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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Comerciantes descontentes com horário

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Frei Rogério, 31/10/2013 A Semana
 
Comerciantes alegam queda no movimento durante a tarde
Recentemente, a Prefeitura modificou o horário de atendimento de todos os órgãos públicos, medida de economia adotada pela administração em consenso com todas as secretarias. Desde 30 de setembro, o funcionamento é das 7h30’ às 11h30’. Apenas às terças-feiras, o horário continua normal, das 8 horas às 11h30’ e das 13 às 17 horas. Porém, na última terça-feira (29), comerciantes realizaram reunião na Câmara de Vereadores, com o intuito de debater com autoridades a mudança.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mudança dos acessos da 282 vai seguir critério técnico

Mudança dos acessos da 282 vai seguir critério técnico
Lages, 15 e 16/06/2013, Correio Lageano



Uma reunião convocada pelo prefeito de Lages, Elizeu Mattos, com o intuito de debater o pedido de um grupo de comerciantes e moradores do bairro Coral, que querem mudança dos acessos das vias marginais para a BR-282, aconteceu na tarde de sexta-feira. O prefeito deixou claro que a decisão final será baseada em critérios técnicos.



Participaram representantes das Secretarias de Planejamento e de Segurança e Ordem Pública, da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).



Elizeu solicitou que o grupo debata as situações, levantando os prós e os contras de uma possível modificação do projeto inicial. Apenas o Dnit não fará parte da comissão. “Todos os que participarão não possuem opinião formada, o que facilitará a tomada de uma decisão técnica”, disse o prefeito, lembrando que um de seus compromissos é adotar critérios técnicos em obras que causam impacto de vizinhança.



Este grupo de trabalho terá até o dia 25 para elaborar o relatório final. Neste dia, o prefeito se comprometeu em ir à Câmara de Vereadores apresentar e debater com os legisladores o resultado. “Vamos apresentar o documento aos vereadores que darão opiniões e sugestões por serem os representantes da sociedade”, disse, entregando o curso das ações aos integrantes do grupo.


Foto: Nilton Wolff/Divulgação

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Avenida é sinônimo de insegurança para os moradores e comerciantes

Avenida é sinônimo de insegurança para os moradores e comerciantes
Lages, 13/06/2013, Correio Lageano, por Susana Küster



Diretran planeja lançar licitação para estudo técnico do trânsito de Lages ser colocado em prática. A proposta para melhorar as condições da via é colocar lombadas físicas por toda sua extensão


Obra que começou no início de 2012 não terminou e não tem prazo para ser concluída. Falta fazer a pavimentação, as sinalizações vertical e horizontal, remover postes do canteiro central e implantar iluminação provisória nas laterais.



Enquanto nada disso é feito, os moradores e comerciantes da avenida Santa Catarina convivem quase que diariamente com acidentes e atropelamentos. Somente neste ano, a comunidade do bairro Santa Catarina relata  que em três atropelamentos foram três mortes.


O comerciante Eduardo José da Silva, diz que a solução é colocar lombadas físicas como as que tem em frente à prefeitura. Outro ponto destacado por ele é a falta de sinalização. Os veículos andam, às vezes, no meio da pista e os ônibus param na avenida, ao invés de recuarem. “Não tem nem placa de ônibus, bancos não existem mais para os passageiros aguardarem o transporte, aí os veículos param onde os ônibus deveriam parar, como vão saber que estão errados se não tem placa?”, questiona.



A moradora Beatriz Hoegen, 30 anos, lamenta o fato de o local não ter calçadas. “É preciso, muitas vezes, andar na rua e isso é muito perigoso. O movimento aqui é intenso e os veículos passam voando”, comenta.



Enquanto o Correio Lageano, fazia a entrevista com o comerciante Eduardo José, duas motos passaram em velocidade alta, fazendo racha. “Isso é comum. No final da tarde, tudo piora. O movimento aumenta demais e sempre tem criança por aqui”, lamenta.
O secretário de Obras, Joel Momm, diz que vai agilizar obra. “Vou conversar com os encarregados”, disse.



