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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Exposição resgata a história da cidade


Correia Pinto, 10/05/2013, Correio Lageano, por Silviane Mannrich


Evento é uma das ações para comemorar os 31 anos de emancipação de Correia Pinto, que busca preservar suas raízes




Vilson Felipe de Moraes, 62 anos, foi um dos primeiros moradores de Correia Pinto, quando a cidade ainda era um distrito de Lages. Ele conta que a cidade mudou muito, não havia ruas calçadas e muito menos asfalto, era tudo campo. Para ir trabalhar na localidade de Bandeirinha, ele levava cerca de duas horas a cavalo.



“Era muito difícil, a gente viaja para o interior, ficava a semana toda trabalhando no campo e vinha no final de semana para a cidade, para buscar os mantimentos e depois voltava. Hoje é tudo mais moderno, mas a cidade continua tranquila, um lugar bom de morar”, afirma o aposentado.



Ele ficou surpreso em reconhecer seus antepassados em uma de suas professoras na exposição de fotos promovida pela Fundação Municipal de Cultura e Esporte de Correia Pinto.



A exposição foi realizada com o apoio da comunidade, que levou fotos, documentos e reportagens de jornais que citavam o nome da cidade. Foram reunidos aproximadamente mil registros fotográficos. Há registros do primeiro casamento, do primeiro nascimento e das famílias que ajudaram na fundação do município. Entre elas, as família Bastos, Pereira Alves e Amaral.




“Fazer um acervo histórico foi um dos nossos primeiros atos na fundação, é muito importante preservar as nossas raízes. E fizemos tudo isso em um mês”, lembra Arlete.
Elói Francisco Junges é natural do Rio Grande do Sul, mas há 46 anos vive na cidade.



Ele foi um dos primeiros funcionários da fábrica da Klabin. “Trabalhei 28 anos na fábrica, fui motorista de trator que tinha uma carretinha para transportar os funcionários até a fábrica. Eram cerca de 90 pessoas. Depois passamos a andar em um caminhão chamado Papa Fila”, conta Elói.




Correia Pinto teve como o primeiro prefeito Demerval Batista que assumiu em 1° de janeiro de 1983. Os movimentos de emancipação começaram em 1981 e o município foi instituído em 10 de maio de 1982.



O município de Correia Pinto em números


O município  formou-se principalmente com a vinda da BR-116. Com a instalação da fábrica da Klabin em 1969, antiga PCC, vieram moradores de todas as partes, principalmente do Paraná. Assim foi se formando a primeira vila, depois a primeira escola e o distrito foi aos poucos sendo povoado.



A cidade já foi considerado a Capital Nacional do Papel e hoje é a Capital Nacional do Pinhão Laçador. Recebeu o título pelos prêmios nacionais e internacionais que os moradores da cidade receberam ao longo dos anos nos torneios de laço. Também foram fundados os primeiros Centros de Tradições Gaúchas de Santa Catarina.


Números da cidade


  • População: 14.785
  • Mulheres: 49,9%
  • Homens: 50,15
  • Residências: 4.224
  • Propriedade: 616
  • Área Cultivada: 31.975
  • Propriedades que vendem leite: 96



Programação


Dia 10.05.2013 - Sexta-feira
  • 9 horas - 3ª Corrida rústica da cidade de Correia Pinto.
  • Local: Praça Central.
  • 10h30min - Culto ecumênico na praça.
  • 14 horas - Criança na praça - Brinquedos, algodão doce e DJ.
  • Passeios de helicóptero - Campo do EEBNSP.
  • Shows na Praça Central
  • 17 horas - Show tradicionalista com Iguaria Campeira.
  • 19 horas - Show nacional com Dany e Rafa.
  • 21 horas - Show pirotécnico.
  • 21h30min - Show nacional com Oswaldir e Carlos Magrão.


11.05.2013 - Sábado
  • 9 horas  - 1ª Cavalgada de Correia Pinto - Promoção e Realização Grupo de Cavalgadas Chilenas de Prata.




