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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mulher é encontrada morta em córrego no Santa Clara, em Lages

Mulher é encontrada morta em córrego no Santa Clara, em Lages
Lages, 06/11/2013, CLMais, com informações do Corpo de Bombeiros em Lages e Instituto Geral de Perícias



Foi encontrada caída em um córrego e sem sinal de vida, Maria Ina Mendes de Sá, de 54 anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima estava com ferimento contuso no crânio. A princípio a causa da morte pode ter sido por afogamento, já que a mulher estava com o rosto submerso na água.




O Instituto Geral de Perícias (IGP) relata que possivelmente, Maria tenha passado mal e com isso caído no córrego, que fica atrás da residência onde morava, na rua Sebastião Antônio Figueiredo, no bairro Santa Clara, em Lages.




O corpo foi resgatado por volta das 12 horas desta terça-feira (05)




Foto: Divulgação/ Ilustrativa

terça-feira, 2 de abril de 2013

Comoção e revolta em velório de menina



Comoção e revolta em velório de menina
Bocaina do Sul, 03/04/2013, Correio Lageano, por Adecir Morais



Ariele Ribeiro Machado, de apenas três anos de idade, morreu após ser atingida com uma tampa de fossa de concreto



Ao lado do caixão, uma coroa de flores, com assinatura da creche onde a menina estudava, trazia a mensagem “Ariele, você é a estrela que irá brilhar para sempre”. Logo acima, uma foto da criança vestida de anjinho e com as mãos prostradas, como se estivesse orando.



Ariele Ribeiro Machado, de apenas três anos de idade, morreu no início da tarde da última segunda-feira (2) após ser atingida por uma tampa de concreto, enquanto brincava com o irmão, de sete anos.  O acidente ocorreu no bairro Nossa Senhora Aparecida, no pátio de uma residência. A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.



Segundo os vizinhos, a tampa foi colocada escorada em um poste por funcionários da empreiteira PJL Construções Ltda EPP. O material seria usado em obras de esgotamento sanitário nas proximidades. A vítima, juntamente com o irmão, brincava no local e a tampa acabou caindo sobre ela.



O velório, que foi realizado no salão da igreja na localidade de Piúrras, cerca de 10 Km distante do centro da cidade, onde a família reside, foi marcado pela dor, tristeza e comoção dos familiares e amigos da vítima. Emocionados, todos tentavam encontrar uma resposta para a morte precoce da menina.



O pai, Antoninho Felipe Machado, de 42 anos, era um dos mais emocionados. Debruçado sobre o caixão, ele abraçava e beijava a filha, tentando aliviar a dor que sentia. “A bochecha dela esta bem molinha, até parece que está viva”, dizia ele, aos prantos.



Tampa estava mal arrumada, diz mãe



Com mais de 100 quilos e cerca de um metro de diâmetro, a tampa estava apoiada em um poste, segundo  os vizinhos, e as crianças brincavam ao redor dela. O terreno onde o material estava possui um leve declive, o que pode ter ajudado a provocar o deslocamento da tampa antes de cair sobre a menina.



“Acho que a culpa é de quem descarregou o material. A tampa ficou mal arrumada. Ela deveria ficar no chão, e não apoiada em um poste”, desabafou a mãe da criança, Márcia Aparecida Ribeiro de Souza, de 42 anos, cobrando uma explicação dos responsáveis pela obra.



Grávida de oito meses, ela estava na cidade para uma consulta médica e tinha ido à casa da sobrinha, perto do local do acidente. “Quando cheguei perto, vi minha filha esticada no chão. Ela não se mexia mais. Tinha muito sangue”, lembrou, demonstrando muita dor e revolta.



Prefeitura acusa empreiteira



Por meio de nota da assessoria de imprensa, a prefeitura de Bocaina do Sul disse que a responsabilidade pelo material que matou Ariele é da construtora que está executando obras de esgotamento sanitário no local. O material, incluindo a tampa e duas fossas sépticas, havia sido descarregado um pouco antes do acidente, e operários trabalhavam no local.



De acordo com a prefeitura, a construtora venceu licitação aberta pela gestão anterior para construção dos sanitários, porém, as obras não foram finalizadas e foi feito um aditivo para a conclusão dos trabalhos. Os recursos para a obra são oriundos do Governo Federal, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).



Ainda segundo a prefeitura, devido ao fato de o material ter sido descarregado praticamente na hora do acidente, “não foi possível a fiscalização por parte da administração, e que os fiscais não sabiam do descarregamento”, comentou o assessor de imprensa, Rodrigo Bart.



Apesar disso, a nota diz que a prefeitura irá, nos próximos dias, por intermédio de sua assessoria jurídica, pedir explicação à empreiteira sobre o ocorrido. A empresa não quis falar sobre o caso.



