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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Enchente se aproxima da maior da história de Lages (1984)

Rio Carahá fora da caixa, entre o Caça e HabitaçãoLages, 27/06/2014 Milton Barão

A Defesa Civil de Lages conta com apoio do Exército, através do 10° BEC e da Polícia Militar, pois a situação está se tornando grave, disse o coordenador Adilson Paneck em entrevista na Rádio Guri, às 20h40 desta sexta-feira.
Rio Carahá fora da caixa, entre o Caça e Habitação
Desde a quarta-feira (25) até a noite de sexta já havia chovido 180mm de chuva. “Falta 60 cm para chegar à marca atingida durante a enchente de 1984 na Usina Caveiras, que foi a maior da história de Lages”, destacou Paneck.

Morro Grande

Na noite de sexta-feira equipes de socorro se deslocaram para o Morro Grande, onde no chamado Beco dos Carroceiros havia chegado a informação de desmoronamento e a necessidade da retirada de 30 famílias.

Acesso Norte

Outra situação de risco foi relatada no Acesso Norte (saída para Curitiba), onde teve deslizamento de terras em um barranco, deixando a Avenida Juscelino Kubitschek em meia pista.

Habitação

Na Habitação, no chamado Beco das Bracatingas também houve a necessidade de remoção de 13 famílias, enquanto no Gethal/Passo Fundo foram cinco famílias retiradas, pois a água invadiu suas residências.

Plano

Pelo Plano de Contingenciamento da Defesa Civil, tudo estava preparado, com três abrigos preparados, sendo dois nos CAICs e um no Ginásio Jones Minosso. Algumas dessas famílias preferiam ir para casa de parentes, informou o coordenador. De acordo com o planejado, a Assistência Social do município já providenciou cozinhas e alimentação nos abrigos.
Rua Manoel Augusto Neves (fundos Central Distribuição dos Correios)
Rua Manoel Augusto Neves (fundos Central Distribuição dos Correios)

Interdição

Mesmo se a chuva parar no sábado, como prevê a meteorologia o Rio Caveiras vai continuar enchendo, e cada vez mais vai represar o Rio Carahá. Tanto que na noite de sexta-feira Avenida Belisário Ramos foi interditada para o tráfego de veículos no trecho entre o Caça e a ponte da Habitação.

Fotos: Biguá

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Defesa Civil acredita que a partir desta quarta-feira famílias retornem às suas casas

Defesa Civil acredita que a partir desta quarta-feira famílias retornem às suas casas
Lages, 24/09/2013, CLMais, com informações da Defesa Civil em Lages, Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri) e Climaterra



O nível do Rio Carahá começou a baixar nesta terça-feira (24). Cerca de 100 famílias ficaram desabrigadas, mas um "esquema" foi realizado para acolher estas pessoas. Elas estão abrigadas nas associações dos bairros Caça e Tiro, Habitação, Guarujá e no Caic do bairro Santa Catarina.



O coordenador da Defesa Civil em Lages, Adilson Panek, acredita que a partir desta quarta-feira (25) o trabalho de limpeza das casas possa ser efetuado e que, assim, as famílias retornem as suas residências.



Previsão do tempo

As nuvens persistem em boa parte do dia em Santa Catarina, algumas aberturas de sol e chuva isolada.



A temperatura mínima registrada foi no Morro da Igreja, em Urubici, onde os termômetros marcaram 2,6ºC. A chance de nevar na Serra Catarinense não está descartada, entre esta terça-feira (24) e a madrugada de quarta-feira (25).



Foto: Divulgação

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Em Ponte Alta mais de 60 famílias ficam isoladas

Ponte Alta, 23/09/2013, Correio Lageano



Nas Localidades Cerro Verde 1, Cerro Verde 2, Ponte Altinha, Areal, Barra Verde e Cerrada, mais de 60 famílias estão ilhadas, segundo a informação do coordenador da Defesa Civil da cidade, Giovani Antunes da Luz.



As pontes que dão acessos a estas localidades foram danificadas e o nível da água  ultrapassou o limite. Na cidade o bairro Despraiado ficou com alguns pontos de alagamentos, porém nenhuma família ficou desabrigada.



“Estamos fazendo o monitoramento 24 horas por dia. O Rio Ponte Alta também está subindo”, explica o coordenador Giovani. Ele, comenta, ainda, que a balsa do Rio Canoas está interditada desde a tarde do último sábado (21). O rio, subiu seis metros do nível normal. “A travessia somente pode ser feita com barco motorizado”, afirma Giovani.