Fotos:Silviane Mannrich e divulgação

terça-feira, 7 de maio de 2013

Parabéns São Joaquim – 126 anos de história


São JoaquimParabéns São Joaquim – 126 anos de história
São Joaquim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28° 17′ 38″ Sul e a uma longitude 49° 55′ 54″ Oeste, estando a uma altitude de 1.353 metros.  Situada no Planalto Serrano a cidade conta com uma grande diversidade étnica, composta principalmente por descendentes de portugueses, africanos, alemães, italianos e japoneses. Há também grande parte da população vinda de outros estados, principalmente do Rio Grande do Sul.
A instalação da 1ª Câmara Municipal foi em 7 de maio de 1887 onde foram eleitos como vereadores Matheus Ribeiro de Sousa, Marcos Batista de Sousa, José Alves de Sá, José Rodrigues de Sousa, João de Deus Pinto de Arruda, Aureliano de Sousa e Oliveira (Neto) e Policarpo José Rodrigues.6
Principais atividades econômicas
A economia do município era fundamentada na pecuária, mas teve grande impulso com a cultura de frutas de clima temperado, como a maçã, iniciada na década de 1970. Hoje, São Joaquim é o maior produtor da fruta no Estado, contando com mais de 1000 pequenos produtores. O turismo também é importante para a cidade, por conta do clima frio e da possibilidade de precipitações de neve, algo inexistente em grande parte do Brasil. O município vem se destacando também pelos vinhos de altitude que estão alcançando nível internacional tais como: Villa Francioni, Joaquim, Quinta da Neve, Núbio, Suzin entre outros.

Geografia e clima
Situada a 1.353 metros de altitude, São Joaquim é uma das cidades mais altas do país, quanto à altitude da sede municipal. O clima do município é subtropical ou temperado (Cfb), com verões frescos e baixas temperaturas no inverno – os termômetros já marcaram -10 °C no inverno de 1991, sendo o recorde da cidade – os recordes no Brasil são de -14 °C, no município de Caçador, e de -17,8 °C , no Morro da Igreja, no município vizinho de Urubici. No verão, a temperatura máxima já registrada foi de 31,4 °C. Juntamente com Urupema, no mesmo estado, e São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, é considerado o município mais frio do Brasil, com temperatura média anual de 13 °C. O mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 17 °C, enquanto o mês mais frio é julho, com média de 9 °C. Durante os meses de inverno, é comum a ocorrência de geadas e ocasionalmente, nos dias de frio mais intenso, ocorrem precipitações de neve, que no entanto não aparecem muitas vezes ao ano e poucas vezes são intensas, pois sua latitude é relativamente baixa para propiciar precipitações nivais mais abundantes e com maior freqüência.

domingo, 28 de abril de 2013

Casa histórica será reconstruída

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O incêndio na casa da dentista e professora aposentada Ivone Therezinha Magalhães Vilas Boas, 82 anos, na terça-feira (16), entristeceu muitos curitibanenses que admiravam a residência, ponto de referência pela beleza na arquitetura e pela história que carrega uma das primeiras edificações do município.
De acordo com a proprietária há suspeita de que o fogo tenha iniciado devido a um curto circuito, mas o Corpo de Bombeiros ainda está produzindo um relatório oficial do ocorrido, que deve ser divulgado nos próximos dias.
A proprietária da casa lembra que estava estendendo roupas no varal quando percebeu a movimentação com o fogo, tinha visita de amigos que residem no Rio de Janeiro. “Fiquei muito triste, estou triste até agora, mas agradeço a todos que auxiliaram, ao Corpo de Bombeiros, à Secretaria de Obras, à Polícia Militar e aos apenados que nos ajudaram durante o ocorrido”, emocionou-se Ivone.
Durante a última semana, a família contratou um carpinteiro que fará a reconstrução da parte danificada pelo fogo. A ideia, segundo Ivone é fazer a estrutura idêntica à incendiada. “Foram muitas histórias, consegui salvar muitos objetos antigos, com mais de cem anos”, lamentou.