Filho de casal de idosos morreu atropelado e ninguém sabe quem foi


Uma tristeza sem fim. Assim Eraci Pereira Gin, 66 anos, descreve sua dor quando lembra da morte do filho Joacir, 45 anos. “Pensei que enterrar uma mãe era difícil, mas enterrar um filho é pior ainda”, lamenta.


Ela e o esposo Lauro Gin, 77 anos, estão inconsoláveis depois que o filho deles foi atropelado na avenida Santa Catarina há 10 dias. Ele morreu horas depois do acidente, no hospital. Testemunhas disseram ouvir um estrondo e depois ver o rapaz caído no chão. Ele caminhava pela avenida quando foi atropelado. Ninguém viu quem foi o responsável pelo acidente.



Exames foram encaminhados para Florianópolis pelo hospital para saber exatamente a causa da morte. “Sabemos que aconteceu hemorragia interna, saiu sangue pela boca quando ele morreu no hospital. Mas no corpo não havia nenhum sinal de lesão. Nosso único conforto é saber isso. Mas nada pode ser feito, infelizmente”, diz.



Lauro conta que, recentemente, aconteceram dois atropelamentos com vítimas fatais na avenida, mas quem cometeu os crimes não foi encontrado pela polícia. “Eu estava doente, agora estou pior, nem estou comendo direito”, diz Eraci. “Eu ando com muita dor, nem caminho muito. Nosso filho é quem está indo atrás da papelada do seguro Dpvat”, diz.



Lançamento de edital depende da aprovação do Tribunal de Contas de SC


Lombadas físicas, eletrônicas e semáforos com furão (sistema que multa quem avança o sinal vermelho), serão implantados em Lages nos pontos mais críticos do trânsito, depois que um edital de licitação for lançado. O estudo técnico está pronto e agora o Tribunal de Contas precisa aprová-lo para o processo licitatório iniciar.



O diretor de trânsito Diego Oliveira comenta que o estudo analisou o trânsito da cidade e verificou o que é preciso fazer para melhorá-lo. Ele prefere não estipular uma data para a licitação ser lançada, porque explica que o Tribunal de Contas pode rejeitar o estudo técnico. “Isso já aconteceu, então, fica difícil definir que dia o processo vai iniciar”, diz. Mesmo assim, ele garante que até o final deste ano, a licitação será lançada. “Isso eu posso garantir”.




Fotos:Susana Küster

terça-feira, 14 de maio de 2013

Estandes mais caros na Festa do Pinhão


Estandes mais caros na Festa do Pinhão
Lages, 15/05/2013, Correio Lageano, por Joana Costa



Comerciantes reclamam do aumento do valor dos espaços. Empresa explica que reajuste decorre da diminuição de pontos



Há sete anos, o comerciante lageano Deivisson Vitória aproveita a Festa do Pinhão para garantir uma renda extra vendendo bebidas dentro do Parque Conta Dinheiro. No entanto, este ano, ainda não decidiu se vai instalar o seu bar dentro do parque em função do alto valor cobrado pelo aluguel. Segundo ele, o valor por todas as despesas do ponto em 2012 foi de R$ 4,5 mil. Mas nesta edição a empresa responsável pela locação está cobrando R$ 8 mil pelo mesmo local.




Segundo Deivisson Vitória, em 2011 o valor investido para o bar, incluindo aluguel, montagem do estande e impostos foi R$ 3,5 mil. Em 2012, o valor subiu para R$ 4,5 mil, sendo R$ 1,5 mil com o aluguel e R$ 3 mil com montagem do estande e impostos.




Em 2013 o valor apenas com o aluguel da mesma área, medindo nove metros quadrados, é de R$ 8 mil. Para ele, com o alto preço, a tendência é que isso seja repassado aos consumidores dentro da festa. “Se eu não pegar o ponto, outra pessoa de fora virá para ganhar dinheiro e vai repassar ao consumidor”, afirma.