Foto:Divulgação/Ilustrativa

Mais de 500 famílias são atingidas pela enchente em Bom Retiro

Mais de 500 famílias são atingidas pela enchente em Bom Retiro
Bom Retiro, 23/09/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich


A cidade de  Bom Retiro decretou, na tarde deste domingo (22), Situação de Emergência, devido  as chuvas intensas que caíram no município nos últimos três dias. A enchente ocasionou alagamentos, enxurradas e deslizamento de solo.



Mais de 500 famílias foram atingidas, 30 ficaram desalojadas e 470 isoladas. Na área central houve enxurrada em três pontos da cidade, nos Riachos Rincão, Sinhozinho e Cachoeira, causando prejuízos em áreas residenciais e comerciais.



Também houve queda de barreira, bueiros, pontilhões e alagamentos, isolando 18 comunidades, o que afetou aproximadamente 3 mil pessoas.



A Casan também suspendeu o abastecimento de água em todo o perímetro urbano, em virtude da impossibilidade de tratamento das águas vindas das enxurradas dos alagamentos. Ainda não há previsão de restabelecimento dos serviços.



A prefeitura apresentou pedido de água potável para a população junto a Defesa Civil Estadual.



Ainda em Bom Retiro, a BR-282 teve meia pista bloqueada perto do Posto Janaína, durante todo o domingo (22).



Sem aula no interior
 

A Secretaria Municipal de Educação suspendeu o transporte de alunos do interior para a área urbana nesta segunda-feira (23), por causa dos estragos sofridos por estradas.
Pelo mesmo motivo não haverá aula em escolas do interior do município. Já as aulas na área urbana acontecem normalmente, tanto na rede municipal como na única escola estadual no município, a Escola de Educação Básica Alexandre de Gusmão.



Resgate

A equipe do Batalhão de Operações aéreas do Corpo de Bombeiros  resgatou nove pessoas na Localidade Santa Clara. A casa ficou ilhada e a correnteza impediu o uso de barco.



Foto:Divulgação

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Moradores com medo de futuras enchentes

Moradores com medo de futuras enchentes
Lages, 15/02/2013, Correio Lageano



O túnel por onde passa o rio Ponte Grande está parcialmente bloqueado



Os moradores do bairro São Sebastião, próximos ao rio Ponte Grande, temem a possibilidade de futuras enchentes às margens da BR-282. Eles reclamam que a passagem da água por baixo da rodovia foi parcialmente bloqueada.




Duas galerias foram feitas em ambas as marginais da BR-282, para a passagem do rio Ponte Grande sob o trecho. O problema é a quantidade de terra colocada acima dessas galerias foram caindo ao longo do tempo dentro do rio, provocando uma pequena barragem.



Por menor que a barreira seja, quando chove, os moradores contam que o rio enche rapidamente e os túneis não  dão conta de drenar a água para o outro lado da rodovia, conforme o volume do rio. Em consequência, o rio transborda e invade residências próximas ao local.



A residência do morador Antônio de Souza Lima fica a poucos metros de uma das marginais e do rio Ponte Grande. Ele ergueu um muro, com cerca de dois metros de altura, para evitar que a água invada o terreno.



Segundo ele, antes das obras da BR-282, a família não tinha problemas com enxurradas ou enchentes, mas depois vive com medo da casa ser invadida pela água. Com a chuva dos últimos dias, a marca da água no muro de Antônio tem uma altura de cerca de um metro. “Não choveu forte nos últimos dias e já ficamos apreensivos. Imagine se ocorrer um período de grandes chuvas como já ocorreu em Lages. Não sei o que fazer”.



Ele acrescenta que procurou a Secretaria do Meio Ambiente para solucionar o problema. “Eles prometem olhar o problema, mas nunca aparecem”. A máquina que pode retirar a terra desses túneis está parada aqui na obra. Não iria demorar nem 20 minutos para melhorar a passagem do rio”, acrescenta.



A vizinha de Antônio, Mariana Bueno, também vive o mesmo drama. Há 20 anos ela mora à beira da BR-282 e do rio Ponte Grande. Já enfrentou diversos problemas em função da chuva dos últimos dias. A maior delas, foi o motor do carro que estragou com o acúmulo de água na garagem. Uma das paredes está rachando com a umidade e o jardim está destruído com a lama que se fomou. “Estou desolada porque quero deixar minha casa arrumada e não posso”.



O engenheiro do Dnit de Lages, Ênio Spieker, explicou que vai verificar o local para analisar o que estaria obstruindo a passagem da água. Ele adianta, que antes da obra iniciar, foram realizados limpeza, alargamento do rio e retirada de materiais para aumentar a profundidade e melhorar os escoamento da água.




Foto: Suzani Rovaris