OITO DÉCADAS DE HISTÓRIA
Com 80 anos de história intacta, a casa de dois andares teve apenas dois proprietários Fioravante Ortigari e sua sobrinha Ivone que preservou com zelo e amor todas as lembranças da residência onde criou as duas filhas Vanessa e Raquel Magalhães Vilas Boas e viu crescer os netos Stephanie Larissa e Bonnie e Maiko.
A pintura, feita por encomenda por um alemão, e muitos móveis da casa são da família.
Segundo Ivone, a construção foi feita em madeira de imbuia, com talhe manual e, ao longo do tempo recebeu apenas alguns reparos. “Nesse tempo todo não modificamos quase nada na casa, as pinturas da parede são a mesma de 80 anos”, afirmou Ivone.
Nos fundos da residência, onde o fogo não chegou, a proprietária guarda objetos da família e, orgulhou-se ao mostrar a placa de dentista, entalhada em madeira, que queimou parcialmente, mas que foi resgatada das chamas. “Ficou um pouco queimada, mas assim como a casa, é forte e sobreviveu ao fogo. Agora vamos reconstruir”, informou.

domingo, 5 de agosto de 2012

ExpoLages - Conheça a história

A primeira exposição ocorreu em 1920, no antigo Posto Zootecnológico, onde hoje está localizado o Ginásio Jones Minosso. Na ocasião, o foco da exposição era mostrar a qualidade dos animais de Raças Européias, seja do continente ou da Grã Bretanha.

Em 1939 foi fundada a Associação Rural de Lages, que passou a organizar as exposições. Os eventos migraram para o Posto Zootécnico do Ministério da Agricultura, no Bairro Morro do Posto, e desde 1950 ocorrem no Parque de Exposições Conta Dinheiro.

Devido a seu grande sucesso na década de 70, evoluiu para Feira Multissetorial EXPOLAGES, reunindo assim os diversos setores e múltiplas oportunidades de negócios.

Hoje na hora da venda dos animais, contam itens como produtividade, genética, precocidade reprodutiva para gerar outro animal no menor tempo possível, dentição e a pigmentação de pelo.

sábado, 21 de julho de 2012

Livro " O Continente das Lagens", de Licurgo Costa em Extinção

Livro " O Continente das Lagens", de Licurgo Costa em extinção
Lages, 20/07/2012, Correio Lageano



O Continente das Lagens, de Licurgo Costa, é raro, nem a Biblioteca Pública empresta os volumes



Poderia ser uma reportagem sobre economia, contando um caso de como a lei da oferta e da procura resultou na inflação dos preços de um item. Também poderia ser uma matéria sobre a busca incessante de um livro.



É um pouco de tudo, mas na verdade é a história da história de Lages resumida em tinta e papel, tão rica, que não coube inteira nas 1700 páginas escritas. É resultado de décadas de pesquisa do embaixador jornalista e escritor Licurgo Costa, lageano, personagem principal de uma peça que hoje é rara: o livro Continente das Lagens.



“São tão valiosos que quem os tem, não os vende”. A frase da professora Vanda Malinverni era uma resposta no Facebook ao pedido do advogado Rafael Oneda por uma edição do Continente das Lagens. Livro raro, que não deveria ser tão raro na opinião de Oneda.



O advogado ficou sabendo da existência do livro através da recomendação de seu pai. Leu todos os quatro volumes e gostaria de ter em casa, para repetir o ato de seu pai e passar os conhecimentos do livro para a próxima geração. Ele conta que tinha o Continente das Lagens na casa de seu pai, mas devido a um incêndio acabou perdendo a edição.



Em sua busca, conseguiu uma edição do segundo volume em um sebo de Porto Alegre. Hoje, mesmo no maior sebo virtual do Brasil (Estante Virtual), não se acha a obra máxima de Licurgo. “Achei uma pessoa que quer vender os quatro volumes, mas está pedindo 150 reais em cada livro”, ressalta Oneda, falando que está barganhando. O volume que o advogado possui custou R$ 50.