Polícia Civil deve indiciar os responsáveis por homicídio



O policial civil da Delegacia de Bocaina do Sul Alexandre Poroski diz que foi aberto um inquérito policial para apurar o caso. Segundo ele, a polícia vai começar a ouvir as testemunhas hoje.



Além dos pais da menina, serão interrogados Maria Aparecida Santos, a primeira a chegar ao local do acidente, e os funcionários da empreiteira que estavam no local. Numa análise preliminar, ele diz que pode ter havido negligência de alguém.




Poroski destaca que a polícia quer saber quem deixou a tampa no local, em que condições ela estava, e por que as crianças brincavam ali. “O que houve foi uma morte violenta por acidente, e possivelmente os responsáveis deverão responder por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), por negligência, imprudência e imperícia (de alguém)”, adianta.



A polícia também aguarda o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), com as causas da morte, que deve sair nos próximos dias. Entretanto, Poroski adianta que a menina não tinha nenhuma lesão externa, e que a morte foi provocada por uma pancada na cabeça.
Poroski explica que a polícia tem 30 dias para concluir o inquérito para encaminhar ao Judiciário. Caso haja necessidade, pode-se pedir a prorrogação das investigações.



Fotos:Adecir Morais

Prefeitura acusa construtora de descarregar material que provocou acidente e morte de menina de três anos



Lages/Bocaina do Sul, 02/04/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da prefeitura de Bocaina do Sul, do boletim enviado à imprensa pela Polícia Militar e da PJL Construções e de agente da Polícia Civil em Bocaina do Sul




A prefeitura de Bocaina do Sul se manifestou na manhã desta terça-feira (02) sobre a morte de uma menina de três anos que sofreu uma pancada na cabeça na tarde desta segunda-feira (01), no bairro Nossa Senhora Aparecida, enquanto fossas sépticas que seriam usadas em banheiros construídos com recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) eram descarregadas nas residências de famílias carentes beneficiadas. 




A tampa de concreto de uma dessas fossas teria caído sobre a criança. A menina chegou a ser levada a um Posto de Saúde, mas não resistiu e morreu, segundo informa o boletim enviado à imprensa pela Polícia Militar (PM). 





Para a prefeitura, a responsabilidade pelo acidente, caso tenha ocorrido em consequência de o material ter sido deixado em condições de risco após o descarregamento, é da empresa PJL Construções, de Lages, contratada para construir os banheiros.





Ainda segundo a prefeitura, a construtora venceu licitação aberta pela gestão anterior para construção dos sanitários. No entanto, as obras teriam sido mal executadas e apresentaram problemas, como entupimentos. Por isso, a Funasa não repassou os recursos para o pagamento dos serviços prestados. "Eles fizeram e ficou mal feito. A Funasa não quis pagar eles porque já tinha banheiro entupido", disse ao CLMais a chefia de gabinete do prefeito, Luiz Carlos  Schmuler.





O prazo de 120 dias (três meses) previsto em contrato assinado com a prefeitura em maio do ano passado para a PJL construir os banheiros foi estendido por mais 270 dias (nove meses). No novo período, que termina em maio deste ano, a empresa deve resolver os problemas que ficaram em banheiros já instalados e construir novas unidades, para poder receber o dinheiro repassado pela Funasa.




A prefeitura justifica que não tem número suficiente de fiscais para acompanhar a execução de obras feitas por empresas que contrata e deu a entender que não sabia do descarregamento de material realizado pela PJL nesta segunda-feira. "A gente não tem como fiscalizar para ver tudo o que estão fazendo", revela a chefia de gabinete.





O CLMais procurou a PJL. Por telefone, uma mulher que se identificou como Laís, alegou que a empresa já procurou seu advogado para cuidar do caso e não deve falar com a imprensa. Ela também negou as acusações da prefeitura. Laís ainda acenou a possbilidade do advogado da construtora prestar esclarecimentos.





O agente da Polícia Civil no município, Alexandre Poroski, acompanhou os trabalhos iniciais do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Lages sobre o corpo da criança. Ele observa que o corpo não tinha nenhuma lesão externa. "Morreu devido a uma pancada na cabeça. Pode ter sido a tampa que caiu sobre o corpo dela e na queda bateu a cabeça, como pode ter sido a tampa que caiu sobre a cabeça", explica.




O agente comenta que os funcionários da empresa ainda descarregavam as caixas para fossas quando o acidente aconteceu."Eles não tinham ido lá, deixado (o material) e saído. Eles ainda estavam descarregando, e enquanto estavam descarregando aconteceu o acidente".




