quinta-feira, 25 de abril de 2013

Greves do funcionalismo não prosperam



Greves do funcionalismo não prosperam
Lages, 26/04/2013, Correio Lageano, por Afonso Rodrigues



Servidores aceitam abono de R$ 130. Professores ainda pleiteiam reajuste de 7,97%, mas outras demandas são atendidas



Nas duas greves que ameaçaram paralisar as atividades dos funcionalismo municipal nesta semana - uma dos professores, e outra dos servidores -, chamou a atenção o rápido desfecho das mobilizações. As greves duraram, juntas, cerca de 4 horas.



As decisões do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais  (Sindisev) e Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel) foram tomadas depois que a Prefeitura de Lages ofereceu abono salarial de R$ 130 reais, a partir de junho, para os dois segmentos.



Os profissionais da Educação, porém, sinalizaram que as principais motivações para o fim da greve foram outros pontos acordados entre as partes, como a extensão de seis horas noturno dos educadores que cumprem período integral nos Centros de Educação Infantil, além de liberação de 100 % da hora-atividade para professores do ensino fundamental, e vacinação dos professores contra a gripe.



Para a presidente do Simproel, Silvana Arruda, o acordo foi costurado depois que um diálogo entre prefeitura e profissionais da Educação foi retomado. “Algumas pautas e demandas de muitos anos foram colocadas na mesa e houve o acerto da prefeitura. Buscamos sempre o diálogo e sabemos que uma paralisação prejudicaria muito os estudantes”, afirma a professora.     



A secretária da Educação, Marimília Costa Coelho, afirma que essa medida reforça a valorização do profissional como um todo. “Sabemos que a questão salarial é justa, mas já explicamos que não temos como pagar o reajuste de 7,97%. Ficamos felizes com o fim da greve, enfim”, afirma. 



Reposição salarial ainda será discutida 


A presidente do sindicato se posiciona na mesma linha da secretária, apesar de demonstrar que permanece o desconforto entre o valor oferecido de abono e a reivindicação da categoria. “Ficou claro que os professores não ficaram contentes com o desfecho. Esse valor de R$ 130 não teve impacto nenhum”, afirma. “De toda forma, agora que o canal de comunicação foi reaberto entre os servidores e a prefeitura, não vamos abrir mão de pleitear o reajuste de 7,97% que achamos justo”, conclui.



 Silvana afirma não haver qualquer relação entre o fim da greve dos professores, definida em assembleia ontem, e o encerramento da paralisação dos servidores públicos, na segunda-feira. “Sempre afirmamos que tínhamos hora e data para iniciar o movimento, e decidimos por encerrá-lo numa atitude soberana, sem interferências”, ponderou.




  • 23/03 Professores sinalizam, em assembleia, primeira ameaça de paralisação caso não haja o reajuste de 7,97% na folha de pagamento. Prefeitura diz ser inviável o pagamento


  • 08/04 Professores protestam em frente à prefeitura, esperando manifestação do Executivo sobre lista de reivindicações encaminhada. Permanece impasse sobre o reajuste.


  • 18/04 Após Assembleia, professores entram em estado de greve. Paralisação programada para quinta-feira (25), após abono de R$ 122 ser rejeitado pela categoria. Valor também oferecido às demais categorias do serviço público.



  • 22/04 Inicia greve do Sindserv, que dura apenas meia-hora. Servidores aceitam proposta de abono de R$ 130 na folha de pagamento do mês de junho.



  • 25/04 Professores decidem encerrar a greve, depois de pouco mais de três horas de paralisação. Assembleia aceita abono de R$ 130, além de algumas reivindicações acordadas.



Foto: Suzane  Rovaris

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