A única edição que circula foi publicada pela Fundação Catarinense de Cultura, há 30 anos. Para consulta, a Uniplac e a Biblioteca Pública dispõem das edições. A Uniplac é a única que empresta, e Oneda acredita que a história possa se perder caso não se faça uma republicação. “As pessoas consultam, e devem consultar, mas com o próprio manuseio, os livros vão se deteriorando”. De fato, na biblioteca pública algumas páginas são cópias das originais e um dos livros teve que ter a capa recuperada.



O que tem de tão especial?




Os personagens humorísticos Grilo Seco e Testa de Lampião costumam se referir a Licurgo Costa como ‘o apóstolo que escreveu a história do homem serrano’. Seu livro, o Continente das Lages, seria ‘a Bíblia’ dos lageanos. A analogia dá uma ideia da sua importância.
Toda a história de fundação de Lages foi baseada em documentação levantada durante várias décadas. As famílias pioneiras, genealogia das mais importantes e toda a história administrativa do município está registrada.



As atividades econômicas, episódios históricos e até algumas lendas que fazem parte da cultura. O advogado Rafael Oneda explica que sua parte favorita remete aos tramas da fundação de Lages. Ele já foi visitar o local da primeira vila do que viria a ser o município. Hoje restam apenas ruínas.



Também lhe interessam as listas dos primeiros profissionais. “Tem os primeiros advogados, alguns ainda atuam”, conta. Houve várias tentativas de fazer Licurgo atualizar o livro, mas todas sem sucesso. O autor morreu em 2002, aos 98 anos, e se dizia um ‘homem de três séculos’.



A explicação era porque havia vivido antes das duas guerras mundiais (quando, historicamente ele considerava o fim do século XIX), e a derrocada do império soviético (em 1989, com a queda do Muro de Berlim, que Licurgo considerava como início do século XXI). O Continente das Lagens pode deixar o leitor confuso com a idade do autor, porque parece que ele viveu quatro e não três séculos.





Foto: Divulgação

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Bairro Frei Rogério tem 70 anos e destaca-se pela organização

Bairro Frei Rogério tem 70 anos e destaca-se pela organização
Lages, 29/06/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Quase 100% das ruas são asfaltadas e foi povoado graças ao Batalhão Ferroviário e madeireiras.



Quando o bairro Frei Rogério começou a ser povoado só tinha duas ruas, e o resto era campo. Os terrenos eram grandes e as casas distantes. O bairro era passagem de tropeiros e os carros eram raros, comuns mesmo, somente os carros-de-boi. Água só de poço, e luz só de vela.



As mulheres andavam com bacias cheias de roupas para serem lavadas em um rio próximo. Para chegar até o centro da cidade, somente passando pelo bairro Morro do Posto. A avenida Duque de Caxias foi construída muito tempo depois.



Não se sabe ao certo quantos anos o bairro tem, os moradores mais antigos afirmam que ele deve ter cerca de 70 anos, pois começou a ser povoado na década de 40. Por muito tempo fez parte do bairro Passo Fundo, foi desmembrado anos mais tarde. Um dos motivos para a vinda dos moradores foi a instalação do Batalhão Ferroviário e de madeireiras que foram sendo construídas nas redondezas.



Hélio Antunes Wolff vive há 68 anos no bairro, veio morar com sua família em 1944. Na época havia cerca de oito casas, uma capela pequena e muitos campos. Ele ainda vive na mesma casa de quando veio morar com seus pais. Seu pai, Afonso Antunes Wolff, veio com a esposa e mais oito filhos de São José do Cerrito. “Todos éramos pequenos e aos poucos fomos para a escola, e começamos a trabalhar muito cedo”, conta.



Ele entrou no 2° Batalhão Ferroviário com 13 anos, seu pai já trabalhava no local desde 1946. Hélio ficou lá até 1970 e depois foi transferido para o atual Dnit. No entanto, antes disso, casou-se com Verli Aparecida Rodrigues Wolff, no ano de 1966 com quem teve oito filhos. Eles estão casados há 47 anos.