Os dois funcionários foram ouvidos pelo agente da Polícia Civil e declararam que descarregaram as caixas das fossas e uma das tampas de concreto usadas para cobrí-las. Antes de voltarem do caminhão com a segunda tampa a menina tinha sofrido o acidente.




Os funcionários alegaram terem sido ameaçados por pessoas que se aglomeraram no local. Eles disseram ter saído de lá e ido direto à Polícia Militar no município.




Os dois confirmam que deixaram a primeira tampa de concreto descarregada (a que causou o acidente), escorada em um poste em frente à casa, como descreve o boletim da PM.




O IGP deve entregar o laudo com a causa morte à Polícia Civil, na semana que vem. 






Como foi o acidente

A família da criança reside no interior de Bocaina do Sul e nesta segunda-feira visitava familiares no bairro Nossa Senhora Aparecida. Enquanto os pais conversavam com os donos da casa, no interior da residência, a menina brincava com o irmão de sete anos, do lado de fora.




Teriam sido os gritos do menino que alertaram sobre o acidente que vitimou a irmã.




Foto:Divulgação/Ilustrativa

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Homem capota carro e foge do acidente



Homem capota carro e foge do acidente
Cerro Negro, 02/04/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



José Roni Mendes França, de 28 anos, abandonou seu carro  depois de capotá-lo, na SC-390, Km 189, em Cerro Negro. Ele e o caroneiro Claudecir da Luz, 25 anos, abandonaram Sandra Antunes da Silva, de 30 anos, que morreu no local, decorrente de um traumatismo craniano, e  Silvana Borges, de 30 anos, que está internada com fratura no fêmur.



José é natural de Abdon Batista e foi preso na segunda-feira (01) em Campo Belo do Sul, sem ferimentos. A polícia o interrogou para saber porque ele fugiu do local do acidente. Até o fechamento desta edição, nenhuma informação neste sentido foi divulgada para a imprensa.




O acidente ocorreu na divisa entre Cerro Negro e Campo Belo do Sul. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, José perdeu o controle do Monza de placas LYF-5950, de São João Batista, que caiu em uma ribanceira.




Silvana, que está internada no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), conta que ela, Sandra, José e Claudecir são amigos. Ela não se lembra o que aconteceu para o acidente ocorrer. Quando o socorro chegou, foi preciso cortar a traseira do veículo para tirá-la das ferragens.




Além de várias escoriações e cortes pelo corpo, o fêmur dela fraturou e nesta semana, ela passará por cirurgia. O veículo caiu em uma ribanceira e parou em um lago. Por pouco Sandra não morreu afogada. Apesar de sentir e mover os dedos da perna direita que está imobilizada devido à fratura do fêmur, ela diz que sente muita dor.



Ela não entende porque José e Claudecir fugiram depois do acidente. Eles estavam  vindo de Campo Belo, onde comeram pizza, e indo para Cerro Negro, quando o acidente aconteceu.


Foto: Susana Küster

Homens fogem e abandonam uma mulher ferida e outra morta em local de acidente



Campo Belo do Sul, 01/04/2013, CLMais, por Fabiana Nonjah, com informações da Polícia Militar Rodoviária (PMR) em Painel


A Polícia Militar Rodoviária (PMR) do posto em Painel ainda não tem pistas do motorista e do passageiro que abandonaram o Monza placas LYF-5950, de São João Batista (Grande Florianópolis), depois de se acidentarem na SC-390, em Campo Belo do Sul. Eles deixaram outras duas passageiras no carro. Uma delas morreu e a outra sofreu fratura de perna e escoriações.


O acidente aconteceu às 19h50min deste domingo (31), no KM-199,400. O carro saiu da pista, capotou e caiu em uma ribanceira. Outros motoristas que trafegavam pelo local acionaram o Corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Belo do Sul e a PMR.


No veículo estavam Silvana Borge, de 30 anos, e Sandra Antunes da Silva, de 29 anos, que morreu no local. Silvana contou que elas viajavam com dois homens, mas devido a sedação feita pela equipe de socorro, não conseguiu informar detalhes aos policiais rodoviários. Ela está hospitalizada no Nossa Senhora dos Prazeres e não corre risco de morte.


A  PMR deve voltar ao local do acidente, entre Cerro Negro e Campo Belo, nesta segunda-feira (01) para realizar medições. Assim que concluir o inquérito a Polícia Militar Rodoviária vai encaminhar o caso para a Polícia Civil de Campo Belo investigar. Até agora, se identificou apenas que o Monza está em nome de Viviane dos Santos Sofia, moradora de São João Batista.


Segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP)  de Lages, o laudo apontou traumatismo craniano como a causa da morte de Sandra.




Foto: Divulgação/ilustrativa