O Correio Lageano conversou com outra empresa de Lages, especializada em venda de alimentos, que costuma montar estande no parque. A proprietária optou por não se identificar, mas compartilha da mesma reclamação de Deivisson Vitório. Em 2012, a emprega pagou R$ 8,5 mil pela locação, já com o estande montado. Este ano o valor cobrado é de R$ 11.870, sem a estrutura.



De acordo com ela, a justificativa dada pela empresa Sur-Loc para o aumento de preços é o fato de que este ano foi aumentado o valor da licitação pago à prefeitura pelo direito de explorar as locações. Por isso, o valor deve ser repassado aos empresários. “Eles até foram legais com a gente, mas pagaram muito para vender os espaços e agora têm que cobrar da gente”, declarou.



A empresa Sur-Loc, de São Paulo, foi a vencedora da licitação, oferecendo o valor de R$ 300 mil à prefeitura de Lages para ter o direito de comercializar os estandes dentro do Parque Conta Dinheiro. Ano passado, quem ficou responsável por este trabalho foi a empresa Art Grupo Ltda Me, que pagou R$ 234.999,90, conforme dados do Tribunal de Contas.



Empresa justifica o aumento dos aluguéis



A Sur-Loc justifica o aumento pela diminuição da quantidade de pontos para locação. “Estão sendo comercializados 55 espaços. No ano passado eram 105”, explica o representante da empresa Luciano Serpa.



Dois fatores foram considerados para justificar os preços. “Um deles é o valor pago à prefeitura, que esse ano subiu em relação ao ano passado e o segundo é o número de bares e restaurantes que vão operar”, acrescenta.



Serpa não sabe informar, precisamente, qual foi o acréscimo. “Varia de um lugar para o outro de acordo com a localização, tamanho do espaço, tipo do negócio. Então, é difícil calcular isso”, esclarece.


Também representando a Sur-loc, Carlos Krauss informa que a empresa avaliou o parque antes de definir preços. “Tem algumas diferenças de um e outro ponto”, disse. O menor aluguel cobrado é de R$ 4,5 mil, com 25 metros quadrados, na saída do parque. O ponto mais caro custa R$ 35 mil, com 100 metros quadrados na rua principal.



Em 2012 os impostos cobrados pela Receita Federal foram repassados aos comerciantes. Este ano, a Sur-Loc não decidiu se vai arcar com a despesa ou repassar. A informação dada pela empresa é que na terça-feira, 100% dos pontos estavam locados e todos para lageanos, e que há uma fila de espera.



Comerciantes podem lucrar mais este ano



O presidente da Comissão Central Organizadora, Toni Duarte, acredita que com a concorrência menor dentro do parque, os comerciantes vão lucrar mais. “Vai ter uma arrecadação maior em relação ao ano passado, porque tem menos concorrência dentro do parque”, fala.



Segundo ele, a prioridade é pela qualidade da alimentação oferecida. Por isso, a prefeitura optou por terceirizar a locação. “Durante todos os dias tem que fiscalizar a qualidade da alimentação, os procedimentos exigidos. Então, dá muito trabalho em relação a isso”, justifica. Porém, Duarte não descarta a possibilidade de o ano que vem a prefeitura passar a comercializar diretamente os pontos dentro do parque.



ShowPinhão vende todos os espaços




Também foram alugados todos os espaços do ShowPinhão. Nesta área do parque, a Associação Empresarial de Lages (Acil) é a responsável pela locação. A prioridade é para que os lageanos possam expor os seus produtor. “Nenhuma empresa de Lages que quis expor deixou de entrar”, declara o presente da Acil, Luiz Spuldaro. Segundo ele, todos os espaços estão locados e 90% dos estandes são de empresas locais. “Hoje só seis empresas são de fora”, completa.



Fotos:Joana Costa