Hélio conta que teve um dos primeiros televisores do bairro. “Era uma festa, todos os vizinhos queriam vir assistir as novelas”, lembra o morador. Há cinco anos o casal, que mora em uma minichácara, realiza uma vez por semana a limpeza da igreja Sagrada Família. “É um trabalho social que realizamos com muito carinho e boa vontade, afirma Verli. A moradora também diz que gosta do bairro porque bate o sol durante todo o dia.


Limpeza chama atenção



O Frei Rogério conta com uma população de 1.456 habitantes, destes 673 são homens e 783 são mulheres. A limpeza do bairro demonstra a preocupação dos moradores em manter o seu bairro organizado. Não há lixo nas ruas e a frente das casas, na sua maioria, tem calçadas e os terrenos são limpos.



De acordo com o presidente da associação de moradores do bairro, Antônio Paulo Souza Machado, 97% das ruas são asfaltadas. “Quem vive no bairro é porque gosta e mantém o local organizado, a população também é muito participativa”, afirma o presidente. Agora a prioridade do presidente é conseguir uma capela mortuária e uma sede para a associação. A comunidade também sente falta de uma farmácia no bairro. “Eu morei 20 anos no bairro e ainda trabalho na escola. Quero voltar a morar aqui, é muito tranquilo, só falta mesmo uma farmácia”, diz Ivete Gomes Lopes.




Construção da igreja graças a mutirão



A atual sede da igreja Sagrada Família, localizada no bairro Fréi Rogéiro, foi construída pelos esforços da comunidade.




A Paróquia Sagrada Família foi fundada no dia 30 de dezembro de 1974. Quando o bairro Frei Rogério começou a ser povoado já existia uma capela de madeira, mas pertencia para a Paróquia da Catedral. A atual sede da igreja foi construída com a ajuda da comunidade que realizou um mutirão, foram cinco anos até a obra ser finalizada. Os moradores do bairro passavam nas casas recolhendo papelão e garrafas pet para serem vendidos. Com o dinheiro arrecadado era feita a compra do material de construção. A nova igreja foi inaugurada no dia 27 de setembro de 1981, na missa de inauguração os fiéis lotaram o local.



Desde sua fundação a igreja realiza a festa em homenagem ao padroeiro. Este ano a comemoração acontece no dia 16 de setembro. No ano passado a festa reuniu mais de cinco mil pessoas. “Com a participação da Rádio Clube que nos ajuda na divulgação, a festa nos último cinco anos tem atingido uma proporção ainda maior, vêm pessoas não somente de outra paróquias da cidade, como também de outra cidades da região”, afirma o Padre Roberto.



O dinheiro arrecadado com a venda de churrasco e bebida é destinado para a manutenção da igreja. Neste ano as atividades serão prolongadas, iniciam no dia 26 de agosto e vão até o dia 16 de setembro.Em 2014 a Sagrada Família completará 40 anos de fundação e por este motivo a igreja está realizando um trabalho de formação de lideranças, Neste primeiro ano o tema abordado é a Bíblia, em 2013 será a juventude e em 2014 a justiça social.



O Padre Roberto destaca outros projetos como “Cuidar do broto”, onde cada criança batizada recebe uma muda de árvore nativa doadas pela Secretaria do Meio Ambiente. O padre também está programando uma celebração do parque Ecológio, juntamente com uma bicicletada para o dia 23 de setembro, início da primavera.



A paróquia também realiza a missão paroquial. Um grupo de 50 pessoas visita de casa em casa duas vezes ao ano, uma comunidade distinta. Quando algum problema é diagnosticado, os voluntários encaminham para os órgãos responsáveis. “O lema da nossa paróquia é ‘Ir ao encontro para que todos tenham vida’, então realizamos também este trabalho”, destaca o Padre Roberto. Também são atendidos pela paróquia os bairros Vila Comboni, São Pedro, Morro do Posto, Gralha Azul, Guadalupe, São Francisco e São Paulo.




Artesanato ajuda a passar o tempo e aumenta a renda




Ilda Corrêa vive há 20 anos no Frei Rogério, ela é costureira e faz pijamas para bebês, e peças de tricô e crochê. Ela encontra-se uma vez por semana com outras moradoras do bairro para uma ensinar a outras, algumas peças novas. Ele vende seus produtos e a renda ajuda nas despesas da casa. “Recebo bastante encomenda, eu faço as peças e logo elas são vendidas”, conta.



