaria do Desenvolvimento Regional (SDR), este prédio precisa de uma ampla reforma, pois a precariedade do espaço foi o motivo pelo qual a Gerência de Saúde foi transferida. Sobre a doação do prédio à prefeitura, a assessoria informou que Estado e município estão debatendo a viabilidade.



Aglutinar e reduzir o aluguel é a meta



A prefeitura de Lages tem discutido a criação de um centro administrativo, que aglutinaria pastas afins. Porém, a ideia está no desenho, como define o secretário da Administração, Pedro Ortiz. Para se tornar um projeto viável depende de aquisição ou permuta de área que facilite a vida da população.



Enquanto se discute o centro administrativo, explica Ortiz, está em execução a segunda etapa de um programa de aproximação de setores afins. A meta é chegar em junho do ano que vem com redução de 30% no atual valor que a prefeitura paga em aluguéis.



Como o problema da ocupação de imóveis é histórico, não terá uma solução rápida, admite o secretário da Administração. Ortiz calcula que em quatro anos é possível reduzir significativamente o valor do aluguel e aglutinar pastas afins, mas é impossível resolvê-lo.


Saiba mais
 Município
  • 45 contratos de locação
  • R$ 143.971,53 gastos mensalmente
 Estado
  • 2 contratos de locação
  • Cerca de R$  7 mil gastos mensalmente
 União
  • Receita Federal
  • R$ 25.813,14/mês com locação



Transferência facilita o público, mas gera aluguel


A Sociedade de Apoio ao Menor Trabalhador (Samt) deixou de funcionar na Secretaria de Assistência Social e passou a atender numa casa alugada. De acordo com o secretário de Assistência Social, José Amarildo Farias, era necessário desvincular o trabalho da Samt, que é uma organização não governamental, ao da secretaria.



Com a mudança, a Samt passou a pagar aluguel. De acordo com Farias, a entidade tem um prédio próprio, no bairro Santa Mônica. Entretanto, o espaço está locado para o município, pois abriga o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) que atende aquela comunidade.


Adequação: “O espaço que a Samt tem fica em um bairro muito distante e não é adequado para atender aos serviços que oferece”, avalia o secretário Farias, ao ressaltar que, caso a Samt passasse a funcionar lá, seria necessário mudar de endereço o Cras, que hoje atende duas mil famílias.



Farias explica que o espaço que ficou ocioso no prédio da secretaria poderá receber serviços como o CAD Único, que atende os usuários do Bolsa Família em uma casa locada na Rua Correia Pinto, área nobre da cidade, além do Conselho Tutelar, na Rua Coronel Serafim de Moura.



Para fazer a transferência dos serviços, Farias explica que é necessária a aprovação de um projeto para a reforma das salas junto a Secretaria de Planejamento (Seplan). Segundo ele, há R$ 600 mil liberados para a execução da reforma na parte do prédio onde funcionava a Samt.


Casan será um centro administrativo


O prédio onde fica a Procuradoria Geral do Estado, na Rua Correia Pinto, é do Estado. O secretário de Desenvolvimento Regional, Gabriel Ribeiro, disse que o lugar será vendido. Isto depende de etapas administrativas, mas a venda poderá ocorrer ainda neste ano.
O imóvel era de uma empresa e foi entregue em troca de dívida tributária. A venda deve ser por leilão e o lance inicial está estimado em R$ 3 milhões. Segundo Ribeiro, o dinheiro da venda pode ser usado na reforma do prédio onde era a Casan.



Esse imóvel da Casan fica no bairro São Cristóvão e está vazio. O local foi desativado há uma década, quando o sistema de águas passou a ser municipal. De acordo com Ribeiro, a ideia é transformar o prédio num lugar que reúna os órgãos do Estado, como a Gerência de Saúde e a própria SDR. Os projetos arquitetônicos estão em andamento e, após, o governo lançará a licitação.



Hoje, dois órgãos estaduais pagam aluguel: Sine e Gerência de Saúde.  Os dois aluguéis somam R$ 7 mil. Há cerca de três meses, a gerência regional da Cohab foi transferida para a SDR. A mudança representou economia de R$ 5 mil mensais.


Imóvel do governo federal abriga setor do município


O imóvel onde funciona o INSS é da União. Parte dele estava cedido ao município, até 2012, para abrigar serviços como odontologia e a policlínica. De acordo com o gerente da agência, Rubens Rambo, com a transferência da policlínica, no espaço da união ficaram os serviços de odontologia, que foi transferida em agosto, e de curativos.



Ele afirma que a intenção é mudar o setor de arquivos do INSS, que funciona no primeiro andar, para o térreo. “São toneladas de papel que prejudicam a estrutura do prédio”, explica.



Segundo Rambo, após a retirada completa dos serviços do município, o prédio precisará ser restaurado para receber o arquivo. É cogitada a ideia de que a agência de Lages volte a ser uma Gerência Regional. Assim, todo o prédio passaria a ser ocupado por serviços do órgão.


Receita: O prédio da Receita Federal funciona em espaço locado, na Avenida Presidente Vargas. Abriga administração, atendimento ao público, garagem e depósitos de mercadorias apreendidas. Não há orçamento para compra de terreno ou prédio para o órgão. O delegado da Receita, Mauro de Brito, está em contato com o estado e o município para a cedência ou permuta para que seja iniciado um projeto.



Fotos: Núbia Garcia