Ela mora com o marido, dois filhos, um genro e uma neta. Ele ensinou o que sabe para as filhas e pretende ensinar as netas. “Eu gosto muito do que faço, relaxa, ajuda a passar o tempo e ainda distrai”, ressalta Ilda. Ela também diz que gosta muito de morar no bairro que é tranquilo, tem infraestrutura e a segurança é boa.





Fotos: Silviane Mannrich

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Conheça o bairro Sagrado Coração de Jesus, destaque na educação

Conheça o bairro Sagrado Coração de Jesus, destaque na educação
Lages, 27/06/2012, Correio Lageano, por Silviane Mannrich



Bairro possui 3.589 habitantes, destes 1.692 são homens e 1.897 são mulheres. Sua fundação começou com cinco famílias



O bairro Sagrado Coração de Jesus pode ser considerado autossuficiente, pois na rua Humberto de Campos é possível encontrar mercearias, videolocadora, farmácia, posto de gasolina, academia de ginástica e muito mais. No entanto, nem sempre foi assim. Vera Maria Silva vive no bairro há 57 anos, desde quando nasceu, ela conta que o seu avô, Olímpio Justino dos Santos foi um dos primeiros moradores do local. “Ele comprou uns terrenos e na época não tinha nada, era somente um monte de campos e tinha mais quatro famílias, isso aconteceu na década de 40”, conta.



O bairro ainda não tinha nome e pertencia ao Coral e somente em 1956 foi batizado pelo nome Sagrado Coração de Jesus.O bairro aos poucos foi sendo povoado e surgiu a necessidade de construir uma escola que no início funcionava junto com a capela. Vera e Ondina Neves Bleyer e a mãe Ligya Santos de Chaves lutaram para que a escola fosse construída.



Os primeiros comerciantes do bairro foram Antônio da Silva, conhecido como seu Nelo e Aldo Floriani. O pai de Vera, Álvaro Jairo de Chaves, teve a primeira marcenaria do bairro, a Marcenaria São José, que ficava na rua Humberto de Campos, porém hoje somente ficou o terreno. Os pais de Vera já estão falecidos, mas ajudaram a construir o Sagrado e deixaram como herança para a filha o carinho pelo bairro.“Minhas filhas nasceram, cresceram e se casaram aqui, tenho um carinho muito grande, conheço cada cantinho do bairro”, fala Vera.



Voluntárias trabalham com ervas




Maria Rosa deOliveira faz parte da Pastoral da Saúde e Sociais desde de 1982. A pastoral visa a promoção, e educação para a saúde. Atua na orientação sobre uma vida mais saudável, ajudando as pessoas a prevenirem as doenças, Valoriza a sabedoria popular com o uso das plantas medicinais. Ela e Zenira da Costa Rocha juntamente com Teresinha Viecelli, moram no Sagrado, mas ajudam famílias carentes de outro bairros.



Eles fabricam artesanalmente xarope de guaco, bala de gengibre, pomada de calêndula, cidral destilado e canudo para limpeza de ouvido. Ainda fazem sabão de sálvia para alergias e tempero completo para alimentos. A distribuição dos medicamentos é feita em 16 comunidades. “Estamos sempre fazendo cursos e aperfeiçoando o que aprendemos, muitas pessoas pedem para a gente dar cursos em outros bairros”, afirma Rosa.



Além disso, dão dicas de higiene, alimentação saudável e reaproveitamento de alimentos. Em um dos cursos elas aprenderam receitas com leite de alpiste, que ajuda a diminuir a pressão arterial, colesterol, e ainda estabiliza o diabetes. Elas se encontram todas as segundas-feiras. “É muito gratificante o que fazemos, eu sou mais feliz por poder ajudar as pessoas, é uma bênção, deixo tudo que tenho para fazer para me dedicar a este trabalho”, comenta Rosa.




Escola Ondina está com 55 anos




Foi batizada com este nome em homenagem há uma das incentivadoras da criação da isntituição



A Escola Municipal de Educação Básica Ondina Neves Bleyer, tem 55 anos, situa-se na rua Coronel Zeca Athanásio. Foi fundada em 10/03/1957, como Escola Isolada Sagrado Coração de Jesus, funcionando de 1ª a 4ª série.  A escola é referência no bairro e, nos últimos anos, muitos pais acampam em frente à escola para conseguir uma vaga para seus filhos. Além disso, todos os dias há pedidos de vagas.



No último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) o 9° ano ficou em primeiro lugar no município, e o 5° ano em segundo lugar. “Damos prioridade para a qualidade do ensino, acredito que este é o motivo da procura dos pais por mais vagas. Os pais também são muito participativos, sempre que solicitados, comparecem à escola”, afirma a diretora, Silvana Arruda Lucena.



Em março de 1960 a escola adotou o nome da Professora Ondina Neves Bleyer. Em 05/10/1981 passou a grupo Escolar Ondina Neves Bleyer, o qual funcionou até 10/07/91 sob a administração do Governo Estadual, passando, a partir desta data, à escola municipalizada. Em 30/12/1997 transformou-se em Grupo Escolar Municipal e no dia 04/06/2002 passou à denominação de E.M.E.B. Ondina Neves Bleyer.



Atualmente, atende 459 alunos do 1º ao 9º ano – Educação Fundamental. São 18 turmas divididas em dois turnos: matutino e vespertino. Uma das prioridades da escola é o incentivo à leitura, sendo que entre os projetos está o “Semeando Leitores”, pelo qual, todas as terças-feiras, a escola para por 10 minutos para a leitura; ainda tem a “Ciranda do Livro”, onde pais e funcionários trocam de livros e também quem pega mais livros na biblioteca é premiado no final do ano, ainda tem o projeto “Cuidando da Natureza”, pelo qual os alunos trazem garrafas pet que são vendidas e a renda adquirida é para a compra de livros.



Após o horário de funcionamento das aulas, em dois dias, acontecem atividades, como Assistência Pedagógica de Matemática e Progressão Parcial de Matemática e o Projeto Bate Bola na Escola com aulas de Xadrez.



Capela do Sagrado




A capelinha do Sagrado foi fundada em 1956, em dois terrenos situados à rua Zeca Athanásio, doados, na época, por Áureo Lisboa. Ela foi construída através de doações. A 1° imagem do padroeiro da igreja foi doada por Abramo Báu e sua esposa Gema. Por intermédio de Isaura Antunes da Silva e Petronilha Netto Antunes a capela recebeu o nome Sagrado Coração de Jesus. Elas deram a sugestão para o padre Odilon, que aceitou.



Em 1967 a capela passou para a rua Humberto de Campos, onde está até hoje. Dia 8 de julho acontece a tradicional festa do padroeiro, que é realizada desde a fundação da igreja que antigamente realizava procissões e festas.



Na igreja são realizadas muitas atividades, entre elas a pastoral da família, com dois encontros anuais (um em maio e outro em outubro), onde participam 30 casais. Um encontro onde existe troca de experiências e o resgate dos valores matrimoniais. “O movimento acontece há 30 anos, trabalham 60 casais e três deles desde a fundação do grupo”, explica uma das participantes, Rosana Araújo. Além da pastoral da família, há a Legião de Maria (MCB), Liturgia, visitação de doentes, pastoral da acolhida grupo de jovens e pastoral da saúde.



Mercearia Dona Nega atende todo o bairro




O entra e sai da mercearia Dona Nega, não para. E isso se repete há 40 anos. Muitos clientes passam todos os dias no local para comprar o que falta em casa. Já é uma referência no bairro.
Nelzinha Schmitz Neto, é uma das pessoas mais conhecidas do Sagrado, mas não pelo seu nome de batismo, todos a conhecem como Dona Nega.



Ela possui uma das mercearias mais antigas do bairro. Localizada na Humberto de Campos, o empreendimetno começou tímido com uma área de cerca de 10 metros quadrados, onde permaneceu por dez 10 anos, com o crescimento do bairro, Dona Nega pode ampliar seu negócio. “Eu trabalhei na Casa Neto como balconista por 20 anos e decidi ter meu próprio negócio juntamente com meu marido, então abrimos a mercearia”, conta e orgulha-se de ter conseguido graduar as 4 filhas e os dois filhos, com o dinheiro vindo do empreendimento da família.



Hoje um filho e um neto ajudam a tocar o estabelecimento. Outro filho de dona Nega também montou uma filial da agência dos Correios no bairro. Ela tem 73 anos e não pensa em parar de trabalhar. “Eu amo o que faço. Fiz muitas amizades e vou continuar trabalhando até quando Deus quiser. Isso aqui é minha vida”, salienta dona Nega.




Fotos : Silviane Manrrich

terça-feira, 26 de junho de 2012

De loteamento a bairro nobre da cidade

De loteamento a bairro nobre da cidade
Lages, 26/06/2012,Correio Lageano, por Adecir Morais



Com uma população de 4.525 habitantes, o São Cristóvão começou a ser povoado na década de 60



O bairro São Cristovão teve sua ocupação inicial na década de 60, segundo os moradores mais antigos. Inicialmente, nasceu com a criação de um loteamento de propriedade da família Steffen, quando moradores chegaram em busca de oportunidades.



Foi criado através da Lei Municipal 56 de 1962, a mesma que efetivou outros bairros da cidade, como o Brusque, Coral, Conta Dinheiro, Várzea, Morro do Posto, Copacabana, Frei Rogério, Vila Nova, Aeroporto, Morro Grande, São Cristóvão, Boqueirão, Guarujá Centenário, entre outros.



No começo da povoação, só havia campos, gado e ovelhas e poucas casas. Basicamente, toda a área era dividida em chácaras. Na área onde é hoje a Avenida Brasil, existiam valos e até banhado com peixes. Com o passar dos anos, tudo foi crescendo e hoje o bairro é um dos principais da cidade.



De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do último censo, o São Cristovão tem hoje uma população de 4.525 habitantes, sendo 2.202 homens e 2.323 mulheres.



O bairro está bem localizado. Basicamente, fica entre as avenidas Belisário Ramos (Carahá), Dom Pedro II e Presidente Vargas, três das principais vias da cidade. Na parte residencial, é um dos mais valorizados.



No aspecto econômico, destaque para empresas dos mais variados segmentos, como padarias, postos de combustíveis, pizzarias, comércio de roupas e de bebidas, escritórios de contabilidade, empresas de transportes, entre outras.



Na área de lazer também está bem servida. O bairro possui várias boates, sobretudo na Avenida Presidente Vargas, uma das principais do bairro, embora parte dos moradores desaprovem esta atividade, em razão dos ruídos de som e da concentração de pessoas nas ruas, principalmente à noite. Ainda na área de lazer, o principal destaque é a tradicional Festa de São Cristóvão.



Curiosidades. O bairro também guarda peculiaridade interessante, por ter a maioria de suas ruas batizadas com os nomes de estados brasileiros. Quem nunca ouviu falar nas ruas Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, por exemplo?



A comunidade também é conhecida por abrigar três dos principais órgãos de segurança da cidade, como 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) e o Presídio Regional antigo e o Corpo de Bombeiros, todos na rua Mato Grosso.


Com cerca de 250 homens, o 6º BPM concentra grande parte das forças policiais da região. É lá que fica a Central Regional de Emergência da PM, que também cuida da cidade através do sistema de videomonitoramento.



Já o presídio abriga presos de toda região, e conta hoje com cerca de 250 apenados. Na mesma rua tem ainda o Corpo de Bombeiros, ao lado do 6º. O bairro também preserva uma das mais antigas unidades de ensino da cidade. A Escola Estadual Belisário Ramos foi fundada em 1962.


O bairro está localizado basicamente entre as avenidas Belisário Ramos (Carahá), Dom Pedro II e Presidente Vargas, três das principais vias da cidade





Foto: Adecir Morais